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Numa excelente entrevista, Luigi Luca Cavalli-Sforza , um dos maiores genetistas do século XX, afirma que não existem raças distintas entre as pessoas e o que nos define é a mistura genética. Uma outra afirmação importante é que somos distintos dos outros animais apenas por graus, ou seja, tanto nós como os animais possuem habilidade lingüística e capacidade de inventar e construir ferramentas, estando a diferença na nossa habilidade de aprimoramento, que é maior. A ciência está ajudando a nos enxergarmos como semelhantes, tanto entre os próprios homens quanto entre os homens e os animais.
Abaixo segue alguns trechos da entrevista publicada no Estado de S.Paulo, que pode ser lida na íntegra aqui .
Talvez seja surpreendente para algumas pessoas que a aparência física, como cor da pele, não sejam bons indícios da herança genética. Os brasileiros estão certamente entre os povos mais misturados do planeta, embora não sejam os únicos. A diferença é que nenhum dos outros grupos mestiços forma um povo tão vasto. O Brasil teve a boa sorte de não ver o racismo prosperando, como costuma acontecer noutros cantos. Isto provavelmente vem de uma herança portuguesa, povo que já demonstrava predisposição pela mistura racial desde os tempos de suas primeiras colônias, na África. O estudo de nossas origens genéticas apenas confirma o que já estava claro para bons observadores: a mistura entre povos e a produção daquilo que nós geneticistas chamamos de híbridos não traz qualquer desvantagem do ponto de vista genético. Até melhora, traz uma vantagem naquilo que chamamos de “vigor híbrido”.
As diferenças entre povos de locais geográficos distintos são claramente visíveis, caso de cor da pele e tamanho e formato das partes do corpo. Estas características refletem adaptações ao clima local que surgiram após a espécie humana se originar na África Oriental, há relativamente pouco tempo (não mais que 100 ou 150 mil anos, período bastante curto na escala evolutiva) e, naturalmente, após deixar a África, há coisa de 50 ou 60 mil anos. De qualquer forma, estas diferenças são triviais em todos os aspectos essenciais. A grande maioria das diferenças genéticas se encontram entre um indivíduo e outro, jamais entre um povo e outro. Falando em números, mais de 90% das diferenças genéticas se dão entre duas pessoas de um mesmo povo. Apenas 10% da variação se dá entre, digamos, europeus e asiáticos, entre africanos e americanos nativos. Isto acontece porque a nossa é uma espécie muito jovem e ainda não houve tempo evolutivo para nos diferenciarmos. Quer dizer: não existem raças distintas entre os homens.
Por definição, tribos falam a mesma língua, e a linguagem, por conta de seu gigantesco potencial de comunicação, há de ter sido uma força importante sem a qual a grande migração que levou o homem a todos os cantos do planeta não teria sido possível. Todos temos a mesma capacidade intelectual de adquirir esta técnica de comunicação que é a língua. Ela, junto com nossa capacidade de inventar novas máquinas, são as características que nos diferenciam dos outros animais. Embora, sempre é bom lembrar, esta é uma questão de graus. Animais também se comunicam e inventam ferramentas. A diferença na habilidade é que é tremenda.
Via Weblog .
Leia também: Miscigenação .
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Concedi uma entrevista para o site do Instituto Humanitas Unisinos, sobre o assunto da infantilização que Pedro Bendassolli e eu abordamos na revista GV-Executivo. Você pode conferir a entrevista aqui .
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O Prêmio Nobel da Paz de 2006 foi para Muhammad Yunus , pioneiro do microcrédito para os mais pobres e fundador do Grameen Bank em Bangladesh, entidade responsável pela operacionalização dos empréstimos. Ela foi uma das idéias mais bem-sucedidas para a superação da pobreza, que parte da capacidade empreendedora das pessoas e que desenvolve silmultaneamente as dimensões políticas e comunitárias. No Brasil foi publicado seu livro sobre a experiência do Grameen Bank, ” O Banqueiro dos Pobres “. Veja aqui a reportagem completa . E veja aqui para conhecer mais a proposta de Yunus .
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O longo amanhecer , documentário sobre Celso Furtado, traça paralelos entre a história política brasileira, a trajetória biográfica e a obra de uma dos mais importantes intelectuais brasileiros. Leia a reportagem completa .
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E por falar em ética, Andrew Fastow, o ex-diretor-executivo de finanças da Enron, foi sentenciado nesta terça-feira (26/09) a seis anos de prisão nos Estados Unidos. Fastow, de 44 anos, afirmou ser culpado de fraude e lavagem de dinheiro em 2004 e se transformou na principal testemunha nos julgamentos do ex-presidente da Enron Kenneth Lay e do ex-diretor-executivo Jeffrey Skilling. Leia mais aqui .
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Esposas e namoradas de integrantes de gangues em uma das cidades mais violentas da Colômbia convocaram uma greve de sexo para tentar convencer seus companheiros a entregarem suas armas. O movimento foi chamado de “greve das pernas cruzadas” e conta com o apoio do prefeito.
Pereira fica na região cafeeira da Colômbia e, em 2005, registrou 478 homicídios. Até agosto passado, os assassinatos já somavam 210.
A idéia foi sugerida por Omaira, uma esposa de pistoleiro, em uma reunião com as autoridades locais, que contou com a participação de cerca de 25 mulheres vindas de bairros populares da cidade. ( leia mais aqui ). Via BBC Brasil.com
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Notícia da Rede Gife, por Rodrigo Zavala – Por que o Brasil cresce economicamente em níveis tão baixos se comparado a países em similar grau de desenvolvimento, como os seus pares na América Latina ou a China e a Índia? A questão foi o cerne da Avaliação da Economia do Conhecimento no Brasil, cujos resultados preliminares foram divulgados pelo Banco Mundial.
Na prática, trata-se de um benchmarking do Brasil com 128 países, incluindo China, Coréia, Chile, Argentina, Colômbia e países-membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “O objetivo foi responder por que o Brasil se desenvolve em níveis mais baixos em comparação a outros países em igual situação”, afirma Alberto Rodriguez, especialista em educação responsável pelo estudo.
Segundo a avaliação, comparativamente, não há como alegar que o Brasil não cresce apenas por questões macroeconômicas ou por um sistema de inovações. A melhoria da eficiência e da efetividade geral do ensino e dos sistemas de treinamento, atrelado a uma aproximação da academia ao setor industrial, são os caminhos indicados pelo banco. Isto é, a melhoria da educação brasileira em prol de um modelo de desenvolvimento. ( leia mais aqui ).


