Amar sem rede de segurança

22 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar … onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.

C.S Lewis em “Os quatro amores”. Via Ricardo Gondim. 

Homenagem aos loucos do mundo

22 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=EL-NEUk_2AU]

Via Política levada a sério.

Blogar faz bem à saúde

21 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: tecnologia, vida

Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores

por Jessica Wapner, para a revista Mente&Cérebro

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.

Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.

Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação. Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.

Escada do amor de Platão

14 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: filosofia, vida

Referindo à escada do amor de Platão, Renée Weber afirma que o passo inicial nesta escada, para a maioria dos humanos, ocorre por meio do amor físico quando uma pessoa busca um complemento à sua incompletude. Mas se toda a sua manifestação  de amor for restrita a essa única pessoa, e especialmente à forma física dessa pessoa, ela se desligará do Universo imenso e do imenso potencial da humanidade. Quando se está muito apaixonado, é como se o Universo estivesse concentrado nessa outra pessoa. Em certo sentido o Universo está nessa pessoa, mas é preciso transformar essa dimensão – ver não apenas ela, mas o Universo nela. O amor platônico, então, é (ao contrário do que é entendido no senso comum) um amor tão amplo, tão comovedor e tão universal que, embora comece como um amor pela forma bela, termina como um amor pela própria beleza, um principio eterno do Universo. Nos leva a perceber que todas as formas belas são dignas de amor. Você generaliza e se torna sensível a todas as formas belas. A beleza das idéias torna-se tão real quanto, e de mais real do que, a beleza física. O amor e a beleza estão ligados, porque você vê a beleza quando está amando, vê a beleza da mente, você se apaixona pela qualidade da mente da outra pessoa.

Sendo o primeiro passo o amor físico que depois transcende, o passo número dois é amar todas as formas físicas belas. O terceiro é amar a beleza da mente sem distinção da forma física à qual ela esteja associada. O quarto passo da escada do amor é o amor pelas práticas belas – a ética (manter a casa limpa). A integridade, a justiça, a bondade, a consideração – tais características também tem beleza e conduzem ao passo número cinco, que é o amor pelas instituições belas (a revista que está nascendo pode ser uma destas instituições) que representam o coletivo. O sexto degrau da escada do amor, a sexta manifestação do amadurecimento do amor é uma curva gigantesca para o alto, em direção ao universal e ao abstrato, é o que Platão denomina “ciência”, isto é, conhecimento e compreensão. Os grandes cientistas tais como Einstein, Kepler, Galileu, Newton afirmaram que ao articularem as leis do Universo, estavam estudando a lógica, a ordem e a beleza da mente de Deus.  Todos tinham uma espécie de paixão pela ciência e pelas leis do Universo. Giordano Bruno preferiu a morte à negação desse amor. O sétimo degrau é a passagem substancial, não mais a manifestação ou exemplo de beleza, mas a beleza em si. O ponto mais alto, o amor pela  manifestação eterna da beleza em si. Não mais a paixão pela forma bela mas pela sua essência, que torna bela todas as coisas. A beleza na sua origem.  O amor mundano e físico foi o inicio da busca da totalidade. O ponto de chegada é a visão do Universo, que liga o individuo à sua origem suprema, infinita.

Platão não deprecia o amor entre um homem e uma mulher – antes mostra que eles fazem parte desta ascensão ao divino, ao espiritual e ao imortal. O amor físico é um tal catalisador que conduz à paixão pelo Universo inteiro. O amor habilita-nos, a partir das belezas da Terra, a subirmos ao céu, diz Platão. O que começou no tempo, termina na eternidade; o que começou com o toque de uma pessoa, termina no abraço ao Universo.

Resumo da entrevista com Renée Weber feita por Scott Miners, intitulado “A visão espiritual da relação homem e mulher". E-mail enviado por Valdir Fernandes.

Declaração Universal dos Direitos Humanos – 60 anos

11 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, politica, vida, ética

Artigo I.

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Leia mais aqui.

O que buscamos

1 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, vida

[…] Einstein, influenciado por Spinoza que, por sua vez, foi influenciado por Platão que, por sua vez, foi influenciado por Pitágoras, queria obter uma descrição geométrica do mundo, que ele atribuía à uma inteligência abstrata. Não o Deus judaico-cristão, com certeza. Mas a racionalidade que via manifesta nos padrões do mundo à nossa volta.

Einstein passou as últimas duas décadas de sua vida buscando por uma teoria unificada das forças gravitacional e eletromagnética. Para ele, essa unificação era inevitável, a expressão mais cristalina da inteligência da natureza. Einstein falhou em sua empreitada, mas outros continuam buscando por essa unificação geométrica, a versão científica da "mente de Deus".

A falta de resultados experimentais indicando a direção certa dificulta muito as coisas. Ou, talvez a natureza esteja tentando nos dizer algo: a ordem que tanto buscamos nela é, na verdade, a ordem que buscamos em nossas vidas.

Trecho do artigo de Marcelo Gleiser.

Uma nova linguagem: Paz e amor

1 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

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S.O.S. Petrobras mais importante que S.O.S. Santa Catarina

1 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, sociedade, vida

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Do Blog Arrastão:

Entre 1983 e 1984, enchentes destruíram Paraná e Santa Catarina. Minha mãe, então professora, coordenou uma equipe de voluntários na distribuição de água, comidas, roupas e remédios para os atingidos; acampamos em uma escola estadual de Curitiba para cuidar dos sem-teto.

Além das chuvas, diziam os adultos, o problema estava na má gestão dos recursos públicos.

Vinte e cinco anos passados, o desespero dos "flagelados" está de volta. Um punhado de presidentes alternou-se no poder, mas a administração das verbas arrecadadas continua hermética e questionável.

Guilherme Fiuza, aliás, resumiu bem:

"No auge da crise mundial de crédito, a Caixa Econômica empresta 2 bilhões de reais à Petrobras – na operação que já está sendo chamada de ‘Caixa 2′.

A instituição mais importante do país para investimento em saneamento – essas obras que evitam enchentes – gasta o dobro do que Lula destinou a Santa Catarina para tapar um buraco de caixa na multinacional brazuca."

Gostaria muito de pensar que daqui a 25 anos minha filha verá outras imagens, que o estatismo patropi terá dado lugar ao gosto pelo empreendedorismo, que os brasileiros cobrarão o destino de seus impostos. Mas, infelizmente, alguma coisa se perdeu e eu não consigo.

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