Links do Delicious [ 31.08.10 ]

1 de setembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
  • [Redes sociais e sistema de dádiva] Neste texto, minha preocupação é de contribuir para o debate numa perspectiva sócio-histórica, procurando demonstrar que a preocupação com o tema não nasce arbitrariamente, mas resulta de uma busca progressiva de elaboração de um pensamento complexo e prático sobre a realidade social. Tal busca encontra-se presente em diversos momentos da construção de um pensamento sociológico antiutilitarista e humanizante que, desde fins do século XIX, vem valorizando a força da associação entre os homens como recurso explicativo poderoso dos movimentos coletivos e espontâneos. Isto é, como recurso teórico de valor prático na construção de esferas públicas democráticas a partir da sociedade civil, fora das esferas doEstado e do mercado. redessociais sociologiaeconomica socialnetworks social_networks dadiva antropologia
  • [Para reescrever a biografia de Marcel Mauss] Escrito por Marcel Fournier. Existe um “mistério Mauss”: a questão é entender como Mauss tornou-se o “pai da antropologia moderna” contribuindo de maneira original ao desenvolvimento das ciências humanas. Após a publicação da primeira biografia de Marcel Mauss (Paris, Fayard), da edição de seus Escritos políticos (Écrits politiques, Paris, Fayard) e de sua correspondência com Durkheim (Paris, PUF), proponho uma reflexão sob dois aspectos: 1) a situação da biografia nas ciências sociais; e 2) as dificuldades em escrever uma biografia de Marcel Mauss (1872-1950). Essas dificuldades ­ inúmeras são de ordem metodológica (coleta e interpretação de dados) e teórica (teoria da ação). A questão que o biógrafo levanta, no início de suas pesquisas, “Fracasso ou êxito de uma vida?” transforma-se, ao final do trabalho, na seguinte pergunta: “Fracasso ou êxito de uma biografia?”. dadiva gift antropologia
  • [A sociologia de Marcel Mauss] Escrito por Paulo Henrique Martins. Marcel Mauss é mais conhecido como antropólogo e etnólogo. Muitos ficam surpreendidos ao saber que ele também tem uma relevante contribuição sociológica, que é comprovada tanto por ter sido um dos principais animadores, juntamente com Durkheim, da revista Année Sociologique, como por ter sido o principal sistematizador da teoria da dádiva, que vem sendo resgatada como um modelo interpretativo de grande actualidade para se pensar os fundamentos da solidariedade e da aliança nas sociedades contemporâneas. Um das contribuições centrais de Mauss para a sociologia foi demonstrar que o valor das coisas não pode ser superior ao valor da relação e que o simbolismo é fundamental para a vida social. Ele chegou a esta compreensão a partir da constatação de que as modalidades de trocas nas sociedades arcaicas não são apenas coisas do passado, tendo importância fundamental para se compreender a sociedade moderna. dadiva gift antropologia
  • [MARCEL MAUSS OU A DÁDIVA DE SI] Artigo de Marcel Fournier. Conferência proferida na 16a reunião nacional da ANPOCS. Caxambu, outubro de 1992. dadiva antropologia gift
  • [The spiritual gift as the basis for the counter-economy] Interesting article within the context of christian theology. Here is the first part which usefully distinguishes three modalities of exchange, how they are interconnected, and how the capital-nation-state can only be overcome if tackled together. religiao economia sociologiaeconomica economia-religiao
  • [A percepção da Teoria da Dádiva em um modelo contemporâneo de fazer sociológico] O artigo tem como escopo a discussão da aplicabilidade da Teoria da Dádiva em pesquisas sociológicas atualmente. dadiva artigos sociologiaeconomica sociology gift

Sobre as políticas de “promoção dos pobres”

13 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, sociedade

Indaguei, certa feita, por que tantas ONGs sobem o morro, no Rio, ou vão à periferia, em São Paulo, para ensinar ao povo o que o povo já sabe: rap ou funk, batuque, malabarismo, artes circenses. Por que não lhes oferecer também Mozart, Manuel Bandeira ou Machado de Assis? Aquela “gente” que está lá não tem anseios distintos dos nossos, não, desde que tenha a oportunidade de alargar seu repertório. Sua origem não a condena a dormir eternamente na rede, sem direito a sonhar com a cama de ripa. [...]

