Psiu! Silêncio!

7 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, ensaio

Psiu! Silêncio!

Um texto que escrevi há alguns anos e que republico em homenagem ao dia do silêncio:

“No princípio era o Verbo”, escreve São João. Palavra que interrompe o silêncio. Assim é também quando nascemos. Quando concebidos, ficamos nove meses nos transformando e nos preparando para um dos momentos mais traumáticos que iremos vivenciar: o término da unidade física com a nossa mãe. Nove meses cuja única experiência sonora é a monótona batida do coração de quem nos abriga. Ao sermos expulsos daquela condição agradável, damos nosso primeiro berro, o primeiro ato de uma longa adaptação ao novo mundo, como que concordando com São João sobre a primazia da palavra. “No princípio é o berro”, digo, parodiando o apóstolo. Não importa aqui sobre o significado teológico da frase do evangelho e nem a heresia ao parodiá-lo. Importa apenas conversarmos um pouco sobre a relação do ser humano com o som, ou melhor, com sua ausência, o silêncio. Uma relação abalada nestas últimas décadas.

Na sociedade japonesa, quando alguém está pensando, numa postura de reflexão sobre algo, outra pessoa não o perturba, respeitando este momento no qual a interrupção pode ser nociva. Em nossa sociedade, quando alguém está quieto, meditando, entendemos ser este o instante em que devemos interpelá-lo, mesmo que seja uma pergunta banal do tipo “o que foi, aconteceu alguma coisa?”. Pronto! Perdemos o fio da meada, como costumamos dizer. Nossa relação com o silêncio, posso afirmar, é receosa, temerosa, temos medo dele. Não sei bem ao certo se é porque estamos desacostumados ou porque ele pode nos colocar de frente com nós mesmos, ou se ambos. A falta de costume é fácil de perceber. Acordamos com o despertador, aquele aparelho escandaloso que nos faz acordar aos sobressaltos. Ligamos a televisão ou o rádio e já começamos a saturar nossos ouvidos de sons, misturados com os do caminhão do gás que passa três vezes por dia; o carro do picolé e os que anunciam ofertas que não nos interessam também têm sua participação nessa cacofonia, e nem ao menos saímos de casa. No caminho do trabalho e no trabalho, motos, carros, caminhões, buzinas, ares-condicionados, gente conversando, gente gritando, telefones (os que irritam mais são os celulares, que estão em todo lugar), música (ou pseudomúsicas) por todos os lados (até em elevadores!) fazem com que ouvido e penico sejam mais do que uma rima. “Meu ouvido não é penico!”, lembram disso? Chegando em casa, televisão é ligada, vizinhos fazendo aquela festa, telefone toca, a vizinha pré-adolescente cantando a música do filme  Titanic com toda a energia do sonho de um dia ser a Sandy… ufa! Com os ouvidos estafados, deitamos para descansar, fechamos os olhos e… os cachorros da vizinhança decidem conversar entre si.

Na sociedade atual, na melhor das hipóteses, há pouco espaço para o silêncio. Desaprendidos de escutar o nada, tememos o silêncio porque nos obriga a ficarmos frente a frente com nós mesmos, desprovidos de qualquer anestésico sonoro. Somos obrigados a nos ouvir, e não raro, quando isso ocorre, experienciamos o desconhecimento que temos de nós mesmos. Percebemos que somos estranhos em nossa própria casa.

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O Tao da eficácia

3 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ciencia, empresa, ensaio

O Tao da eficácia Desde Max Weber (1862-1920) sabemos que a religião, como elemento cultural, é capaz de influenciar as motivações, critérios de tomada de decisão, formas de comportamento no trabalho e de consumo. Afinal, foi a partir de uma seita protestante surgida no século XVI que o mundo conheceu o “espírito do capitalismo”, mudando a dinâmica organizacional com o trabalho metódico e busca pela eficiência, o que influenciou de forma decisiva e definitiva o vetor concorrencial entre as empresas capitalistas. Entre o final do século XIX e o início do século XX, Frederick W. Taylor (1856-1915) publica seus trabalhos nos quais defende uma nova abordagem para os processos industriais, baseada na cientificidade como forma de atingir uma maior produtividade e desempenho. Historiadores da Administração especulam que algumas das idéias e métodos de Taylor foram inspirados em valores e crenças do grupo protestante Quaker – surgido no século XVII, cujo nome oficial é Sociedade Religiosa dos Amigos – e do qual pertencia sua família.

