“Hoje pode ser um bom dia”: desmistificando a figura do empreendedor

26 de novembro de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: empreendedorismo

“Hoje pode ser um bom dia”: desmistificando a figura do empreendedor Há muitos mitos e preconceitos em relação ao empreendedor. O primeiro deles é acreditar que o empreendedor seja uma pessoa ligada ao mundo dos negócios e cujo objetivo é fundar uma empresa. O objetivo do livro é justamente desmistificar esse conceito e ressaltar o fato de que um empreendedor pode também ser um país, uma cidade, uma empresa ou um grupo de trabalho, como pode ser também uma família ou uma pessoa que esteja passando por um momento difícil e que queira começar uma nova história, convertendo suas fraquezas e frustrações em pontos fortes e em alegrias. Talvez por isso o conceito de empreendimento seja tão pouco amplo, porque persiste o mito de que um empreendedor seja uma pessoa especial.

Esse é o propósito do livro: entender e motivar as pessoas, famílias e empresas, mostrar a elas que tudo pode mudar e que hoje Pode ser um bom dia . Mas, para isso, a mudança deve começar em nós mesmos. Devemos estar conscientes de que, com muito esforço, trabalho e motivação, os sonhos que pareciam impossíveis podem se tornar realidade.

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Empreendedorismo

27 de julho de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, comportamento, empreendedorismo

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Prêmio Empreendedor Social chega a sua quarta edição

17 de junho de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, empreendedorismo, sociedade, tecnologia

Buscar líderes de organizações ou empresas que alcançaram soluções para problemas sociais com uma abordagem inovadora e de maneira replicável. Com essa missão a Fundação Schwab, com a parceria do jornal Folha de S.Paulo, realiza a quarta edição do prêmio “Empreendedor Social 2008”.

O vencedor de 2008 fará parte da rede mundial de “Empreendedores Sociais de Destaque” da Fundação Schwab. Isso significa acesso a benefícios especiais, como serviço de consultoria internacional gratuito e bolsas de estudo em instituições de primeira linha como Harvard Business School, nos EUA, e Insead, na França. Também será convidado a participar da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, caso atenda a critérios como falar inglês fluentemente, entre outros.

Neste ano, alguns dos benefícios serão estendidos para o segundo e o terceiro colocados: eles participarão, com despesas pagas de transporte e hospedagem, da reunião regional do Fórum Econômico Mundial, prevista para ocorrer em abril de 2009, no Rio de Janeiro. Além disso, poderão integrar o Fórum dos Jovens Líderes Globais, caso tenham menos de 40 anos de idade. Todos os finalistas terão seus perfis publicados pela Folha em um caderno de circulação nacional.

Para estar entre os selecionados, é essencial atender aos critérios mais relevantes do prêmio: inovação, sustentabilidade e impacto social direto. Serão levados em consideração também a abrangência e o efeito multiplicador do projeto.

“O bom candidato traz uma idéia efetiva para lutar contra a pobreza ou resolver um problema social ou ambiental. Já o candidato de excelência com grandes chances de ser finalista se mostra capaz de levar essa idéia a uma escala nacional, além de encontrar meios sustentáveis de gerar receita”, descreve a diretora da Fundação Schwab, Mirjam Schoening.

Não há restrições a empresas com fins lucrativos, desde que predomine o esforço para a criação de avanços sociais. Já organizações governamentais não serão consideradas, assim como entidades intermediárias, instituições de pesquisa e fundações que busquem criar valor social por meio da oferta de suporte financeiro ou técnico a grupos comunitários.

Após análise dos formulários inscritos na primeira fase, os candidatos classificados para a segunda etapa serão convidados a enviar documentos que comprovem a veracidade dos dados. O material será analisado pela Folha e pela empresa de verificação, testes e certificações SGS, apoiadora do prêmio.

Os selecionados nessa fase poderão ser visitados pela organização. Em seguida, passarão pelo crivo de um júri composto de membros dos setores acadêmico, público e empresarial, que escolherá o Empreendedor Social 2008. O vencedor será conhecido em evento previsto para dezembro.

O concurso tem ainda apoio do Centro de Estudos do Terceiro Setor da Fundação Getulio Vargas, do Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, da Rits (Rede de Informações para o Terceiro Setor) e do portal de conteúdo UOL.

A Fundação Schwab promove o prêmio em mais de 20 países. Em todos eles, escolhe uma empresa de mídia como parceira-chave. No Brasil, a Folha é responsável pela organização do prêmio desde sua criação, em 2005.

As inscrições devem ser feitas apenas pela internet, no site: www.uol.com.br/empreendedorsocial .

Fonte: Rede GIFE .

Empreendedorismo social – "Antes eu tinha dinheiro, agora sou rico"

7 de junho de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: empreendedorismo, sociedade, tecnologia, vida

Da Época Negócios Edição 16 – Junho de 2008 | 04/06/2008

Ele quebrou o silêncio

O canadense Howard Weinstein criou em Botsuana a única empresa que fabrica aparelhos auditivos na África e a única do mundo que emprega pessoas deficientes no processo. Agora Howard está no Brasil para replicar o modelo de sucesso

por Rafael Barifouse

Num domingo ensolarado, o canadense Howard Weinstein saiu de sua casa em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, e foi até o bairro dos Jardins para protestar. Participava do Dia Global por Darfur, 29 de abril, que marcou o quarto ano do embate político entre grupos de oposição daquela cidade e o governo do Sudão. Em frente ao consulado russo, Howard manifestou sua indignação por 200 mil vítimas e 2 milhões de desabrigados em conseqüência do conflito e pelo apoio da Rússia ao governo sudanês com um cartaz em que se lia: “Libertem o povo de Darfur”. Enquanto milhares marchavam pelas ruas das principais capitais do mundo, ele fazia um protesto de um homem só no Brasil.

Howard sabe que seu ato solitário não mudou a política internacional russa, mas, para um idealista criado pela contracultura da década de 70, era importante estar lá. Aos 58 anos, ele entende a diferença que uma pessoa pode fazer por uma causa. Ele é o protagonista de uma história de transformação vivida na pequena cidade de Otse, no sul de Botsuana. Foi lá que criou a Godisa Technologies, a única empresa que produz aparelhos auditivos na África e a única do mundo que emprega deficientes auditivos no processo. Agora está no Brasil para replicar o modelo.

O conceito original foi criado pela ONG africana Camphill Village, que buscava uma saída para um desequilíbrio de mercado. Há 250 milhões de pessoas no mundo que precisam de aparelhos auditivos, segundo a Organização Mundial da Saúde, mas só 16 milhões são produzidos por ano. Desses, 12% são feitos em países em desenvolvimento, onde estão dois terços das pessoas que precisam deles. Isso porque o acesso a tratamentos e remédios contra infecções surgidas após o nascimento é restrito nesses países, o que aumenta a incidência desse tipo de deficiência. Mas havia outro problema. O preço de um aparelho auditivo varia entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. A maioria dos deficientes auditivos do mundo não pode arcar com esse custo. E, quando podem, acabam deixando o aparelho de lado, pois a sua bateria dura apenas uma semana e custa R$ 3. A solução para as duas questões viria na forma de um aparelho auditivo de baixo custo, com baterias recarregáveis a energia solar.

Howard não sabia o que fazer da vida quando aceitou participar do projeto. Dois anos e meio antes do convite, vivia confortavelmente em Montreal, no Canadá, graças à venda de sua empresa de encanamentos, na qual permaneceu como presidente. Na época, sua filha Sarah, de 10 anos, faleceu vítima de um aneurisma. No dia seguinte, Howard foi demitido. “Eles achavam que eu não conseguiria conduzir bem o negócio depois do trauma”, diz. “Fiquei perdido.” O empresário tirou um ano de folga, fez terapia e, recuperado, criou uma empresa de assentos higiênicos eletrônicos. Mas diz que não se sentia realizado. Quase falido, começou a buscar trabalhos em países em desenvolvimento até ser chamado pela ONG World University Service of Canada para ir para a África por um salário mensal de US$ 1 mil. Aceitou.

Howard levou 18 meses para fabricar o primeiro aparelho auditivo Solar Aid. Especialistas se encarregaram da missão de criar as tecnologias inovadoras do kit: as baterias recarregáveis com vida útil de dois a três anos e o coletor de energia solar para abastecê-las. Ambos funcionam com qualquer modelo de aparelho. Nenhuma das invenções foi patenteada. “Será ótimo se grandes companhias usarem nossas invenções ou as copiarem”, diz Howard. “O seu poder de distribuição seria muito maior do que jamais teremos.”

Coube ao empresário, pós-graduado em negócios internacionais, elaborar um plano sólido e ir atrás dos US$ 500 mil necessários para o projeto. A African Development Foundation e o instituto de educação do investidor americano George Soros gostaram do plano de Howard. Após o primeiro financiamento, a Godisa seria auto-suficiente com a venda do Solar Aid por R$ 250. Os 30% de lucro seriam suficientes para pagar as contas, o salário de dez funcionários e fazer novos investimentos. Além disso, são os próprios deficientes auditivos que fabricam os aparelhos. “Eles chegam desconfiados, mas mudam de atitude quando entendem que o projeto é deles”, diz Howard. Com a habilidade motora desenvolvida pela linguagem de sinais, eles são ideais para fazer as soldas delicadas dos componentes eletrônicos.

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Capitalismo no combate à pobreza

28 de maio de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, economia, empreendedorismo, sociedade, vida

Um mercado ideal: empresas com fins lucrativos que ajudam os pobres em vez de explorá-los

Capitalismo no combate à pobreza Será possível uma empresa obter lucro com o trabalho da população pobre do mundo em desenvolvimento sem tirar vantagem dessas pessoas?

Para Patrick Byrne, a resposta é sem dúvida alguma sim. Byrne acredita ter descoberto uma maneira de sua empresa, a Overstock.com, ganhar dinheiro com o trabalho dos artesãos do mundo em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, ajudá-los a fazer contato com a clientela do mundo desenvolvido. Contudo, para Chuck Waterfield, criador do Microfin — um programa desenvolvido por ele para tomadores de microcrédito — a resposta é um sonoro não, pelo menos no que se refere a Compartamos, um credor conhecido do segmento de microcrédito mexicano. Ambos apresentaram seu ponto de vista no Congresso sobre Microfinanças da Wharton deste ano.

Fonte: Universia Knowledge Wharton . Leia mais aqui.

Empreendedorismo: newsletter do IBMEC

7 de abril de 2008 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, educacao, empreendedorismo

Empreendedorismo: newsletter do IBMEC

A newsletter do Ibmec sobre empreendedorismo pode ser acessado aqui . Nesse número é dedicado ao empreendedorismo feminino, um tema cada vez mais relevamente para o campo.

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