Capital ético

12 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, capital social, economia

O conceito de capital, tão caro aos economistas e a muitos cientistas sociais, vem se expandindo desde seus primórdios: do capital físico (das máquinas), ao capital financeiro, passando ao capital natural (do meio-ambiente) e ao capital humano (da educação), chegando ao capital social (das relações interpessoais). Pois hoje, ficou claro para mim ao admirar o posicionamento ético desse grupo de pessoas, que poucas vezes falamos do ‘capital ético’, dos valores dos indivíduos e de como estes geram um conjunto de atributos, como confiança, sentimentos de reciprocidade, de cooperação, etc fundamentais ao uso das demais formas de capital. Fica aqui o registro dessa idéia (a qual seguramente muitos já pensaram antes….) como um manifesto.

Do blog de Flavio Comim. Uma boa ideia, com certeza.

3º Simpósio Internacional de Valores Humanos e Gestão

3 de outubro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ética, empresa

3º Simpósio Internacional de Valores Humanos e Gestão

Já não há mais lugar para honra e civismo – e não é de hoje

11 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, politica, vida

Outrora, um desonesto era algo incrível. E agora, um tipo verdadeiramente íntegro é visto como um prodígio. Quanto aos jovens, é melhor nem falar. Onde já vai o tempo em que era visto como um sacrilégio um jovem não se levantar perante um idoso? Em resumo, devoção, correcção, rectidão, palavra de honra, respeito, valor, civismo, património cultural, etc. Tudo isso desapareceu. (…) Já não há em Roma mais lugar para um bravo Romano.

Juvenal, séc. II d.C. Peguei daqui.

EdC – Uma economia baseada na comunhão

2 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, cultura, economia, economia de comunhao, religiao, reportagem, sociedade

Em São Paulo, uma Jornada internacional reuniu cerca de 1800 pessoas que discutiram caminhos alternativos para a superação da pobreza e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Reportagem de Fernanda Postigo e Adalberto Rocha.

Por um nova ética da ação política

18 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, politica

Trechos de artigo de Jean Daniel, diretor do Nouvel Observateur. El País (06).

1. Aqui estão algumas lições que aprendi com meus professores. Eu me tornei um "reformista radical". Pratico a "moral do desconforto."  Trata-se simplesmente de uma ética da esquerda. Eu não separo a liberdade da igualdade, nem a criação de riqueza da sua distribuição. Não há que acomodar-se na resignação. Sou a favor de uma não violência ofensiva.

2. Eu não quero mudar o mundo; quero reformá-lo. Na verdade, acho que o mundo muda por si só muito mais rápido do que o nosso desejo de mudá-lo. Mas se eu quero ser reformista, não é somente porque renunciei a revolução, mas porque eu acredito nos progressos, e faço questão de dizer que escrevi esta última palavra no plural. O século passado deveria nos levar a desconfiar de todas as revoluções, a entender todas as resistências e abraçar o espírito da reforma. Com a condição que essa conversão seja realizada com um radicalismo que impeça que os compromissos se transformem em arranjos.  A democracia deve ser uma paixão.

3. A explosão dos dogmas e das ideologias deveria condenar-nos a humildade. Além das brigas políticas justas e do entretenimento das polêmicas, o imperativo já não é suportável. Decidi interessar-me sempre pelas razões de quem discorda de mim.  A sabedoria consiste agora em nunca separar os conceitos de liberdade e igualdade. A primeira sem a segunda nos leva para a selva da competição. A igualdade sem liberdade conduz à uniformidade e a tirania. Não se deveria separar a preocupação pela criação de riquezas, da preocupação com a sua distribuição. O homem continua sendo a meta de toda a criação.

4. A partir desta perspectiva, o dinheiro só pode ser o símbolo de uma mercadoria e o instrumento que serve para fazer com que ela circule melhor. Quando a especulação leva a considerar o dinheiro como um fim e não como um meio – em outras palavras, quando o capital é "financeirizado" – a sociedade inteira se transforma em uma bolsa de valores que só pode escolher entre um individualismo cínico e um roubo organizado.

5. Não está no destino de uma vítima permanecer assim:  depois da libertação, pode transformar-se em carrasco. Todos aqueles que aceitam responder a barbárie com a barbárie, utilizando as mesmas armas que seus inimigos e traindo assim os valores pelos quais lutam, deveriam manter presente esse pensamento. Na minha infância, aprendi a considerar a humilhação como um dos piores males da humanidade. A humilhação é a que mais profundamente fere a alma de um indivíduo ou uma comunidade. E o que está por trás das revoluções controladas e das revoluções fanáticas.

Via e-mail Ex-blog de César Maia. Apesar de concordar com ele – também sou um reformista e humanista radical, tentando sempre estar atento a minha reforma interior – há uma lacuna em comum a esses pensadores: esquecem que a liberdade e a igualdade devem vir conjugadas com a fraternidade. Sem esse princípio, a liberdade e igualdade se degeneram em egoísmo e tirania.

Recomendo – Responsabilidade Social Empresarial: Por que o guarda-chuva ficou pequeno?

6 de setembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ética

Recomendo   Responsabilidade Social Empresarial: Por que o guarda chuva ficou pequeno?

Do site da GIFE : Este livro digital sintetiza a percepção atual no Brasil sobre o desenvolvimento mais recente dos movimentos de responsabilidade social empresarial e investimento social privado. Publicado a partir de uma parceria entre ASHOKA – Brasil, Fundação AVINA, GIFE e Instituto ETHOS, é resultado de três encontros, realizados entre 2007 e 2008, com as principais lideranças das organizações da sociedade civil brasileira nos últimos 20 anos. Como envolve muitas vozes, em diálogo, não traz uma visão única desses movimentos, mas sim perspectivas multifacetadas, por vezes até contraditórias, que por isso mesmo desenham um cenário mais real e rico.

Acesso o livro aqui .

Economia de comunhão – vídeo resumo

22 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, economia de comunhao, vida

Vídeo (em italiano) que resume o projeto de Economia de Comunhão , iniciativa de uma nova abordagem econômica e gerencial iniciada pelo Movimento dos Focolares . Para comprar o vídeo completo, acesse aqui .

Via site da Economia de Comunhão .

Artigos [3] – A redução da dimensão ética nas organizações

9 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ética, meus artigos

Artigos [3]   A redução da dimensão ética nas organizações

SERAFIM, Maurício e BENDASSOLLI, Pedro. A redução da dimensão ética nas organizações. Rev. Portuguesa e Brasileira de Gestão , jul. 2009, vol.8, no.3, p.46-54.

Este artigo, em parceria com Pedro Bendassolli , teve o trabalho de Guerreiro Ramos como principal ponto de apoio da análise.

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