O que vem à tona é a constatação de que um sistema de pensamentos e crenças, como a religião, pode influenciar em maior ou menor grau os sistemas econômicos e sistemas sociais, como as organizações, bem como o nosso vocabulário que usamos para interpretar e compreender o mundo. Durante mais de 250 anos – desde a Primeira Revolução Industrial e mais do nunca no século XX – aperfeiçoamos a linguagem administrativa para entendermos e prescrevermos normas, regras e processos com o objetivo primaz de fazer com que as organizações sobrevivam. E esse aperfeiçoamento caminhou nas trilhas da racionalidade, tal como a entendemos no ocidente: adequação dos meios aos fins.

Entretanto, parece que nessa linguagem há impasses que em um primeiro momento parecem insolúveis. Um desses casos é a eficácia organizacional, um dos termos centrais da gestão empresarial e da teoria das organizações. E para tentar solucionar esse impasse, que será explicada a seguir, podemos lançar mão de idéias provenientes de outras áreas e esferas do conhecimento no intuito de buscar intuições e imagens que nos auxiliem a buscar alternativas.

É o que fazem dois proeminentes pesquisadores portugueses em Administração Miguel Pina e Cunha (Universidade Nova de Lisboa) e Arménio Rego (Universidade de Aveiro) no artigo “Uma abordagem Taoísta da eficácia organizacional”. Os autores recorrem à filosofia chinesa taoísta com o intuito de buscar pistas para a resolução das controvérsias quanto ao conceito e formas de medição da eficácia organizacional.

Trecho de um texto que escrevi para a revista NEXT Brasil, da Universidade do Sul de Santa Catarina em parceria com S3.Studium , de Domenico de Masi . Leia o texto completo aqui .

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Carroças entre o passado e o futuro

11 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ensaio, sociedade

Carroças entre o passado e o futuro Tinha mais ou menos 10 anos de idade quando estava conversando com um amigo meu sobre o que a prefeitura deveria fazer para melhorar a cidade. Não me lembro o que sugeri, mas me recordo bem o que o meu amigo propôs: “o prefeito deveria fazer vias para as carroças que trafegam na avenida”. Balancei minha cabeça desaprovando sua ingenuidade. “Primeiro, o número de carroças não é lá essas coisas para se gastar dinheiro com isso e, no futuro, elas não existirão mais”, argumentei com ar de superioridade diante do suposto erro de avaliação e projeção do meu amigo.

Era uma época em que apenas os cães e os gatos reviravam os lixos para sobreviver. As carroças eram utilizadas como um meio de transporte por alguns pessoas que não moravam no centro e que iam para a “cidade”, bem vestidas e à procura de objetos e comidas “modernas”. Lembro do “seu” Gentil, que anunciava sua chegada com o som de uma corneta, pontualmente às quinze para o meio-dia, vendendo seu leite misturado com um pouco de água. Saía correndo, com a leiteira na mão, ansioso para embarcar em sua carroça e passar a mão na cabeça de seu cavalo, o Baio, que se alimentava da grama cortada que guardávamos das terríveis tardes de sábado, dia mundial da limpeza do pátio. Colocava, então, o leite para ferver, e ficava esperando, meio entediado, até a espuma quase derramar, me achando o máximo pela minha “precisão”. Apesar de hoje usar apenas o de caixinha, ainda consigo sentir o aroma daquele leite fervido.

Também tenho uma foto daquela carrocinha puxada por um bode, tirada numa praia há pelo menos 25 anos. Isso sem contar as visitas aos meus parentes que moravam no interior e que sempre me levavam para andar de carroça, puxadas à cavalo ou por bois.

São recordações que têm como elemento central a carroça. Agora, ao andar de carro pela cidade, volta e meia me deparo com uma. Mas não é mais um encontro idílico. É um encontro que me violenta pela indignidade. Crianças, idosos, às vezes famílias inteiras, lutam pela sobrevivência, coletando materiais que podem ser reciclados, vendendo a atravessadores que se aproveitam da delicada situação dos catadores. Situação provocada por um Estado ineficiente em promover o bem público, protegendo os mais fracos dos mais fortes. E agora me veio à cabeça: “o que posso fazer?”. À curtíssimo prazo me propus a não me zangar mais quando eu encontrar uma carroça que esteja atrapalhando minha passagem. Ou seja, respeitar seu trabalho como gostaria que respeitassem o meu. E no fim das contas, aquele meu amigo de infância e o tempo me mostraram que, na verdade, o ingênuo dessa história fui eu.

