Categorias: academia, cultura, economia, educacao, filosofia, politica, sociedade
Via Dicta&Contradicta .
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Palestra de Eduardo Giannetti promovida pelo Instituto de Formação e Educação (IFE) para o lançamento do terceiro número da revista Dicta&Contradicta . Uma ótima iniciativa e um tema pra lá de esquecido.
Após falarmos um pouco sobre do que se trata a pesquisa sobre felicidade na Economia, de conhecermos o artigo seminal dessa nova linha de pesquisa, qual poderia ser um próximo passo nesse nosso desbravamento? Bem, convido-os a uma pequena viagem no tempo.
A ciência econômica, desde sua concepção (século XVIII), voltou seu olhar para a felicidade, considerado então como bem-estar público. Este era seu norte. Mas, por que “era” se deveria continuar sempre sendo? Algumas mudanças ocorreram ao longo do tempo (em síntese, por questões metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 ( veja o último post ) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa (moderna, com instrumental teórico e metodológico alinhado aos últimos desenvolvimentos desta ciência).
O debate, então, se voltou para a renda, e para aquilo que ela pode comprar, ou seja: quão felizes somos dado nosso acesso aos bens de consumo e serviços. Mas, será que são estes os únicos bens que dispomos para vivermos e irmos à busca de nossa felicidade?
Aparentemente, não. É o que nos diz o título de um congresso concluído no último domingo em Veneza (Itália), intitulado “ Happiness and Relational Goods: Well-being and Interpersonal Relations in the Economic Sphere ” (Felicidade e Bens Relacionais: Bem-estar e Relações Interpessoais na Esfera Econômica).
Será que os relacionamentos interpessoais são importantes o suficiente para os classificarmos como um “bem” a ser incorporado em nossas análises? Essa é a hipótese que tem norteado pesquisas recentes de alguns economistas europeus.
De qualquer forma, é interessante ver que a herança clássica, o princípio motivador da felicidade nacional – mas, também individual – inspira os estudos sobre o papel das relações interpessoais no âmbito da felicidade individual e suas implicaçoes na sociedade.
O novo e o antigo aqui se cruzam. Pode ser que as pesquisas que estão a caminho tornem frutífera essa relaçao. Afinal, se é bom que exista felicidade individual, melhor seria se ela fosse pública.
PS: Neste link você pode ter acesso a algo mais sobre felicidade e bens relacionais e ao projeto HEIRs (Happiness Economics and Interpersonal Relations). Convido o leitor a acessar; vale a pena dedicar alguns minutos a uma pequena leitura.
Após falarmos um pouco sobre do que se trata a pesquisa sobre felicidade na Economia, de conhecermos o artigo seminal dessa nova linha de pesquisa, qual poderia ser um próximo passo nesse nosso desbravamento? Bem, convido-os a uma pequena viagem no tempo.
A ciência econômica, desde sua concepçao (século XVIII), voltou seu olhar para a felicidade, considerado então como bem-estar público. Este era seu norte. Mas, por que “era” se deveria continuar sempre sendo? Algumas mudanças ocorreram ao longo do tempo (em síntese, por questões metodológicas) e tal foco se perdeu enquanto princípio motivador. Até que na década de 1970 ( veja o último post ) um debate direto acerca da felicidade das nações foi iniciado, com novo vigor e nova estampa (moderna, com instrumental teórico e metodológico alinhado aos últimos desenvolvimentos desta ciência).
O debate, então, se voltou para a renda, e para aquilo que ela pode comprar, ou seja: quão felizes somos dado nosso acesso aos bens de consumo e serviços. Mas, será que são estes os únicos bens que dispomos para vivermos e irmos à busca de nossa felicidade?
Aparentemente, não. É o que nos diz o título de um congresso concluído no último domingo em Veneza (Itália), entitulado “Happiness and Relational Goods: Well-being and Interpersonal Relations in the Economic Sphere” (Felicidade e Bens Relacionais: Bem-estar e Relações Interpessoais na Esfera Econômica).
Será que os relacionamentos interpessoais são importantes o suficiente para os classificarmos como um “bem” a ser incorporado em nossas análises? Essa é a hipótese que tem norteado pesquisas recentes de alguns economistas europeus.
De qualquer forma, é interessante ver que a herança clássica, o princípio motivador da felicidade nacional – mas, também individual – inspira os estudos sobre o papel das relações interpessoais no âmbito da felicidade individual e suas implicaçoes na sociedade.
O novo e o antigo aqui se cruzam. Pode ser que as pesquisas que estão a caminho tornem frutífera essa relaçao. Afinal, se é bom que exista felicidade individual, melhor seria se ela fosse pública.
PS: No link acima voce pode ter acesso a algo mais sobre felicidade e bens relacionais e ao projeto HEIRs (Happiness Economics and Interpersonal Relations). Convido o leitor a acessar; vale a pena dedicar alguns minutos a uma pequena leitura.
