Ferramentas para acompanhar a política

24 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, tecnologia

Recebi por email esta mensagem da profa Paula Schommer e compartilho com vcs.

Seguem indicações de novas ferramentas para acompanhar políticos, seus votos, suas promessas, o processo legislativo:

Congresso Aberto (congressoaberto.com.br) faz o acompanhamento do processo legislativo brasileiro. Trata-se de uma iniciativa de dois cientistas políticos brasileiros — Cesar Zucco e Eduardo Leone —, ambos professores nos Estados Unidos.

Blog de estatísticas eleitorais Vox Publica (blogs.estadao.com.br/vox-publica), do jornalista José Roberto de Toledo.

Faz falta por aqui ferramenta web como as que os americanos tiveram em 2008, em especial o On The Issues (ontheissues.org), vencedor do prêmio Pulitzer 2009 de jornalismo, e o PolitiFact (politifact.com), que construiu um “Obamômetro” para acompanhar as promessas de campanha de seu presidente.

O site Extrato Parlamentar, hospedado no site do Movimento Voto Aberto (extratoparlamentar.com.br), oferece uma ferramenta que calcula a afinidade política entre o internauta e os deputados federais. Assim, o eleitor pode saber quais são os candidatos que pensam de forma mais parecida com ele.

O funcionamento é simples: o internauta responde a 12 perguntas sobre projetos votados nominalmente na Câmara dos Deputados (se é a favor da Lei da Ficha Limpa ou se queria a prorrogação da CPMF, por exemplo) e o site compara as respostas com a posição de cada deputado. Depois, um modelo matemático ranqueia as respostas, mostrando quais os deputados mais afinados com o internauta em seu Estado e no país, com base no percentual de coincidência nas opiniões.

O site foi desenvolvido através de uma parceria entre o Voto Aberto e o grupo de Estudo Legislativos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). O Cebrap forneceu as informações sobre processo legislativo necessárias para a elaboração do algoritmo que permite o cálculo de afinidade parlamentar realizado no site, dando suporte técnico ao conceito, concebido e desenvolvido por Rafael Lamardo e seus colegas, do Movimento Voto Aberto.

O objetivo do site, em um contexto pré-eleitoral, é prover o eleitor de informações que possam ajudá-lo no momento de decidir seu candidato. Trata-se de uma ferramenta democrática que pretende ajudar a qualificar sua decisão, na medida em que possibilita a avaliação da atuação concreta, sobre temáticas específicas, dos parlamentares ao longo do governo anterior. Cabe frisar, porém, que essa não deve ser a ferramenta principal, nem tampouco a única, utilizada pelo eleitor para formar sua decisão.

A construção da ferramenta de análise de afinidades é realizada através de critérios puramente técnicos e científicos. Não há qualquer viés ou preferência partidária em sua construção.

Propaganda enganosa com fins eleitorais

15 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica

Este editorial do Estadão me trouxe uma dúvida. No setor privado, a propaganda enganosa é passível de responsabilização prevista na legislação brasileira porque leva a pessoa a incidir no erro. Sabemos que se alguma empresa, digamos uma montadora de automóveis, mentir  sobre alguma característica de um modelo de carro, seria penalizada porque estaria enganando o cliente. A minha dúvida é: por que o cidadão (ou o eleitor) não está sendo efetivamente protegido da mesma forma contra as ‘propagandas enganosas com fins eleitorais’ a que estamos assistindo o tempo todo neste período eleitoral, principalmente as propagadas pelo governo federal a favor de sua candidata?

Sobre as políticas de “promoção dos pobres”

13 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, sociedade

Indaguei, certa feita, por que tantas ONGs sobem o morro, no Rio, ou vão à periferia, em São Paulo, para ensinar ao povo o que o povo já sabe: rap ou funk, batuque, malabarismo, artes circenses. Por que não lhes oferecer também Mozart, Manuel Bandeira ou Machado de Assis? Aquela “gente” que está lá não tem anseios distintos dos nossos, não, desde que tenha a oportunidade de alargar seu repertório. Sua origem não a condena a dormir eternamente na rede, sem direito a sonhar com a cama de ripa. [...]

E como se consegue isso? Por meio de uma educação que tenha um caráter universalista [...]. O “povo” não pode mais ser visto como uma variante antropológica, como um ser de uma outra espécie, a quem voltamos, caridosos, os olhos, certos de que ele emitirá uma mensagem para nos comover, na sua poética rusticidade.

