Teoria econômica e a Igreja Católica

13 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, religiao

[...] Jean Buridan (1300-58), que foi reitor da Universidade de Paris, demonstrou que o dinheiro surgiu livre e espontaneamente no mercado (e não por decreto governamental). Contribuição essa que parece ter sido quase que completamente esquecida nesses tempos de moeda estatal. Nicolau Oresme (1325-82), bispo de Lisieux foi o primeiro a explicitar aquilo que viria a ser conhecido como “Lei de Gresham”. Contribuição essa que parece ter sido esquecida nesses tempos onde se tentam fixar as taxas de câmbio. Oresme foi mais longe ainda ao sugerir que o governo nunca deveria intervir no sistema monetário. Oresme também ressaltou que a desvalorição da moeda afeta negativamente a economia, pois afeta o comércio, provoca inflação e enriquece o governo à custa do povo. [...]

O teólogo escolástico Martín de Azpilcueta (1493-1586) sugeriu claramente a relação entre escassez de dinheiro e preço das mercadorias. Em palavras, ele deixou claro que a inflação é um fenômeno monetário. Já o cardeal Thomas de Vio (1468-1534) não só defendia o comércio do ponto de vista moral como também expôs os princípios da Teoria de Expectativas Racionais quase 500 anos antes de Robert Lucas (prêmio nobel de economia). O frade franciscano Pierre de Jean Olivi (1248-98) argumentava que o “preço justo” de um bem provinha de um valor subjetivo que os indivíduos davam a esse bem (e não diretamente de seu custo de produção) Ou seja, o preço de um bem era consequência da interação entre oferta e demanda.

Do blog de Adolfo Sachsida . Como se vê, o estudo da Economia possui uma relação forte com a Igreja Católica. As discussões sobre comércio justo, preço justo, consumo crítico (ou consciente), se olharmos historicamente, originam-se da Igreja. Um dado interessante para quem se dedica a estudar a relação entre a esfera econômica e vida religiosa.

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Religião, felicidade e redes sociais

3 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, redes sociais, religiao

Religião, felicidade e redes sociais

Este artigo sugere uma relação interessante entre religião, redes sociais e felicidade. Há algum tempo que defendo a idéia de que as organizações religiosas são um lócus diferenciado de outros tipos de organizações em relação à construção de amizades e redes sociais devido, principalmente, ao elevado grau de confiança entre os membros, o que incentiva relações de reciprocidade.

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23 de dezembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
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5 de dezembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
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  • [ MisesWiki ] Mises Wiki is a wiki project dedicated to the advancement of the Austrian School of Economics and related thought. Sponsored by the Ludwig von Mises Institute and founded on November 5, 2010. economics education wiki economia
  • [ Redes sociais como novo marco interpretativo das mobilizações coletivas contemporâneaso ] Por Paulo Henrique Martins. Os rumos dos movimentos sociais e das mobilizações sociais e culturais na contemporaneidade assinalam o enfraquecimento dos antigos marcos teóricos positivistas que subordinavam a constituição das práticas identitárias a certos critérios reducionistas, como o do utilitarismo econômico e o da ideologia do progresso. No entanto, as mudanças recentes produzidas pelos processos de desterritorialização e reterritorialização nas sociedades complexas impõem novos tipos de atores, conflitos e mediações, sendo as redes uma forma social exemplar dessas<br />
  • mudanças. Mas as redes não se impõem automaticamente como um novo marco interpretativo. É importante explicar que elas são objeto de embate no campo intelectual e que podem conhecer leituras diversas, tanto utilitaristas como antiutilitaristas. redessociais redes_sociais sociology dadiva system:filetype:pdf system:media:document
  • [ The Sociology of the Local: Action and its Publics* - Fine - 2010 - Sociological Theory - Wiley Online Library ] By Gary Alan Fine. Sociology requires a robust theory of how local circumstances create social order. When we analyze social structures not recognizing that they depend on groups with collective pasts and futures that are spatially situated and that are based on personal relations, we avoid a core sociological dimension: the importance of local context in constituting social worlds. Too often this has been the sociological stance, both in micro-sociological studies that examine interaction as untethered from local traditions and in research that treats culture as autonomous from action and choice. Building on theories of action, group dynamics, and micro-cultures, I argue that a sociology of the local solves critical theoretical problems. I examine how the continuing and referential features of group life generate action and argue that local practices provide the basis for cultural extension, influencing societal expectations through the linkages among groups. sociology academia artigos comunidade
  • [ Virtual Government–Citizen Relations — Administration & Society ] Public administration theory and practice suggest that e-government, citizen participation, and government–citizen collaboration are contributing to a movement toward New Public Service—as opposed to Old Public Administration and New Public Management. We explore this by focusing on the relationship between the Washington, D.C., police and local residents via online discussion groups. We ask, How do police interact with citizens virtually? How are these interactions structured? and Are they informational, transactional, or collaborative? We conclude that the bulk of activity is informational, a fair amount of activity is transactional, and less activity is collaborative. Thus, the relationship most closely approximates Old Public Administration, rather than New Public Management or New Public Service. The evidence offers some cause for hope for the future of police–community relations in virtual space and ideas for future research. admpublica publicadministration gov2.0 government2.0 coproducao colaboracao collaboration p2g
  • [ The Origins and Restriction of Efficiency in Public Administration — Administration & Society ] This article is primarily a study in the history of the concept of efficiency. It is argued that efficiency originated in Aristotelian ideas about causality and acquired a broad, substantive meaning of “moving force.” This meaning of the term was dominant well into 20th-century studies of public administration. In the course of the 20th century, however, efficiency became predominantly understood as “technical efficiency”: a ratio between resources and results. This connotation is especially clear in the explicit “textbook” definitions of efficiency. Nevertheless, we claim that the substantive meaning of efficiency is still around, and even at the heart of much criticism of efficiency. Technical efficiency obscures that efficiency in public administration is to be assessed in the light of public values. Efficiency as signifying the necessity of having capable operative administrative agents constitutes one of the, if not the, core value of the field. admpublica publicadministration artigos estudos_organizacionais orgtheory organizational_theory
  • [ Relações de poder no projeto de Economia de Comunhão ] essa pesquisa se restringe a uma tentativa de análise do Poder nas empresas de Economia de Comunhão. Primeiramente, pesquisou-se, junto a empresários representativos, uma visão comum para caracterizar o objeto. Em seguida, realizou-se um estudo de caso em uma das principais empresas que se enquadram no conceito de Economia de Comunhão. O método de análise de conteúdo foi utilizado para a extração de ilações sobre o comportamento do fenômeno Poder nessas organizações. Os quadros analíticos produzidos sobre as entrevistas fornecem indícios que demonstram idiossincrasias nas formas de exercício do poder dessa nova proposta de gestão vis-à-vis as disseminadas amplamente no sistema produtivo. Tais evidências indicaram a influência decisiva dos pressupostos sustentadores do Projeto sobre as relações de poder, tornando possível uma prática organizacional próxima ao que se denomina paradigma radical humanista na teoria organizacional edc economia-religiao ecn_civil artigos
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Palestra Economia Civil em Porto Alegre (2)

