Artigos [6] – Teoria dos Stakeholders

6 de maio de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, meus artigos

Segue um texto que estou desenvolvendo (work in progress, como se diz por aí) sobre a Teoria dos Stakeholders, muito usada em Administração – tanto de negócios quanto pública – e Ciência Política (principalmente na Europa).

Críticas ao texto via comentários serão bem-vindas.

Como citar:

SERAFIM, Mauricio C. A teoria dos stakeholders e seu modelo de análise. mimeo. Disponível em <http://mauricioserafim.com.br/stakeholders>

A teoria dos stakeholders e seu modelo de análise

Artigos [4] – Economia e religião no XI Colóquio sobre Poder Local

19 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia de comunhao, eventos, meus artigos

Artigos [4]   Economia e religião no XI Colóquio sobre Poder Local

Nos dias 14 e 16 aconteceu no Hotel Pestana em Salvador-BA, o XI Colóquio Internacional sobre Poder Local, promovido pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social – CIAGS e pela Escola de Administração da UFBA.

Apresentei meu artigo Movimento dos Focolares e a Economia de Comunhão: Expressão de Economia Plural Originada da Religião (acesse aqui) na sessão Economia Plural e Solidária. Fiquei positivamente surpreso com o debate que se deu em torno do meu trabalho. Muitos ficaram curiosos, tanto que o coordenador da sessão me disse, num tom muito amigável e cordial, que a reação da platéia lhe lembrou de suas apresentações de alguns anos atrás quando estava pesquisando o Banco Palmas, na época um tema pouco conhecido. Brincou ao comparar minha apresentação do Movimentos dos Focolares e da Economia de Comunhão com um urso koala, para reforçar a impressão de ser um tema exótico aos olhos da platéia. Concordei com ele e completei dizendo que a religião é um realmente um koala na área de Administração. O que é uma pena, porque a religião é parte importante da cultura brasileira e sem ela não conseguimos explicar completamente muitos fenômenos sociais e econômicos.

A minha impressão foi que o Colóquio, por ser mais focado, teve uma qualidade melhor de debates e palestrantes do que o Enanpad. Apenas para se ter uma idéia, participou do evento Jean-Louis Laville, economista e sociólogo francês e autor fundamental na Economia Plural e Solidária, e Jean-François Chanlat, cientista social francês muito conhecido na área de estudos organizacionais pela obra O Indivíduo nas Organizações.

Voltei do evento com a esperança de que os encontros acadêmicos podem ser empolgantes. Basta centrarmos no que realmente é relevante.

Artigos [2] – Preservação ambiental e responsabilidade social

1 de setembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, meus artigos, pesquisa

artigo 2

Via Wordle

Acabou de ser publicado um artigo meu (retroativa a 2007), em co-autoria com Luis Hernan Pinochet e Hernan Edgardo Alday. O títutlo é “Preservação do meio ambiente como prática de responsabilidade social e marketing social” e você poderá lê-lo aqui.

Artigos [1] – I Seminário Nacional de Sociologia Econômica

19 de maio de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, capital social, educacao, empreendedorismo, empresa, eventos, meus artigos, pesquisa, redes sociais, religiao, sociologia

Artigos [1]   I Seminário Nacional de Sociologia Econômica

Esse é o “word clouds” (via Wordle) do meu artigo “Capital espiritual e empreendedorismo” que será apresentado no I Seminário Nacional de Sociologia Econômica na próxima quinta-feira, às 13h30. Vc pode ver a programação aqui.

O tamanho das palavras é proporcional à quantidade de vezes que aparecem no texto. Algumas siglas – como KS (capital social) e KE (capital espiritual) – estão destacadas. Para quem se interessar pelo artigo, estará disponiblizado no site do evento.