As políticas de “promoção dos pobres” hoje em curso têm um apelo identitário: algumas oportunidades lhes são oferecidas [...] não para que deixem de ser pobres, mas para que transformem a pobreza num saber e num discurso de auto-afirmação. Pode haver preconceito mais odiento do que esse? Pode haver discriminação de classe mais evidente?

Reinaldo Azevedo vai na veia.

Assisti e gostei (1) – Os piratas do rock

11 de julho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, comportamento, politica

Assisti e gostei (1)   Os piratas do rock

Com um certo atraso assisti ao excelente filme Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked, 2009) de Richard Curtis (Simplesmente amor). Mostra, com um toque de humor inteligente, a verdadeira alma da contracultura promovida pelo rock n’ roll: a subversão à submissão. O roteiro apresenta várias frases primorosas, mas há uma que é tão verdadeira hoje quanto em 1966, ano em que se passa o filme: “Os governos não gostam de pessoas livres”.

E com a proximidade das eleições no Brasil, posso dizer: governantes autoritários gostam menos ainda. Estou cada vez mais convencido que nessas eleições o que estará em jogo não será a bolsa família, inflação, ou segurança, mas nossa liberdade. Por isso, rock n’ roll neles!

O silêncio ensurdecedor

11 de abril de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica

Os anos Lula geraram uma pasmaceira geral, calando até os que se diziam conscientes das mazelas nacionais. Nenhuma reforma séria foi a cabo; a renda apenas recuperou o valor de uma década atrás; a maioria continua sem ensino de qualidade, sem esgoto nem justiça, mas pagando impostos absurdos; a ladroeira em todos os níveis passou a ser tratada como deslizes da natureza humana ou meras praxes como caixa 2; a estatização e a defesa de países autoritários voltaram ao discurso; o presidente desdenha das instituições e leis quase todo dia. E quase nada coerente se ouve. Durma-se com um silêncio destes.

Trecho do artigo de Daniel Piza no Estadão. Costumo dizer que a minha preocupação maior é essa espécie de apatia entre os que se consideram politizados e que estão assistindo ao que está acontecendo como se não lhes dissessem respeito. Tenho amigos que, em outros tempos, eram aguerridos e agora não querem mais saber de política. Esse é um problema tão sério quanto à corrupção.

Democracia, liberalismo e a esquerda na visão de FHC

4 de abril de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica

Em evento realizado no Centro Maria Antônia, em São Paulo, FHC lançou o livro “Relembrando o que Escrevi” e conversou com intelectuais sobre o Brasil, a democracia, o liberalismo, e as esquerdas.

Recomendo assistir a todos os vídeos e a ler a transcrição da conversa que foi publicado no Estadão.

#Webcidadania

9 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, civismo, educacao, politica, redes sociais, tecnologia

Um vídeo e matéria muito interessantes publicados no Estadão sobre a crescente onda que está sendo chamada de ‘webcidadania‘. Acho esta idéia empolgante principalmente para os alunos de Administração Pública.

Via Webcitizen.

Política e religião (10) – Entre a cruz e o Estado

18 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, religiao

[...] Um exemplo da “indigestão” causada pelo relativismo no Ocidente é o recente caso dos crucifixos nas escolas italianas. Aparentemente uma mãe se queixou de que o filho se sentia “desrespeitado” porque, não sendo cristão, tinha que frequentar uma sala de aula com uma cruz na parede. A partir daí, teriam decidido pela proibição do crucifixo nas escolas.

Essa decisão é ridícula porque a cruz é um símbolo, seja eu cristão ou não, das raízes do próprio Ocidente, naquilo que ele mais preza: amor ao próximo, generosidade e justiça, enfim, um Deus que morre de amor. Nós contemporâneos somos ignorantes de um modo gritante acerca do cristianismo, confundindo-o com alguns de seus momentos mais infelizes e cruéis (toda cultura é infeliz e cruel de alguma forma). Essa proibição cospe na cara de 2.000 anos de história de uma grande parte da humanidade, e os ignorantes que a realizaram deveriam ser obrigados a pedir desculpa aos cristãos.

Trecho do artigo do filósofo Luiz Felipe Pondé (acesse aqui). Um outro texto que também aborda o assunto e que foge do senso comum da intelectualidade universitária é este aqui.

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