Artesanato de efeitos especiais

6 de agosto de 2006 por Mauricio Serafim
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Muito criativo. Ping pong Matrix.

Ser revolucionário: versão atual

5 de agosto de 2006 por Mauricio Serafim
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Eu li um texto de Carla Rodrigues comentando o livro “Devagar”, do jornalista Carl Honoré (Record, R$ 39, 350p.), e me deparei com uma frase que achei muito pertinente para esses “novos” tempos: cada vez mais, ser normal é ser revolucionário.

E o que é ser normal nos dias de hoje? É ter senso do ridículo, ter discernimento do que é certo e do que é errado fazer, ser honesto com os outros e consigo, ser leal com aqueles que confiam em suas palavras, ter vida fora do trabalho, saber fazer outras coisas além das atividades profissionais, saber relativizar o que dizem ser importante para nós, saber viver o momento presente e, ao mesmo tempo, saber incorporar o aspecto do “longo prazo”, não ter medo de responsabilidades e compromissos, ter senso de honra e nobreza, é poder pagar as contas em dia e saber apreciar as nuanças da vida.

Bono-partidarismo

5 de agosto de 2006 por Mauricio Serafim
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Sempre admirei artistas que, além da preocupação com a arte, têm preocupação com a política, em seu sentido lato. Tenho três heróis neste campo: John Lennon, que em 2005 completou 25 anos de sua morte; Bob Geldof, que organizou o Life 8 e um grande ativista; e Bono, vocalista da banda irlandesa U2. Assisti certa vez a uma entrevista com Bono. Pude entender melhor o que ele pensa acerca da política e, a partir dessa entrevista, quando alguém me pergunta se sou de esquerda ou de direita, respondo: “sou simpatizante do pensamento de Bono”. Na entrevista ele afirmou que não é de esquerda e nem de direita, apesar de ter iniciado no espectro da esquerda política, por ter nascido na classe operária, como o seu pai. Ele acredita que o mundo precisa dos dois (ele diz que tem amigos tanto da esquerda quanto da direita) e que enquanto a gente ficar brincando de partido político, muitas pessoas – aquelas atingidas pela ação política – são prejudicadas pela má atuação.

Uma decisão, de qualquer líder político, repercute na vida de milhões de pessoas. Portanto, a avaliação da ação política deve ser os resultados e conseqüências dessa ação, cujo critério é se ela conseguiu amenizar o sofrimento ou aumentar o bem-estar da maior quantidade de pessoas possível. O papel do artista ativista, diz Bono, é lembrar os líderes disso e lhes mostrar no que a sua ação ou omissão resultou.

Futebol em qualquer lugar

17 de junho de 2006 por Mauricio Serafim
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Campanha de marketing da ESPN: "Futebol é bom em qualquer lugar, mas é melhor ainda nos canais da ESPN". Idéia muito boa.

Futebol em qualquer lugar

Medo e precarização do trabalho

28 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Recorte de uma entrevista de Christoph Dejours para o Instituto Humanitas Unisinos:

O medo está presente nas situações de trabalho, implicando riscos para a integridade física (acidentes do trabalho, doenças profissionais) como na construção de obras públicas, na produção química, nas minas, na produção nuclear, etc. Mas, hoje em dia, o medo abrange também as pessoas envolvidas nas atividades de serviços, como as enfermeiras, os trabalhadores ou assistentes sociais, os caixas de supermercado, os condutores de ônibus, os agentes de segurança social e de locações familiares, dos correios, dos impostos, dos bancos etc., que são vítimas da violência dos clientes, dos usuários, dos jovens, dos estudantes, no próprio exercício de suas funções profissionais.  Enfim, outros, que são mais bem protegidos contra as agressões físicas, têm medo, hoje em dia, de não atingir os objetivos de rentabilidade que lhes são impostos. Se as sanções em caso de insuficiência se traduzem pela demissão, compreende-se que o medo tenha lugar no trabalho ordinário. (ênfase meu).

As conseqüências do medo são, em primeiro lugar, a perda do prazer de trabalhar e, em seguida, o desaparecimento da confiança nos colegas. Além disso, o medo dá lugar  à agressividade, ao ódio, ao rancor etc. O medo faz sofrer. É preciso se defender. E as estratégias de defesa são difíceis de construir e manter. Quando elas são solidamente constituídas, porém, transformam profundamente a personalidade. É o que certos autores anglófonos chamam polidamente de “a corrosão do caráter".

O medo sempre foi um fator fundamental do autoritarismo político. Temos que ficar atentos para que o nosso ambiente de trabalho não seja um lugar em que o autoritarismo se refugie, banido do espaço público.

Administração por estresse

27 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Pela primeira vez no Brasil uma grande empresa foi condenada a pagar indenização a uma funcionária por danos morais devido à "administração por estresse", conceito introduzido pela profa. Maria Ester de Freitas, da FGV-EAESP, num artigo publicado na RAE-revista de administração de empresas (leia o artigo na íntegra aqui). Este conceito diz respeito a uma face da perversidade em algumas organizações de criar uma estratégia enfocada na pressão psicológica nos funcionários para o cumprimento de metas cada vez mais exigentes e com a constante ameaça de perda do emprego.

Com isso foram desveladas práticas desumanas de gestão de pessoas e se abre um precedente importante para se repensar a área de Recursos Humanos.

Repercussão – Carreiras Anticoncepcionais

27 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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No mesmo Blog da Carla Rodrigues que mencionei na nota anterior, foi comentado o artigo Carreiras Anticoncepcionais, escrito por Pedro Bendassolli e por mim. Confira aqui.

Mercado justo

27 de maio de 2006 por Mauricio Serafim
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Do blog de Carla Rodrigues: "A mega loja de departamentos inglesa Marks & Spencer, que tem 400 lojas em toda Gran Bretanha, anunciou recentemente que está convertendo toda sua gama de café e chá, num total de 38 marcas, em fairtrade (mercado justo), um símbolo de marketing que representa uma 'produção ética'. A rede de lojas já vende somente chá e café fairtrade em duas 200 cafeterias Café Revive. Também está estimulando a compra de camisas e outros produtos fabricados com algodão fairtrade. O movimento em direção a um consumo mais ético fez importantes avanços também nos EUA, já que os consumidores se inclinam, cada vez mais, por alimentos orgânicos produzidos localmente e ovos de galinhas que não estão presas no galinheiro".

Da minha parte eu tento fazer o que posso para consumir os produtos orgânicos, que ainda estão muito caros no Brasil. Não como mais carne (cuja produção artificial esta provocando graves problemas ecológicos) e na medida do possível compro produtos que causam menores danos ao meio ambiente. No Brasil, um dos países com maior desigualdade social do mundo, pode soar como uma preocuação irrelevante, mas acredito que se quisermos um país justo, devemos começar pelo que está ao nosso alcance imediato. E um consumo ético posso fazer todos os dias.

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