Mauricio C. Serafim

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Para não deixarmos de acreditar

30 de julho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ensaio, politica

Um homem, aparentando cerca de trinta anos, maltrapilho, descalço e com olhar de quem tem nada a perder, nos aborda pedindo um trocado qualquer. Após lhe oferecer algumas moedas, o que passa em nossa cabeça? Será que ele vai comprar comida ou bebida alcoólica? Será que vai comprar aquela passagem de ônibus para ir embora para sua cidade ou comprar drogas? Geralmente ficamos em dúvida acerca da finalidade do dinheiro que damos em forma de esmola ou de “ação entre amigos”. É uma preocupação legítima que evidencia nossa exigência pela coerência entre o fim a que se destina tal dinheiro e para o que ele realmente será empregado. Se soubermos que aqueles trocados foram para o consumo de álcool, certamente ficaremos indignados. Todos os nossos conhecidos ficarão sabendo do acontecido, será a conversa do final de semana e, provavelmente, demorará um certo tempo até darmos uma esmola novamente.

Mas quando se trata de dinheiro público, a coisa muda de figura. Um exemplo claro é o CPMF. O que nos disseram para onde iria o imposto? Para a melhoria do sistema público de saúde. E quem, hoje, ainda acredito nisso? Na verdade, ele é usado para o equilíbrio das contas do governo. Estamos sendo enganados, mas parece que não dói tanto quanto descobrimos que o cinqüenta centavos da esmola foi usado para comprar uma birita. Isso sem falar dos desvios de dinheiro público que volta e meia são anunciados nas manchetes dos jornais e que nos limitamos a comentar que todos os políticos são iguais.

Parece-me que no Brasil a coisa pública, ao invés de ser considerado como uma coisa pertencente a todos e, portanto, todos teriam a responsabilidade de cuidá-la, é considerado como coisa de ninguém e, portanto, ninguém tem responsabilidade por nada. Basta ver como são tratados as praças, parques, banheiros e prédios públicos. Os recursos públicos idem. Além desse aspecto, um segundo talvez seja mais grave: o público é tratado como propriedade privada pela maioria dos representantes políticos. A corrupção é apenas uma evidência desse vício.

À primeira vista nos vem a sensação de que, politicamente falando, estamos sem saída. Há uma clara apatia, para não dizer repúdio, da sociedade pelos que deveriam estar planejando e executando políticas públicas (e não privadas) para melhorar continuamente a vida cotidiana. Assim, caímos na tentação de deixar de acreditar que as coisas podem mudar, que podem ser diferentes, para melhor. Dá vontade de desistir, não é mesmo? Dá vontade de passar a bola para a próxima geração. Mas, como nos ensina o filme “A Corrente do Bem”, quando todos desistem, todos saem perdendo. Por isso, é fundamental continuarmos acreditando que as instituições e os recursos públicos devem efetivamente serem públicos. Agora temos que ir tateando para sabermos o que fazer. O movimento ” Cansei ” é a primeira. E devemos continuar pensando em outras.

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O porém de Cuba, por José Nilson

6 de junho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ensaio, jose nilson, politica

José Nilson, mais uma vez. Mais uma vez ele está pensando. Mais uma vez ele não consegue entender muitas coisas. Criado na base do “não faça aos outros o que não quer que façam a você”, e que não se deve matar, mentir e roubar, essas coisas básicas que se aprende quando pequeno, fica um tanto perplexo quando descobre que ao se tornarem adultas, algumas pessoas relaxam o que mamãe e papai ensinaram e dizem: “ok, matar não é a melhor coisa, porém…”. “Esses poréns é que matam… inclusive gente”, pensa J. Nilson.

Hoje de manhã, ao ler um texto no Weblog , o nosso filósofo brasileiro não se agüentou. Deu um murro na mesa e com sangue fervendo desabafou: “Cuba e seu presidente-ditador Fidel Castro sempre foram cultuados por muita gente, chegando muitas vezes ao limite do fetichismo. Por que? O que Cuba tem que ganha tantas simpatias? Por que pessoas se simpatizam com um ditador que torturou e matou tantas pessoas em nome de uma ideologia autoritária, que deixou a população num estado de miséria vergonhosa, e que sempre se diz vítima mas não quer desfazer essa imagem conveniente?”

José Nilson fica pensativo, um pouco triste até. Ele sabe que um mito pode ser criado para que depois, para camuflar interesses pessoais e de grupo, se possa dizer, “blá, blá, blá, porém…”. O “porém” tem o poder de relativizar qualquer coisa se envolvido num mito. Mas o mito de Cuba, a cada dia que passa, desmorona mais um pedaço, e fica apenas a realidade realmente vivida pela maioria dos cubanos. Então era uma Ilha da Fantasia para parte da esquerda? Pode ser, acha J. Nilson. Mito ou fantasia, muitas famílias choram ainda seus mortos ou estão angustiadas porque um dos seus é preso político. “Sem os poréns”, conclui J. Nilson antes de sair para pagar as contas, “conseguimos enxergar que a fantasia pessoal de Fidel de ser o portador de respostas e pontos de exclamação o levou à escolha do método errado”.

