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Via Wordle.
Mais um artigo saindo do forno. A parceria com os dois co-autores, Ana Cristina Braga Martes e Carlos Rodriguez, foi uma experiência ímpar.
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Mais um artigo saindo do forno. A parceria com os dois co-autores, Ana Cristina Braga Martes e Carlos Rodriguez, foi uma experiência ímpar.
Artigo que publiquei em coautoria com Licia Paglione na revista Nuova Umanità: rivista bimestrale di cultura, Roma, Itália, p. 703 – 723, 01 nov. 2010.
No V Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social – ENAPEGS 2011 minha coautora, Flavia Maciel, apresentou nosso artigo, que se apoiou na concepção da oikonomia para refletir sobre a ética nas organizações. Você pode acessá-lo aqui. Boa leitura!
Um texto que escrevi há alguns anos e que republico em homenagem ao dia do silêncio:
“No princípio era o Verbo”, escreve São João. Palavra que interrompe o silêncio. Assim é também quando nascemos. Quando concebidos, ficamos nove meses nos transformando e nos preparando para um dos momentos mais traumáticos que iremos vivenciar: o término da unidade física com a nossa mãe. Nove meses cuja única experiência sonora é a monótona batida do coração de quem nos abriga. Ao sermos expulsos daquela condição agradável, damos nosso primeiro berro, o primeiro ato de uma longa adaptação ao novo mundo, como que concordando com São João sobre a primazia da palavra. “No princípio é o berro”, digo, parodiando o apóstolo. Não importa aqui sobre o significado teológico da frase do evangelho e nem a heresia ao parodiá-lo. Importa apenas conversarmos um pouco sobre a relação do ser humano com o som, ou melhor, com sua ausência, o silêncio. Uma relação abalada nestas últimas décadas.
Na sociedade japonesa, quando alguém está pensando, numa postura de reflexão sobre algo, outra pessoa não o perturba, respeitando este momento no qual a interrupção pode ser nociva. Em nossa sociedade, quando alguém está quieto, meditando, entendemos ser este o instante em que devemos interpelá-lo, mesmo que seja uma pergunta banal do tipo “o que foi, aconteceu alguma coisa?”. Pronto! Perdemos o fio da meada, como costumamos dizer. Nossa relação com o silêncio, posso afirmar, é receosa, temerosa, temos medo dele. Não sei bem ao certo se é porque estamos desacostumados ou porque ele pode nos colocar de frente com nós mesmos, ou se ambos. A falta de costume é fácil de perceber. Acordamos com o despertador, aquele aparelho escandaloso que nos faz acordar aos sobressaltos. Ligamos a televisão ou o rádio e já começamos a saturar nossos ouvidos de sons, misturados com os do caminhão do gás que passa três vezes por dia; o carro do picolé e os que anunciam ofertas que não nos interessam também têm sua participação nessa cacofonia, e nem ao menos saímos de casa. No caminho do trabalho e no trabalho, motos, carros, caminhões, buzinas, ares-condicionados, gente conversando, gente gritando, telefones (os que irritam mais são os celulares, que estão em todo lugar), música (ou pseudomúsicas) por todos os lados (até em elevadores!) fazem com que ouvido e penico sejam mais do que uma rima. “Meu ouvido não é penico!”, lembram disso? Chegando em casa, televisão é ligada, vizinhos fazendo aquela festa, telefone toca, a vizinha pré-adolescente cantando a música do filme Titanic com toda a energia do sonho de um dia ser a Sandy… ufa! Com os ouvidos estafados, deitamos para descansar, fechamos os olhos e… os cachorros da vizinhança decidem conversar entre si.
Na sociedade atual, na melhor das hipóteses, há pouco espaço para o silêncio. Desaprendidos de escutar o nada, tememos o silêncio porque nos obriga a ficarmos frente a frente com nós mesmos, desprovidos de qualquer anestésico sonoro. Somos obrigados a nos ouvir, e não raro, quando isso ocorre, experienciamos o desconhecimento que temos de nós mesmos. Percebemos que somos estranhos em nossa própria casa.
Junto com Licia Paglione e Bernhard Callebaut apresentei o artigo cujos slides estão aqui (em italiano). Uma boa reportagem sobre o evento está aqui . O evento discutiu o desenvolvimento do conceito/categoria “agir agápico”. Um das coisas mais interessantes é que havia um ambiente no qual a crítica era realmente bem-vinda.
SERAFIM, Mauricio C. e ANDION, Carolina. Capital espiritual e as relações econômicas: Empreendedorismo em organizações religiosas. Cad. EBAPE.BR [online] . 2010, vol.8, n.3, pp. 564-579 .
Acabou de ser publicado um artigo que escrevi em parceria com a profa. Carolina Andion. Faz parte de minha pesquisa realizada na tese e traz um termo bastante controverso: capital espiritual. Vou procurar desenvolver mais a idéia porque acredito que as organizações religiosas constroem um tipo peculiar de capital especial que outras organizações não são capazes.
Segue um texto que estou desenvolvendo ( work in progress , como se diz por aí) sobre a Teoria dos Stakeholders , muito usada em Administração – tanto de negócios quanto pública – e Ciência Política (principalmente na Europa).
Críticas ao texto via comentários serão bem-vindas.
Como citar:
SERAFIM, Mauricio C. A teoria dos stakeholders e seu modelo de análise. mimeo . Disponível em <http://mauricioserafim.com.br/stakeholders>
Nos dias 14 e 16 aconteceu no Hotel Pestana em Salvador-BA, o XI Colóquio Internacional sobre Poder Local , promovido pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social – CIAGS e pela Escola de Administração da UFBA .
Apresentei meu artigo Movimento dos Focolares e a Economia de Comunhão: Expressão de Economia Plural Originada da Religião ( acesse aqui ) na sessão Economia Plural e Solidária. Fiquei positivamente surpreso com o debate que se deu em torno do meu trabalho. Muitos ficaram curiosos, tanto que o coordenador da sessão me disse, num tom muito amigável e cordial, que a reação da platéia lhe lembrou de suas apresentações de alguns anos atrás quando estava pesquisando o Banco Palmas , na época um tema pouco conhecido. Brincou ao comparar minha apresentação do Movimentos dos Focolares e da Economia de Comunhão com um urso koala , para reforçar a impressão de ser um tema exótico aos olhos da platéia. Concordei com ele e completei dizendo que a religião é um realmente um koala na área de Administração. O que é uma pena, porque a religião é parte importante da cultura brasileira e sem ela não conseguimos explicar completamente muitos fenômenos sociais e econômicos.
A minha impressão foi que o Colóquio, por ser mais focado, teve uma qualidade melhor de debates e palestrantes do que o Enanpad . Apenas para se ter uma idéia, participou do evento Jean-Louis Laville, economista e sociólogo francês e autor fundamental na Economia Plural e Solidária, e Jean-François Chanlat, cientista social francês muito conhecido na área de estudos organizacionais pela obra O Indivíduo nas Organizações.
Voltei do evento com a esperança de que os encontros acadêmicos podem ser empolgantes. Basta centrarmos no que realmente é relevante.