A importância de rimar amor e dor em tempos de curtição social

6 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: tecnologia, vida

A importância de rimar amor e dor em tempos de curtição social

Falando numa perspectiva mais geral, o objetivo definitivo da tecnologia, a teleologia da techné, é substituir um mundo natural indiferente a nossos desejos – um mundo de furacões e dificuldades e corações partíveis, um mundo de resistência – por outro mundo que responda tão bem a nossos desejos a ponto de ser, com efeito, uma mera extensão do ser. Permita-me sugerir, finalmente, que o mundo do tecnoconsumismo é, portanto, incomodado pelo amor verdadeiro, restando-lhe como única escolha responder perturbando o amor.

Sua primeira linha de defesa é transformar seu inimigo em commodity.

[…] Os produtos tecnológicos de consumo nunca fariam algo tão pouco atraente, pois não são pessoas. Eles são, no entanto, grandes aliados e facilitadores do narcisismo. Além da ansiedade de serem curtidos já incorporada a eles, há também uma ansiedade de causarem boa impressão em nós. Nossas vidas parecem muito mais interessantes quando são filtradas pela interface sexy do Facebook. Somos os astros de nossos próprios filmes, fotografamos incessantemente a nós mesmos, clicamos o mouse e uma máquina confirma a sensação de que estamos no comando. E, já que nossa tecnologia não passa de uma extensão de nós mesmos, não precisamos desprezar seus traços manipuladores como faríamos no caso de pessoas reais. Trata-se de um ciclo interminável. Curtimos o espelho e o espelho nos curte. Ser amigo de uma pessoa significa apenas incluí-la na sua lista particular de espelhos elogiosos.

Trechos do texto imperdível de Jonathan Franzen no Estadão. Peguei daqui .

Compartilhe!
  • A importância de rimar amor e dor em tempos de curtição social

Canto à vida

4 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: musica, vida

Dica de @janainakadosh

Compartilhe!
  • Canto à vida

EdC – Uma economia baseada na comunhão

2 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, cultura, economia, economia de comunhao, religiao, reportagem, sociedade

Em São Paulo, uma Jornada internacional reuniu cerca de 1800 pessoas que discutiram caminhos alternativos para a superação da pobreza e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Reportagem de Fernanda Postigo e Adalberto Rocha.

Compartilhe!
  • EdC   Uma economia baseada na comunhão

Três coisas

2 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia de comunhao, sociedade, sociologia, vida

Diante de tudo o que acontecer no futuro sei que aprendi três coisas que ficarão para sempre gravadas com convicção no meu coração e na minha mente. A vida, inclusive a vida mais dura, é o bem mais precioso, belo, maravilhoso e milagroso do mundo. O cumprimento do próprio dever é outra coisa estupenda, que faz a nossa vida ser feliz e esta é a minha segunda convicção. A terceira é que a crueldade, o ódio, a violência e a injustiça jamais poderão suscitar um renascimento psicológico, moral ou material. O único caminho para alcançá-lo é o nobre caminho do amor criativo e generoso, não só anunciado mas também coerentemente vivido.

Pitirim Sorokin (1889-1968), sociólogo russo. Peguei daqui.

Compartilhe!
  • Três coisas

A norma culta e elitismo

29 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: cultura

E agora, pensando aqui nessa tirania da norma culta, fico imaginando se ela não é empregada com esse fim, por certos fiscais dogmáticos. Não devia ser, porque, afinal, ela é necessária para preservar e aprimorar a precisão da linguagem científica e filosófica, para refinar a linguagem emocional e descritiva, para conservar a índole da língua, sua identidade e, consequentemente, sua originalidade. Ao contrário do que entendi de certas opiniões que li sobre o assunto, a norma culta não tem nada de elitista, é ou devia ser patrimônio e orgulho comuns a todos. Elitismo é deixá-la ao alcance de poucos, como tem sido nossa política.

Trecho do ótimo texto de João Ubaldo Ribeiro.

Compartilhe!
  • A norma culta e elitismo

Antídoto para a apatia política

22 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, civismo, inovacao, sociedade

Recomendo este vídeo ( acesse aqui ).

Do site TED: Políticas locais – escolas, zoneamento, eleições de conselho – nos atingem onde vivemos. Então por que mais pessoas não se envolvem? Isto é apatia? Dave Meslin diz não. Ele identifica sete barreiras que nos separam de tomarmos parte em nossas comunidades, mesmo quando nos importamos verdadeiramente .

Uma palestra breve mas muito rica de ideias. O ponto principal é tentarmos retirar as barreiras que impedem a participação e mobilização das pessoas no campo político. Uma Administração Pública cujo critério é a democracia precisa seguir por tal caminho.

Dica de Ana Paula Araújo.

Compartilhe!
  • Antídoto para a apatia política

Li e recomendo – Ruth Cardoso: Fragmentos de uma vida

19 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, capital social, ciencia, cultura, politica, redes sociais, sociedade

Li e recomendo – Ruth Cardoso: Fragmentos de uma vida

“Combater a pobreza não é transformar pessoas e comunidades em beneficiários passivos de programas sociais. Toda pessoa tem habilidades e dons. Toda comunidade tem recursos e ativos. Combater a pobreza é fortalecer capacidades e potencializar recursos." Ruth Cardoso

Um livro escrito com delicadeza e riqueza de detalhes sobre uma pessoa de uma extraordinária riqueza de vida . Sua experiência durante o governo FHC deveria ser amplamente estudada nos cursos de administração pública porque ela soube catalizar como ninguém a efervecência da sociedade civil daquela época, conjugada com ações governamentais. E foi ela quem propôs uma das mais bem-sucedidas experiências de coprodução dos serviços públicos no Brasil: o Alfabetização Solidária.

o comovente posfácio de Manuel Castells que descreve sua amizade e influência que recebeu de Ruth. Para ele,

Ruth foi uma grande pesquisadora e sua obra será compilada de forma sistemática nos anos vindouros. Mas foi sobretudo uma extraordinária inovadora social, que utilizou sua pesquisa e sua mente para inventar processos de mudança social em benefício de uma multidão de pessoas. E extraiu permanentemente ensinamentos dessas experiências a fim de refinar a análise e colocá-la em prática em novas iniciativas que contribuíram para mudar a sociedade, de baixo para cima. Influenciou agentes políticos, empresariais, líderes sociais, que viram em suas ideias a resposta para muitos dos problemas práticos que eles se colocavam ( p. 252)

A obra me fez pensar muito sobre muitas coisas. Uma em especial foi uma passagem que descreve a incomodação de Ruth com a entrada de FHC na política. Ela detestava a política partidária, mas logo se deu conta que aquilo poderia ser a ‘aventura de sua geração’. E foi mesmo. O Brasil ficou muito melhor, apesar do discurso dominante dizer o contrário. E pensei: ‘qual seria a aventura de minha geração?’. Não tenho uma resposta.

Compartilhe!
  • Li e recomendo – Ruth Cardoso: Fragmentos de uma vida

Gestão de imagem

11 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, humor

Gestão de imagem

O facebook e orkut é mais ou menos assim, né não?

Compartilhe!
  • Gestão de imagem
Página 4 de 421234567...203040...Final »