4 de dezembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, economia de comunhao, religiao

Palestra Economia Civil em Porto Alegre (2)

De Eventos

Aqui está o áudio da palestra que proferi no último dia 29 em Porto Alegre (veja o convite aqui e fotos aqui ) sobre o livro Economia Civil , de Bruni e Zamagni, dois eminentes economistas italianos que estão resgatando uma tradição que busca compreender a economia e o bem-estar da sociedade de uma maneira bastante peculiar e promissora. Estive na ótima companhia do poeta e prof. de filosofia da UFRGS Armindo Trevisan e o presidente da editora Cidade Nova , Klaus Brüschke, além de vários amigos do Movimento dos Focolares .

Agradeço especialmente a Iolanda Gaspar e Klaus Brüschke pelo convite, ao Eduardo Cordeiro pelas fotos e áudio e ao Adilson por me receber na cidade.

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Função integradora da literatura

26 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: cultura

A especialização leva à incomunicabilidade social, à fragmentação do conjunto de seres humanos em guetos culturais de técnicos e especialistas, aos quais a linguagem, alguns códigos e a informação progressivamente setorizada relegam naquele particularismo contra o qual nos alertava o antiquíssimo adágio: não é necessário se concentrar tanto no ramo nem na folha, a ponto de esquecer que eles fazem parte de uma árvore, e esta de um bosque. O sentido de pertencimento, que conserva unido o corpo social e o impede de se desintegrar em uma miríade de particularismos solipsistas, depende, em boa medida, de que se tenha uma consciência precisa da existência do bosque. E o solipsismo – de povos ou indivíduos – gera paranoias e delírios, as deformações da realidade que sempre dão origem ao ódio, às guerras e aos genocídios. A ciência e a técnica não podem mais cumprir aquela função cultural integradora em nosso tempo, precisamente pela infinita riqueza de conhecimentos e da rapidez de sua evolução que levou à especialização e ao uso de vocabulários herméticos.

A literatura, ao contrário, diferentemente da ciência e da técnica, é, foi e continuará sendo, enquanto existir, um desses denominadores comuns da experiência humana, graças ao qual os seres vivos se reconhecem e dialogam, independentemente de quão distintas sejam suas ocupações e seus desígnios vitais, as geografias, as circunstâncias em que se encontram e as conjunturas históricas que lhes determinam o horizonte. Nós, leitores de Cervantes ou de Shakespeare, de Dante ou de Tolstoi, nos sentimos membros da mesma espécie porque, nas obras que eles criaram, aprendemos aquilo que partilhamos como seres humanos, o que permanece em todos nós além do amplo leque de diferenças que nos separam. E nada defende melhor os seres vivos contra a estupidez dos preconceitos, do racismo, da xenofobia, das obtusidades localistas do sectarismo religioso ou político, ou dos nacionalismos discriminatórios, do que a comprovação constante que sempre aparece na grande literatura: a igualdade essencial de homens e mulheres em todas as latitudes, e a injustiça representada pelo estabelecimento entre eles de formas de discriminação, sujeição ou exploração.

Trecho do texto do ganhador do prêmio Nobel de literatura desse ano Vargas Llosa (via De Rerum Natura ). Concordo plenamente. Acredito que um princípio fundamental contra qualquer tipo de injustiça é o reconhecimento da semelhança .

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Palestra Economia civil em Porto Alegre

23 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, economia de comunhao, religiao

Palestra Economia civil em Porto Alegre

Serei o palestrante da noite. Vou falar sobre esta magnífica obra . Em breve escreverei uma resenha, aguardem!

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Espalhando a palavra

23 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: humor, religiao, tecnologia

Espalhando a palavra

Fonte: Will Tirando .

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