Este é um poema inédito em português de Andrea Paganini (www.andreapaganini.ch), um poeta suíço e especialista da literatura italiana. Ele o cedeu gentilmente para este blog. Tradução de Licia Paglione e Mauricio C. Serafim.
Tra le realtà che contano
Lo maggior don che Dio per sua larghezza
fesse creando, e a la sua bontate
più conformato, e quel ch’e’ più apprezza,
fu de la volontà la libertate;
di che le creature intelligenti,
e tutte e sole, fuoro e son dotate.
(Dante, Paradiso, V, 19-24)
Tra le realtà che contano,
Dante, tu che percosso fosti
entro la mortal vita
da un fulgore in che tua voglia venne,
qual è la più importante:
amore o libertà?
(Ché Dio ha amato,
ma amore non ha imposto…)
A me, nella Commedia
e in mezzo al nostro viaggio,
saziato – e ancora attratto – da un barlume,
l’essenziale par d’intendere
che sia la libertà
(ma libertà dell’altro:
amore mio).
Entre as realidades que contam
O maior dom que Deus por sua generosidade
Fez criando, e a Sua bondade
mais adequado, e aquele que Ele mais valoriza
foi a liberdade da vontade;
da qual as criaturas inteligentes,
e todas e apenas elas, foram e são dotadas.
(Dante, Paraíso, V, 19-24)
Entre as realidades que contam
Dante, tu que foste atingido
pela vida mortal
por um brilho na qual o teu desejo veio,
qual é a mais importante:
amor ou liberdade?
(Porque Deus amou,
mas amor não obrigado…)
Para mim, na Comédia
e no meio da nossa viagem,
saciado – e ainda atraído – por uma claridade,
parece que entender que o essencial
é a liberdade
(mas a liberdade do outro: meu amor) .
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