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Da direita para esquerda: 1899 – 1900 – 1915 – 1916 – 1957 – 1986. Via Pixdaus.

Da direita para esquerda: 1899 – 1900 – 1915 – 1916 – 1957 – 1986. Via Pixdaus.
Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.
Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.
A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.
A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.
Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.
Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.
O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.
Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.
A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).
Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja Heliocêntrica foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.
Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.
Desde os anos 80, integrantes de igrejas como Santo Daime, União do Vegetal, A Barquinha estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.
Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.
O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja Heliocêntrica poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.
fonte: Folha de S.Paulo. Via Pavablog.
Deu na Folha, em matéria de Márcio Aith (conteúdo para assinantes): A Justiça recebeu ontem denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. (…) Segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos. As receitas da igreja superam as de companhias listadas em Bolsa -e que pagam impostos-, como a construtora MRV (R$ 1,1 bilhão), a Inepar (R$ 1,02 bilhão) e a Saraiva (R$ 1,09 bilhão).
Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja no período de março de 2001 a março de 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro. A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.
O que será que o sempre combativo Paulo Henrique Amorim tem a dizer sobre isso?
![artigo-ke Artigos [1] I Seminário Nacional de Sociologia Econômica](http://mauricioserafim.com.br/wp-content/uploads/artigo-ke-603x366-custom.jpg)
Esse é o “word clouds” (via Wordle) do meu artigo “Capital espiritual e empreendedorismo” que será apresentado no I Seminário Nacional de Sociologia Econômica na próxima quinta-feira, às 13h30. Vc pode ver a programação aqui.
O tamanho das palavras é proporcional à quantidade de vezes que aparecem no texto. Algumas siglas – como KS (capital social) e KE (capital espiritual) – estão destacadas. Para quem se interessar pelo artigo, estará disponiblizado no site do evento.
28,8 milhões de reais estão à espera de projetos inovadores em Santa Catarina
Este é o montante que será disponibilizado pelo PRIME (Programa Primeira Empresa), programa da FINEP que vai gerar oportunidades para novas empresa e poderá gerar até 900 empregos diretos. Em SC, a incubadora CELTA foi uma das selecionadas para operar o programa
Em meio à crise financeira mundial, uma boa notícia para quem tem um projeto no papel, mas ainda não conseguiu viabilizá-lo por falta de recursos. A Finep lançou no início de março os 17 editais regionais do Programa Primeira Empresa (PRIME), que prevê investir em um ano R$ 249 milhões em 2.015 empresas com até dois anos de vida. Em Santa Catarina, serão disponibilizados R$ 28,8 milhões para 240 empresas que receberão até R$ 120 mil não reembolsáveis no primeiro ano.
No Estado, o PRIME é adm inistrado pelas incubadoras CELTA, da Fundação CERTI, de Florianópolis, e pelo Instituto Gene, de Blumenau, responsáveis pela seleção dos projetos. A meta do programa é ajudar na estruturação de planos de negócios e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Em quatro anos, a estimativa da FINEP é investir R$ 1,3 bilhão em cinco mil empresas. “O PRIME é uma grande oportunidade para novas empresas de tecnologia de todo o Brasil e especialmente de Santa Catarina. Considerando que cada empresa iniciante empregue até quatro pessoas, teremos a oportunidade de gerar 900 empregos diretos”, afirma o diretor executivo do CELTA, Tony Chierighini.
Como funciona
No primeiro ano de operação do Prime, cada empresa selecionada poderá contar com R$ 120 mil em recursos não-reembolsáveis do Programa de Subvenção Econômica à Inovação. Essa verba poderá ser utilizada, basicamente, para apoio ao empreendedor e gestor do negócio e, ainda, para contratação de consultorias de mercado em áreas de gestão consideradas relevantes para a empresa, como recursos humanos, propriedade intelectual, formulação estratégica e inovação. No segundo ano do Programa, a empresa também poderá se beneficiar de um crédito adicional de mais R$ 120 mil, do Programa Juro Zero. Nesse caso, o financiamento será devolvido em 100 vezes sem juros.