O Tao da eficácia

3 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ciencia, empresa, ensaio

Yin Yang de Dinho Fonseca Desde Max Weber (1862-1920) sabemos que a religião, como elemento cultural, é capaz de influenciar as motivações, critérios de tomada de decisão, formas de comportamento no trabalho e de consumo. Afinal, foi a partir de uma seita protestante surgida no século XVI que o mundo conheceu o “espírito do capitalismo”, mudando a dinâmica organizacional com o trabalho metódico e busca pela eficiência, o que influenciou de forma decisiva e definitiva o vetor concorrencial entre as empresas capitalistas. Entre o final do século XIX e o início do século XX, Frederick W. Taylor (1856-1915) publica seus trabalhos nos quais defende uma nova abordagem para os processos industriais, baseada na cientificidade como forma de atingir uma maior produtividade e desempenho. Historiadores da Administração especulam que algumas das idéias e métodos de Taylor foram inspirados em valores e crenças do grupo protestante Quaker – surgido no século XVII, cujo nome oficial é Sociedade Religiosa dos Amigos – e do qual pertencia sua família.

O que vem à tona é a constatação de que um sistema de pensamentos e crenças, como a religião, pode influenciar em maior ou menor grau os sistemas econômicos e sistemas sociais, como as organizações, bem como o nosso vocabulário que usamos para interpretar e compreender o mundo. Durante mais de 250 anos – desde a Primeira Revolução Industrial e mais do nunca no século XX – aperfeiçoamos a linguagem administrativa para entendermos e prescrevermos normas, regras e processos com o objetivo primaz de fazer com que as organizações sobrevivam. E esse aperfeiçoamento caminhou nas trilhas da racionalidade, tal como a entendemos no ocidente: adequação dos meios aos fins.

Entretanto, parece que nessa linguagem há impasses que em um primeiro momento parecem insolúveis. Um desses casos é a eficácia organizacional, um dos termos centrais da gestão empresarial e da teoria das organizações. E para tentar solucionar esse impasse, que será explicada a seguir, podemos lançar mão de idéias provenientes de outras áreas e esferas do conhecimento no intuito de buscar intuições e imagens que nos auxiliem a buscar alternativas.

É o que fazem dois proeminentes pesquisadores portugueses em Administração Miguel Pina e Cunha (Universidade Nova de Lisboa) e Arménio Rego (Universidade de Aveiro) no artigo “Uma abordagem Taoísta da eficácia organizacional”. Os autores recorrem à filosofia chinesa taoísta com o intuito de buscar pistas para a resolução das controvérsias quanto ao conceito e formas de medição da eficácia organizacional.

Trecho de um texto que escrevi para a revista NEXT Brasil, da Universidade do Sul de Santa Catarina em parceria com S3.Studium, de Domenico de Masi. Leia o texto completo aqui.

Ecletismo? Não, obrigado – por José Nilson

22 de dezembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: jose nilson

Está ficando cada vez mais comum eu perguntar para alguém do que gosta – seja música, filme, comida, o que for – e me responder de forma padrão: “sou eclético”. No início eu até considerava interessante esse estado de “gostar de tudo um pouco”, afinal eu achava que isso demonstrava um certo grau de despojamento e abertura à “diversidade cultural” que eu não tinha. Mas aos poucos, os meus nervos aderiram à tolerância zero. Eu me perguntei como pode uma pessoa gostar ao mesmo de Machado de Assis e de uma redação do tipo “como foram as minhas férias?”, porque ecletismo seria isso, não é mesmo? Mas aí comecei a descobrir que os ecléticos, na verdade, não gostam tanto assim de Machado, acham a música clássica chata, o rock muito barulhento, bolero coisa de velho, e que toda música “calminha” é Enya.

Enfim… mas os ecléticos são gente boa, geralmente são mais simpáticos que os não ecléticos, e quando pegam carona e no som do carro está tocando uma música clássica, sempre perguntam para puxar conversa se é “aquela música do Vivaldi“. Aí você tem que responder que é, bem, o Réquiem de Mozart. Mas ninguém é obrigado a saber distinguir Vivaldi de Mozart, certo? Mesmo assim foi por aí que comecei a entender melhor o tal do ecletismo. Acho que o cerne da questão é a não distinção.

