Há 60 anos surgia o transistor e se iniciava a revolução eletrônica

4 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, tecnologia

Por Neldson Marcolin , Edição Impressa 151 – Setembro 2008

Há 60 anos surgia o transistor e se iniciava a revolução eletrônica Pesquisa FAPESP – Logo depois da Segunda Guerra Mundial a norte-americana Bell Telephone Laboratories, ou Bell Labs, companhia com forte tradição de pesquisa básica orientada para tecnologia, decidiu aumentar o investimento para conhecer melhor os semicondutores. Em 1946 foi criado um grupo de física do estado sólido dentro da empresa,que reuniu especialistas de várias áreas. O físico William Shockley formou uma equipe para trabalhar em semicondutores acreditando que o investimento no setor traria avanços significativos para a tecnologia de telecomunicações. Walter Brattain e John Bardeen, também físicos, foram alguns dos talentos atraídos para o projeto. Em 1º de julho de 1948 a Bell anunciava que os três haviam inventado o transistor, dispositivo eletrônico que controla e amplifica sinais elétricos e viria a se tornar base de toda a revolução da informática. “Foi o mais importante invento do século XX”, crê Adalberto Fazzio, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, diretor do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC e atual reitor pro tempore da instituição.

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Empresa e religião (14)

12 de maio de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: empresa, informacao, religiao, sociedade

Igreja devolve doações de fiel que ficou na miséria

por Fernando Porfírio. Do site Consultor Jurídico.

A Igreja Universal do Reino de Deus está obrigada a devolver R$ 10 mil para a costureira Maria Pinho que lhe entregou todo seu patrimônio e hoje amarga a miséria. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos. Ainda cabe recurso.

Para o TJ paulista, “a liberdade de aderir a uma religião não constitui salvo conduto para que as igrejas recebam dádivas vultosas. O entendimento da turma julgadora foi o de que o Código Civil brasileiro impõe limite a doação e determina que quando ela é feita sem reserva de bens suficientes para a subsistência do doador é nula de pleno direito. Os julgadores destacaram que a decisão é um recado não só para a Universal, mas para todas as igrejas.

A costureira passou por várias igrejas evangélicas (Quadrangular, Batista, Presbiteriana, Internacional) até bater às portas da Igreja Universal do Reino de Deus, onde imaginou ter encontrado a resposta para suas angústias espirituais. Ela alegou que doou à IURD R$ 106.353,11, resultado da entrega de vários bens e da venda de dois imóveis.

Maria Pinho tinha uma pequena confecção que funcionava em sua casa. Ela disse que semanalmente entregava entre R$ 500,00 e R$ 700,00 para a igreja. Afirmou que trabalhava na limpeza de banheiros da igreja, na organização do local das missões e no auxílio de campanhas para atrair novos fiéis. A costureira afirmou, ainda, que acabou por vender as duas máquinas de costura que tinha, as ações de telefone e um apartamento no valor de R$ 20 mil. Comprou um outro apartamento por R$ 8 mil e entregou a diferença para a igreja.

Ela contou, também, que diante das pressões de pastores e das ameaças de que seria amaldiçoada por Deus caso desistisse de participar dos eventos da igreja, acabou vendendo o novo apartamento por R$ 15 mil e entregou um cheque administrativo nominal à IURD no valor de R$ 10 mil.

A ex-obreira afirmou que fez as doações na esperança de que as graças prometidas pelos pastores seriam alcançadas. Como isso não aconteceu, ela passou a viver em situação de miséria e arrependeu-se das doações que fez. Ela considera que foi vítima de armadilha, armação e cilada. Maria Pinho também disse que a receptação de seus bens foi um ato ilícito praticado pela Igreja Universal.

A turma julgadora reconheceu que a situação vivida hoje por Maria Pinho inspira piedade e compaixão. A mulher levava uma vida razoável e agora é uma indigente, sobrevivendo da misericórdia alheia. Nesse aspecto, segundo entendeu o relator sorteado, desembargador Ênio Zuliani, as provas são persuasivas. A igreja admite e confessa que recebeu doações da ex-fiel, mas a única prova material das oferendas que há é a emissão de um cheque de R$ 10 mil que foi compensado em julho de 1997.

Leia mais aqui . Via O Verbo .

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Defesa de minha tese de doutorado

15 de fevereiro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ciencia, informacao

A estrada foi longa, muitas vezes tortuosa, mas a caminhada teve uma beleza incrível. Espero que eu tenha conseguido colocar um pitada dessa beleza na minha tese, que defenderei na próxima semana, dia 22 (sexta-feira), na FGV-SP. Os dados seguem logo abaixo. Aguardo todos vcs lá!

 

Título da tese : Sobre esta igreja edificarei minha empresa: Organizações religiosas e empreendedorismo.

