Poder do subconsciente

31 de julho de 2007 por
Categorias: em_geral

Novos estudos revelam um cérebro subconsciente que é bem mais ativo, propositado e independente do que se sabia. Leia aqui .

Don’t worry, be happy

28 de julho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: em_geral

Dont worry, be happy

Conversa cabeça… e coração

28 de julho de 2007 por
Categorias: em_geral

Este é um pequeno diálogo hipotético entre dois personagens: a Cabeça e o Coração. O primeiro pode representar a Modernidade e o segundo alguma coisa que se deixou na Idade Média. Também pode representar o que acontece no dia-a-dia, o critério que temos para as decisões que tomamos.

O Coração diz: “quero!”, mas a Cabeça, com suas ardilezas racionais, diz: “são tantas barreiras! Tantas dificuldades! De acordo com a probabilidade…”. E o Coração retruca: “Cabeça, a vida tem que ser vivida como uma obra de arte, e não como um algoritmo matemático!”. A Cabeça se zanga e grita: “mas assim se sofre menos!”. E o Coração – o mais gentil dos órgãos, porque se doa 24 horas por dia para que os outros órgãos sobrevivam – fala em tom conciliador: “se sofre menos e se vive menos. Por que ter medo da dor? Dor é parte da vida, não algo antagônico a ela. O pintor, antes de começar seu quadro, sofre em seu ato criativo, sofre pela imagem não vir a sua mente, pela sua falta de inspiração ou por pensar que deu a pincelada errada. Ele pode desistir, pode querer passar pela vida sem mais complicações, mas deixará de ser um pintor”. A Cabeça, mais calma com a voz tranqüilizadora do Coração, perguntou: “mas, o que devemos fazer?”. O Coração, de modo amável, mas firme, disse: “o que vale na vida é viver. A felicidade é a vida que é jorrada, doada e amada. Quando se vive assim, as coisas acontecem, principalmente por maneiras que nunca poderíamos ter previsto”.

Então, a Cabeça racionaliza todas esses informações, faz uma “análise crítica” e afirma como um resultado de uma pesquisa científica: “são palavras bonitas, mas o que vale é a lógica, a premeditação, o planejamento, o controle. É isso o que conta e que é viável, e não esse seu romantismo e ingenuidade que embaçam a realidade!”. O Coração se calou. Sabia que era um romântico. Mas dava um outro sentido para a palavra. Romântico para ele é aquele que revela algo de cavalheiresco, de apaixonado, de nobre, que se eleva acima de uma realidade prosaica e banal. Mesmo assim, o Coração se recolheu, cessou seu diálogo com a Cabeça. Ela saiu vitoriosa. E o Coração continuou a bater todos os dias, todos os momentos, se doando a todos os órgãos. Inclusive para a Cabeça.

Altruísmo vigiado

28 de julho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, ciencia, neurociencia, reportagem, sociedade

[...] Nos nossos comportamentos mais cotidianos, o olhar do outro e a percepção que nós temos dele desempenham um papel determinante. Este aspecto é evidenciado por um estudo realizado por dois pesquisadores alemães, Manfred Milinski (do Instituto Max-Planck de Plön) e Bettina Rockenbach (da Universidade de Erfurt), publicado na edição de 27 de julho da revista “Science”.

A partir da combinação de experiências que foram inspiradas nos estudos do comportamento animal, na sociologia e nas neurociências, os autores concluem que o fato de se saber observado conduz a se mostrar mais altruísta. Com isso, o desenho de um par de olhos sobre uma caixa para gorjetas incita os fregueses de uma cafeteria a darem mais dinheiro do que diante da representação de uma flor.

Uma tão grande interferência de um olhar exterior decorre de bases biológicas, situadas numa região do cérebro, o sulco temporal superior, da qual as representações imagéticas cerebrais mostram que ela é mobilizada pelo reconhecimento dos olhos de um vis-à-vis, nas situações de comunicação social. A resposta do córtex é particularmente pronunciada em presença apenas dos olhos, isolados do restante do rosto. Uma experimentação revela que a simples imagem de um par de olhos estilizados, quando reproduzida na tela de um computador, é suficiente para modificar o comportamento do seu usuário. [...]

[...] Em última instância, o observador pode decidir que o altruísmo do observado, mesmo que simulado, é benéfico. Talvez seja esta a explicação, conforme sugerem os autores, dos totens que foram erguidos por certas civilizações, nos quais olhos onividentes vigiam, zelando para que cada indivíduo dê mostras – com sinceridade ou duplicidade – de um comportamento desinteressado proveitoso para a comunidade.