Para quem adere ao ecletismo, “tudo está bom”, e, portanto, não é preciso escolher. Quem escolhe é aquele que não é eclético, aquele que não gosta de certas coisas. E para escolher é preciso conhecer um pouco da coisa escolhida e esforçar-se em distinguir o que é bom e prazeroso do que não é. Talvez até seja o caso de dizer que gostar de tudo um pouco não existe, porque gostar requer julgamento, inexistente naqueles que se dizem ecléticos. Não seria mais exato dizer então que gostar de tudo seria, na verdade, “aceitar tudo” e que ter gosto é ser um pouco intolerante? O que você acha, Mauricio?

José Nilson*, num dia de verão ensolarado em Criciúma.

*José Nilson é um “filósofo brasileiro”, com toda a informalidade que a palavra “brasileiro” possui. É o meu alter ego sem superego.

Pensamento josenilsoniano – golpe

29 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: jose nilson, politica

“Paulo Henrique Amorim diz que a mídia é golpista, entre outras coisas, por causa das matérias sobre o mensalão. O Supremo Tribunal Federal confirmou grande parte do que a mídia publicou sobre o caso. Portanto, o STF é golpista?”

Carroças entre o passado e o futuro

11 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ensaio, sociedade

Carroças entre o passado e o futuroTinha mais ou menos 10 anos de idade quando estava conversando com um amigo meu sobre o que a prefeitura deveria fazer para melhorar a cidade. Não me lembro o que sugeri, mas me recordo bem o que o meu amigo propôs: “o prefeito deveria fazer vias para as carroças que trafegam na avenida”. Balancei minha cabeça desaprovando sua ingenuidade. “Primeiro, o número de carroças não é lá essas coisas para se gastar dinheiro com isso e, no futuro, elas não existirão mais”, argumentei com ar de superioridade diante do suposto erro de avaliação e projeção do meu amigo.

Era uma época em que apenas os cães e os gatos reviravam os lixos para sobreviver. As carroças eram utilizadas como um meio de transporte por alguns pessoas que não moravam no centro e que iam para a “cidade”, bem vestidas e à procura de objetos e comidas “modernas”. Lembro do “seu” Gentil, que anunciava sua chegada com o som de uma corneta, pontualmente às quinze para o meio-dia, vendendo seu leite misturado com um pouco de água. Saía correndo, com a leiteira na mão, ansioso para embarcar em sua carroça e passar a mão na cabeça de seu cavalo, o Baio, que se alimentava da grama cortada que guardávamos das terríveis tardes de sábado, dia mundial da limpeza do pátio. Colocava, então, o leite para ferver, e ficava esperando, meio entediado, até a espuma quase derramar, me achando o máximo pela minha “precisão”. Apesar de hoje usar apenas o de caixinha, ainda consigo sentir o aroma daquele leite fervido.

Também tenho uma foto daquela carrocinha puxada por um bode, tirada numa praia há pelo menos 25 anos. Isso sem contar as visitas aos meus parentes que moravam no interior e que sempre me levavam para andar de carroça, puxadas à cavalo ou por bois.

São recordações que têm como elemento central a carroça. Agora, ao andar de carro pela cidade, volta e meia me deparo com uma. Mas não é mais um encontro idílico. É um encontro que me violenta pela indignidade. Crianças, idosos, às vezes famílias inteiras, lutam pela sobrevivência, coletando materiais que podem ser reciclados, vendendo a atravessadores que se aproveitam da delicada situação dos catadores. Situação provocada por um Estado ineficiente em promover o bem público, protegendo os mais fracos dos mais fortes. E agora me veio à cabeça: “o que posso fazer?”. À curtíssimo prazo me propus a não me zangar mais quando eu encontrar uma carroça que esteja atrapalhando minha passagem. Ou seja, respeitar seu trabalho como gostaria que respeitassem o meu. E no fim das contas, aquele meu amigo de infância e o tempo me mostraram que, na verdade, o ingênuo dessa história fui eu.

Mauricio C. Serafim

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