O bem aparente

23 de maio de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

O presidente Lula, num arroubo, seguindo seu ministro da Saúde, quebra a patente de um medicamento usado para o combate à Aids. Aparentemente, a causa é boa, pois favorece quem faz uso desse medicamento.

 

O argumento utilizado toca em um imaginário esquerdista brasileiro, segundo o qual os “ricos” estariam “explorando” o Brasil. Entre a riqueza e a saúde, a escolha estaria feita: o país teria optado pela saúde dos cidadãos contra os grandes exploradores.

 

A cena parece muito bem montada, e os atores teriam tido um desempenho correto. Caberia aos espectadores-cidadãos apenas aplaudir. Acontece que a empresa farmacêutica em questão não enriqueceu por “explorar” o Brasil, mas porque investiu em pesquisa, arriscou o seu capital, descobriu um novo medicamento e vendeu o produto do seu trabalho e de seu empreendedorismo.

 

A pesquisa de um novo medicamento custa entre 1 bilhão e 4 bilhões de dólares. Se o governo brasileiro estivesse verdadeiramente interessado na saúde dos seus cidadãos, possibilitaria que um investimento nacional desse montante se fizesse no país.

Denis Rosenfield, professor de filosofia da UFRGS. Via Folha de S.Paulo (23.05.2007, seção Opinião – para assinantes).

 

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Ainda tem muito chão pela frente

18 de maio de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Ainda tem muito chão pela frente

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Tensão existencial

26 de abril de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Acredito que a Modernidade, ao criar a idéia do individualismo (no sentido político do termo, ou seja, o indivíduo como princípio e valor) gerou uma tensão existencial inédita: para ser, devo me diferenciar dos outros (para ser um indivíduo único) e, ao mesmo tempo, devo ser semelhante aos outros (para pertencer a uma comunidade).

 

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Psiquiatria política: um novo campo de estudos

21 de abril de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: humor, recortes

Como vocês sabem, há a economia política, psicologia econômica, psiquiatria clínica etc. e tal. Como sofro de grau leve de megalomania, declaro que a partir de agora é inaugurado um novo campo do conhecimento humano, fundamental para se entender o Brasil: a psiquiatria política. Ainda não sei quais são os pilares ontológicos, epistemológicos, ideológicos e epidemiológicos deste campo, mas certamente será iniciada sua construção quando for aberto para o debate, encampado por um movimento (ou bancada, ou quadrilha ou, mais higienicamente, “grupos de interesse”), ter o “projeto” escrito, oferecer/obter favores, prometer que não vai dar “aquela” informação para algum jornalista fazer a denúncia, “convencer” o presidente da câmara dos deputados a colocar na pauta de votação, depois mais “debates” (ou seja, justificar porque o aumento de seu próprio privilégio – ou de seu grupo – é bom para a nação), votar contra a CPI do Apagão Aéreo… (trocando em miúdos, quando for politicamente correto). Mas enquanto isso não acontece, vou de medida provisória mesmo.

Primeiro caso aqui analisado é o aceite do ideólogo Roberto Mangabeira Unger para assumir a Secretaria… como é mesmo o nome? Ah, sim, Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo (não, não se trata de bolsa de valores). Para entender melhor o caso, leia aqui .

Segue a fundamentação teórica, tirado do dicionário de psiquiatria , e depois volto:

“A Amnésia podem ser consideradas como graus de hipofunção da memória, ou seja, são diminuições do número de lembranças evocáveis. A Amnésia, por sua vez, seria a desaparição completa das representações mnêmicas correspondentes a um determinado tempo da vida do indivíduo [...] Ele diz ainda que a Amnésia não precisa ser completa, havendo várias gradações entre o nada absoluto e a lembrança incompleta.

Segundo Jaspers, ‘amnésias são perturbações da memória que se estendem a um período de tempo delimitado, do qual nada ou quase nada pode ser evocado (Amnésia parcial), ou ainda a acontecimentos menos nitidamente delimitados no tempo’. Em seguida, estuda quatro variedades de Amnésia:

1. Primeiro – Há profunda obnubilação da consciência mais do que perturbação da memória. Como nada se pode aprender na obnubilação, nada se pode fixar, ou seja, como nenhum acontecimento atinge a consciência, não será possível alguma reprodução.

2. Segundo – Aqui se verifica ser possível a compreensão durante algum período de tempo, porém a capacidade de fixação está profundamente diminuída, não sendo possível reter nada. Isso é comum em psicoses orgânicas, notadamente na Korsakov.

3. Terceiro – É quando certos acontecimentos podem ser compreendidos passageiramente, porém as disposições da memória foram destruídas por um processo orgânico bem delimitado no tempo. É, por exemplo, o que acontece nas amnesias retrógradas, após graves lesões cerebrais, em que desaparecem totalmente as experiências das últimas horas ou dias antes do acidente.

4. Quarto – Trata-se de amnésias extremamente acentuadas, normalmente de origem psicogênica, sendo o principal defeito uma alteração da capacidade de reprodução, apesar da soma das lembranças existentes estar conservada. Nesses casos, muitas vezes a solução é conseguida por meio de hipnose.”

Voltando, a partir da fundamentação, anunciarei a primeira hipótese a ser testada (por séries “históricas”): o convite a um cargo público causa amnésia . Simples assim. O difícil vai ser identificar qual variedade das listadas acima.

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Politicamente incorreto no Brasil

15 de abril de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

“Há no Brasil uma tendência de se considerar ‘politicamente incorreto’ a premiação do bom e a punição do mau.”

Antônio Ermírio de Moraes, na Folha de S.Paulo de 15.04.2007, justificando porque acredita que a iniciativa do governador de São Paulo José Serra, de atrelar os ganhos e a promoção dos funcionários do setor público ao atingimento de metas – buscando assim mais eficiência dos serviços prestados -, encontrará forte resistência.

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À vezes não é o machismo…

5 de abril de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

  À vezes não é o machismo... À vezes não é o machismo...

Via Níquel Náusea .

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Uma questão de perspectiva

17 de fevereiro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Uma questão de perspectiva

Via site do Níquel Náusea .

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Mercado para baixa renda

15 de fevereiro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, economia, economia de comunhao, recortes

Acredito que essa idéia ( leia texto aqui ) seria muito interessante para a Economia de Comunhão . Incluir os empobrecidos não apenas por meio de uma ajuda financeira ou por um posto de trabalho, mas tbém pelo consumo, oferecendo-lhes produtos e serviços compatíveis com o seu poder aquisitivo. Como escreve José Paulo Kupfer (e que concordo):

É curioso e paradoxal que uma eventual inclusão econômica do século XXI possa se dar pelo lado mais inesperado: a adaptação do mercado ao padrão de consumo dos mais pobres. Paradoxal, curioso ou não, esse é um movimento que parece tomar corpo e para o qual, em lugar de fechar os olhos, o mais sensato deveria ser refletir, extrair lições e aplicar a forma mais eficiente e inclusiva possível. Com sua vastíssima população de baixa renda, o Brasil só teria a ganhar se, também nesse aspecto, fizesse o dever de casa.

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