Centenário da obra The Principles of Scientific Management, de F. W. Taylor

30 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, empresa

Centenário da obra The Principles of Scientific Management, de F. W. Taylor

Infelizmente não tive tempo para escrever algo sobre, mas deixo aqui registrado que 2011 foi o centenário da publicação da primeira edição do The Principles of Scientific Management , de F. W. Taylor, publicado no Brasil com o título Princípios da Administração Científica .

Uma obra tão influente poderia ter sido mais prestigiada este ano.

Falso capitalismo: o crescimento do rent seeking

29 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, empresa, politica

Num país de teatro dos papéis sociais e do rent seeking , como o Brasil, um vídeo como este não seria compreendido, muito menos discutido.

3º Simpósio Internacional de Valores Humanos e Gestão

3 de outubro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ética, empresa

3º Simpósio Internacional de Valores Humanos e Gestão

Ser empresário no Brasil

1 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: empreendedorismo, empresa

Ser empresário no Brasil

Ser empresário no Brasil não é uma das tarefas mais fáceis. Sabemos que temos um ambiente institucional hostil para o empreendedorismo. Talvez sejamos a terceira nação com maior desigualdade social do mundo não por conta da racionalidade econômica, como muitos gostam de afirmar – principalmente os que se dizem contra o ‘capitalismo’ e ‘neoliberalismo’ – mas da irracionalidade política, ou melhor, das ‘falhas do governo’. Pelo menos é essa impressão que fica ao lermos este ótimo texto de Carlos Alberto Sardenberg .

Gary Hamel – Inovação na Administração e empresas mais humanas

14 de maio de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, empresa, inovacao

Não seria porque as pessoas sempre são mais complexos do que as organizações?

Via Escola de Redes .

Design da garrafa da Coca-Cola ao longo do tempo

30 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, empresa

Design da garrafa da Coca Cola ao longo do tempo

Da direita para esquerda: 1899 – 1900 – 1915 – 1916 – 1957 – 1986. Via Pixdaus .

Empresa e religião (24) – Crie uma igreja e livre-se dos impostos

30 de novembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: empresa, religiao, reportagem, sociedade

Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.

Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: “São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.

A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.

A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como “supremo governador” o monarca britânico.

Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.

Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários “Is” que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.

O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.

Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.

A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).

Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja Heliocêntrica foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.

Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.

Desde os anos 80, integrantes de igrejas como Santo Daime, União do Vegetal, A Barquinha estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.

Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.

O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja Heliocêntrica poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.

fonte: Folha de S.Paulo. Via Pavablog .

Empresa e religião (23)

11 de agosto de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, empresa, religiao

Do blog de Luiz Ryff :

Deu na Folha , em matéria de Márcio Aith (conteúdo para assinantes): A Justiça recebeu ontem denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. (…) Segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos. As receitas da igreja superam as de companhias listadas em Bolsa -e que pagam impostos-, como a construtora MRV (R$ 1,1 bilhão), a Inepar (R$ 1,02 bilhão) e a Saraiva (R$ 1,09 bilhão).

Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja no período de março de 2001 a março de 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro. A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.

O que será que o sempre combativo Paulo Henrique Amorim tem a dizer sobre isso ?

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