Apenas um minuto

25 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes, sociedade

Por Dayse Maciel Nuernberg

Ah, se todos parassem apenas um minuto! Um momento conduzido por pura sensibilidade, poderiam até mesmo sentir o que a outra pessoa está sentindo. Sair de seu mundo e mergulhar no do outro, e assim passar a entender melhor seu próximo. Ao invés de fugir, invadir. Amar então poderia se tornar mais fácil, a partir do momento que decidirmos atravessar os obstáculos que nós mesmo criamos. Nosso egoísmo, medos, até mesmo nossa vergonha de não assumirmos nossos erros por muitas vezes, entre tantas outras barreiras.

Incrível como isso pode acontecer mesmo a quilômetros de distância, desmoronando as paredes do quarto. É como se a outra pessoa estivesse ao meu lado. As vezes, podendo até mesmo ouvir sua voz a me chamar. Como isso acontece? Não sei. Prefiro acreditar que seja algo divino. Alguns riscos se corre. É inevitável, porque existem pessoas que preferem ficar o tempo todo se defendendo, se escondendo, e as vezes até de si mesmas, não dando abertura para talvez uma formação de um laço, seja ele de amizade ou outro mais intenso. É o que acontece geralmente, que torna mais difícil todos nos tornarmos apenas um, pois muitas vezes nos fechamos totalmente em nossos mundos, quem sabe seja, por medo de descobrir o que esteja por vir. Para então nos tornarmos um, talvez também signifique refletir sobre cada ato, antes de fazê-lo, pois este mesmo remeterá ao próximo, seja ele de forma positiva ou negativa. E se somos todos um (ou deveríamos ser), a ferida que eu causar em alguém, sentirei também da mesma forma as dores, ou pior ainda, por carregar também o sentimento de culpa. Mas por que será que muitas vezes ficamos tanto tempo pensando em tomar uma atitude por simplesmente amor, ou se fazer parte disso em uma relação, e muitas vezes nem paramos um minuto sequer para pensar, e acabamos tomando atitudes tão egoístas. Levamos mais tempo para amar, do que para fincar uma estaca em alguém.

Existem muitas coisas que vejo hoje, que parecem ser normais aos olhos de muitos. Um exemplo clássico: a infidelidade. De todas as formas possíveis, em toda e qualquer relação. Ninguém gosta de sofrer, não desejam isso para si, e mesmo assim ficam causando sofrimento nos outros. Não dá para entender. Querem alguém fiel, mas não são. Como exigir algo de alguém se nem mesmo pode oferecer? Soltar frases muito bem elaboradas, belas, mas sem sustentação nenhuma, pois não agem da mesma forma que dizem.

Tudo parece se limitar a um jogo de interesses, onde a fragilidade humana já não tem mais espaço, nos forçando a nos transformarmos em algo mais rígido e frio. Vivem à calcular algo que era para ser espontâneo, brotado de uma forma natural. Mas ao invés disso, querem saber primeiro se o saldo dará positivo, para então investir. Apesar deste cenário mais do que real, parece que não é com isso que muitas pessoas sonham. No entanto, poucas se movem para buscar mudanças para este e vários outros fatos, que na verdade não passam de anormalidades. Fatos que apenas se encontram em obscuridade profunda, ofuscando a visão de todos, provando promiscuidade entre lucidez e delírio. Atos de desvanecer o cuidado com o próximo, limitando suas visões a seus espelhos. Eis minhas frustrações! Mas apesar de levar tantas pancadas na vida, ainda hoje, posso dizer graças à Deus, que consigo amar como se fosse a primeira vez e oferecer não meus destroços, mas inteiramente meu ser, que a essas alturas já não sei mais dizer quem eu sou e muito menos para onde vou.

Dayse Maciel Nuernberg é a mais nova colaboradora desse blog.

Novo blog

1 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Novo blog

No dia 1 de abril de 2006, há exatos 3 anos, iniciei o blog “Notas de Mauricio C. Serafim”. Direcionei para ele minha mania de enviar e-mails para alguns de meus contatos sempre que eu achava algo interessante, tanto que sua característica principal foi a publicação de textos e imagens de outras fontes.

A partir de hoje pretendo escrever mais textos originais, comentar outros textos, notícias e acontecimentos, tendo um enfoque educacional. Também vou contar com amig@s-colaborador@s que irão oferecer  seus conhecimentos em áreas como felicidade e economia, cultura e administração, redes sociais, Internet e educação, capital social, entre outros.

Com novo layout  e uma nova abordagem de relacionamento com os leitores e alunos – projetado e executado por Zerotrack Inteligência Digital – o novo blog está mais interativo e oferece recursos de mídia social, como a minha comunidade de trabalho e discussão no Ning , um antigo desejo meu de manter laços com pessoas e idéias independentemente da limitação do espaço físico.

Desejo uma boa leitura a tod@s ! E espero que nos encontremos por aqui e por aí.