O Prime prevê ainda a capacitação dos empreendedores para atuarem na consolidação das novas empresas. Antes de assinar o contrato, os empresários passarão por um curso de imersão em negócios na modalidade presencial e a distância. Nele, decidirão se realmente estão aptos a receber os recursos.
Até 2011, a FINEP planeja apoiar cerca de cinco mil empresas nascentes. Para isso, serão investidos R$ 600 milhões no Programa que, em 2009, também vai selecionar novos parceiros.
“Qualquer empresa inovadora está apta a participar do Prime, desde que desenvolva atividades com conteúdo tecnológico e disponha de um produto viável economicamente”, explica Chierighini. A meta do Programa é trabalhar para o desenvolvimento regional, a inovação tecnológica e a ascensão das pequenas empresas inovadoras no país. As inscrições estão abertas até o dia 30 de abril e podem ser realizadas através do endereço http://www.primecelta.com.br .
Via @tiagomx

Não sou do tipo anticapitalista. Acredito que a existência de bancos públicos e privados é importante para o desenvolvimento de um país. Mas meu sentimento a respeito deles não é dos melhores: se há alguma instituição de que não tenho simpatia são os bancos. Por vários motivos. Um deles é o horário: nunca entendi por que ficam apenas seis horas abertos. Outro: faz parte do jogo eles lucrarem, mas como afirmou o prof. Gianetti da Fonseca em uma entrevista do caderno “Aliás” do Estadão (não consegui o link), em um país como o nosso tais lucros são quase imorais. Se mais lucro significa mais capacidade de investimento é um mistério porque o atendimento ao cliente tem melhoras muitas vezes insignificantes.
Mas há algo que me irrita de verdade: são aquelas portas giratórias. E na última semana um episódio que aconteceu comigo acirrou meu ânimo. Costumo andar de mochila, onde coloco tudo o que preciso para o meu dia-a-dia e alguns itens para o imprevisto, como o guarda-chuva. Entrei em uma agência do Banco do Brasil para pagar uma conta. Não poderia passar pela porta giratória porque certamente seria impedido pelo sistema de segurança. Então perguntei ao guarda o que deveria fazer e ele, prontamente, foi chamar o responsável. Ele chegou e me perguntou se estava carregando um laptop. Falei que não. Então ele disse que não poderia fazer nada e que eu deveria colocar tudo o que eu tinha dentro da mochila naquele compartimento na entrada da porta giratória onde geralmente se coloca a carteira, chaves e celular. Demonstrando surpresa, questionei a ausência de guarda-volumes na agência e ele disse não saber a razão. Em seguida se retirou, e fiquei ali, meio sem saber o que fazer. Enfim decidi retirar tudo: outras chaves, guarda-chuva, mp3 player, fone de ouvido, canetas, lapiseira, e pen drive. Consegui entrar e coloquei tudo novamente na mochila, com um humor de assustar coveiro.
Além do tempo perdido, saí do banco com uma grande dúvida: por que, afinal, a maioria das agências não tem guarda-volumes? Uma solução tão simples que resolveria problemas contrangedores.
Desde Max Weber (1862-1920) sabemos que a religião, como elemento cultural, é capaz de influenciar as motivações, critérios de tomada de decisão, formas de comportamento no trabalho e de consumo. Afinal, foi a partir de uma seita protestante surgida no século XVI que o mundo conheceu o “espírito do capitalismo”, mudando a dinâmica organizacional com o trabalho metódico e busca pela eficiência, o que influenciou de forma decisiva e definitiva o vetor concorrencial entre as empresas capitalistas. Entre o final do século XIX e o início do século XX, Frederick W. Taylor (1856-1915) publica seus trabalhos nos quais defende uma nova abordagem para os processos industriais, baseada na cientificidade como forma de atingir uma maior produtividade e desempenho. Historiadores da Administração especulam que algumas das idéias e métodos de Taylor foram inspirados em valores e crenças do grupo protestante Quaker – surgido no século XVII, cujo nome oficial é Sociedade Religiosa dos Amigos – e do qual pertencia sua família.