Data e horário : 22/02, às 14h00.

Local de apresentação : FGV-SP, sala 1005.

Orientadora : Profa. Dra. Ana Cristina Braga Martes

Banca : Profa. Dra. Cecilia Loreto Mariz (UERJ), Dra. Ruth Cardoso (Comunitas), profa. Dra. Maria Rita Loureiro Durand (FGV-EAESP), e prof. Dr. Carlos Osmar Bertero (FGV-EAESP).

Resumo : Com esse trabalho me propus a abordar o seguinte problema de pesquisa: como as organizações religiosas incentivam o empreendedorismo e apóiam o empreendedor-adepto. A estratégia de pesquisa adotada foi o estudo de caso qualitativo e comparativo, e os dados foram coletados por meio de observação, entrevistas e pesquisa documental. Viu-se que, de modo geral, as estruturas religiosas das organizações investigadas – uma evangélica (Igreja Renascer em Cristo) e outra católica (Movimento dos Focolares) – formam um tipo especial de capital social, denominado nessa tese de capital espiritual – por meio de “fechamento” de redes sociais, organização social apropriável, obrigações e normas, canais de informações e redes religiosas de ajuda mútua – capaz de criar e sustentar recursos organizacionais – quais sejam, recursos culturais/simbólicos, espaços de formação, informação e apoio espiritual/motivacional – e que são mobilizados de modo a facilitar as ações de seus empreendedores. Tais recursos dão vantagens relativas a esses empreendedores por oferecerem benefícios tais como: tecnologias religiosas; apoio psicológico; redução dos custos da coleta e acesso à informação, de negociação e do estabelecimento de contratos; informações específicas e interpretadas de acordo com a visão de mundo religiosa; um sistema de significados que cria essa visão de mundo e sustentada pelas estruturas de plausibilidade, dando-lhes maior grau subjetivo de certeza, esperança e fé acerca de seus negócios; prestações de serviços técnicos por parte de membros da organização; desenvolvimento do capital humano devido à aprendizagem contínua por meio de cursos, seminários, palestras, congressos; trocas de experiência; e possibilidades de negócios, incluindo possíveis parceiros, fornecedores e clientes.

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Dando um tempo

26 de setembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao

Este blog vai dar um tempo nas atualizações. Estarei completamente absorvido na minha tese e espero retornar o mais breve possível.

E este é o meu estado de ânimo escrevendo a tese. Mas garanto que não é lá muito grave. Digamos que é apenas um pouco.

Dando um tempo

 

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Lula e a mídia

29 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, politica

Por Alberto Dines, no site “Observatório da Imprensa”:

“Eu não brigo com a imprensa. Eles brigam comigo…O fato dela [a imprensa] bater não impediu que eu chegasse à Presidência da República e não impediu que eu me reelegesse.”

Esta declaração do presidente Lula foi registrada na sexta (24/8), no Paraná. Contém três inverdades:

  • Em 2002 a imprensa não bateu no candidato Lula. Ao contrário, o candidato do PT foi tratado pela mídia com respeito e simpatia. Se houve excessos foram a seu favor.

  • Foi o presidente Lula quem deu seqüência aos ataques da direção do PT à mídia quando tentou recuperar sua imagem logo depois do escândalo do “mensalão”.
  • A briga com a imprensa foi puxada pelo presidente-candidato Lula em meados de 2006.

Quando era apenas candidato (contra Collor e FHC), Lula jamais ousou criticar a imprensa, mesmo que guardasse mágoas da TV Globo. Parafraseando o presidente, “nunca neste país houve um candidato com tantos amigos na mídia”.

Em 2006, acuado pelas revelações que jorravam da CPI dos Correios, Lula partiu para o ataque. Escolheu a imprensa como alvo porque sabia que assim obteria mais repercussão. Mas esqueceu da sua dupla condição de candidato-presidente. Como postulante nada o impedia de criticar pessoas, grupos ou instituições, mas como presidente qualquer ataque à imprensa fatalmente soaria como ameaça.

Lula sabia disso, seu furor antimídia não foi acidental, fruto de um súbito mau-humor. Foi pensado: precisava provocar a mídia para um grande combate e assim neutralizar os efeitos devastadores do “mensalão”. Precisava novamente assumir a condição de vítima.

[...] Este delírio antimídia uma dia será cobrado dos intelectuais do PT, dos dirigentes do PT e do presidente que o PT emplacou duas vezes, uma delas graças justamente ao discurso antimídia.

No mesmo pronunciamento de 24/8 (terceiro dia do julgamento dos “40 do mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal), Lula produziu esta pérola: “A imprensa pensa ter o dom da verdade”. Não poderia imaginar que alguns dias depois a suprema corte confirmaria em grande parte tudo o que a imprensa publicou a respeito do escândalo.