Dentre tantas relações que podemos traçar no universo da Economia e Felicidade, de qual estamos tratando afinal?
Para continuar nosso desbravamento sobre este tema, passemos do inglês Sir. Layard (que proporcionou uma visão ampla do que esse tema pode envolver) para seus primórdios, a origem de tudo.
Na década de 1920 nascera um homem que, ao longo de sua historia, fora parar na Economia. É americano, e seu nome, Richard Easterlin . Em 1974, Easterlin apresentou um trabalho fruto de seus questionamentos a cerca da renda nacional e da felicidade de seus nacionais. Utilizou duas bases de dados que continham respostas individuais para duas questões: (a) quão feliz em geral a pessoa se considera: muito feliz, feliz, não muito feliz; (b) uma classificação espontânea da própria satisfação, numa escala de 0 a 10.
O resultado encontrado por ele – conhecido como Paradoxo de Easterlin – pode ser sintetizado da seguinte forma: a felicidade, em termos de uma nação, não aumenta conforme a riqueza aumenta, uma vez atendidas as necessidades básicas individuais.
Trocando em miúdos: as pessoas que estão em um nível mais alto de renda são, em geral, mais felizes que as pessoas em níveis mais baixos. Porém, observando em termos agregados, países pobres nem sempre se apresentam menos felizes que países ricos.
Agora fica mais claro o “paradoxo”. Ou melhor, fica mais claro porque se chama paradoxo. Já os porquês do paradoxo, é o que estamos tentando desvendar. Este seu estudo, “Does Economic Growth Improve Human Lot? Some empirical evidence”, pode ser acessado aqui.
Boa leitura e até a próxima.
PS: Richard Easterlin é professor no departamento de Economia na University of Southern California. Richard Layad, é professor emérito da London School of Economics (às vezes chamado de Lord Layard, dado seu título de Barão no Reino Unido).
Por Sabrina Vieira Lima
Falar sobre felicidade é algo delicado, cheio de nuanças. Falar sobre a pesquisa da felicidade no campo da Economia parece ainda mais paradoxal – afinal, o que tem o dinheiro a ver com a felicidade?
Possivelmente, podemos descobrir juntos. É o que tem acontecido na ciência econômica desde os anos 1970. Lenta, mas, consistentemente, vem se firmando como linha de pesquisa. Ou mais, como um novo modo de olhar para os estudos de economia, aplicados e teóricos.
Para começar a desbravar um tema tão atual, tão instigante, tão intrigante quanto aparentemente controverso, sugiro um texto: A Felicidade está de volta , de Richard Layard.
Acredito que ele funcione como um digestivo: trata de temas profundos, procurando sintetizar teorias, pesquisas e ideias.
O começo pode parecer árduo ou confuso. Mas não desanime, pois, como diz o autor, “o desafio consiste em descobrir o que isso significa em termos de prioridades políticas em sociedades livres como as nossas”. Para tanto, ele lhe levará a pensar em termos de dinheiro, status ou renda, como também de respeito, relações sociais e saúde. Se você achar indigesto, não faz mal: guarde o que lhe fizer sentido. Se você achou que este foi apenas um aperitivo, então aguarde. Semana que vem tem mais.
Sabrina é a mais nova coloboradora desse blog. Veja aqui seu perfil .
O documentário “Inverno demográfico: o declínio da família humana” expõe as severas consequências econômicas e sociais da fragilização da família e da queda da taxa de natalidade em todo o mundo. No “Inverno demográfico”, acadêmicos de várias áreas apresentam o contexto econômico, social, demográfico e histórico do declínio da população e o impacto que as famílias têm na resiliência e na estabilidade da sociedade.
Os autores, dentre eles um ganhador do Prêmio Nobel, mostram como a existência de um capital humano forte é necessária para cada economia. O desenvolvimento deste depende mais das famílias de que é constituído do que de qualquer outra instituição. Eles ainda apontam para a necessidade de se constituir um forte capital moral e social, melhor constituído dentro da família, como uma base para este capital humano.
Realçam, também, como o apoio à família é crucial no desenvolvimento das capacidades e da educação. As sociedades e as economias estáveis dependem fundamentalmente destes elementos vitais.
O “Inverno Demográfico” mostra como, ao contrário do mito popular, as taxas de natalidade têm caído dramaticamente nos últimos 40 anos e que uma parte importante do mundo tem agora taxas de natalidade bem abaixo dos níveis da reposição.
Alguns países já começaram a reduzir em população, e cedo começarão a sentir o efeito de uma economia em contração. Segundo os autores, a população mundial, particularmente em países desenvolvidos, está envelhecendo.
