Capital ético

12 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, capital social, economia

O conceito de capital, tão caro aos economistas e a muitos cientistas sociais, vem se expandindo desde seus primórdios: do capital físico (das máquinas), ao capital financeiro, passando ao capital natural (do meio-ambiente) e ao capital humano (da educação), chegando ao capital social (das relações interpessoais). Pois hoje, ficou claro para mim ao admirar o posicionamento ético desse grupo de pessoas, que poucas vezes falamos do ‘capital ético’, dos valores dos indivíduos e de como estes geram um conjunto de atributos, como confiança, sentimentos de reciprocidade, de cooperação, etc fundamentais ao uso das demais formas de capital. Fica aqui o registro dessa idéia (a qual seguramente muitos já pensaram antes….) como um manifesto.

Do blog de Flavio Comim. Uma boa ideia, com certeza.

V Seminário de Pesquisa ORD/CIRIEC na UFSC

11 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, capital social, eventos, pesquisa

V Seminário de Pesquisa ORD/CIRIEC na UFSC

Capital social – recomendo este livro

25 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social

Li e recomendo – Ruth Cardoso: Fragmentos de uma vida

19 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, capital social, ciencia, cultura, politica, redes sociais, sociedade

Li e recomendo – Ruth Cardoso: Fragmentos de uma vida

“Combater a pobreza não é transformar pessoas e comunidades em beneficiários passivos de programas sociais. Toda pessoa tem habilidades e dons. Toda comunidade tem recursos e ativos. Combater a pobreza é fortalecer capacidades e potencializar recursos." Ruth Cardoso

Um livro escrito com delicadeza e riqueza de detalhes sobre uma pessoa de uma extraordinária riqueza de vida . Sua experiência durante o governo FHC deveria ser amplamente estudada nos cursos de administração pública porque ela soube catalizar como ninguém a efervecência da sociedade civil daquela época, conjugada com ações governamentais. E foi ela quem propôs uma das mais bem-sucedidas experiências de coprodução dos serviços públicos no Brasil: o Alfabetização Solidária.

o comovente posfácio de Manuel Castells que descreve sua amizade e influência que recebeu de Ruth. Para ele,

Ruth foi uma grande pesquisadora e sua obra será compilada de forma sistemática nos anos vindouros. Mas foi sobretudo uma extraordinária inovadora social, que utilizou sua pesquisa e sua mente para inventar processos de mudança social em benefício de uma multidão de pessoas. E extraiu permanentemente ensinamentos dessas experiências a fim de refinar a análise e colocá-la em prática em novas iniciativas que contribuíram para mudar a sociedade, de baixo para cima. Influenciou agentes políticos, empresariais, líderes sociais, que viram em suas ideias a resposta para muitos dos problemas práticos que eles se colocavam ( p. 252)

A obra me fez pensar muito sobre muitas coisas. Uma em especial foi uma passagem que descreve a incomodação de Ruth com a entrada de FHC na política. Ela detestava a política partidária, mas logo se deu conta que aquilo poderia ser a ‘aventura de sua geração’. E foi mesmo. O Brasil ficou muito melhor, apesar do discurso dominante dizer o contrário. E pensei: ‘qual seria a aventura de minha geração?’. Não tenho uma resposta.

Por que as novas igrejas evangélicas fazem tanto sucesso

10 de maio de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, religiao

Que outro lugar, neste país, hoje, está de portas abertas e com alguém a postos para escutar o que o outro tem a dizer, ainda que possa ser apenas para avaliar o quanto de dinheiro poderá arrancar de quem desabafa? Se você está doente ou seu marido é alcoólatra, você vai encontrar alguém que o escute no SUS? Se seu filho está mal nos estudos ou agressivo em sala de aula e em casa, ou envolvido com traficantes, você vai encontrar alguém que o acolha na escola ou em outra instituição? Se você está sem emprego ou sua casa foi levada pela enchente porque a prefeitura e o estado deixaram de fazer as obras necessárias, onde você vai encontrar um teto e um banco para sentar e um ombro para chorar, ainda que tenha de dar o último trocado que restou no seu bolso? Em que outro lugar você se sentirá parte, ainda que no meio de uma multidão, mas uma com a qual você se identifica e o reconhece como um igual?

Por mais fraudulento que possa parecer – e em muitos casos é –, há algo que funciona nesses espaços. Há uma mercadoria que é entregue – ou os templos estariam vazios. E é entregue em geral não por um pastor ou bispo ou apóstolo ou irmão fulano qualquer, mas um fulano com um nome, sobrenome e rosto parecido com o do fiel. Este acolhimento e esta escuta fazem diferença na vida dessas pessoas ou elas não estariam lá. Deveria ser diferente? Acredito que sim. E lamento que não seja.

Mas as pessoas, todas e especialmente as mais pobres e desamparadas, têm de se virar com a realidade que está aí. Hoje, agora. E estas são as portas que estão abertas – quando quase todo o resto parece falhar. Ou está fechado. Ou não tem vaga.

Uma das análises mais lúcidas e generosas que conheço na imprensa sobre o crescimento das novas igrejas evangélicas. Muito mais do que olhar a demanda, Eliane Brum aborda a oferta de serviços que essas igrejas oferecem de modo competente. No ano passado publiquei um artigo que vai nessa direção.

Via Pavablog .

Religião, felicidade e redes sociais

3 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, redes sociais, religiao

Religião, felicidade e redes sociais

Este artigo sugere uma relação interessante entre religião, redes sociais e felicidade. Há algum tempo que defendo a idéia de que as organizações religiosas são um lócus diferenciado de outros tipos de organizações em relação à construção de amizades e redes sociais devido, principalmente, ao elevado grau de confiança entre os membros, o que incentiva relações de reciprocidade.

Centro Ruth Cardoso

6 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, civismo, politica, sociedade

Recebi a bela notícia da inauguração das novas instalações do Centro Ruth Cardoso em São Paulo, que aconteceu em setembro com a presença do amigo de Dona Ruth, Manuel Castells, sociólogo espanhol e diretor do Instituto Interdisciplinar em Internet da Universidade Aberta da Catalunha. Na ocasião, Castells fez o seguinte pronunciamento:

Ruth foi uma grande pesquisadora, e sua obra será compilada de forma sistemática nos anos vindouros. Mas foi sobretudo uma extraordinária inovadora social, que utilizou sua pesquisa e sua mente para inventar processos de mudança social em benefício de uma multidão de pessoas.

Irretocável.

Artigos [1] – I Seminário Nacional de Sociologia Econômica

19 de maio de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, capital social, educacao, empreendedorismo, empresa, eventos, meus artigos, pesquisa, redes sociais, religiao, sociologia

Artigos [1]   I Seminário Nacional de Sociologia Econômica

Esse é o ” word clouds ” (via Wordle ) do meu artigo “Capital espiritual e empreendedorismo” que será apresentado no I Seminário Nacional de Sociologia Econômica na próxima quinta-feira, às 13h30. Vc pode ver a programação aqui .

O tamanho das palavras é proporcional à quantidade de vezes que aparecem no texto. Algumas siglas – como KS (capital social) e KE (capital espiritual) – estão destacadas. Para quem se interessar pelo artigo, estará disponiblizado no site do evento.

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