Entrar no espírito natalino

22 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Entrar no espírito natalino

Negócios em família – BrOi

21 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Do blog de Renato Cruz :

O Diário Oficial da União publicou hoje (21/11) o novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que permite a compra da Brasil Telecom pela Oi (antiga Telemar). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto) não sentiu constrangimento e assinou um decreto que beneficia a operadora que investiu na Gamecorp , empresa que tem como sócio seu filho Fábio Luis da Silva.

O negócio depende agora da celeridade da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que tem até 21 de dezembro para dar sua anuência prévia, seguindo o prazo definido pelo contrato assinado entre as empresas.

Comento : Não é em qualquer país que se muda a lei para possibilitar um negócio que beneficia  tanto o investidor da empresa do filho do Presidente da República quanto o maior doador para a campanha do partido desse mesmo presidente. É a ética do companheirismo.

Musas da música (5) – Loreena McKennitt – The Seven Rejoices of Mary

3 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

Minha compositora e cantora favorita está de disco novo .

Musas da música (4) – The Corrs

16 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

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Enviado por Jana .

Para dançar

16 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IE2HwTdpWRU]

Emoção e conselhos

15 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: recortes

“No embalo do amor” (ou da ira): como as emoções podem distorcer a forma como reagimos aos conselhos

Primeiro, um conselho: não leia esta história se você acabou de brigar com seu cônjuge ou com um colega de trabalho. Provavelmente você vai ignorar esta advertência, apesar de estar baseada em sólida pesquisa acadêmica. Pelo menos é o que diz Maurice Schweitzer , professor de gestão de operações e de informações da Wharton. Em um estudo recente feito em parceria com Francesca Gino, da Universidade Carnegie Mellon, Schweitzer mostra que as emoções não somente influenciam a receptividade das pessoas aos conselhos que recebem, como também influenciam sua disposição em recebê-los mesmo quando as emoções não têm ligação alguma com o conselho ou com quem dá o conselho.

“Analisamos especificamente as emoções acidentais, que são deflagradas por uma experiência anterior que é irrelevante para a situação atual”, observam os dois estudiosos em um estudo intitulado “Cegos de raiva ou embalados pelo amor: como as emoções influenciam a receptividade ao aconselhamento”. “Constatamos que as pessoas que sentem uma gratidão ocasional se mostram mais confiantes e mais receptivas aos conselhos que recebem do que as pessoas em estado emocional neutro; e que pessoas em um estado neutro são mais confiantes e mais receptivas do que pessoas que se deixam levar por um sentimento ocasional de raiva.”

A pesquisa de Schweitzer e Gino tem implicações para todos os tipos de interação comercial. Embora nem sempre seja discutido por esse ângulo, o relacionamento com advogados, contadores, banqueiros de investimento, consultores e representantes externos de vendas traz embutidos vários conselhos. Até mesmo as comunicações internas das empresas se resumem, muitas vezes, a dar ou receber conselhos. Quando uma força-tarefa prepara um relatório com recomendações para o CEO, os membros do grupo estão lhe dando conselhos. Quando um auditor interno faz uma sugestão ao CEO sobre como depreciar um item de estoque, isso também é conselho.

Num certo sentido, a conclusão de Schweitzer e Gino parece óbvia. É claro que o humor das pessoas afeta seu estado de espírito. Muita gente tem consciência de que sua mente se torna vítima do estresse e da tristeza de tempos em tempos, influenciando suas perspectivas. Quando morre um amigo ou um membro da família, por exemplo, o mundo — no local de trabalho, em casa e nas atividades de lazer — parece, sem dúvida alguma, um lugar mais sombrio.

Apesar disso, até recentemente, a análise econômica tomava como premissa a idéia de que, em se tratando de dólares e de cents, as pessoas têm permissão para ocultar suas emoções. “A economia clássica baseia-se nessa concepção, a do homem racional, e também na idéia de que o mercado apaga todos os erros”, diz Schweitzer.

Um gestor de investimentos pode ficar furioso com o fato de ter perdido uma grande aposta no futebol e, com isso, subestimar o valor de uma ação recomendada por um analista. Outro talvez esteja tão exultante com o nascimento do filho que acabe por superestimar a mesma ação. Segundo a ortodoxia, há um ser racional nesse cenário pronto para apagar todos os erros e restaurar a eficiência do mercado.

Contudo, a pesquisa de Schweitzer e Gino mostra que as emoções podem distorcer sistematicamente a receptividade das pessoas aos conselhos recebidos e, com isso, afetar sua racionalidade. Se todos erram de forma semelhante, tal padrão pode distorcer o cálculo perfeito dos classicistas. “Minha intuição era de que, com freqüência, baseávamos as decisões complicadas que tomávamos em nosso estado de ânimo”, diz Schweitzer. “Se lhe faço uma pergunta complicada como, por exemplo, ‘Devemos contratar tal pessoa ou comprar esta casa?’, você terá de levar em conta uma porção de atributos e comparar uma porção de dados complexos. Portanto, recorremos sempre a uma estatística simples e breve, que é a forma como nos sentimos em relação ao candidato a um emprego ou à compra da casa. Nesse momento, abrimo-nos à possibilidade de cometer um erro porque nos baseamos na emoção.”

Fonte: Universia Knowledge Wharton. Leia mais aqui.

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