E como se consegue isso? Por meio de uma educação que tenha um caráter universalista [...]. O “povo” não pode mais ser visto como uma variante antropológica, como um ser de uma outra espécie, a quem voltamos, caridosos, os olhos, certos de que ele emitirá uma mensagem para nos comover, na sua poética rusticidade.

As políticas de “promoção dos pobres” hoje em curso têm um apelo identitário: algumas oportunidades lhes são oferecidas [...] não para que deixem de ser pobres, mas para que transformem a pobreza num saber e num discurso de auto-afirmação. Pode haver preconceito mais odiento do que esse? Pode haver discriminação de classe mais evidente?

Reinaldo Azevedo vai na veia.

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11 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao

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22 de julho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao

Assisti e gostei (1) – Os piratas do rock

11 de julho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, comportamento, politica

Assisti e gostei (1)   Os piratas do rock

Com um certo atraso assisti ao excelente filme Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked, 2009) de Richard Curtis (Simplesmente amor). Mostra, com um toque de humor inteligente, a verdadeira alma da contracultura promovida pelo rock n’ roll: a subversão à submissão. O roteiro apresenta várias frases primorosas, mas há uma que é tão verdadeira hoje quanto em 1966, ano em que se passa o filme: “Os governos não gostam de pessoas livres”.

E com a proximidade das eleições no Brasil, posso dizer: governantes autoritários gostam menos ainda. Estou cada vez mais convencido que nessas eleições o que estará em jogo não será a bolsa família, inflação, ou segurança, mas nossa liberdade. Por isso, rock n’ roll neles!

Mulheres do século XXI

11 de julho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: sociedade

Temos duas candidatas à Presidência. A sra. acredita que, se eleitas, ajudarão na melhoria das questões relativas à mulher no Brasil?

Pois é, este ano teremos Marina Silva e Dilma Rousseff. Seria a realização do sonho das feministas dos anos 70 e 80. Porém, passados 30 anos, Brasília se transformou num imenso esgoto. Por isso, se uma delas for eleita, saberemos menos sobre “o que é ter uma mulher na Presidência” e mais sobre “como se fazem presidentes”: com aparelhamento e uso da máquina do Estado, acordos e propinas.

Trecho da entrevista de Mary Del Priore à revista Istoé sobre a condição da mulher nos dias de hoje. Gostei de sua lucidez.

A difícil tarefa de ser autêntico

29 de junho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, vida

Para sermos autênticos em relação à vida precisamos, urgentemente, abrir mão dos conceitos e darmos mais valor às experiências. Os conceitos são fechados em si mesmos e repetitivos, já as experiências se recriam e possibilitam novas interpretações. Sempre que eu crio um conceito em torno de uma idéia, de uma situação ou de uma pessoa, eu fecho as portas para novas conexões e inspirações. A vida está em eterno movimento e nós também estamos. Ser verdadeiro é não limitar, mas expandir; é perceber que tudo é mutável, inclusive as relações e os seres humanos. Nisso entra a possibilidade do perdão e do recomeço, assim como a aceitação de que os ciclos se fecham e se findam.

[...] Ser genuíno também consiste em respeitar as vontades e preferências alheias e não se sentir agredido pelo que é diferente, é enxergar beleza no incomum. Eu não me refiro a ser tolerante em relação às diferenças, pois isso ainda transpira uma relação de desigualdade, de um superior aceitando o inferior, isso seria apenas uma concessão. Refiro-me a amar o outro pelo que ele é! Sabemos que estamos nos transformando em pessoas plenas quando não temos a pretensão de mudar os demais, quando mergulhamos no insight de que a nossa missão existencial é em relação a nós mesmos.

Trecho do ótimo artigo de Lígia Guerra. E o que isso tem a ver com ciência, universidade, essas coisas? Acredito que para sermos bons estudantes, professores e pesquisadores temos que ser, antes de tudo, pessoas melhores. E para isso, temos que ter mais experiências do que conceitos, amar mais do que tolerar, ser autênticos mais do que seguir a multidão, rebelar-se mais do que querer revolucionar. E talvez isso seja a coisa mais difícil e gratificante que podemos fazer.

Links do Delicious [ 23.06.10 ]

23 de junho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
  • [Social Capital: A review from an ethics perspective] In this paper we extend previous reviews of the social capital literature to encompass an ethics perspective. First, we update previous reviews of social capital. Social capital continues to gain currency in both academic and practical circles, despite relatively little critical reflection on the implications of promoting this popular concept. Our work goes some way to rectifying this paucity in understanding what has been termed the ‗dark side‘ of social capital. In particular, we review the social capital concept from the perspective of three theories of business ethics: utilitarianism, justice and ethic of care. While the utilitarian perspective closely parallels accounts of social capital‘s rationale, the concept‘s operation is mirrored very closely by the assumptions underpinning the ethic of care, while the dark side of social capital is commonly given voice in justice-based critiques. We conclude by considering the implications of our analysis. socialcapital social_capital capital_social artigos etica system:filetype:pdf system:media:document
  • [Civic Capital as the Missing Link] This chapter reviews the recent debate about the role of social capital in economics. We argue that all the difficulties this concept has encountered in economics are due to a vague and excessively broad definition. For this reason, we restrict social capital to the set of values and beliefs that help cooperation—which for clarity we label civic capital. We argue that this definition differentiates social capital from human capital and satisfies the properties of the standard notion of capital. We then argue that civic capital can explain why differences in economic performance persist over centuries and discuss how the effect of civic capital can be distinguished empirically from other variables that affect economic performance and its persistence, including institutions and geography. socialcapital social_capital ecn_civil capital_social capital_civil economia economics artigos system:filetype:pdf system:media:document
  • [BBC - Thinking Allowed, Social Capital] A new concept came along, ‘social capital’, and it revolutionised the way people are governed and communities are planned. The only trouble is …it’s completely wrong. That is the contention of sociologist Ben Fine. He claims that ‘social capital’ is part of a mindset that sees everything as quantifiable assets akin to money or commercial resources. Are communities, neighbourhoods and the people more complicated than that? Laurie Taylor discusses an idea which has had a huge impact on social science and beyond, and asks whether it is time to abandon the assumption that people have social qualities that can be weighed and measured. David Halpern from the Institute for Government defends the concept. socialcapital social_capital capital_social podcast
  • [Ética do bem comum e o interesse público] O presente estudo sobre o Princípio do Bem Comum, que é um dos temas centrais da Ética Social, será feito sob a perspectiva filosófica aristotélico-tomista, aproveitando a tradição da filosofia grega e escolástico-medieval, que Wilhelm Leibniz3 denominou de philosophia perennis (“Discurso de Metafísica” – 1686). etica admpublica bem_comum interesse filosofia system:filetype:pdf system:media:document
  • [Religiosity and Personal Well-Being: People Can Be Happy With or Without Religion] Despite all economic and social transitions that have occurred in the last centuries we still find that people go to church. Somehow religious beliefs have not vanished over time. Since there is no material reward for going to church or praying religiosity has to create utility through other means. It could raise peoples’ personal well-being. In this paper we use information from the World Values Survey about subjective happiness and life satisfaction. We relate this information to revealed religiosity and measure if religiosity makes people happier. We use different methods and also control for economic factors, family matters, health, and democracy. The key finding is that there seems to be a U-shaped relationship between personal well-being and religiosity, especially so for happiness. This result is consistent throughout all our estimations. Our analysis also gives hints that higher income might lead to higher subjective well-being. happiness felicidade artigos pesquisa academia religiao religion
  • [Social Connections, Networks, and Social Capital Erosion: Evidence from Surveys and Field Experiments] Measuring trust, a cognitive social capital that can significantly affect cooperation among individuals and groups to take collective actions for joint benefits, is an important empirical research. This study aimed to understand the determinants of social capital with specific focus on the effect of individuals’ bonding social capital and bridging social capital. It explored the methods of measuring trust and identified the determining factors affecting trust/trustworthiness among village members in southwestern China’s Yunnan province. socialcapital social_capital capital_social networks redessociais artigos pesquisa
  • [Multilevel Challenges and Opportunities in Social Capital Research -- Payne et al., 10.1177/0149206310372413 -- Journal of Management] Social capital refers to the resources derived from social relationships. Although the concept of social capital has been applied at the individual, group, and organizational levels of analysis, researchers have yet to fully embrace social capital’s potential as a multilevel lens through which we might better understand management and organizational phenomena. With a central objective of advancing social capital’s potential as a multilevel theoretical perspective, the authors make two contributions to the management literature. First, the authors comprehensively review two decades of management research to highlight how social capital has been empirically applied across levels of analysis. Second, based on the shortcomings and challenges revealed through the literature review, the authors identify and discuss avenues for future multilevel research, including suggestions for both macro and micro researchers. socialcapital social_capital capital_social artigos pesquisa
  • [Capital social e implicancia de la participación en organizaciones religiosas en la inclusión social de ciudadanos cordobeses] El trabajo analiza la participación del tejido asociativo del capital social de la ciudad de Córdoba, y su relación con la implicancia socio-política de sus miembros, entendida como la dimensión política de la inclusión social. A partir de datos obtenidos por un cuestionario semi-estructurado realizado a 428 ciudadanos mayores de 18 años, se analizan específicamente las características socio-demográficas de los participantes en organizaciones católicas, evangélicas y otras organizaciones, las prácticas internas y externas a la organización realizadas durante el último año, y la percepción de eficacia resultante de sus prácticas. Finalmente, se reflexiona sobre el carácter ego-centrado de las normas de ciudadanía promovidas por organizaciones religiosas y las formas excluyentes de ciertas formas de participación organizacional. socialcapital social_capital capital_social religiao orgtheory organization organizational_theory
  • [Desarrollo local y Análisis de Redes Sociales: el valor de las relaciones como factor del desarrollo socioeconómico] El nuevo modelo de desarrollo basado en lo local se asienta en la importancia que cobran los actores y las interacciones de estos para articular propuestas colectivas de adaptación, como lo ha puesto de manifiesto importantes aportaciones teórico-metodológicas, entre las que destaca el Sistema Productivo Local. Desde no hace mucho tiempo, el turismo se ha venido defendiendo como uno de los instrumentos apropiados para articular procesos de desarrollo local, en el que los actores y sus relaciones se convierten en elementos esenciales. Se hace necesario la configuración de modelos analíticos que realmente permitan poner de manifiesto que existe una asociación entre las redes de actores y el nivel de desarrollo, que es precisamente lo que aporta este trabajo. Es decir, la correlación que existe entre las características estructurales de las redes de actores y el nivel de desarrollo turístico de los territorios. social_capital socialnetworks redessociais desenvolvimento_ecn system:filetype:pdf system:media:document
  • [Cómo son las redes de los indivíduos en situación de pobreza en el Brasil urbano] Este artículo presenta los resultados de una investigación reciente sobre las redes sociales de individuos pobres que viven en Sao Paulo, Brasil. La investigación ha levantado y analizado las redes de 209 individuos pobres que habitan siete espacios de la ciudad sometidos a distintos grados de segregación residencial, así como treinta individuos de la clase media. El presente trabajo presenta las principales características de las redes, así como explora el patrón de intensa variabilidad observada en las redes, incluso entre los individuos pobres. Los resultados indican la existencia de patrones claros de variación de las redes según su tamaño, estructura e inserción urbana, además de la sociabilidad que contienen, lo que permitió la construcción de una tipología de las redes y de las sociabilidades. redessociais socialnetworks social_networks pobreza
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