A verdade sobre o processo de Galileu Galilei

7 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, religiao

Desmonta uma das distorções que aprendemos na escola e que repetimos sem questioná-la.

Religiões no mundo

8 de outubro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: religiao

Via Licia Paglione.

EdC – Uma economia baseada na comunhão

2 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, cultura, economia, economia de comunhao, religiao, reportagem, sociedade

Em São Paulo, uma Jornada internacional reuniu cerca de 1800 pessoas que discutiram caminhos alternativos para a superação da pobreza e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Reportagem de Fernanda Postigo e Adalberto Rocha.

Por que as novas igrejas evangélicas fazem tanto sucesso

10 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, religiao

Que outro lugar, neste país, hoje, está de portas abertas e com alguém a postos para escutar o que o outro tem a dizer, ainda que possa ser apenas para avaliar o quanto de dinheiro poderá arrancar de quem desabafa? Se você está doente ou seu marido é alcoólatra, você vai encontrar alguém que o escute no SUS? Se seu filho está mal nos estudos ou agressivo em sala de aula e em casa, ou envolvido com traficantes, você vai encontrar alguém que o acolha na escola ou em outra instituição? Se você está sem emprego ou sua casa foi levada pela enchente porque a prefeitura e o estado deixaram de fazer as obras necessárias, onde você vai encontrar um teto e um banco para sentar e um ombro para chorar, ainda que tenha de dar o último trocado que restou no seu bolso? Em que outro lugar você se sentirá parte, ainda que no meio de uma multidão, mas uma com a qual você se identifica e o reconhece como um igual?

Por mais fraudulento que possa parecer – e em muitos casos é –, há algo que funciona nesses espaços. Há uma mercadoria que é entregue – ou os templos estariam vazios. E é entregue em geral não por um pastor ou bispo ou apóstolo ou irmão fulano qualquer, mas um fulano com um nome, sobrenome e rosto parecido com o do fiel. Este acolhimento e esta escuta fazem diferença na vida dessas pessoas ou elas não estariam lá. Deveria ser diferente? Acredito que sim. E lamento que não seja.

Mas as pessoas, todas e especialmente as mais pobres e desamparadas, têm de se virar com a realidade que está aí. Hoje, agora. E estas são as portas que estão abertas – quando quase todo o resto parece falhar. Ou está fechado. Ou não tem vaga.

Uma das análises mais lúcidas e generosas que conheço na imprensa sobre o crescimento das novas igrejas evangélicas. Muito mais do que olhar a demanda, Eliane Brum aborda a oferta de serviços que essas igrejas oferecem de modo competente. No ano passado publiquei um artigo que vai nessa direção.

Via Pavablog .

Ocidente e Islã: uma convivência possível, porém…

1 de fevereiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: cultura, politica, religiao, sociedade

Os direitos individuais são a pedra de toque para saber se uma convivência minimamente harmônica entre Ocidente e Islã é possível. O que distingue o Ocidente das demais civilizações são as suas bases espirituais: a afirmação da razão humana como eficaz para conhecer a realidade e, como consequência disso, a descoberta de uma moral natural. Um dos maiores méritos de Tomás de Aquino é exatamente esse: a elaboração racional da ética sem necessidade de fé e não circunscrita a um “povo eleito”. Nossos direitos inalienáveis são descendentes diretos da lei natural de S. Tomás. Não é pouca coisa que, nos séculos XVI e XVII, enquanto a Espanha expandia seu império e escravizava povos inteiros, os teólogos de Salamanca afirmavam que os índios tinham direito a suas terras e à sua liberdade, que nada justificava o roubo de suas posses e sua escravização, nem mesmo a recusa em se converter ao Cristianismo. Parece pouco, dado que os crimes ocorreram sem grandes empecilhos práticos? Mas no campo do espírito quem venceu foi Salamanca, e isso fez toda a diferença.

A grande conquista do Ocidente é essa: a eficácia da razão humana no plano teórico e os direitos individuais no plano prático. A ciência, a arte, a riqueza, são consequências disso. Os muçulmanos não têm nenhum pudor em se apropriar de certas filosofias ocidentais. Marxismo, relativismo, desconstrucionismo; de fato, todas vieram do Ocidente; mas o que as caracteriza é justamente a negação daquilo que nos constitui. A razão humana é incapaz de conhecer o mundo real, e o discurso moral e político não passa de máscara para jogos de poder. Elas caem como uma luva para uma visão de mundo fideísta : a razão é impotente, portanto tudo é questão de fé; portanto ninguém tem como criticar minha fé. Não há certo e errado objetivos, apenas vontades arbitrárias em conflito; portanto, entreguemo-nos à vontade arbitrária de Deus.

Ótimo t exto de Joel Pinheiro sobre o conflito no mundo islâmico e o que nós temos a ver com isso.

Teoria econômica e a Igreja Católica

13 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, religiao

[...] Jean Buridan (1300-58), que foi reitor da Universidade de Paris, demonstrou que o dinheiro surgiu livre e espontaneamente no mercado (e não por decreto governamental). Contribuição essa que parece ter sido quase que completamente esquecida nesses tempos de moeda estatal. Nicolau Oresme (1325-82), bispo de Lisieux foi o primeiro a explicitar aquilo que viria a ser conhecido como “Lei de Gresham”. Contribuição essa que parece ter sido esquecida nesses tempos onde se tentam fixar as taxas de câmbio. Oresme foi mais longe ainda ao sugerir que o governo nunca deveria intervir no sistema monetário. Oresme também ressaltou que a desvalorição da moeda afeta negativamente a economia, pois afeta o comércio, provoca inflação e enriquece o governo à custa do povo. [...]

O teólogo escolástico Martín de Azpilcueta (1493-1586) sugeriu claramente a relação entre escassez de dinheiro e preço das mercadorias. Em palavras, ele deixou claro que a inflação é um fenômeno monetário. Já o cardeal Thomas de Vio (1468-1534) não só defendia o comércio do ponto de vista moral como também expôs os princípios da Teoria de Expectativas Racionais quase 500 anos antes de Robert Lucas (prêmio nobel de economia). O frade franciscano Pierre de Jean Olivi (1248-98) argumentava que o “preço justo” de um bem provinha de um valor subjetivo que os indivíduos davam a esse bem (e não diretamente de seu custo de produção) Ou seja, o preço de um bem era consequência da interação entre oferta e demanda.

Do blog de Adolfo Sachsida . Como se vê, o estudo da Economia possui uma relação forte com a Igreja Católica. As discussões sobre comércio justo, preço justo, consumo crítico (ou consciente), se olharmos historicamente, originam-se da Igreja. Um dado interessante para quem se dedica a estudar a relação entre a esfera econômica e vida religiosa.

Religião, felicidade e redes sociais

3 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, redes sociais, religiao

Religião, felicidade e redes sociais

Este artigo sugere uma relação interessante entre religião, redes sociais e felicidade. Há algum tempo que defendo a idéia de que as organizações religiosas são um lócus diferenciado de outros tipos de organizações em relação à construção de amizades e redes sociais devido, principalmente, ao elevado grau de confiança entre os membros, o que incentiva relações de reciprocidade.

Links do Delicious [ 22.12.10 ]

23 de dezembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
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