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fonte: Blog Sociologia Econômica

fonte: Blog Sociologia Econômica
*Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2012.
Parabéns aos professores e alunos que, ao longo desses anos, estão construindo o curso!
Gerações de estudantes aprenderam, com o marxismo, que “os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.”
Como resultado, temos agora uma geração que quer transformar o mundo sem entendê-lo.
“Meu advogado diz que posso processar a escola porque eles estão violando meu direito de ser estúpido”.
Trecho do texto do Blog do Dr. Money: ”As linhas vermelhas são as medianas. Note que são raros os países que investem acima da mediana, e ao mesmo tempo apresentam um resultado abaixo da mediana. O exemplo mais negativo é a Sérvia. Por outro lado, existem países que são o inverso: investem abaixo da mediana, mas obtêm resultados acima da mediana. É o caso da Coréia. Os dois países são exemplos de que dinheiro não é tudo. Mas é importante, a se julgar pelo padrão mais comum: quem investe pouco, geralmente tem resultados medíocres, ao passo que quem investe muito, geralmente tem resultados melhores. O Brasil está no primeiro grupo: investe meros US$ 1.000/criança/ano, e obteve cerca de 400 pontos no PISA.
Uma forma de avaliar se o dinheiro gasto com educação está sendo bem gasto, é verificar para onde os recursos estão sendo direcionados. No caso do PISA, é a educação básica que está sendo avaliada. Os governos, no entanto, direcionam recursos para a educação básica e também para o ensino superior. Vimos que o aluno da educação básica tem recebido cerca de US$ 1.000/ano no Brasil. Por outro lado, o aluno do ensino superior recebe cerca de US$ 3.300/ano. Ou seja, 3,3 vezes mais. Somente três países do universo do PISA possuem uma relação maior: Tunísia (3,9), Hong Kong (4,1) e Emirados Árabes (4,2). Destes, apenas Hong Kong tem um PISA acima da mediana. Aliás, apenas mais dois países possuem esta relação acima de 3: (México: 3,0) e Turquia (3,1). Todos com PISA abaixo da mediana. Quero deixar claro, no entanto, que este não é um fator decisivo: há países com PISA alto, e relação alta entre o que se gasta com ensino superior e ensino primário. E vice-versa.
De qualquer modo, é mais do que chegada a hora de encarar este grande desafio: o de tornar o capital humano brasileiro mais produtivo e competitivo. Esta sim é uma área estratégica, onde o Estado deveria atuar decididamente. E não na construção do trem-bala ou de estádios para a Copa do Mundo…”
Metade das crianças brasileiras que concluíram o 3.º ano (antiga 2.ª série) do ensino fundamental em escolas públicas e privadas não aprendeu os conteúdos esperados para esse nível de ensino. Cerca de 44% dos alunos não têm os conhecimentos necessários em leitura; 46,6%, em escrita; e 57%, em matemática.
Isso significa que, aos 8 anos, elas não entendem para que serve a pontuação ou o humor expresso em um texto; não sabem ler horas e minutos em um relógio digital ou calcular operações envolvendo intervalos de tempo; não identificam um polígono nem reconhecem centímetros como medida de comprimento.
Reportagem de Mariana Mandelli para O Estado de S.Paulo.
O que estamos fazendo com as nossas crianças e jovens? Para piorar a situação, há uma certa ideologia de que a universidade será a redentora desses problemas. Se continuarmos assim, a universidade brasileira será a próxima a entrar em colapso.
Depois que assisti ao vídeo abaixo do economista Milton Friedman nunca mais olhei o dinheiro da mesma maneira:
E não é que o Blog do Dr. Money nos brindou com um post didático, com direito a gráficos explicativos dos “incentivos que os diversos agentes têm ao tomar decisões econômicas”? Olhem só: