Recomendo – Pérolas da redação científica

21 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, informacao, pesquisa

Recomendo   Pérolas da redação científica

Um novo livro na praça para quem lida com a pesquisa científica e precisa escrever artigos a mais artigos de sua produção. Escrito por Gilson Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a obra Pérolas da Redação Científica, publicada pela Editora Cultura Acadêmica, analisa 101 equívocos mais comuns na redação científica. O autor defende a idéia de que,

Os fundamentos da redação científica tiveram importantes transformações nos últimos anos, mas essas mudanças ainda não foram integralmente assimiladas por grande parte dos pesquisadores, que reproduzem – e muitas vezes ensinam – equívocos teóricos e conceituais que podem até mesmo retardar o avanço da ciência (via Agência Fapesp).

Volpato também é autor do livro lançado em 2007 Bases teóricas para redação científica… por que seu artigo foi negado. Para comprá-lo, acesse aqui.

Aberto o edital para o mestrado em Administração ESAG/UDESC

25 de agosto de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, informacao

Está disponível o edital do Processo Seletivo do Mestrado Profissional em Administração da ESAG.

O período para inscrição é de 08/09 a 16/10/2009. O Teste ANPAD com no mínimo 300 pontos é um pré-requisito para participar do processo seletivo. O curso é público e gratuito.

O edital e maiores informações sobre o Mestrado estão disponíveis no site www.esag.udesc.br/mestrado.

Recomendo – Livro de Ruth

18 de agosto de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, civismo, informacao, politica, vida

Recomendo   Livro de RuthHá mais de um ano eu escrevi sobre minha admiração a Ruth Cardoso, uma mulher que trabalhou para a felicidade humana como poucas. Como eu sentia muita falta de uma bibliografia que tratasse sobre sua vida e obra, fiquei muito satisfeito com o anúncio da publicação (prevista para hoje) da obra Livro de Ruth, de Margarida Cintra Gordinho. Certamente valerá a leitura.

Sinopse:

A obra traça a trajetória de vida de Ruth Cardoso (1930-2008), a sua dedicação às causas sociais, a militância acadêmica e política e sua maneira delicada de interferir nos processos e na vida das comunidades. A biografia discorre sobre a vida e o legado de Ruth Cardoso em três capítulos que se complementam. Em ‘Uma mulher’, o leitor conhece sua trajetória, da infância em Araraquara, interior paulista, até a época de estudante na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de São Paulo, onde conheceria o marido, Fernando Henrique Cardoso, e as décadas seguintes, em que atuou como professora, primeira-dama e condutora de projetos sociais. Este capítulo traz depoimentos de Fernando Henrique Cardoso, Ignácio de Loyola Brandão, Tessy Hantzschel, Ivaldo Bertazzo, Gilda Portugal Gouvêa, José Arthur Giannotti, José Serra e outros. Os dois capítulos que se seguem aprofundam alguns aspectos já vistos no anterior. Em ‘Lições de vida’, partindo da contribuição de nomes como Rosa Maria Fischer, Eva Blay, o cardeal Paulo Evaristo Arns, Eunice R. Durham, Danielle Ardaillon, Maria Helena Gregori, a autora se detém nas atividades de Ruth Cardoso como professora, orientadora e intelectual. No terceiro capítulo, ‘O Bom Combate’, um relato histórico a partir da mobilização dos jovens estudantes contra o regime militar instalado no país em 1964; mostra também o trabalho de Ruth Cardoso na área de pesquisa e levantamento socioeconômico de áreas faveladas na Grande São Paulo, na criação da Comunidade Solidária, da Comunitas e na nova visão dela em relação ao Terceiro Setor. Ruth Cardoso introduziu e inovou com as parcerias com governos, empresariado e sociedade civil.

Vale a pena conferir uma entrevista que a Dra. Ruth Cardoso concedeu à profa. Ana Cristina Braga Martes e ao prof. Mario Aquino Alves (ambos da FGV-SP) e publicado na Revista de Administração de Empresas, em 2006. Tive a honra de ter participado desse texto como editor assistente. Para ler, acesse aqui.

Qualis Capes 2009 – onde encontrar o ranking atualizado

14 de junho de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, informacao

Qualis Capes 2009   onde encontrar o ranking atualizado

Se você já penou como eu ao procurar a classificação de algum periódico ou anais de evento em Administração no site da Qualis-Capes – uma base desatualizada que merece uma revisão urgente – sugiro uma visita ao site do pós-graduação em Administração da USP, que disponibiliza o ranking de 2009.

Aqui você encontra a classificação dos anais de eventos e aqui dos periódicos.

PRIME – Programa Primeira Empresa (release)

26 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: empresa, informacao

28,8 milhões de reais estão à espera de projetos inovadores em Santa Catarina

Este é o montante que será disponibilizado pelo PRIME (Programa Primeira Empresa), programa da FINEP que vai gerar oportunidades para novas empresa e poderá gerar até 900 empregos diretos. Em SC, a incubadora CELTA foi uma das selecionadas para operar o programa

PRIME   Programa Primeira Empresa (release)Em meio à crise financeira mundial, uma boa notícia para quem tem um projeto no papel, mas ainda não conseguiu viabilizá-lo por falta de recursos. A Finep lançou no início de março os 17 editais regionais do Programa Primeira Empresa (PRIME), que prevê investir em um ano R$ 249 milhões em 2.015 empresas com até dois anos de vida. Em Santa Catarina, serão disponibilizados R$ 28,8 milhões para 240 empresas que receberão até R$ 120 mil não reembolsáveis no primeiro ano.

No Estado, o PRIME é adm inistrado pelas incubadoras CELTA, da Fundação CERTI, de Florianópolis, e pelo Instituto Gene, de Blumenau, responsáveis pela seleção dos projetos. A meta do programa é ajudar na estruturação de planos de negócios e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Em quatro anos, a estimativa da FINEP é investir R$ 1,3 bilhão em cinco mil empresas. “O PRIME é uma grande oportunidade para novas empresas de tecnologia de todo o Brasil e especialmente de Santa Catarina. Considerando que cada empresa iniciante empregue até quatro pessoas, teremos a oportunidade de gerar 900 empregos diretos”, afirma o diretor executivo do CELTA, Tony Chierighini.

Como funciona

No primeiro ano de operação do Prime, cada empresa selecionada poderá contar com R$ 120 mil em recursos não-reembolsáveis do Programa de Subvenção Econômica à Inovação. Essa verba poderá ser utilizada, basicamente, para apoio ao empreendedor e gestor do negócio e, ainda, para contratação de consultorias de mercado em áreas de gestão consideradas relevantes para a empresa, como recursos humanos, propriedade intelectual, formulação estratégica e inovação. No segundo ano do Programa, a empresa também poderá se beneficiar de um crédito adicional de mais R$ 120 mil, do Programa Juro Zero. Nesse caso, o financiamento será devolvido em 100 vezes sem juros.

O Prime prevê ainda a capacitação dos empreendedores para atuarem na consolidação das novas empresas. Antes de assinar o contrato, os empresários passarão por um curso de imersão em negócios na modalidade presencial e a distância. Nele, decidirão se realmente estão aptos a receber os recursos.

Até 2011, a FINEP planeja apoiar cerca de cinco mil empresas nascentes. Para isso, serão investidos R$ 600 milhões no Programa que, em 2009, também vai selecionar novos parceiros.

“Qualquer empresa inovadora está apta a participar do Prime, desde que desenvolva atividades com conteúdo tecnológico e disponha de um produto viável economicamente”, explica Chierighini. A meta do Programa é trabalhar para o desenvolvimento regional, a inovação tecnológica e a ascensão das pequenas empresas inovadoras no país. As inscrições estão abertas até o dia 30 de abril e podem ser realizadas através do endereço http://www.primecelta.com.br .

Via @tiagomx

Televisão e infelicidade

26 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, pesquisa, tecnologia

Pessoas felizes vêem menos TV e lêem mais jornal

EUA – As pessoas felizes passam muito tempo em atividades sociais, na igreja ou lendo jornais – mas não dedicam muito tempo à televisão, constatou um novo estudo publicado pela Social Indicators Research.

Assistir televisão é algo que pessoas infelizes fazem. Ainda que os indivíduos que se descrevem como felizes digam apreciar televisão, essa é a única atividade que praticam com freqüência menor que as pessoas infelizes, disse John Robinson, professor de sociologia na Universidade de Maryland e autor do estudo.

Embora a maior parte dos estudos de grande porte sobre a felicidade tenha se concentrado nas características demográficas – fatores como idade e situação matrimonial -, Robinson e seus colegas tentaram identificar que atividades as pessoas felizes preferem realizar.

O estudo se baseia primordialmente nas respostas de 45 mil norte-americanos que foram recolhidas pela Pesquisa Social Geral da Universidade de Chicago ao longo de 35 anos, e em estudos sobre “diários de tempo” nos quais os participantes do estudo registram suas atividades cotidianas.

“Nós consideramos entre oito e 10 atividades às quais as pessoas felizes se dedicam, e, para cada uma delas, constatamos que as pessoas que as fazem com mais freqüência – visitas a amigos, ir à igreja, coisas como essa – são as mais felizes”, ele disse. “Já assistir televisão era a única atividade para a qual a correlação era negativa. As pessoas infelizes assistem mais TV do que as felizes”.

Mas os pesquisadores não foram capazes de determinar se pessoas infelizes assistem mais TV ou se assistir mais TV torna as pessoas infelizes. “Não sei se desligar o televisor tornaria alguém mais feliz”, disse Robinson. Mas ele ainda assim acredita que os dados comprovem que as pessoas que assistem mais televisão são as menos felizes, em longo prazo.

Já que o maior fator para prever o tempo dedicado a assistir televisão é se uma pessoa trabalha ou não, acrescentou Robinson, é possível que uma alta no desemprego leve as pessoas a passar mais tempo diante de seus televisores.

Fonte: Terra, via O Verbo.

Há 60 anos surgia o transistor e se iniciava a revolução eletrônica

4 de outubro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: informacao, tecnologia

Por Neldson Marcolin, Edição Impressa 151 – Setembro 2008

Há 60 anos surgia o transistor e se iniciava a revolução eletrônica Pesquisa FAPESP – Logo depois da Segunda Guerra Mundial a norte-americana Bell Telephone Laboratories, ou Bell Labs, companhia com forte tradição de pesquisa básica orientada para tecnologia, decidiu aumentar o investimento para conhecer melhor os semicondutores. Em 1946 foi criado um grupo de física do estado sólido dentro da empresa,que reuniu especialistas de várias áreas. O físico William Shockley formou uma equipe para trabalhar em semicondutores acreditando que o investimento no setor traria avanços significativos para a tecnologia de telecomunicações. Walter Brattain e John Bardeen, também físicos, foram alguns dos talentos atraídos para o projeto. Em 1º de julho de 1948 a Bell anunciava que os três haviam inventado o transistor, dispositivo eletrônico que controla e amplifica sinais elétricos e viria a se tornar base de toda a revolução da informática. “Foi o mais importante invento do século XX”, crê Adalberto Fazzio, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, diretor do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC e atual reitor pro tempore da instituição.

Leia mais aqui.

Empresa e religião (14)

12 de maio de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: empresa, informacao, religiao, sociedade

Igreja devolve doações de fiel que ficou na miséria

por Fernando Porfírio. Do site Consultor Jurídico.

A Igreja Universal do Reino de Deus está obrigada a devolver R$ 10 mil para a costureira Maria Pinho que lhe entregou todo seu patrimônio e hoje amarga a miséria. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos. Ainda cabe recurso.

Para o TJ paulista, “a liberdade de aderir a uma religião não constitui salvo conduto para que as igrejas recebam dádivas vultosas. O entendimento da turma julgadora foi o de que o Código Civil brasileiro impõe limite a doação e determina que quando ela é feita sem reserva de bens suficientes para a subsistência do doador é nula de pleno direito. Os julgadores destacaram que a decisão é um recado não só para a Universal, mas para todas as igrejas.

A costureira passou por várias igrejas evangélicas (Quadrangular, Batista, Presbiteriana, Internacional) até bater às portas da Igreja Universal do Reino de Deus, onde imaginou ter encontrado a resposta para suas angústias espirituais. Ela alegou que doou à IURD R$ 106.353,11, resultado da entrega de vários bens e da venda de dois imóveis.

Maria Pinho tinha uma pequena confecção que funcionava em sua casa. Ela disse que semanalmente entregava entre R$ 500,00 e R$ 700,00 para a igreja. Afirmou que trabalhava na limpeza de banheiros da igreja, na organização do local das missões e no auxílio de campanhas para atrair novos fiéis. A costureira afirmou, ainda, que acabou por vender as duas máquinas de costura que tinha, as ações de telefone e um apartamento no valor de R$ 20 mil. Comprou um outro apartamento por R$ 8 mil e entregou a diferença para a igreja.

Ela contou, também, que diante das pressões de pastores e das ameaças de que seria amaldiçoada por Deus caso desistisse de participar dos eventos da igreja, acabou vendendo o novo apartamento por R$ 15 mil e entregou um cheque administrativo nominal à IURD no valor de R$ 10 mil.

A ex-obreira afirmou que fez as doações na esperança de que as graças prometidas pelos pastores seriam alcançadas. Como isso não aconteceu, ela passou a viver em situação de miséria e arrependeu-se das doações que fez. Ela considera que foi vítima de armadilha, armação e cilada. Maria Pinho também disse que a receptação de seus bens foi um ato ilícito praticado pela Igreja Universal.

A turma julgadora reconheceu que a situação vivida hoje por Maria Pinho inspira piedade e compaixão. A mulher levava uma vida razoável e agora é uma indigente, sobrevivendo da misericórdia alheia. Nesse aspecto, segundo entendeu o relator sorteado, desembargador Ênio Zuliani, as provas são persuasivas. A igreja admite e confessa que recebeu doações da ex-fiel, mas a única prova material das oferendas que há é a emissão de um cheque de R$ 10 mil que foi compensado em julho de 1997.

Leia mais aqui. Via O Verbo.

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