A beleza da correria

28 de junho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: em_geral

A beleza da correria

Estava reclamando um pouco da correria da vida e dos afazeres acadêmicos para a minha amiga Licia e ela me enviou este desenho. Ele se pergunta “o sentido… diga-me que sentido pode haver em tudo isso?” A resposta é uma das bonitas que se poderia dar :-)

Recomendo – Pérolas da redação científica

21 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, informacao, pesquisa

Recomendo   Pérolas da redação científica

Um novo livro na praça para quem lida com a pesquisa científica e precisa escrever artigos a mais artigos de sua produção. Escrito por Gilson Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a obra Pérolas da Redação Científica, publicada pela Editora Cultura Acadêmica, analisa 101 equívocos mais comuns na redação científica. O autor defende a idéia de que,

Os fundamentos da redação científica tiveram importantes transformações nos últimos anos, mas essas mudanças ainda não foram integralmente assimiladas por grande parte dos pesquisadores, que reproduzem – e muitas vezes ensinam – equívocos teóricos e conceituais que podem até mesmo retardar o avanço da ciência (via Agência Fapesp).

Volpato também é autor do livro lançado em 2007 Bases teóricas para redação científica… por que seu artigo foi negado. Para comprá-lo, acesse aqui.

Empresa e religião (24) – Crie uma igreja e livre-se dos impostos

30 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: empresa, religiao, reportagem, sociedade

Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.

Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.

A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.

A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.

Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.

Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.

O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.

Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.

A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).

Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja Heliocêntrica foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.

Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.

Desde os anos 80, integrantes de igrejas como Santo Daime, União do Vegetal, A Barquinha estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.

Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.

O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja Heliocêntrica poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.

fonte: Folha de S.Paulo. Via Pavablog.

Sociologia econômica e redes sociais

5 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: em_geral

Trabalho apresentado na disciplina de Sociologia Econômica e Organizações do mestrado profissional em Administração da ESAG/UDESC.

Trabalho

Aberto o edital para o mestrado em Administração ESAG/UDESC

25 de agosto de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, informacao

Está disponível o edital do Processo Seletivo do Mestrado Profissional em Administração da ESAG.

O período para inscrição é de 08/09 a 16/10/2009. O Teste ANPAD com no mínimo 300 pontos é um pré-requisito para participar do processo seletivo. O curso é público e gratuito.

O edital e maiores informações sobre o Mestrado estão disponíveis no site www.esag.udesc.br/mestrado.

Recomendo – Livro de Ruth

18 de agosto de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, civismo, informacao, politica, vida

Recomendo   Livro de RuthHá mais de um ano eu escrevi sobre minha admiração a Ruth Cardoso, uma mulher que trabalhou para a felicidade humana como poucas. Como eu sentia muita falta de uma bibliografia que tratasse sobre sua vida e obra, fiquei muito satisfeito com o anúncio da publicação (prevista para hoje) da obra Livro de Ruth, de Margarida Cintra Gordinho. Certamente valerá a leitura.

Sinopse:

A obra traça a trajetória de vida de Ruth Cardoso (1930-2008), a sua dedicação às causas sociais, a militância acadêmica e política e sua maneira delicada de interferir nos processos e na vida das comunidades. A biografia discorre sobre a vida e o legado de Ruth Cardoso em três capítulos que se complementam. Em ‘Uma mulher’, o leitor conhece sua trajetória, da infância em Araraquara, interior paulista, até a época de estudante na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de São Paulo, onde conheceria o marido, Fernando Henrique Cardoso, e as décadas seguintes, em que atuou como professora, primeira-dama e condutora de projetos sociais. Este capítulo traz depoimentos de Fernando Henrique Cardoso, Ignácio de Loyola Brandão, Tessy Hantzschel, Ivaldo Bertazzo, Gilda Portugal Gouvêa, José Arthur Giannotti, José Serra e outros. Os dois capítulos que se seguem aprofundam alguns aspectos já vistos no anterior. Em ‘Lições de vida’, partindo da contribuição de nomes como Rosa Maria Fischer, Eva Blay, o cardeal Paulo Evaristo Arns, Eunice R. Durham, Danielle Ardaillon, Maria Helena Gregori, a autora se detém nas atividades de Ruth Cardoso como professora, orientadora e intelectual. No terceiro capítulo, ‘O Bom Combate’, um relato histórico a partir da mobilização dos jovens estudantes contra o regime militar instalado no país em 1964; mostra também o trabalho de Ruth Cardoso na área de pesquisa e levantamento socioeconômico de áreas faveladas na Grande São Paulo, na criação da Comunidade Solidária, da Comunitas e na nova visão dela em relação ao Terceiro Setor. Ruth Cardoso introduziu e inovou com as parcerias com governos, empresariado e sociedade civil.

Vale a pena conferir uma entrevista que a Dra. Ruth Cardoso concedeu à profa. Ana Cristina Braga Martes e ao prof. Mario Aquino Alves (ambos da FGV-SP) e publicado na Revista de Administração de Empresas, em 2006. Tive a honra de ter participado desse texto como editor assistente. Para ler, acesse aqui.

Genes e redes sociais

27 de julho de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, pesquisa, redes sociais, reportagem

Genes e redes sociais

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade Harvard indica evidências fortes da influência dos genes da formação de redes sociais. Segundo a reportagem:

O cientista político James Fowler, pesquisador da Universidade da Califórnia, em San Diego estudou redes sociais de 1.110 adolescentes gêmeos (fraternos ou idênticos) e estabeleceu diversas correlações, levando em conta, por exemplo, a aceitação e popularidade de cada voluntário no grupo e sua habilidade em aproximar seus conhecidos, favorecendo o relacionamento entre eles. Segundo Fowler, a fundação genética desvendada pelo estudo é, provavelmente, formada por uma ampla combinação de genes que estão ligados, principalmente, a traços de personalidade, como humor, generosidade e extroversão. “Encontramos variações na tendência com a qual atraímos pessoas como amigas e na facilidade que se tem para apresentar amigos”, diz.

Fowler já havia mostrado que traços relacionados aos hábitos de saúde e comportamento, como obesidade e fumo, parecem se “espalhar” pela rede social: em geral, pessoas que tem um amigo íntimo que ganhou peso, por exemplo, tem maior probabilidade de engordar também. Agora que os pesquisadores mostraram que grupos têm um componente genético, eles passaram para a próxima pergunta: é possível que certos genes associados à obesidade não estejam agindo diretamente no corpo, mas sim influenciando a rede de convivência de alguém de uma maneira que leve essa pessoa a “pegar” obesidade? “Consideramos a hipótese de que redes sociais podem ser condutoras da ação dos genes”, ressalta o pesquisador.

Será que isso significa que nem tudo é socialmente construído?

Fonte: Revista Mente & Cérebro.

Primeira Conferência Nacional de Segurança Pública

27 de julho de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: em_geral

Primeira Conferência Nacional de Segurança Pública

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