Poema de domingo (1)

28 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

[...] A tua atitude te eleva para o alto.
Vejo que cortaste definitivamente todas as amarras.
Daqui eu advinho os olhos dos homens
perdidos no tempo que nada descobrirão de ti.
Deixa que os não-poetas falem de tua beleza,
esses nunca compreenderão o que há em ti de sombra,
de sementes germinando, de vozes de cavernas.
Nem ao menos que é o teu olhar que nos aproxima
que nos torna irmãos para o resto do tempo.
Eu te reconheceria entre todas, porque tua presença eu a pressinto.
Deixa que tuas formas eles a tomem pela essência.
Esses te perderão ainda mais
e nunca compreenderão tuas inúmeras sugestões
que tu mesma desconheces.

João Cabral de Melo Neto

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Para um bom navegador

6 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Para um bom navegador

Para um bom navegador

Por Licia Paglione

Un buon navigatore
(anche naufrago)
mantiene nelle ore di luce
l’avvertimento della notte
e nelle ore di buio
la speranza di trovare la luce.

(Um bom navegador
[também um náufrago]
mantém na hora da luz
a advertência da noite
e na hora do escuro
a esperança de encontrar a luz).

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Até ao mesmo o sol

27 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Até ao mesmo o sol

Fino allo stesso sole

Por Licia Paglione

Piccoli nel mondo grande,
ma insieme,
come raggi dello stesso sole,
- io più piccola seguo te più grande -
cercando e correndo
in un antico e nuovo cammino
di ombra e di luce
fino allo stesso sole.

Até o mesmo sol

Pequenos no mundo grande,
mas juntos,
como raios do mesmo sol,
- eu menor seguindo você maior -
buscando e correndo
entre um antigo e novo caminho
de sombra e de luz
até ao mesmo sol.

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No name

6 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Sou de um lugar onde tudo tem nome
Onde tudo deve ter sentido
E todos são alguma coisa

Vivo num lugar onde devo saber quem sou
O que quero
E exatamente para onde vou

Estou num lugar onde vejo o mundo por conceitos
As pessoas se relacionam por categorias
E me defino por um arranjo de definições

Não conheço
Mas tento imaginar um lugar
Onde não precisaria pensar criticamente
Apenas olhar, simplesmente.

Lagoa, outono de 2009.

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Posso ver o futuro, por Ana Cristina Braga Martes

28 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Posso ver o futuro, por Ana Cristina Braga Martes

Posso ver o futuro
Nenhuma casa, nem roupa.
Agora apenas cenários e fantasias
sob o designo estrito de cada um dos atores.
Tão Individuais, quanto previsíveis.
Só os papeis é que serão puro improviso.

Ana Cristina Braga Martes

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Um poema perdido

4 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Há 5 anos comprei algo pra você

E você comprou algo pra mim também

Não lembro bem o que foi

Mas isso não importa

Lembro apenas que gostamos

Tomávamos café quando eu disse

Que você era importante

Por que eu cuidava de você

E você me cuidava

Acho até que me cuidava de mim

Recordei isso hoje

Na lembrança

Que o aroma desse frio da chuva trouxe

Nesta noite… que fico comigo mesmo

Sem cuidar de ninguém

Nem de mim

Desistido.

 

Numa noite fria de janeiro de 2003.

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Heaven’s here on Earth

18 de novembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: musica, poesia, vida

I’ve seen and met angels wearing the disguise
Of ordinary people leading ordinary lives
Filled with love, compassion, forgiveness and sacrifice
Heaven’s in our hearts

by Tracy Chapman (“Heaven’s here on Earth”, do ábum New Beginning , de 1995). Conheci essa letra no perfil do Orkut de uma pessoa muito especial. Depois eu tive que atualizar este post porque, sem eu pedir ou ela saber que eu havia colocado a frase aqui, ela me enviou a letra completa e a música. Coincidências que faz a vida mais bonita.

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O indivíduo em verso

11 de novembro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia, politica

O Próprio Ser Eu Canto

O próprio ser eu canto:
Canto a pessoa em si, em separado
embora use a palavra Democracia
e a expressão Massa.

Eu canto o Corpo
Da cabeça aos pés:
Nem só o cérebro
Nem só a fisionomia
Tem valor para a Musa
digo que a forma completa
é muito mais valiosa,
e tanto a Fêmea quanto o Macho
eu canto.

A vida plena de paixão,
Força e pulsam,
Preparada para as ações mais livres
Com suas leis divinas
- o Homem Moderno
eu canto.

Walt Whitman

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