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Da Folha Online
Para preparar um bom café, é preciso ter a mãos ingredientes de qualidade e, claro, seguir algumas dicas de quem entende do assunto. Ouça aqui Silvia Magalhães, três vezes campeã brasileira de barista.
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Para preparar um bom café, é preciso ter a mãos ingredientes de qualidade e, claro, seguir algumas dicas de quem entende do assunto. Ouça aqui Silvia Magalhães, três vezes campeã brasileira de barista.
por Fernando Porfírio. Do site Consultor Jurídico.
A Igreja Universal do Reino de Deus está obrigada a devolver R$ 10 mil para a costureira Maria Pinho que lhe entregou todo seu patrimônio e hoje amarga a miséria. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos. Ainda cabe recurso.
Para o TJ paulista, “a liberdade de aderir a uma religião não constitui salvo conduto para que as igrejas recebam dádivas vultosas. O entendimento da turma julgadora foi o de que o Código Civil brasileiro impõe limite a doação e determina que quando ela é feita sem reserva de bens suficientes para a subsistência do doador é nula de pleno direito. Os julgadores destacaram que a decisão é um recado não só para a Universal, mas para todas as igrejas.
A costureira passou por várias igrejas evangélicas (Quadrangular, Batista, Presbiteriana, Internacional) até bater às portas da Igreja Universal do Reino de Deus, onde imaginou ter encontrado a resposta para suas angústias espirituais. Ela alegou que doou à IURD R$ 106.353,11, resultado da entrega de vários bens e da venda de dois imóveis.
Maria Pinho tinha uma pequena confecção que funcionava em sua casa. Ela disse que semanalmente entregava entre R$ 500,00 e R$ 700,00 para a igreja. Afirmou que trabalhava na limpeza de banheiros da igreja, na organização do local das missões e no auxílio de campanhas para atrair novos fiéis. A costureira afirmou, ainda, que acabou por vender as duas máquinas de costura que tinha, as ações de telefone e um apartamento no valor de R$ 20 mil. Comprou um outro apartamento por R$ 8 mil e entregou a diferença para a igreja.
Ela contou, também, que diante das pressões de pastores e das ameaças de que seria amaldiçoada por Deus caso desistisse de participar dos eventos da igreja, acabou vendendo o novo apartamento por R$ 15 mil e entregou um cheque administrativo nominal à IURD no valor de R$ 10 mil.
A ex-obreira afirmou que fez as doações na esperança de que as graças prometidas pelos pastores seriam alcançadas. Como isso não aconteceu, ela passou a viver em situação de miséria e arrependeu-se das doações que fez. Ela considera que foi vítima de armadilha, armação e cilada. Maria Pinho também disse que a receptação de seus bens foi um ato ilícito praticado pela Igreja Universal.
A turma julgadora reconheceu que a situação vivida hoje por Maria Pinho inspira piedade e compaixão. A mulher levava uma vida razoável e agora é uma indigente, sobrevivendo da misericórdia alheia. Nesse aspecto, segundo entendeu o relator sorteado, desembargador Ênio Zuliani, as provas são persuasivas. A igreja admite e confessa que recebeu doações da ex-fiel, mas a única prova material das oferendas que há é a emissão de um cheque de R$ 10 mil que foi compensado em julho de 1997.
Leia mais aqui. Via O Verbo.
A estrada foi longa, muitas vezes tortuosa, mas a caminhada teve uma beleza incrível. Espero que eu tenha conseguido colocar um pitada dessa beleza na minha tese, que defenderei na próxima semana, dia 22 (sexta-feira), na FGV-SP. Os dados seguem logo abaixo. Aguardo todos vcs lá!
Título da tese: Sobre esta igreja edificarei minha empresa: Organizações religiosas e empreendedorismo.
Data e horário: 22/02, às 14h00.
Local de apresentação: FGV-SP, sala 1005.
Orientadora: Profa. Dra. Ana Cristina Braga Martes
Banca: Profa. Dra. Cecilia Loreto Mariz (UERJ), Dra. Ruth Cardoso (Comunitas), profa. Dra. Maria Rita Loureiro Durand (FGV-EAESP), e prof. Dr. Carlos Osmar Bertero (FGV-EAESP).