Da reportagem “O altruísta, o olho e o totem”, publicado no Le Monde e no UOL. Leia a versão na íntegra em português aqui (apenas para assinantes).

Dinheiro traz felicidade

26 de julho de 2007 por
Categorias: em_geral

 

Desde que os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram que milionários americanos que moram em mansões são só marginalmente mais felizes que guerreiros massai que vivem em choupanas, vários economistas vêm minimizando o nexo entre dinheiro e satisfação.

Num livro de 2005, Richard Layard, estudioso britânico, diz que ambiente familiar, emprego e saúde são, todos, fatores mais influentes para a sensação de bem-estar do que a renda.

riam ser mais felizes que os pobres, mas, além de determinado limiar, a relação enfraquece, e mais dinheiro não compra mais felicidade, diz a teoria.

As novas pesquisas lançam alguma dúvida sobre essa escola de pensamento.

Os dados coletados dão maior peso ao argumento segundo o qual crescimento e renda desempenham um grande papel na substancial melhoria da satisfação das pessoas com a vida e de sua atitude em relação ao futuro.

Reportagem do The Economist traduzida e publicada no Valor Econômico. Leia o texto na íntegra aqui .

Razão e insensibilidade

21 de julho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, recortes

[...] Respeito quem ainda defende o governo. Vejo, nisto, a defesa de uma esperança que conheço. E, na oposição, não há quem inspire. É a mesma matilha de sempre.

Respeito quem hesita em imputar culpa ao governo pela tragédia em Congonhas.

Quando contaram ao velho Antonio Carlos Magalhães das vaias que Lula levou na abertura do Pan, o velho senador moribundo disse: ‘político não pode ir a estádio de futebol’. Se expõe, o povo se manifesta caoticamente. Há quem faça pouco de habilidade política, mas política é importante. É uma lógica, uma linguagem, que serve a propósitos. Serve para manifestar respeito, interesse, para se fortalecer na hora de obter resultados. Sem habilidade política não se concretiza o objetivo que é a construção do bem comum.

Não houve desrespeito dos jornalistas da TV Globo na captura das imagens de Marco Aurélio Garcia. Prédio público com funcionário público dentro e janela aberta é espaço público. Marco Aurélio Garcia fez um gesto que talvez outros pudessem fazer. Mas quem ocupa cargo alto não tem o direito. Ainda mais em público – porque foi em público. Não tem o direito de ser ingênuo.

Não tem o direito de manifestar aquela emoção perante quem perdeu gente próxima numa tragédia.

A insensibilidade política deste governo é atroz. Não entendem os códigos. Não entendem o estado da nação, não sabem perceber-lhe o pulso.

Dar medalha de honra ao mérito para toda a diretoria da ANAC?

É de uma estupidez, de um desrespeito, de uma inabilidade.

Pedro Doria , em seu Weblog .

Razão e insensibilidade

21 de julho de 2007 por
Categorias: em_geral

[...] Respeito quem ainda defende o governo. Vejo, nisto, a defesa de uma esperança que conheço. E, na oposição, não há quem inspire. É a mesma matilha de sempre.

Respeito quem hesita em imputar culpa ao governo pela tragédia em Congonhas.

Quando contaram ao velho Antonio Carlos Magalhães das vaias que Lula levou na abertura do Pan, o velho senador moribundo disse: ‘político não pode ir a estádio de futebol’. Se expõe, o povo se manifesta caoticamente. Há quem faça pouco de habilidade política, mas política é importante. É uma lógica, uma linguagem, que serve a propósitos. Serve para manifestar respeito, interesse, para se fortalecer na hora de obter resultados. Sem habilidade política não se concretiza o objetivo que é a construção do bem comum.

Não houve desrespeito dos jornalistas da TV Globo na captura das imagens de Marco Aurélio Garcia. Prédio público com funcionário público dentro e janela aberta é espaço público. Marco Aurélio Garcia fez um gesto que talvez outros pudessem fazer. Mas quem ocupa cargo alto não tem o direito. Ainda mais em público – porque foi em público. Não tem o direito de ser ingênuo.

Não tem o direito de manifestar aquela emoção perante quem perdeu gente próxima numa tragédia.

A insensibilidade política deste governo é atroz. Não entendem os códigos. Não entendem o estado da nação, não sabem perceber-lhe o pulso.

Dar medalha de honra ao mérito para toda a diretoria da ANAC?

É de uma estupidez, de um desrespeito, de uma inabilidade.

Pedro Doria , em seu Weblog .

Luto

18 de julho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Este blog está de luto em solidariedade aos familiares das vítimas da tragédia da TAM. E principalmente me solidarizo com muito amor com uma grande amiga minha. Seu noivo estava no avião.

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