A geração do baby-boom atinge a idade da reforma e será sustentada pelas gerações que as sucederam, que têm tido cada vez menos filhos. Isto significa uma cada vez menor população ativa a pagar os sistemas da segurança social, o serviço de saúde e o bem-estar mundial.
As economias serão postas à prova e os governos terão cada vez menor capacidade de resposta com a queda na produtividade e na coleta de impostos sobre o rendimento.
O filme mostra como os países em desenvolvimento, com uma fertilidade abaixo do nível de reposição, têm olhado para a imigração como solução para manter a sua capacidade laboral. Este crescimento da imigração, vindo quase exclusivamente dos países em vias de desenvolvimento, tem vindo a alterar a paisagem social e política nos países anfitriões. Esta emigração tem vindo a drenar a produtividade nos países em vias de desenvolvimento, retardando o crescimento das suas economias. Mais ainda, estes peritos dizem-nos que, sendo tão frequente a separação dos elementos da família, normalmente o pai, provocará grandes problemas sociais nos países de origem e as suas taxas de natalidade estão a cair mais rapidamente do que aconteceu nos países desenvolvidos.
“Inverno demográfico: o declínio da família humana” é o primeiro de dois filmes sobre este tópico.
Por Naercio Menezes Filho, para o jornal Valor Econômico, 26/12/2008 (via Jornal da Ciência ):
O fim de ano é uma boa época para fazermos uma retrospectiva dos principais fatos ocorridos na área social ao longo de 2008, para que possamos avaliar as políticas públicas implementadas e verificar se estamos evoluindo na direção certa, em busca do crescimento econômico sustentado com redução da pobreza e da desigualdade, para que a sociedade brasileira torne-se mais justa.
Na área educacional houve alguns (poucos) avanços em 2008. Ficou claro que a educação entrou definitivamente no topo da agenda nacional. Várias organizações e movimentos surgiram na sociedade civil com o objetivo de debater a questão da qualidade da educação. Além disto, as metas estabelecidas para o fluxo e a proficiência dos alunos nas várias séries estão sendo acompanhadas e a educação está constantemente nos meios de comunicação. Com a questão viva na sociedade, o primeiro passo está dado.
Com relação aos resultados de aprendizado, os exames da Prova Brasil mostraram uma melhora significativa nas notas dos alunos da 4ª série e uma pequena melhora na 8ª, enquanto o aprendizado no ensino médio permaneceu praticamente estagnado.
Os sistemas estaduais que apresentaram maior avanço no Ideb da 4ª série entre 2005 e 2007, segundo os dados oficiais do Inep, foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Piauí e Tocantins. Permaneceram estagnados os alunos do Amapá, Minas Gerais, Pará, Bahia e Roraima. Grande parte do melhor desempenho médio dos nossos alunos ocorreu devido à melhora da situação econômica do país entre 2005 e 2007, que aumentou a renda e o consumo familiar dos mais pobres. Se a economia brasileira for muito impactada pela crise mundial, a evolução dos indicadores educacionais será bem mais modesta entre 2007 e 2009.
Algumas iniciativas estaduais foram muito importantes, como São Paulo e Pernambuco, por exemplo, que implementaram um sistema de bônus para os professores que depende do aprendizado dos alunos. Além disto, medidas proibindo faltas abusivas e diminuindo a excessiva rotatividade dos professores nas escolas caminham na direção certa.
No âmbito federal, iniciativas populistas como a obrigatoriedade de ensino de filosofia e sociologia nas escolas públicas e o aumento da carga horária para preparação de aulas são claramente não prioritárias, desviando a atenção do problema principal, que é o aprendizado de matemática e língua portuguesa. Já a obrigatoriedade do ensino para crianças e jovens de quatro a 17 anos é uma boa iniciativa, que deverá ter impactos positivos no médio prazo, já que cursar a pré-escola é um dos principais meios para melhorar o aprendizado no futuro.
Com relação ao ensino superior, a expansão das matrículas deve terminar em breve, devido à redução do número concluintes no ensino médio e da taxa de retorno salarial. A avaliação dos cursos superiores não tem progredido da mesma forma que a avaliação do ensino básico. Muitas alterações nos critérios de avaliação estão sendo introduzidas a cada ano, que geram muita incerteza e insegurança nas instituições. Seria melhor caminhar para um sistema mais simples de avaliação, na linha do antigo Provão.
Apesar disto, a divulgação dos resultados da avaliação de cada curso é fundamental para orientar os alunos que querem ingressar no ensino superior. É com muita preocupação que notamos o movimento de algumas instituições privadas pelo fim da divulgação dos índices, o que seria um retrocesso muito grande.
Na área social propriamente dita, também houve alguns avanços ao longo de 2008. Hoje em dia, por exemplo, existe mais transparência com relação à aplicação dos recursos em programas sociais. No portal do Ministério de Desenvolvimento Social, por exemplo, é possível obter informações para cada município sobre o número de famílias que estão no cadastro social único do governo (com renda per capita inferior a meio salário mínimo) e até uma lista com o nome dos beneficiários do Bolsa Família.