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Cartas à milanesa (II)

11 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, comportamento, cultura, ensaio, sociedade

Comecei a notar algumas diferenças entre o estilo de vida dos italianos e a nossa. Algo que fica muito evidente é como eles conseguem viver o espaço público. No Brasil temos receio de freqüentá-lo e cada vez mais raramente podemos usufrui-lo, por estar deixando de ser público e se tornando privado, virando moradia de mendigos, ponto de prostituição ou de venda de ambulantes, entre outros. Há muito a praça deixou de ser lugar de encontro e fonte do sentimento de pertença à cidade. Em Milão, as praças são lugares onde as pessoas podem caminhar e “dar um tempo”, ou ainda se encontrar com pessoas para conversar, comer e beber algo. E eles sabem muito bem comer e beber. A qualidade da comida que se consome cotidianamente é superior ao Brasil. Para ter essa qualidade, precisamos gastar muito mais.

O transporte público parece funcionar bem. Em Milão há ônibus, bonde, trem e metrô. Todos os transportes públicos são usados sem percebermos uma distinção de classe, como vemos no Brasil. Nos três anos que fiquei em São Paulo não me lembro de ter visto alguém da classe média levando seu filho em carrinho de bebê no metrô. Isso é muito comum aqui. Há uma razão para o uso intensivo de transportes públicos: em Milão, é muito difícil de se andar de carro porque não há muitos estacionamentos e vagas, uma fonte de desestímulo – não sei se intencional ou não. Como a cidade é plana, também podemos ver pessoas de trajes elegantes indo de bicicleta para o trabalho ou escola, algo muito inusitado para os paulistanos.

Em todas as viagens de metrô que fiz aqui sempre surgiu alguém no vagão pedindo dinheiro ou tocando alguma música no violino ou acordeom para ganhar alguns trocados. Em sua maioria são pessoas vindas de países do Leste Europeu e que fazem parte do contingente da camada mais pobre da cidade, juntamente com os marroquinos. Aqui é muito comum se afirmar que os pobres não são os italianos natos, mas esses imigrantes. [Continua]

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Cartas à milanesa (I)

10 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura, ensaio, sociedade

Estou morando em uma numa cidadezinha chamada Cernusco Sul Naviglio , distante 10 quilômetros de Milão . É uma comune (como eles chamam aqui) de 13 quilômetros quadrados e 30 mil habitantes. A primeira coisa que me chamou a atenção foi sua beleza. A natureza, muito presente, é apreciada em suas sete praças e dois parques e todo o espaço público é muito bem cuidado. Nas praças sempre há pessoas conversando e tomando café aproveitando o sol da manhã. No rio Naviglio, que atravessa a cidade, há patos nadando, algo bem estranho para alguém que vem da cidade de São Paulo. Bom, confesso que aqui tudo é muito estranho. A vida é calma, os horários do comércio são variados – porque cada negócio tem o seu, que é exposto na porta –, as pessoas saem nas ruas tranquilamente com os seus filhos em carrinhos de bebê e as praças são lugares onde as pessoas sentam e conversam. Tudo muito estranho…

Na primeira vez que fui à cidade de Milão de metrô, as pessoas que estão me hospedando ficaram preocupadas porque é a maior cidade da Itália e, como toda cidade grande, tem seus perigos. Também fiquei apreensivo. Mas havia me esquecido que a população de Milão, de dois milhões de habitantes, equivale ao número de pessoas que freqüentam por dia o metrô de São Paulo. A sensação que tive foi a de chegar numa cidade de interior: era calmo, sem os formigueiros humanos que me acostumei a fazer parte em São Paulo. Fui logo para o centro histórico, na Piazza Duomo (Praça Catedral). Fiquei sem fôlego ao ver a catedral medieval e estranhei como a praça é bem freqüentada. Conheci a famosa Galleria Vittorio Emanuele , dedicada ao primeiro rei da Itália. Perambulei pelas ruas e em todo lugar que eu ia tudo era muito bonito. [Continua]

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  • Cartas à milanesa (I)

Mais repercussão

6 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, comportamento, educacao, ensaio, sociedade

O artigo publicado na GV-executivo escrito pelo meu amigo Pedro Bendassolli e por mim foi comentado na coluna do professor da FGV-EAESP Thomaz Wood Jr. na revista CartaCapital. Para lê-la, acesse aqui .

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