Categorias: arte, vida

Foto tirada pela minha amiga Lu de um fim de tarde em Florianópolis. Como se diz por aqui, “côsa linda”!

Foto tirada pela minha amiga Lu de um fim de tarde em Florianópolis. Como se diz por aqui, “côsa linda”!
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Via Nariz Gelado.
Que o Amor renasça radiante nos nossos corações como única estrela da nossa vida.
Chiara Lubich
Desejo a tod@s @s leitor@s desse blog um Feliz Natal e um ótimo início de 2009!
“Ela foi enterrada viva porque seu povo achava que ela não tinha alma. Foi desenterrada por seu irmão no último momento. Depois disso, foi obrigada a viver banida de sua tribo por três longos anos até que a enfermidade e a rejeição a levaram mais uma vez para à beira da morte…
Esta é a história de Hakani, uma das centenas de crianças destinadas a morrer a cada ano entre os mais de 200 povos indígenas brasileiros. Deficiência física ou mental, ser gêmeo ou trigêmeo, nascer de uma relação extra-conjugal – todas essas são consideradas razões válidas para se tirar a vida e de uma criança.
Um número crescente de indígenas estão se levantando para combater essa prática. Mas quando eles procuram ajuda de algumas autoridades brasileiras, eles ouvem que as leis nacionais e internacionais não se aplicam às suas crianças, e que preservar a cultura é mais importante que preservar vidas individuais. Essas atitudes vão claramente contra a Constituição Brasileira e contra a legislação internacional, que declaram que os direitos da criança jamais podem ser sacrificados pelo bem do grupo.
Apresentando sobreviventes do infanticídio, assim como aqueles que os resgataram, Hakani é um documentário dramático que conta a história verdadeira da jornada de uma menina em busca da liberdade e a luta de um povo para encontrar uma voz – uma voz pela vida.”
Texto do documentário Hakani da ONG ATINI que luta pelos direitos das crianças indígenas e contra o infanticídio praticado por algumas tribos de índios brasileiros. Via Política Levada a Sério.
Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar … onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.
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Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores
por Jessica Wapner, para a revista Mente&Cérebro
A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.
Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.
Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação. Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.
Referindo à escada do amor de Platão, Renée Weber afirma que o passo inicial nesta escada, para a maioria dos humanos, ocorre por meio do amor físico quando uma pessoa busca um complemento à sua incompletude. Mas se toda a sua manifestação de amor for restrita a essa única pessoa, e especialmente à forma física dessa pessoa, ela se desligará do Universo imenso e do imenso potencial da humanidade. Quando se está muito apaixonado, é como se o Universo estivesse concentrado nessa outra pessoa. Em certo sentido o Universo está nessa pessoa, mas é preciso transformar essa dimensão – ver não apenas ela, mas o Universo nela. O amor platônico, então, é (ao contrário do que é entendido no senso comum) um amor tão amplo, tão comovedor e tão universal que, embora comece como um amor pela forma bela, termina como um amor pela própria beleza, um principio eterno do Universo. Nos leva a perceber que todas as formas belas são dignas de amor. Você generaliza e se torna sensível a todas as formas belas. A beleza das idéias torna-se tão real quanto, e de mais real do que, a beleza física. O amor e a beleza estão ligados, porque você vê a beleza quando está amando, vê a beleza da mente, você se apaixona pela qualidade da mente da outra pessoa.
Sendo o primeiro passo o amor físico que depois transcende, o passo número dois é amar todas as formas físicas belas. O terceiro é amar a beleza da mente sem distinção da forma física à qual ela esteja associada. O quarto passo da escada do amor é o amor pelas práticas belas – a ética (manter a casa limpa). A integridade, a justiça, a bondade, a consideração – tais características também tem beleza e conduzem ao passo número cinco, que é o amor pelas instituições belas (a revista que está nascendo pode ser uma destas instituições) que representam o coletivo. O sexto degrau da escada do amor, a sexta manifestação do amadurecimento do amor é uma curva gigantesca para o alto, em direção ao universal e ao abstrato, é o que Platão denomina “ciência”, isto é, conhecimento e compreensão. Os grandes cientistas tais como Einstein, Kepler, Galileu, Newton afirmaram que ao articularem as leis do Universo, estavam estudando a lógica, a ordem e a beleza da mente de Deus. Todos tinham uma espécie de paixão pela ciência e pelas leis do Universo. Giordano Bruno preferiu a morte à negação desse amor. O sétimo degrau é a passagem substancial, não mais a manifestação ou exemplo de beleza, mas a beleza em si. O ponto mais alto, o amor pela manifestação eterna da beleza em si. Não mais a paixão pela forma bela mas pela sua essência, que torna bela todas as coisas. A beleza na sua origem. O amor mundano e físico foi o inicio da busca da totalidade. O ponto de chegada é a visão do Universo, que liga o individuo à sua origem suprema, infinita.
Platão não deprecia o amor entre um homem e uma mulher – antes mostra que eles fazem parte desta ascensão ao divino, ao espiritual e ao imortal. O amor físico é um tal catalisador que conduz à paixão pelo Universo inteiro. O amor habilita-nos, a partir das belezas da Terra, a subirmos ao céu, diz Platão. O que começou no tempo, termina na eternidade; o que começou com o toque de uma pessoa, termina no abraço ao Universo.
Resumo da entrevista com Renée Weber feita por Scott Miners, intitulado “A visão espiritual da relação homem e mulher". E-mail enviado por Valdir Fernandes.