Não agüentei

10 de novembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Bom, não consegui agüentar. Ainda estou na fase de escrita da tese, que não está fácil, mas postar algumas coisas que acho bacana me faz bem. Uma pessoa recentemente me disse que teve a impressão que uso o blog como um amigo, que não faz exigências. Talvez seja isso mesmo. Mas sinto vontade de compartilhar coisas interessantes que acho por aí, mesmo sabendo que é a mesma coisa que colocar uma mensagem dentro de uma garrafa e jogá-la ao mar. Nunca sei se é um pedido de socorro ou a esperança de fazer alguma diferença na vida de uma pessoa que nunca conhecerei.

Dando um tempo

26 de setembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao

Este blog vai dar um tempo nas atualizações. Estarei completamente absorvido na minha tese e espero retornar o mais breve possível.

E este é o meu estado de ânimo escrevendo a tese. Mas garanto que não é lá muito grave. Digamos que é apenas um pouco.

Dando um tempo

 

Lula e a mídia

29 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, politica

Por Alberto Dines, no site “Observatório da Imprensa”:

“Eu não brigo com a imprensa. Eles brigam comigo…O fato dela [a imprensa] bater não impediu que eu chegasse à Presidência da República e não impediu que eu me reelegesse.”

Esta declaração do presidente Lula foi registrada na sexta (24/8), no Paraná. Contém três inverdades:

  • Em 2002 a imprensa não bateu no candidato Lula. Ao contrário, o candidato do PT foi tratado pela mídia com respeito e simpatia. Se houve excessos foram a seu favor.

  • Foi o presidente Lula quem deu seqüência aos ataques da direção do PT à mídia quando tentou recuperar sua imagem logo depois do escândalo do “mensalão”.
  • A briga com a imprensa foi puxada pelo presidente-candidato Lula em meados de 2006.

Quando era apenas candidato (contra Collor e FHC), Lula jamais ousou criticar a imprensa, mesmo que guardasse mágoas da TV Globo. Parafraseando o presidente, “nunca neste país houve um candidato com tantos amigos na mídia”.

Em 2006, acuado pelas revelações que jorravam da CPI dos Correios, Lula partiu para o ataque. Escolheu a imprensa como alvo porque sabia que assim obteria mais repercussão. Mas esqueceu da sua dupla condição de candidato-presidente. Como postulante nada o impedia de criticar pessoas, grupos ou instituições, mas como presidente qualquer ataque à imprensa fatalmente soaria como ameaça.

Lula sabia disso, seu furor antimídia não foi acidental, fruto de um súbito mau-humor. Foi pensado: precisava provocar a mídia para um grande combate e assim neutralizar os efeitos devastadores do “mensalão”. Precisava novamente assumir a condição de vítima.

[...] Este delírio antimídia uma dia será cobrado dos intelectuais do PT, dos dirigentes do PT e do presidente que o PT emplacou duas vezes, uma delas graças justamente ao discurso antimídia.

No mesmo pronunciamento de 24/8 (terceiro dia do julgamento dos “40 do mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal), Lula produziu esta pérola: “A imprensa pensa ter o dom da verdade”. Não poderia imaginar que alguns dias depois a suprema corte confirmaria em grande parte tudo o que a imprensa publicou a respeito do escândalo.

A imprensa não pensa que tem o dom da verdade, ela somente busca a verdade. Quem parece detestá-la é o presidente Lula.

Acesse o texto completo aqui.

Experiência fora do corpo é reproduzida em laboratório

24 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, neurociencia, reportagem, tecnologia

Experiência fora do corpo é reproduzida em laboratórioVia Agência FAPESP – Com o uso de realidade virtual para misturar sinais sensoriais que chegam ao cérebro, cientistas europeus induziram voluntários a experiências extracorpóreas, sugerindo uma explicação científica para o fenômeno normalmente considerado produto de ilusão ou de ficção.

A visão de seus corpos transferidos para outro local – graças ao equipamento – associada à sensação de serem tocados simultaneamente fez com que voluntários sentissem que estavam se movendo fora de seu corpo físico, de acordo com dois artigos publicados na edição desta sexta-feira (24/8) da revista Science.

Uma desconexão entre os circuitos cerebrais que processam esse tipo de informação sensorial pode ser responsável por algumas das experiências extracorpóreas, segundo os autores.

