Ajuda a Santa Catarina

26 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: sociedade, vida

A Defesa Civil de Santa Catarina está pedindo doações de água potável, médicos voluntários e dinheiro aos municípios atingidos pelas chuvas. Com acessos interditados, há, no entanto, dificuldade para a entrega dos materiais. Com isso, Defesa Civil Estadual pede para os interessados priorizem as doações em dinheiro nas contas bancárias.

Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7

Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.

Bradesco S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57.

Para mais informações, acesse aqui.

Risos

15 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, vida

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A incapacidade de amar

10 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, vida

Por Luiz Felipe Pondé, para a Folha de S.Paulo (acesso p/ assinantes aqui):

Certa feita uma amiga psicóloga me disse que existe hoje em dia um fenômeno chamado "homem fóbico". O que seria isso? Um homem que tem medo de casar. Namora, mas, quando a mulher pensa em compromisso, ele desaparece.

No fundo, este medroso é um infantil que padece de uma idealização da mulher tão grande que faz todas as mulheres reais parecerem bruxas devoradoras de meninos. A culpa deve ser da mãe deles. Mas há outras causas.

Devemos prestar atenção nessa queixa porque ela vai ao encontro de uma outra queixa comum, dessa vez, das mulheres: "Não existem homens no mercado, o quilo de homem está caro!". Para este fóbico as mulheres ficaram muito egoístas e insensíveis. Não valem o investimento.

Segundo a literatura sobre o assunto, esse fenômeno está associado ao processo denominado genericamente de "crise do patriarcalismo".

Num primeiro momento, esta "crise" refere-se a um desmantelamento da família na qual o homem era o chefe do casal. Num segundo momento, refere-se à dissolução das figuras do homem e da mulher tal como pensamos nos últimos 2.000 anos (sabe-se lá há quanto tempo…). Esta fobia seria um efeito colateral dessa "crise".

Vale notar que muitos dos teóricos e das teóricas que tratam desse tema são pessoas que têm "interesse" na crítica do modelo clássico de família, seja lá por qual razão for… A neutralidade intelectual neste debate sobre sexualidade é uma mentira.

Alguns fatos históricos descrevem as raízes desse processo: a radicalização da Revolução Industrial, a exploração da mulher pelo capital, o retorno dos soldados americanos da Segunda Guerra (as mulheres foram trabalhar durante a guerra e não queriam voltar para casa ao final dela), as revoluções anticoncepcionais etc.

O crescimento do número de mulheres como chefe de família faz feministas beberem até cair de felicidade. Lágrimas sinceras de emoção brotam de seus olhos endurecidos pela longa batalha travada em favor da destruição do "patriarcalismo".

Todo tipo de "aberração" é associado a essa figura (patriarcalismo): nazistas, serial killers, poluição ambiental, Guerra do Iraque, extermínio dos astecas, invasão das abelhas assassinas, destruição de planetas em Andrômeda, a penetração no ato sexual heterossexual (afinal, as mulheres só gostam do sexo heterossexual por culpa da ideologia "patriarcal"!), enfim, a infelicidade geral que domina o cosmo desde o Big Ben.

Estou exagerando é claro. Mas nem tanto. Esse exagero é simétrico ao delírio de alguns setores feministas mais fanáticos. O ser humano é histórico, mas há exageros na idéia de que possamos "reinventar" o humano ao sabor da moda intelectual do momento. Não acredito em engenharias sociais que projetam "seres humanos melhores". Neste caso, isso quer dizer: homens e mulheres com afetos sexuais corretos. As teorias que visam construir esses afetos corretos me parecem tão reais quanto longas conversas com marcianos verdes.

Explico-me: sou a favor da Delegacia da Mulher, de mulheres como presidente da República, médicas, advogadas, cientistas, enfim, mulheres que fazem o que querem, mas não acredito que papéis masculinos e femininos possam ser construídos pela "correta política dos afetos". E pior: muitas teorias sobre esse assunto deságuam em simples incentivo à miséria afetiva de ambas as partes. O mal estar continua, com ou sem patriarcalismo, porque o problema é a incapacidade de amar.

Cinismo, rancor e melancolia acompanham a simplificação barata do amor entre homens e mulheres. A feminista fanática e o machista são ambos impotentes do amor. Deviam sair para jantar juntos.

Há um sofrimento nessa simplificação barata. Simplificação barata aqui quer dizer: a redução do amor e do sexo às relações de poder. O "saudável" Sade é seu patrono. Só a má fé ou a desinformação não vê que a cama do casal agoniza sob a bota da "nova política dos corpos e dos afetos". A política não Cgera o amor. A fome de amor sim é a regra universal.

Efeitos colaterais deste processo fazem homens e mulheres sofrerem na esteira dos exageros do "mito do homem como príncipe universal das trevas". As mulheres não suportam os novos homens inseguros. A fúria militante mente sobre isso. As mulheres podem ser tudo o que querem, mas sentam na janela de seus escritórios, contemplando o risco crescente da solidão.