O que vem à tona é a constatação de que um sistema de pensamentos e crenças, como a religião, pode influenciar em maior ou menor grau os sistemas econômicos e sistemas sociais, como as organizações, bem como o nosso vocabulário que usamos para interpretar e compreender o mundo. Durante mais de 250 anos – desde a Primeira Revolução Industrial e mais do nunca no século XX – aperfeiçoamos a linguagem administrativa para entendermos e prescrevermos normas, regras e processos com o objetivo primaz de fazer com que as organizações sobrevivam. E esse aperfeiçoamento caminhou nas trilhas da racionalidade, tal como a entendemos no ocidente: adequação dos meios aos fins.
Entretanto, parece que nessa linguagem há impasses que em um primeiro momento parecem insolúveis. Um desses casos é a eficácia organizacional, um dos termos centrais da gestão empresarial e da teoria das organizações. E para tentar solucionar esse impasse, que será explicada a seguir, podemos lançar mão de idéias provenientes de outras áreas e esferas do conhecimento no intuito de buscar intuições e imagens que nos auxiliem a buscar alternativas.
É o que fazem dois proeminentes pesquisadores portugueses em Administração Miguel Pina e Cunha (Universidade Nova de Lisboa) e Arménio Rego (Universidade de Aveiro) no artigo “Uma abordagem Taoísta da eficácia organizacional”. Os autores recorrem à filosofia chinesa taoísta com o intuito de buscar pistas para a resolução das controvérsias quanto ao conceito e formas de medição da eficácia organizacional.
Trecho de um texto que escrevi para a revista NEXT Brasil, da Universidade do Sul de Santa Catarina em parceria com S3.Studium, de Domenico de Masi. Leia o texto completo aqui.
Por Redação Gospel+
Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) da cidade de Houston, no Texas (Estados Unidos), iniciou um projeto inovador: o “Prayer Drive-Thru” (oração dentro do carro). Com ele, as pessoas podem pedir orações e conversar brevemente com os pastores sobre os problemas, no interior do automóvel. O objetivo é atrair quem não costuma freqüentar a igreja. “Como aqui em Houston pouco se vê pessoas nas ruas, só carros, então tivemos essa idéia”, explica o bispo Renato Cardoso, responsável pelo trabalho evangelístico da IURD no Texas.
O método, iniciado há 2 meses, virou notícia na imprensa local pela inovação e boa aceitação por parte dos participantes. O “Prayer Drive-Thru” acontece aos sábados. Três pastores participam da evangelização. Os pedidos mais freqüentes são orações pela família e saúde. Nesse tipo de evangelização, os veículos entram no estacionamento da igreja e são encaminhados para a fila formada pelos carros de quem quer receber a oração. “Na primeira parada, os ocupantes do automóvel recebem um formulário e um kit de apresentação da igreja com informações sobre as reuniões. No formulário, eles descrevem os problemas e qual a oração que estão pedindo. Na parada seguinte, em frente à igreja, o pastor que recebe o formulário faz as orações, dá um aconselhamento rápido e convida os ocupantes do carro a participar de uma reunião na igreja”, conta.
Segundo o bispo, muitos dos que recebem essas orações voltam e dão testemunhos de vitórias obtidas. Algumas já estão participando das reuniões da Igreja que acontecem todos os dias em vários horários. A catedral do Texas fica no 5150 N Shepherd Dr, Houston, Texas.
Fonte: IURD
Via: Notícias Cristãs
Comento: É realmente impressionante a capacidade desses novos grupos religiosos de se apropriar da gestão empresarial e aplicá-la na estratégia de produção de bens e serviços. Leia aqui um pouco sobre história do serviço de Drive-Thru.