No name

6 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Sou de um lugar onde tudo tem nome
Onde tudo deve ter sentido
E todos são alguma coisa

Vivo num lugar onde devo saber quem sou
O que quero
E exatamente para onde vou

Estou num lugar onde vejo o mundo por conceitos
As pessoas se relacionam por categorias
E me defino por um arranjo de definições

Não conheço
Mas tento imaginar um lugar
Onde não precisaria pensar criticamente
Apenas olhar, simplesmente.

Lagoa, outono de 2009.

Posso ver o futuro, por Ana Cristina Braga Martes

28 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

acbm.jpg

Posso ver o futuro
Nenhuma casa, nem roupa.
Agora apenas cenários e fantasias
sob o designo estrito de cada um dos atores.
Tão Individuais, quanto previsíveis.
Só os papeis é que serão puro improviso.

Ana Cristina Braga Martes

Um poema perdido

4 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Há 5 anos comprei algo pra você

E você comprou algo pra mim também

Não lembro bem o que foi

Mas isso não importa

Lembro apenas que gostamos

Tomávamos café quando eu disse

Que você era importante

Por que eu cuidava de você

E você me cuidava

Acho até que me cuidava de mim

Recordei isso hoje

Na lembrança

Que o aroma desse frio da chuva trouxe

Nesta noite… que fico comigo mesmo

Sem cuidar de ninguém

Nem de mim

Desistido.

 

Numa noite fria de janeiro de 2003.

Heaven’s here on Earth

18 de novembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: musica, poesia, vida

I’ve seen and met angels wearing the disguise
Of ordinary people leading ordinary lives
Filled with love, compassion, forgiveness and sacrifice
Heaven’s in our hearts

by Tracy Chapman (“Heaven’s here on Earth”, do ábum New Beginning, de 1995). Conheci essa letra no perfil do Orkut de uma pessoa muito especial. Depois eu tive que atualizar este post porque, sem eu pedir ou ela saber que eu havia colocado a frase aqui, ela me enviou a letra completa e a música. Coincidências que faz a vida mais bonita.

O indivíduo em verso

11 de novembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia, politica

O Próprio Ser Eu Canto

O próprio ser eu canto:
Canto a pessoa em si, em separado
embora use a palavra Democracia
e a expressão Massa.

Eu canto o Corpo
Da cabeça aos pés:
Nem só o cérebro
Nem só a fisionomia
Tem valor para a Musa
digo que a forma completa
é muito mais valiosa,
e tanto a Fêmea quanto o Macho
eu canto.

A vida plena de paixão,
Força e pulsam,
Preparada para as ações mais livres
Com suas leis divinas
- o Homem Moderno
eu canto.

Walt Whitman

Noite insone

19 de maio de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Hoje não consegui dormir, mais uma vez.

Sinto meu travesseiro encharcado de suor… tentei.

É uma obrigação de minha natureza de criatura

Mas não cumpro, subordinação do que não posso

Meu último prazer foi ter me agasalhado do frio da febre da noite passada

Ciao

10 de maio de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Ciao

Contato X Contrato

5 de agosto de 2006 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Contato X ContratoContato é a essência da vida,
Onde a lei não aprisiona.
E o puro relacionamento se faz.
A parte e o todo funciona.
Porém, quando acaba o contato,
Entra em cena o contrato
Para salvar a relação.
O contato gera vida, é dinâmico;
O contrato mantém a vida, é mecânico.
No contato há calor, energia;
No contrato a vida é fria.
No contato a união alegra;
No contrato a união é regra.
No contato os homens são sujeitos;
No contrato submetidos.
No contato o todo é maior que a soma das partes:
De dois sai um “terceiro”;

No contrato as partes só formam um todo.
No contato há vida;
No contrato estrutura.
No contato olhos se buscam,
“Corpos se desejam”,
a presença é vívida,
o vazio se preenche.
No contrato os olhos já não se encontram,
Os corpos já não se tocam,
A presença não é sentida,
A falta não faz falta.

Afonso Vieira

Página 1 de 212»