… para o amplo e infinito

25 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

… para o amplo e infinito

Se vuoi costruire una nave
non radunare gli uomini
per raccogliere il legno,
distribuire i compiti e dare ordini,
ma insegna loro
la nostalgia del mare ampio e infinito

"Se você quiser construir um navio
não reúna os homens
para recolher a madeira,
distribuir as tarefas e dar ordens,
mas lhes ensine
a nostalgia do mar amplo e infinito"

(A. de Saint-Exupery)

Via Licia Paglione.

Uma outra poesia dos dons

7 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Ringraziare voglio il divino
labirinto degli effetti e delle cause
per la diversità delle creature
che compongono questo singolare universo,
per l’amore,
che ci fa vedere gli altri
come li vede la divinità,
per la notte, le sue tenebre e la sua astronomia,
per il coraggio e la felicità degli altri,
per la musica, misteriosa forma del tempo
.

(J. L. Borges)

Enviado por Licia Paglione.

Entre as realidades que contam

27 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Este é um poema inédito em português de Andrea Paganini (www.andreapaganini.ch), um poeta suíço e especialista da literatura italiana. Ele o cedeu gentilmente para este blog. Tradução de Licia Paglione e Mauricio C. Serafim.

Tra le realtà che contano

Lo maggior don che Dio per sua larghezza
fesse creando, e a la sua bontate
più conformato, e quel ch’e’ più apprezza,
fu de la volontà la libertate;
di che le creature intelligenti,
e tutte e sole, fuoro e son dotate.
(Dante, Paradiso, V, 19-24)

Tra le realtà che contano,
Dante, tu che percosso fosti
entro la mortal vita
da un fulgore in che tua voglia venne,
qual è la più importante:
amore o libertà?
(Ché Dio ha amato,
ma amore non ha imposto…)

A me, nella Commedia
e in mezzo al nostro viaggio,
saziato – e ancora attratto – da un barlume,
l’essenziale par d’intendere
che sia la libertà
(ma libertà dell’altro:
amore mio).

Entre as realidades que contam

O maior dom que Deus por sua generosidade
Fez criando, e a Sua bondade
mais adequado, e aquele que Ele mais valoriza
foi a liberdade da vontade;
da qual as criaturas inteligentes,
e todas e apenas elas, foram e são dotadas.
(Dante, Paraíso, V, 19-24)

Entre as realidades que contam
Dante, tu que foste atingido
pela vida mortal
por um brilho na qual o teu desejo veio,
qual é a mais importante:
amor ou liberdade?
(Porque Deus amou,
mas amor não obrigado…)

Para mim, na Comédia
e no meio da nossa viagem,
saciado – e ainda atraído – por uma claridade,
parece que entender que o essencial
é a liberdade
(mas a liberdade do outro: meu amor) .

Musas da música (23): Loreena Mckennitt – Down By The Sally Gardens

21 de dezembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: musica, poesia

Linda canção de seu último álbum The Wind That Shakes The Barley , lançado recentemente, que musica o o poema de William Butler Yeats .

Down By The Sally Gardens

It was down by the Sally Gardens
My love and I did meet.
She crossed the Sally Gardens
With little snow-white feet.

She bid me to take life easy
As the leaves grow on the tree
But I was young and foolish
And with her I did not agree.

In a field down by the river
My love and I did stand
And upon my leaning shoulder
She laid her snow-white hand.

She bid me to take life easy
As the grass grows on the weirs
But I was young and foolish,
And now I am full of tears.

Down by the Sally Gardens
My love and I did meet.
She crossed the Sally Gardens
With little snow-white feet.

She bid me to take life easy
As the leaves grow on the tree
But I was young and foolish
And with her I did not agree.

Aos que querem inventar a máquina de fazer felicidade

24 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Falas de civilização e de não dever ser

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as cousas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro. In  Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001

Fonte: Casa Fernando Pessoa . Dica de @marianacosta

Poema de domingo (4)

15 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (4)

Frammenti di sole

Por Licia Paglione

Il cielo senza nuvole
lascerebbe trasparire (brillare) la luce del sole
chiara e senza ombre.
Ma senza ombre
noi non potremmo scoprire
la bellezza di una luce
che muta le nuvole
in frammenti di sole

Fragmento de sol

O céu sem nuvens
deixaria resplandecer (brilhar) a luz do sol
clara e sem sombras.
Mas sem sombras
não poderíamos descobrir
a beleza de uma luz
que muda as nuvens
em fragmentos de sol.

Poema de domingo (3) – Água-luz

4 de abril de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (3)   Água luz

Por Licia Paglione:

Acqua-luce
Tenerezza di una luce
che abbraccia i nostri cuori
come l’acqua del mare culla un bimbo:
forse è fredda, forse calda,
forse luminosa, forse un po’ scura,
forse silenziosa, forse troppo rumorosa,
ma sempre trasparente,
mostra la trama sorprendente
che il Sole, insieme a lei, va disegnando.

Água-luz
Ternura de uma luz
abraçando os nossos corações
como a água do mar embala um menino:
talvez seja fria, talvez quente,
talvez clara, talvez um pouco escura,
talvez silenciosa, talvez muito barulhenta,
mas sempre transparente,
mostrando a trama surpreendente
que o Sol, junto com ela, vai desenhando.

Poema de domingo (2)

28 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (2)

Germoglio nel sole

por Licia Paglione

Germoglio nel sole
Un germoglio molto delicato
ho visto oggi.
Il sole lo abbracciava con il suo calore
e lui sembrò brillare.
Ricordai una cosa che successe a me
quando un piccolo raggio di sole
arrivò nel mio cammino.

Rebento ao sol

Rebento ao sol
Um rebento muito delicado
eu vi hoje.
O sol o abraçava com o seu calor
e ele parecia brilhar.
Lembrei de algo que aconteceu comigo
Quando um pequeno raio de sol
apareceu no meu caminho.

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