Como grandes líderes inspiram ação

27 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, tecnologia

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Pensamento breve #1: Por que não concordo com o relativismo cultural

2 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura, vida

Pensamento breve #1: Por que não concordo com o relativismo cultural

Porque o relativismo cultural se baseia no pressuposto de que todas as interpretações são válidas. Porém, se todas as interpretações são válidas, todas serão neutralizadas por não haver um princípio ordenador. É o típico “se tudo vale, nada tem valor”. Nesse caso, a crueldade – ou seja, proporcionar sofrimentos e humilhações físicas ou morais aos outros – também será moralmente neutralizada e seremos cúmplices da injustiça. A meu ver, o relativismo cultural incentiva a crueldade ao justificar o mal.

Qual seria o critério? O que foi vivido e testado por gerações e transmitido pela tradição em forma de sabedoria: não aceitar qualquer forma de crueldade.

Não sei ao certo, mas tenho a impressão que o relativismo moral é uma boa desculpa para não se comprometer. Você não precisa tomar partido de nada e estará sempre certo. É um lugar cômodo para se estar.

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11 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, humor

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O facebook e orkut é mais ou menos assim, né não?

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Psiu! Silêncio!

7 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, ensaio

Psiu! Silêncio!

Um texto que escrevi há alguns anos e que republico em homenagem ao dia do silêncio:

“No princípio era o Verbo”, escreve São João. Palavra que interrompe o silêncio. Assim é também quando nascemos. Quando concebidos, ficamos nove meses nos transformando e nos preparando para um dos momentos mais traumáticos que iremos vivenciar: o término da unidade física com a nossa mãe. Nove meses cuja única experiência sonora é a monótona batida do coração de quem nos abriga. Ao sermos expulsos daquela condição agradável, damos nosso primeiro berro, o primeiro ato de uma longa adaptação ao novo mundo, como que concordando com São João sobre a primazia da palavra. “No princípio é o berro”, digo, parodiando o apóstolo. Não importa aqui sobre o significado teológico da frase do evangelho e nem a heresia ao parodiá-lo. Importa apenas conversarmos um pouco sobre a relação do ser humano com o som, ou melhor, com sua ausência, o silêncio. Uma relação abalada nestas últimas décadas.

Na sociedade japonesa, quando alguém está pensando, numa postura de reflexão sobre algo, outra pessoa não o perturba, respeitando este momento no qual a interrupção pode ser nociva. Em nossa sociedade, quando alguém está quieto, meditando, entendemos ser este o instante em que devemos interpelá-lo, mesmo que seja uma pergunta banal do tipo “o que foi, aconteceu alguma coisa?”. Pronto! Perdemos o fio da meada, como costumamos dizer. Nossa relação com o silêncio, posso afirmar, é receosa, temerosa, temos medo dele. Não sei bem ao certo se é porque estamos desacostumados ou porque ele pode nos colocar de frente com nós mesmos, ou se ambos. A falta de costume é fácil de perceber. Acordamos com o despertador, aquele aparelho escandaloso que nos faz acordar aos sobressaltos. Ligamos a televisão ou o rádio e já começamos a saturar nossos ouvidos de sons, misturados com os do caminhão do gás que passa três vezes por dia; o carro do picolé e os que anunciam ofertas que não nos interessam também têm sua participação nessa cacofonia, e nem ao menos saímos de casa. No caminho do trabalho e no trabalho, motos, carros, caminhões, buzinas, ares-condicionados, gente conversando, gente gritando, telefones (os que irritam mais são os celulares, que estão em todo lugar), música (ou pseudomúsicas) por todos os lados (até em elevadores!) fazem com que ouvido e penico sejam mais do que uma rima. “Meu ouvido não é penico!”, lembram disso? Chegando em casa, televisão é ligada, vizinhos fazendo aquela festa, telefone toca, a vizinha pré-adolescente cantando a música do filme  Titanic com toda a energia do sonho de um dia ser a Sandy… ufa! Com os ouvidos estafados, deitamos para descansar, fechamos os olhos e… os cachorros da vizinhança decidem conversar entre si.

Na sociedade atual, na melhor das hipóteses, há pouco espaço para o silêncio. Desaprendidos de escutar o nada, tememos o silêncio porque nos obriga a ficarmos frente a frente com nós mesmos, desprovidos de qualquer anestésico sonoro. Somos obrigados a nos ouvir, e não raro, quando isso ocorre, experienciamos o desconhecimento que temos de nós mesmos. Percebemos que somos estranhos em nossa própria casa.

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Felicidade = momento presente

12 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, pesquisa, religiao, sociedade

Felicidade = momento presente

Os resultados desta pesquisa sugerem que o sentimento de bem-estar (ou felicidade) está relacionado com a capacidade de vivermos o momento presente, ou seja, de termos consciência total de nós mesmos no único instante em que existimos. Não deixa de ser interessante que esta premissa é valorizada por várias religiões e filosofias de vida, com destaque para o catolicismo e budismo.

Será que não é possível pensarmos que as religiões e tradições podem nos dizer algo sobre como viver? Ou melhor, será que elas não poderiam ser portadoras de certos princípios de vida – acumulados ao longo de várias gerações e experiências – que nos ajudariam a dar passos mais sábios? Isso é algo que venho pensando ultimamente. É claro que devemos separar o joio do trigo (desculpem a imagem bíblica), mas não tenho certeza que nossos olhos acadêmicos – tão modernos que são – conseguem enxergar além do preconceito de tudo o que se parece com a tradição.

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Para entender as gerações X, Y, Z…

12 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento

We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo .

Um vídeo interessante para se pensar o papel da juventude ao longo das gerações.

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Assisti e gostei (1) – Os piratas do rock

11 de julho de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, comportamento, politica

Assisti e gostei (1)   Os piratas do rock

Com um certo atraso assisti ao excelente filme Os Piratas do Rock ( The Boat That Rocked , 2009) de Richard Curtis (Simplesmente amor). Mostra, com um toque de humor inteligente, a verdadeira alma da contracultura promovida pelo rock n’ roll : a subversão à submissão. O roteiro apresenta várias frases primorosas, mas há uma que é tão verdadeira hoje quanto em 1966, ano em que se passa o filme: “Os governos não gostam de pessoas livres”.

E com a proximidade das eleições no Brasil, posso dizer: governantes autoritários gostam menos ainda. Estou cada vez mais convencido que nessas eleições o que estará em jogo não será a bolsa família, inflação, ou segurança, mas nossa liberdade. Por isso, rock n’ roll neles!

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Privacidade

22 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura, religiao, sociedade

Não se iludam. A privacidade, a existência de um espaço meu e dos meus, onde a multidão não entra, é talvez a maior conquista da civilização judaico-cristã. Destruir essa barreira sempre foi e sempre será o princípio da tirania.

A sempre provocativa pensata de João Pereira Coutinho. Leia-a na íntegra aqui .

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