Categorias: vida
Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura de desconfiança e amor… Apenas os espíritos muito confusos e com pouca experiência acham que podem julgar outra pessoa graças ao saber.
Soren Kierkegaard (1813-1855)
Categorias: tecnologia, vida
Falando numa perspectiva mais geral, o objetivo definitivo da tecnologia, a teleologia da techné, é substituir um mundo natural indiferente a nossos desejos – um mundo de furacões e dificuldades e corações partíveis, um mundo de resistência – por outro mundo que responda tão bem a nossos desejos a ponto de ser, com efeito, uma mera extensão do ser. Permita-me sugerir, finalmente, que o mundo do tecnoconsumismo é, portanto, incomodado pelo amor verdadeiro, restando-lhe como única escolha responder perturbando o amor.
Sua primeira linha de defesa é transformar seu inimigo em commodity.
[…] Os produtos tecnológicos de consumo nunca fariam algo tão pouco atraente, pois não são pessoas. Eles são, no entanto, grandes aliados e facilitadores do narcisismo. Além da ansiedade de serem curtidos já incorporada a eles, há também uma ansiedade de causarem boa impressão em nós. Nossas vidas parecem muito mais interessantes quando são filtradas pela interface sexy do Facebook. Somos os astros de nossos próprios filmes, fotografamos incessantemente a nós mesmos, clicamos o mouse e uma máquina confirma a sensação de que estamos no comando. E, já que nossa tecnologia não passa de uma extensão de nós mesmos, não precisamos desprezar seus traços manipuladores como faríamos no caso de pessoas reais. Trata-se de um ciclo interminável. Curtimos o espelho e o espelho nos curte. Ser amigo de uma pessoa significa apenas incluí-la na sua lista particular de espelhos elogiosos.
Trechos do texto imperdível de Jonathan Franzen no Estadão. Peguei daqui .
Categorias: economia de comunhao, sociedade, sociologia, vida
Diante de tudo o que acontecer no futuro sei que aprendi três coisas que ficarão para sempre gravadas com convicção no meu coração e na minha mente. A vida, inclusive a vida mais dura, é o bem mais precioso, belo, maravilhoso e milagroso do mundo. O cumprimento do próprio dever é outra coisa estupenda, que faz a nossa vida ser feliz e esta é a minha segunda convicção. A terceira é que a crueldade, o ódio, a violência e a injustiça jamais poderão suscitar um renascimento psicológico, moral ou material. O único caminho para alcançá-lo é o nobre caminho do amor criativo e generoso, não só anunciado mas também coerentemente vivido.
Pitirim Sorokin (1889-1968), sociólogo russo. Peguei daqui.
Categorias: arte, vida
Campanha "Rethink Possible" da AT&T. Via coluna de Ricardo Setti .
Categorias: vida
[...] Para podermos encontrar o outro, um outro inteiro, é preciso que já tenhamos realizado em nós mesmos a unidade entre o masculino e o feminino. Não se trata de procurar a outra metade, mas trata-se de procurar o outro, inteiro. Há muitos encontros de metades, mas há poucos encontros de seres inteiros. Procurar sua outra metade é sempre procurar a si mesmo, é procurar a metade que nos falta, a metade masculina ou a metade feminina. Ocorre que, quando tivermos vivido algum tempo com esta metade que veio de fora e graças a esta metade exterior integramos a nossa metade interior, poderemos nos perguntar o que faremos com essa que nos ajudou em nossa integração. Isso pode se transformar em um drama. Em um drama ou no momento em que verdadeiramente escolhemos. Porque eu não escolho mais para preencher a minha falta. Eu escolho por ele mesmo, pela sua diferença. O que era um casal se transforma em uma aliança de dois seres inteiros onde existe algo divino. O encontro entre a Sofia e o Logos, entre Yeshoua de Nazaré e Miriam de Magdala é o encontro entre dois seres inteiros.
Podemos dizer a alguém: “Não tenho mais necessidade de você, posso viver muito bem sem você, estou muito bem sozinho (é uma bela declaração de amor), mas escolhi viver com você.” Não falamos mais na ordem da necessidade, mas estamos na ordem do desejo. Não falamos da falta, mas da liberdade compartilhada. Nessa aliança existe algo de sagrado.
Texto de Jean Yves Leloup – Palavras da Fonte.
Categorias: arte, musica, vida
Recebi esta música de presente do dia dos professores. Dedico esta canção para as almas que estão um pouco cansadas, mas que encontram energia dentro de si para partilhar o que é preciso.
“Realize o seu sonho… dance com a gente!”


