Poema de domingo (4)

15 de agosto de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (4)

Frammenti di sole

Por Licia Paglione

Il cielo senza nuvole
lascerebbe trasparire (brillare) la luce del sole
chiara e senza ombre.
Ma senza ombre
noi non potremmo scoprire
la bellezza di una luce
che muta le nuvole
in frammenti di sole

Fragmento de sol

O céu sem nuvens
deixaria resplandecer (brilhar) a luz do sol
clara e sem sombras.
Mas sem sombras
não poderíamos descobrir
a beleza de uma luz
que muda as nuvens
em fragmentos de sol.

Poema de domingo (3) – Água-luz

4 de abril de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (3)   Água luz

Por Licia Paglione:

Acqua-luce
Tenerezza di una luce
che abbraccia i nostri cuori
come l’acqua del mare culla un bimbo:
forse è fredda, forse calda,
forse luminosa, forse un po’ scura,
forse silenziosa, forse troppo rumorosa,
ma sempre trasparente,
mostra la trama sorprendente
che il Sole, insieme a lei, va disegnando.

Água-luz
Ternura de uma luz
abraçando os nossos corações
como a água do mar embala um menino:
talvez seja fria, talvez quente,
talvez clara, talvez um pouco escura,
talvez silenciosa, talvez muito barulhenta,
mas sempre transparente,
mostrando a trama surpreendente
que o Sol, junto com ela, vai desenhando.

Poema de domingo (2)

28 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Poema de domingo (2)

Germoglio nel sole

por Licia Paglione

Germoglio nel sole
Un germoglio molto delicato
ho visto oggi.
Il sole lo abbracciava con il suo calore
e lui sembrò brillare.
Ricordai una cosa che successe a me
quando un piccolo raggio di sole
arrivò nel mio cammino.

Rebento ao sol

Rebento ao sol
Um rebento muito delicado
eu vi hoje.
O sol o abraçava com o seu calor
e ele parecia brilhar.
Lembrei de algo que aconteceu comigo
Quando um pequeno raio de sol
apareceu no meu caminho.

Poema de domingo (1)

28 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

[...] A tua atitude te eleva para o alto.
Vejo que cortaste definitivamente todas as amarras.
Daqui eu advinho os olhos dos homens
perdidos no tempo que nada descobrirão de ti.
Deixa que os não-poetas falem de tua beleza,
esses nunca compreenderão o que há em ti de sombra,
de sementes germinando, de vozes de cavernas.
Nem ao menos que é o teu olhar que nos aproxima
que nos torna irmãos para o resto do tempo.
Eu te reconheceria entre todas, porque tua presença eu a pressinto.
Deixa que tuas formas eles a tomem pela essência.
Esses te perderão ainda mais
e nunca compreenderão tuas inúmeras sugestões
que tu mesma desconheces.

João Cabral de Melo Neto

Para um bom navegador

6 de março de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Para um bom navegador

Para um bom navegador

Por Licia Paglione

Un buon navigatore
(anche naufrago)
mantiene nelle ore di luce
l’avvertimento della notte
e nelle ore di buio
la speranza di trovare la luce.

(Um bom navegador
[também um náufrago]
mantém na hora da luz
a advertência da noite
e na hora do escuro
a esperança de encontrar a luz).

Até ao mesmo o sol

27 de fevereiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, poesia

Até ao mesmo o sol

Fino allo stesso sole

Por Licia Paglione

Piccoli nel mondo grande,
ma insieme,
come raggi dello stesso sole,
- io più piccola seguo te più grande -
cercando e correndo
in un antico e nuovo cammino
di ombra e di luce
fino allo stesso sole.

Até o mesmo sol

Pequenos no mundo grande,
mas juntos,
como raios do mesmo sol,
- eu menor seguindo você maior -
buscando e correndo
entre um antigo e novo caminho
de sombra e de luz
até ao mesmo sol.

No name

6 de abril de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

Sou de um lugar onde tudo tem nome
Onde tudo deve ter sentido
E todos são alguma coisa

Vivo num lugar onde devo saber quem sou
O que quero
E exatamente para onde vou

Estou num lugar onde vejo o mundo por conceitos
As pessoas se relacionam por categorias
E me defino por um arranjo de definições

Não conheço
Mas tento imaginar um lugar
Onde não precisaria pensar criticamente
Apenas olhar, simplesmente.

Lagoa, outono de 2009.

Posso ver o futuro, por Ana Cristina Braga Martes

28 de janeiro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

acbm.jpg

Posso ver o futuro
Nenhuma casa, nem roupa.
Agora apenas cenários e fantasias
sob o designo estrito de cada um dos atores.
Tão Individuais, quanto previsíveis.
Só os papeis é que serão puro improviso.

Ana Cristina Braga Martes

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