Podemos verificar no portal, por exemplo, que 10,6 milhões de brasileiros receberam recursos do Bolsa Família em outubro de 2008. Se considerarmos um número médio de quatro pessoas por família, isto significa que cerca de 42 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas pelo programa, ou seja, 22% da população brasileira. O custo do programa é baixo, em torno de R$ 832 milhões mensais, ou R$ 80 por família.
Com relação aos seus impactos, vários estudos já mostraram que o Bolsa Família tende a reduzir a desigualdade e a pobreza extrema, o que é muito importante para a sociedade brasileira. Além disto, sabe-se hoje que seus impactos na oferta de trabalho são praticamente inexistentes, ou seja, que as pessoas não deixam de trabalhar porque recebem os benefícios do programa. Parece que, pelo contrário, muitas mães começam a trabalhar quando seus filhos voltam a freqüentar a escola, que é uma das exigências do programa.
Mas é importante ressaltar que a maior parte da redução da desigualdade observada entre 2001 e 2007 decorreu do progresso educacional observado na década passada e não do programa Bolsa Família. Além disto, para que a pobreza seja reduzida no longo prazo, é imprescindível melhorar a qualidade da escola pública, para que os filhos das famílias pobres de hoje possam ingressar no mercado de trabalho com um emprego decente no futuro.
O destaque negativo do ano não poderia deixar de ser o que está acontecendo com o Ipea, órgão do Ministério de Assuntos Estratégicos. Parte significativa da pesquisa aplicada desenvolvida no Brasil nas décadas de 80 e 90 surgiu no Ipea, graças ao trabalho de pesquisadores como Ricardo Paes de Barros, um dos primeiros a analisar e divulgar as questões analisadas neste artigo.
Hoje em dia, notamos que a instituição parece caminhar norteada por objetivos puramente ideológicos, que nada têm a ver com a geração de pesquisa de alto nível. Um exemplo claro disto está no último concurso para admissão de pesquisadores, realizado neste final de ano, que continha questões de difícil compreensão para qualquer pessoa com um mínimo de racionalidade. Esperamos que a situação do Ipea mude para melhor em 2009. Boas festas para todos.
Editorial da Folha de S.Paulo (23.12.2008) :
Caminha a passos largos a reformulação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), abrigado na Secretaria de Assuntos Estratégicos, do ministro Roberto Mangabeira Unger. Infelizmente trata-se de uma mudança para pior.
Desde a posse do economista Marcio Pochmann na presidência do órgão, em agosto de 2007, diversas medidas ameaçam a imagem de isenção e excelência técnica da repartição governamental, que conta com mais de 40 anos de tradição.
Publicações de referência foram modificadas -como o Boletim de Conjuntura. Foram afastados economistas que não se alinhavam à doutrina de Pochmann. O último lance nessa direção foi o recente concurso público para a seleção de 62 novos pesquisadores.
Em vez de ater-se a conteúdos objetivos, a prova incluiu testes que requeriam posicionamento ideológico sobre projetos defendidos pelo governo e pelo PT. Candidatos deveriam aderir a pregações contra o "neoliberalismo" e a globalização.
As transformações implementadas por Pochmann têm outros aspectos questionáveis. Com remunerações generosas oferecidas aos ingressantes, os princípios de progressão na carreira ou de promoção baseada em mérito ficam prejudicados.
Salários iniciais de R$ 10,9 mil deixam pouca margem para a evolução na carreira. A remuneração atraiu grande número de interessados, mas não necessariamente familiarizados com as exigências de um instituto de pesquisa econômica: o pré-requisito da seleção era o diploma de graduação em qualquer área de conhecimento. Assim, o maior e mais heterodoxo concurso da história da instituição reuniu quase 13 mil inscritos. Para um dos 15 cargos oferecidos, houve 308 candidatos por vaga.
A introdução de um filtro ideológico para a admissão à instituição se opõe ao espírito de impessoalidade e profissionalismo que deve reger a administração pública. O Ipea é um órgão técnico destinado à análise metódica de problemas econômicos e sociais, capaz de respaldar a formulação de políticas públicas. Deve privilegiar a excelência na formação de seus quadros, independentemente de afinidades partidárias ou convicções dogmáticas.
O corpo de economistas e analistas de um instituto de pesquisa econômica e social aplicada precisa ser plural, gozar de autonomia e liberdade de pensamento. A natureza de seu trabalho é incompatível com a censura ou a implantação de uma única linha de pensamento.
Com a mudança em curso, a direção do Ipea coloca em risco um prolongado investimento institucional, responsável pela credibilidade que o órgão granjeou.