Falso capitalismo: o crescimento do rent seeking

29 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, empresa, politica

Num país de teatro dos papéis sociais e do rent seeking , como o Brasil, um vídeo como este não seria compreendido, muito menos discutido.

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Liberdade e Igualdade

8 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: filosofia, politica

Via blog de Bruno Garschagen.

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Sem essa!

2 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: filosofia, humor, politica

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Não invente de me chamar de conservador sem a devida referência e revisão bibliográfica (by  Samantha Buglione ).

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A estrutura de gestão do governo federal

23 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, politica

1. O strike de ministros no governo Dilma deu nitidez a uma estrutura de gestão de 100 anos atrás. O que se vê é uma estrutura vertical -com a presidente no vértice- e piramidal -com os ministros no tronco da pirâmide superior. A presidente, com sua equipe atual, verticalmente sobre cada ministério e estes verticalmente sobre sua própria estrutura.

2. Não há nenhuma matricialidade -e me refiro a um sistema de 50 anos atrás- onde os gestores lideravam suas funções, independente de onde elas estivessem. Com isso, se tinha cruzamentos e interações diagonais. Por exemplo, o diretor de recursos humanos atuava em todas as diretorias; a diretoria técnica atuava na diretoria de produção; a diretoria financeira sobre todas; etc. A operação cruzada era acompanhada de informação simultânea ao diretor da área afetada e esse interagia se desejasse. O presidente coordenava as funções e com sua diretoria, decidia sobre elas. E deixava que os naturais conflitos horizontais produzissem a necessidade de novas decisões. Mas, permanecia, em boa medida, o desenho piramidal.

3. Hoje, num mundo aberto, com informações que fluem com enorme agilidade, onde a concorrência entre as empresas de vanguarda se dá pela inovação, o que prioriza a tecnologia e a velocidade em sair do laboratório e entrar em mercado, a estrutura organizacional não pode ser mais piramidal. Deve ser uma estrutura como um disco voador, superfície de muitos furos, para a interação externa e com redes se cruzando internamente, em todas as direções -horizontais, verticais, diagonais, impulsionando os controles e a tomada de decisões em todos os níveis, em todos os momentos.

4. Quando a oposição e a imprensa destacam que apenas uma pequena porcentagem de um programa -o PAC, por exemplo- foi executado, que a presidente se surpreende com informações, fatos e denúncias, que certos programas autorizados em solenidades palacianas, etc., meses depois mal saíram do papel, o problema não está na burocracia, nem na legislação: está na própria estrutura de gestão do governo.

5. É fato que no setor público existe uma rigidez normativa muito maior. Sendo assim, se pode pensar numa organização na forma de pipeta de laboratório, garantindo a normatividade em sua garganta, o mais fina possível.

6. Governar -ou gerir- é tomar decisões. Os demais são técnicas. Num mundo com tênues fronteiras informacionais, com ciclos tecnológicos imprevisíveis, com a informação em tempo real, continuar com uma estrutura centenária é a certeza do fracasso. Pelo menos do fracasso relativo como crescer pouco, vis a vis outros países em mesma situação. Tomar decisões após ler jornais e revistas e ver na TV, é simplesmente reagir a uma decisão, de fato, pré-tomada.

7. Numa onda mundial de crescimento, o avião pode até ser empurrado pelo vento de popa. Mas numa conjuntura de crise, permanecer gerindo numa armadura piramidal, é a certeza do fracasso, e de consequências sociais e econômicas, muito mais graves do que necessário. É o que está ocorrendo no Brasil, neste momento.

Fonte: Ex-Blog do César Maia.

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Bandeiras estudantis no Brasil recente

7 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, educacao, humor

Bandeiras estudantis no Brasil recente

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Seminário “Desafios e as Oportunidades da Governança nas Organizações da Sociedade Civil”

27 de outubro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, civismo, sociedade

Seminário “Desafios e as Oportunidades da Governança  nas Organizações da Sociedade Civil

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Partido político e o papel dos intelectuais

19 de setembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, politica

De Ivan Petrella, diretor acadêmico Fundação Pensar – La Nacion, 16, via Ex-blog de Cesar Maia :

1. Anos atrás, o dramaturgo e então ex-presidente da República Checa, Vaclav Havel, debateu com seu amigo, o escritor britânico Timothy Garton Ash, sobre o papel dos intelectuais na política. Eles se perguntaram se é possível ser um intelectual e um político ao mesmo tempo e responderam à pergunta de maneiras diferentes. Para Garton Ash existe uma relação contraditória entre o intelectual e o político. O dever do intelectual é encontrar a verdade e articulá-la da forma mais clara possível.  O político apresenta a parte da verdade que melhor convém ao partido, e não busca a verdade na sua totalidade.

2. Para Havel, os intelectuais são pessoas que dedicaram suas vidas para pensar sobre o mundo e seu país de maneira ampla, além da conjuntura imediata. Isso faz com que sejam pessoas que pensam em longo prazo, que também estão interessados em questões globais. Os intelectuais são, de acordo com Havel, a “consciência da sociedade”. Para ele os verdadeiros intelectuais são aqueles que se identificam não com uma ideologia, mas com o futuro incerto da dignidade humana em um mundo turbulento. Tentam perceber o contexto mais amplo, reconhecendo que não existem soluções mágicas e buscando, humildemente, reorientar e melhorar a realidade.

3. Havel, então, aceita a divisão entre intelectual e político proposta por Garton Ash. Reconhece que a política, por sua natureza, impõe o curto prazo em detrimento do longo prazo. Entende que a política é obrigada a buscar interesses grupais em detrimento dos interesses gerais, que a leva a dizer meias-verdades que satisfazem a maior quantidade possível de pessoas, ao invés de enfrentar a verdade necessária e por vezes incômoda. Descrita dessa forma, a política é o oposto da sensibilidade intelectual.

4. Mas para Havel, é justamente por isso que se deve incorporar intelectuais à política partidária; não só podem, mas devem participar, são necessários para criar uma política melhor. Os intelectuais que se recusam a sujar as mãos engajando-se na política partidária, ou assumindo um cargo público, são como o cidadão que afastado da política se queixa da sua corrupção. Ao não se comprometer, contribuem para que nada mude.

5. Essa participação “a la Havel”, penso, consistiria em pelo menos duas tarefas. Primeiro, o intelectual deve ser a consciência de seu partido. Deve ser a voz crítica que vai impedir que se utilize de qualquer meio para se atingir o fim desejado. Um intelectual não pode tolerar que seu governo minta em relação as estatísticas mais básicas, não pode permitir o capitalismo de amigos, não pode concordar que se use o dinheiro público para financiar propaganda política ou comprar vontades.  Em segundo lugar, o intelectual deve rebelar-se contra uma compreensão da política como mera gestão das demandas do povo. Parte desta tarefa que pertence ao intelectual é ampliar imaginação política do partido, através da busca, em todo o mundo, de exemplos de políticas públicas transformadoras que poderiam ser aplicadas.

6. Assim, o intelectual deve responder a agressões com argumentos, e a argumentos com outros ainda melhores. Para isso, deve buscar colocar as ideias, os programas e – usando uma palavra da moda – os relatos no centro da cena. Sua ânsia por ideias faz parte de sua vocação pelo longo prazo; muitas vezes as ideias vivem mais e decepcionam menos do que as pessoas.

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Música de protesto – Somos todos brasileiros (Amaryon)

7 de setembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, musica, politica, sociedade

Para tentar contribuir com o dia de hoje, gostaria de sugerir a música “Somos todos Brasileiros”, da  banda Amaryon,  composta por Maní Kauss e por mim. Desculpem a autopromoção :-) e espero que gostem!

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