Adivinhe o que é

18 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Leia o seguinte texto: " O curso tem duração INDETERMINADA, a conclusão depende do esforço e desempenho do aluno. O aluno receberá todo material em casa juntamente com as questões que deverão ser respondidas. PODERÁ CONCLUIR EM 90 DIAS , e no afinal receber o diploma, carteirinha, credenciamento e demais documentação que são opcionais. "

Tente adivinhar do que se trata. Adianto: não é um curso do saudoso Instituto Universal Brasileiro  dos anos 1980. Pense mais um pouco… O que poderia ser? [...] Agora, confira aqui .

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Organizações PCC

18 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Sociedade do espetáculo

12 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Empreendedorismo precário

6 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Segundo o relatório do GEM ( Global Entrepreneurship Monitor ), o Brasil registrou um taxa de empreendedores iniciais de 11,3%, o que significa que é estimado que um em cada nove pessoas da população economicamente ativa esteve envolvido em atividade empreendedora no ano de 2005. Isso faz com que o país assuma a sétima posição entre os 35 países participantes do GEM.

É uma boa notícia? É… porém se atentarmos para a qualidade desse empreendedorismo, veremos que não é alguma virtude de um ethos empreendedor brasileiro, mas, segundo o prof. da Unicamp Anselmo Luís dos Santos, há uma precarização e fragilização das relações de trabalho no universo de quem abre um negócio no Brasil. Além disso, esses empreendimentos se caracterizam por utilizar menor qualificação e tecnologia. Leia a reportagem .

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Assimetria

21 de abril de 2006 por Mauricio Serafim
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Multinacionais no combate à pobreza

12 de abril de 2006 por Mauricio Serafim
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Multinacionais no combate à pobreza Não deixa de ser sintomático o lançamento do livro A Corporate Solution to Global Poverty:How Multinationals Can Help the Poor and Invigorate Their Own Legitimacy de George Lodge and Craig Wilson, o primeiro professor de Harvard e o segundo um economista, argumentam que uma boa proposta na redução da pobreza é a criação de uma instituição que eles denominaram de World Development Corporation (WDC), que seria uma parceria de corporações multinacionais, agências de desenvolvimento internacional e ONGs. Essa instituição combinaria as capacidades das empresas de investimento e criação de empregos com a sensibilidade social e ambiental das ONGs, proporcionando desenvolvimento econômico. As multinacionais ganhariam legitimidade por estarem intencionalmente participando de um projeto para a redução de pobreza. A idéia não incentiva a filantropia, mas insere as empresas como parte da equação para a superação da pobreza no mundo.

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Um dia na vida de um pretenso pesquisador

11 de abril de 2006 por Mauricio Serafim
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Parte de minha pesquisa no doutorado será pesquisar uma igreja neopentecostal. Há uma mais ou menos próxima a minha casa e, então, resolvi ir hoje à noite para ter a minha primeira impressão. Cheguei às 20:00h e para a minha surpresa havia, além de mim, apenas mais quatro pessoas. Havia outras pessoas, mas era o pessoal de apoio da igreja. Fui me sentar num cantinho, para não chamar a atenção. As outras quatro pessoas estavam de pé, com as mãos levantadas, fazendo suas orações em voz alta, enquanto o pastor falava. O pastor era muito jovem, vestido de jeans e camiseta, e suas frases, para mim, não tinham muito sentido ou lógica, mas eu cheguei a entender algumas frases soltas como “Jesus vai abençoar…”, “agora é o nosso tempo…”. Não apelava para a razão, mas para a emoção. Era uma “gerência de emoções”, em que ele era o pastor-gestor. Em seguida, após esses cinco minutos de fala, começaram a cantar as músicas próprias da igreja. Era como um karaokê, com música mecânica, e duas mulheres cantando. E eu lá, no meu canto, prestando atenção em tudo. Assim que terminaram de cantar, o pastor convidou as quatro pessoas a se sentarem juntas e, direcionando o seu olhar pra mim, também me convidou. Eu fiz um gesto dizendo que preferiria ficar ali. Ele me respeitou e começou novamente a falar. As quatro pessoas levantaram suas mãos novamente e iniciaram suas orações em voz alta, e num certo momento se deram as mãos. O pastor pediu a benção a todos os bispos, bispas e apóstolos da igreja e ao final de sua fala pediu para que todos batessem palmas para a “glória do senhor”, e em seguida pediu para que todos se abrassassem. Neste momento ele se virou pra mim e disse: “ Brother , eu te amo!”. Uma mulher, do outro lado da sala (porque eu estava num cantinho) disse também que me amava. Eu, que não queria chamar a atenção, acabei sendo o centro das atenções, pelo menos por alguns instantes (se isso não fosse sério, eu poderia brincar que foi o meu momento de fama na igreja!). Então, eu fiquei um pouco constrangido por ter chamado tanto a atenção e esperei a próxima música, que não tardou. Eram 20:45h e acabei saindo à francesa. A minha primeira ida ao campo foi frustrante, mas consegui rir um pouco de mim mesmo.

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Crash

7 de abril de 2006 por Mauricio Serafim
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Assisti tardiamente no cinema ao filme Crash , de Paul Haggis. Fiquei sinceramente impressionado. Para uma análise interessante do filme numa abordagem de filosofia política, recomendo o texto de  Paulo Ghiraldelli .

Crash O que me impressionou foi como o filme consegue nos colocar frente a frente com os nossos próprios preconceitos, tendo como pano de fundo a questão étnica nos Estados Unidos. Cada cena nos conduz sem percebermos aos nossos pensamentos típicos, aos nossos julgamentos da ação de cada personagem (por exemplo, “ele é marginal” ou “ele é uma boa pessoa”), para depois nos mostrar um outro ângulo que escancara, delicadamente, o nosso modo de aprovar ou condenar as pessoas. Oferece uma visão de como o “respeitar as diferenças” é delicado e circunstancial, e que em certos momentos, podemos ser tanto seres amorosos quanto perversos, sem que a etnia ou a classe social sejam as determinantes. Não é pelo fato de alguém ser pobre, negro e injustiçado que não vá cometer injustiças ou que não seja capaz de fazer um ato nobre. Não é por ser rico que não terá seus sofrimentos, tão dignos de sentir quanto o do pobre. Enfim, talvez o entendimento passe mais pela questão de nossa semelhança – como seres contingenciais - do que pela questão da diferença.

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