[...] Para os pesquisadores, casos que envolvem a sensação de sair do corpo e vê-lo a partir de uma perspectiva externa podem estar relacionados, em parte, com o uso de drogas, ataques epiléticos e outros tipos de distúrbios cerebrais.

Ao projetar a consciência de uma pessoa em um corpo virtual, as técnicas utilizadas nesses estudos poderiam, segundo os autores dos estudos, ser úteis para treinamento em delicadas tarefas de “teleoperação”, como a realização remota de cirurgias.

As conclusões das pesquisas também poderiam ajudar a eliminar o estigma imputado a pacientes de distúrbios neurológicos que têm essas experiências, freqüentemente atribuídas a uma imaginação ativa ou a algum tipo de fenômeno paranormal. De acordo com os pesquisadores, os estudos têm potencial de ajudar a resolver antigas questões sobre como o ser humano percebe seu próprio corpo.

Leia o artigo na íntegra aqui.

CD completa 25 anos

17 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, musica, tecnologia

Há exatos 25 anos o primeiro compact disc – ou CD – foi produzido em uma fábrica da Philips, na Alemanha, iniciando uma revolução global na música.

Mais de 200 bilhões de CDs foram fabricados no mundo todo desde então e o formato continua dominando o mercado, apesar do crescimento do número de pessoas que baixam música pela internet.

O CD foi desenvolvido em conjunto pela Philips e a Sony e o disco se transformou também em um método de armazenamento importante para usuários de computador.

O primeiro CD de música produzido na época foi “The Visitors”, do grupo Abba.

[...] Os primeiros CDs colocados no mercado, em novembro de 1982, eram pricipalmente de música clássica.

Na época acreditava-se que os amantes da música clássica teriam mais dinheiro para comprar o novo formato do que os fãs de rock e música pop. A Philips pensou que esses consumidores de música clássica estariam mais dispostos a investir nos aparelhos que reproduziam os discos, na época muito caros.

Os primeiros modelos lançados custavam o equivalente, hoje, a US$ 1,9 mil (cerca de R$ 4,12 mil).

Reportage da BBC Brasil. Acesse o texto aqui.

elvis

17 de agosto de 2007 por
Categorias: em_geral

Tô nem aí

9 de agosto de 2007 por
Categorias: em_geral

Logo depois da derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, passei um tempo em Washington para preparar uma série de reportagens.

Um dado dia, conversei com os dois principais assessores do então secretário de Estado, Henry Kissinger. No dia seguinte, o Camboja, comunista, tomou o navio Mayaguez, norte-americano. Soaram todos os alarmes, porque parecia a comprovação da chamada “teoria do dominó” (caído o “dominó” Vietnã logo cairiam os demais países do sudeste asiático).

Liguei para um dos assessores de Kissinger para tentar entender como seria a reação. Não estava. Deixei recado, por deixar. Parecia-me óbvio que um alto funcionário norte-americano jamais retornaria a chamada de um jornalista latino-americano, ainda mais em uma situação crítica. Menos de uma hora depois, telefonou de volta e me contou tudo o que podia contar.

Aprendi na prática o significado de “accountability“, uma palavra, aliás, que não tem tradução precisa em português. Eqüivale a “prestação das contas”, mas mais forte. Faz parte da cultura política da maioria dos países desenvolvidos: os funcionários sentem-se compelidos a dar satisfações ao público que lhes paga o salário.

Agora, Barcelona vive seus dias de São Paulo: caos no aeroporto, apagão (elétrico), congestionamentos nas rodovias, em pleno pico das férias de verão. O que faz a ministra de Fomento (Magdalena Álvarez)? Diz “relaxa e goza”? Some? Não. Interrompe suas férias em Málaga, dá a cara em Barcelona, pede desculpas pelos deficientes serviços públicos e se prontifica a comparecer ao Congresso para explicações.

Essa é a diferença maior entre o Brasil e a civilização: aqui, os poderosos de turno se acham donos do poder, não empregados do público que os paga.

Clóvis Rossi, na Folha de S.Paulo, 09/08/2007, seção Opinião. (Acesso para assinantes).

Para quem tem senso de humor – Che Simpson

8 de agosto de 2007 por
Categorias: em_geral

Para quem tem senso de humor   Che Simpson

Via revista Piauí.

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