Resumo: Com esse trabalho me propus a abordar o seguinte problema de pesquisa: como as organizações religiosas incentivam o empreendedorismo e apóiam o empreendedor-adepto. A estratégia de pesquisa adotada foi o estudo de caso qualitativo e comparativo, e os dados foram coletados por meio de observação, entrevistas e pesquisa documental. Viu-se que, de modo geral, as estruturas religiosas das organizações investigadas – uma evangélica (Igreja Renascer em Cristo) e outra católica (Movimento dos Focolares) – formam um tipo especial de capital social, denominado nessa tese de capital espiritual – por meio de “fechamento” de redes sociais, organização social apropriável, obrigações e normas, canais de informações e redes religiosas de ajuda mútua – capaz de criar e sustentar recursos organizacionais – quais sejam, recursos culturais/simbólicos, espaços de formação, informação e apoio espiritual/motivacional – e que são mobilizados de modo a facilitar as ações de seus empreendedores. Tais recursos dão vantagens relativas a esses empreendedores por oferecerem benefícios tais como: tecnologias religiosas; apoio psicológico; redução dos custos da coleta e acesso à informação, de negociação e do estabelecimento de contratos; informações específicas e interpretadas de acordo com a visão de mundo religiosa; um sistema de significados que cria essa visão de mundo e sustentada pelas estruturas de plausibilidade, dando-lhes maior grau subjetivo de certeza, esperança e fé acerca de seus negócios; prestações de serviços técnicos por parte de membros da organização; desenvolvimento do capital humano devido à aprendizagem contínua por meio de cursos, seminários, palestras, congressos; trocas de experiência; e possibilidades de negócios, incluindo possíveis parceiros, fornecedores e clientes.
A situação do Brasil hoje lembra a de 1973. Naquela época, enquanto a economia mundial entrava em crise, causada pelo primeiro choque do petróleo, o Brasil continuava com seus grandes planos de desenvolvimento econômico e se declarava “uma ilha de prosperidade”. Agora não temos planos, mas a idéia da ilha de prosperidade está em toda a parte, alimentada pelo provável crescimento de 5% neste ano, que, segundo previsões otimistas, deverá se repetir no próximo.
[...] Os Estados Unidos podem estar entrando em recessão. E um novo medo está tomando os mercados: o de que o dólar continue a cair e saia de controle”. Os bancos centrais estão fazendo o que podem para controlar a crise, baixando juros e injetando liquidez no sistema, mas é preciso não superestimar seu poder.
Enquanto isso, na nossa ilha de prosperidade, nós, brasileiros, celebramos nossas modestas (quando comparadas com a dos demais países emergentes) taxas de crescimento, esquecemos que nossa taxa de câmbio é insustentável a médio prazo e não damos atenção ao fato de que no último trimestre as importações subiram 20,4% sobre o mesmo período do ano passado, contra crescimento das exportações de apenas 1,8%. No momento em que pesam nuvens sombrias sobre a economia mundial, nossa irresponsabilidade é exemplar.
Trecho do artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira, na Folha de S.Paulo (acesse aqui).
“Não há diferença fundamental entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais [...] Os animais, como o homem, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento.” Charles Darwin

Via Zoo.

A Juliana me enviou esta foto de minha palestra sobre a Economia de Comunhão na Udesc de Balneário Camboriú, no dia 26 de outubro. A palestra foi uma das atividades da Semana de Administração Pública, organizada pelos próprios alunos. O prof. Heidemann (à esquerda), a quem tenho o maior apreço, me indicou para ser um dos palestrantes. Fui muito bem recebido e tive uma impressão ótima dos alunos: perguntas inteligentes e muito engajados no curso. Ainda reencontrei uma antiga colega de mestrado, a Patrícia, e conheci mais duas professoras muito simpáticas. Tenho certeza que o curso está em ótimas mãos e mentes.
Este site (clique aqui) é daquele tipo inútil, mas simpático. Para montar o coral é preciso clicar sobre os cavalos cantantes.