A imprensa não pensa que tem o dom da verdade, ela somente busca a verdade. Quem parece detestá-la é o presidente Lula.

Acesse o texto completo aqui .

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CD completa 25 anos

17 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, musica, tecnologia

Há exatos 25 anos o primeiro compact disc – ou CD – foi produzido em uma fábrica da Philips, na Alemanha, iniciando uma revolução global na música.

Mais de 200 bilhões de CDs foram fabricados no mundo todo desde então e o formato continua dominando o mercado, apesar do crescimento do número de pessoas que baixam música pela internet.

O CD foi desenvolvido em conjunto pela Philips e a Sony e o disco se transformou também em um método de armazenamento importante para usuários de computador.

O primeiro CD de música produzido na época foi “The Visitors”, do grupo Abba.

[...] Os primeiros CDs colocados no mercado, em novembro de 1982, eram pricipalmente de música clássica.

Na época acreditava-se que os amantes da música clássica teriam mais dinheiro para comprar o novo formato do que os fãs de rock e música pop. A Philips pensou que esses consumidores de música clássica estariam mais dispostos a investir nos aparelhos que reproduziam os discos, na época muito caros.

Os primeiros modelos lançados custavam o equivalente, hoje, a US$ 1,9 mil (cerca de R$ 4,12 mil).

Reportage da BBC Brasil. Acesse o texto aqui .

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Uma boa idéia

7 de agosto de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, tecnologia

Uma boa idéia

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Miscigenação (2) – Somos todos mestiços

4 de junho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia, informacao, reportagem, sociedade, vida

Numa excelente entrevista, Luigi Luca Cavalli-Sforza , um dos maiores genetistas do século XX, afirma que não existem raças distintas entre as pessoas e o que nos define é a mistura genética. Uma outra afirmação importante é que somos distintos dos outros animais apenas por graus, ou seja, tanto nós como os animais possuem habilidade lingüística e capacidade de inventar e construir ferramentas, estando a diferença na nossa habilidade de aprimoramento, que é maior. A ciência está ajudando a nos enxergarmos como semelhantes, tanto entre os próprios homens quanto entre os homens e os animais.

Abaixo segue alguns trechos da entrevista publicada no Estado de S.Paulo, que pode ser lida na íntegra aqui .

Talvez seja surpreendente para algumas pessoas que a aparência física, como cor da pele, não sejam bons indícios da herança genética. Os brasileiros estão certamente entre os povos mais misturados do planeta, embora não sejam os únicos. A diferença é que nenhum dos outros grupos mestiços forma um povo tão vasto. O Brasil teve a boa sorte de não ver o racismo prosperando, como costuma acontecer noutros cantos. Isto provavelmente vem de uma herança portuguesa, povo que já demonstrava predisposição pela mistura racial desde os tempos de suas primeiras colônias, na África. O estudo de nossas origens genéticas apenas confirma o que já estava claro para bons observadores: a mistura entre povos e a produção daquilo que nós geneticistas chamamos de híbridos não traz qualquer desvantagem do ponto de vista genético. Até melhora, traz uma vantagem naquilo que chamamos de “vigor híbrido”.

As diferenças entre povos de locais geográficos distintos são claramente visíveis, caso de cor da pele e tamanho e formato das partes do corpo. Estas características refletem adaptações ao clima local que surgiram após a espécie humana se originar na África Oriental, há relativamente pouco tempo (não mais que 100 ou 150 mil anos, período bastante curto na escala evolutiva) e, naturalmente, após deixar a África, há coisa de 50 ou 60 mil anos. De qualquer forma, estas diferenças são triviais em todos os aspectos essenciais. A grande maioria das diferenças genéticas se encontram entre um indivíduo e outro, jamais entre um povo e outro. Falando em números, mais de 90% das diferenças genéticas se dão entre duas pessoas de um mesmo povo. Apenas 10% da variação se dá entre, digamos, europeus e asiáticos, entre africanos e americanos nativos. Isto acontece porque a nossa é uma espécie muito jovem e ainda não houve tempo evolutivo para nos diferenciarmos. Quer dizer: não existem raças distintas entre os homens.

Por definição, tribos falam a mesma língua, e a linguagem, por conta de seu gigantesco potencial de comunicação, há de ter sido uma força importante sem a qual a grande migração que levou o homem a todos os cantos do planeta não teria sido possível. Todos temos a mesma capacidade intelectual de adquirir esta técnica de comunicação que é a língua. Ela, junto com nossa capacidade de inventar novas máquinas, são as características que nos diferenciam dos outros animais. Embora, sempre é bom lembrar, esta é uma questão de graus. Animais também se comunicam e inventam ferramentas. A diferença na habilidade é que é tremenda.

Via Weblog .

Leia também: Miscigenação .

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