TED em português: conferências sobre idéias

16 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, educacao, inovacao, neurociencia, vida

Há um projeto no YouTube de legendar em português as palestras da TED,  conferências que abordam conceitos e idéias em temas variados, como inovação, história de invenções, e funcionamento da mente.

São palestras curtas e muito interessantes. Já assisti algumas dessas palestras e gostei muito. Achei particularmente impressionante a de Jill Taylor, uma neurocientista que conta sua própria experiência de ter um derrame. Assista a primeira parte clicando no ícone abaixo.

 

TED em português: conferências sobre idéias

Via Tiago Dória Weblog.

Mãe natureza

13 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, vida

Mãe natureza

Para onde foram todos os anjos?

31 de agosto de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, vida

Para onde foram todos os anjos?

Foto de 20 de agosto de 1924. "National American Ballet." National Photo Co.

Sociedade “low cost”

21 de julho de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, economia, sociedade, vida

Da revista Vida Simples, entrevista com Massimo Gaggi:

Sociedade “low cost” Foi-se o tempo em que se contavam nos dedos as viagens de avião. Ou em que móveis criados por designers só podiam ser vistos nas páginas das revistas ou em que os vestidos esvoaçantes das passarelas eram privilégio das lojas de alta costura. A sociedade de consumo democratizou-se. Hoje a passagem de Madri a Dublin custa 15 euros e o percurso entre móveis assinados e roupas de grife até as lojas populares está cada vez mais curto, pelo menos nos países desenvolvidos. Produtos e serviços antes acessíveis só às classes mais altas agora estão à disposição na Europa e Estados Unidos, e isso começa a ocorrer também nos países emergentes.

A sociedade low cost, como está sendo chamada essa classe que quer sempre o melhor sem ter de pagar muito por isso, amplia-se cada vez mais. Porém, quais são as conseqüências sociais e ambientais desse consumo desenfreado? Quem responde é o jornalista italiano Massimo Gaggi, correspondente do jornal Corriere della Sera em Nova York, e seu parceiro Edoardo Narduzzi, autores do livro La Fine del Ceto Medio e la Nascita della Società Low Cost (“O fim da classe média e o nascimento da sociedade low cost”, ainda sem tradução para a língua portuguesa).

Para ler a entrevista, acesse aqui.

Criatividade e os dois lados do mesmo cérebro

15 de julho de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, neurociencia, vida

Por Suzana Herculano-Houzel

Duas semanas atrás, manifestei aqui minha decepção com a falta de originalidade humana na hora de criar extraterrestres para filmes e livros, o que tem suas origens na limitação da nossa capacidade de imaginação pela experiência sensorial do cérebro. Ainda assim, esse cérebro que só propõe mesmices alienígenas é capaz de dar soluções novas a problemas cotidianos. Como?

Ainda por meio da criação de novas combinações dos elementos de que dispomos. Logo vem à cabeça o projeto de objetos inovadores -aviões, máquinas de fazer suco de laranja, iPods. Mas, segundo uma definição prática, isso é apenas um ramo específico da criatividade, nossa capacidade genérica de encontrar novos caminhos entre idéias e conceitos e novos conceitos a partir das mesmas idéias.

A neurociência já se interessou pelo assunto -e mostra como a criatividade depende do esforço conjunto de uma rede de estruturas dos dois lados do cérebro (e não apenas do lado direito, por favor!) que servem cada uma a uma função específica: memória de trabalho, imaginação de ações, significados emocionais complexos, satisfação e, sobretudo, flexibilidade cognitiva: a capacidade de mudar o conjunto de regras em uso no momento.

Na hora de ser criativo com o mundo, o cérebro usa a si mesmo com criatividade: emprega as mesmas estruturas de outras maneiras para olhar uma questão de outro jeito e descobrir um caminho alternativo.

Minha filha, em plena descoberta da semântica aos oito anos, nos oferece uma experiência do processo criativo propondo uma série de charadas. “Por que o Abominável Homem das Neves é azarado?”, pergunta. Imagens de gelo, montanhas e seres enormes vêm à cabeça -nada que ajude a encontrar uma resposta que conecte o Yeti ao azar. Depois de insistirmos em um caminho que não leva a nada, ela dá a resposta: “Porque ele tem pé frio!”.

Rimos, enquanto nosso sistema de recompensa registrava o valor de quebrar as expectativas, abandonar o caminho tradicional, mais fácil, e ver a mesma informação de outra perspectiva, usando um conjunto diferente de regras.

A ativação do sistema de recompensa com a quebra de expectativa, base do humor, não só torna o processo criativo prazeroso como nos faz querer mais dele. Deixo, então, um convite para você usar sua flexibilidade cognitiva e responder: por que o macaco-prego não gosta de entrar no mar? Não é porque ele enferruja…

Suzana Herculano-Houzel, neurocientista, professora da UFRJ, autora do livro “Fique de Bem com o Seu Cérebro” (Editora Sextante) e do site O Cérebro Nosso de Cada Dia (http://www.cerebronosso.bio.br). Artigo publicado na “Folha de SP”. Acese aqui.

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