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CAPA DO DISCO ABBEY ROAD/DIVULGAÇÃO
Voluntários revelam lembranças carregadas de emoção ao ouvir o quarteto de Liverpool
Um banco de memórias foi concluído sobre um dos fenômenos musicais mais impressionantes de todos os tempos: os Beatles. Os responsáveis pelo projeto são pesquisadores da Universidade de Leeds, Reino Unido. Eles queriam estudar o papel das canções do quarteto de Liverpool na história individual de pessoas dos quatro cantos do mundo. Mais de três mil voluntários de 69 nacionalidades e com idades entre 17 e 87 anos relataram suas recordações no site do projeto Magical Memory Tour ( www.magicalmemorytour.com ). Os resultados preliminares mostram que a maioria delas está ligada à juventude, independentemente de esse período ter ou não coincidido com o auge da banda nos anos 60.
As músicas mais lembradas variaram em alguns países: no Reino Unido, a campeã foi “She loves you”; nos Estados Unidos, “I wanna hold your hand”; e na Austrália, “A hard day’s night”. Os pesquisadores ficaram impressionados com o grau de detalhe dos relatos de quem era jovem quando os Beatles lideravam as paradas de sucesso. Eles imaginavam ainda que as mulheres teriam lembranças mais carregadas de emoção que os homens, o que não se confirmou. Os resultados mais detalhados da pesquisa, que serão publicados em alguns meses, vão analisar mais a fundo a influência da música – e das emoções que ela deflagra – na formação de memórias.
Fonte: Mente e Cérebro
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The Bootlego Beatles . Via blog Favoritos .
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Qual a beleza de um olhar? Através de um conjunto de fotografias macro, podemos admirar a verdadeira beleza e complexidade do olho humano. O padrão aparentemente simples e uniforme, quando observado mais de perto, transforma-se e revela-nos uma complexidade de cores e formatos verdadeiramente extraordinários.
Qual o olhar que mais o seduz?
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Por Afonso Vieira , Psicólogo
A reflexão ética é a reflexão do agir humano e este se torna difícil de compreender por ser muito complexo. Precisamos, no entanto da reflexão, e esta o quanto mais coletiva, permite uma tomada de decisão mais humana. Mas por sermos diferentes, não podemos pretender uma certa igualdade na tomada de decisão, pois esta é sempre individual, “sou eu” que tomo a decisão.
As diferenças que tornam o ato humano complexo, além dos fatores biológicos e psicológicos, são a cultura, os valores e a história.
Nascemos e fomos educados em uma determinada cultura, isto é, temos um estilo de vida, tradições e normas sociais de comportamentos diversos. Quando o indivíduo está imerso em sua própria cultura, muitas vezes ele não tem o sentimento crítico em relação a ela e acaba tomando decisões, ações, e tendo reações de acordo com a cultura que pertence.
Um outro elemento são os valores. O ser humano, dentro de uma “normalidade” é sempre afetado pelas coisas que acontecem ao seu redor, pois somos seres afetivos. E a essas coisas percebidas também emitimos juízos de valor, damos um certo valor. E o valor está relacionado as nossas necessidades e se enquadram dentro de uma hierarquia, nos motivando de maneira diversa.
E ainda verificamos o ser humano como um ser histórico, isto é, um ser que consegue aliar o velho e o novo, a tradição e a mudança, que convive com a continuidade e a ruptura e é capaz de criar interdições e também transgredi-la. O homem possui características teleológicas e por isso é imprevisível.
Considerando, portanto a complexidade dos atos humanos devido as suas diferenças, e como a ética compreende toda a atividade humana, deveríamos sempre ligar suas questões em relação à justiça, ao poder e ao direito, vinculando-a à busca da verdade, pois a verdade nos liberta.
Após essa introdução gostaria de fazer uma reflexão sobre o comportamento ético, os atos humanos, no que se refere à atitude dos dançarinos no salão, no espaço onde se desenvolve de forma recreativa e de lazer a atividade de dança.
Tenho observado que muitos praticantes da dança de salão não tem muito claro o modo de utilizar bem o espaço físico bem como as regras básicas para se dançar no salão. Essa atitude pode acontecer por falta de esclarecimento nas academias de danças ou por falta de sensibilidade para com o coletivo. Quanto a primeira falta pode ser sanada através da insistência dos professores aos alunos de fazer conhecer essas regras e de incentivo a praticá-las já no ambiente de treinamento nas academias. Quanto a segunda falta – falta ética – ocorre um problema de educação e respeito pelo outro.
Gostaria, portanto de me deter nessa segunda falta e esboçar alguns passos para uma reflexão ética dentro do espaço da dança de salão.
Deveríamos fazer primeiramente a pergunta Porque sempre que pensarmos em uma proposta de ação – Dançar. Porque e para que vou dançar? Qual o meu objetivo e qual seria o dos outros? É me divertir, apresentar, dar show, conviver, relacionar-se, etc. Em seguida observar as pessoas, o espaço de dança e as mudanças em nosso ambiente e colher informações que possa me subsidiar para uma posterior avaliação e tomada de decisão. Qual é o tamanho do espaço para dançar, quantas pessoas utilizam esse espaço, quem são essas pessoas, qual é a forma de se dançar, etc. Na seqüência fazer um julgamento de valor dos fatos relacionando com os objetivos pessoais e coletivos da arte de dançar e os seus desacordos, isto é, lançarmos olhar para os pontos de vistas opostos, que são essenciais para a reflexão ética, pois uma visão oposta nos dá oportunidade de achar soluções inovadoras. Por fim providos de toda uma reflexão fazer uso do espaço dançante de maneira que se possa atender a nossa necessidade conciliando com a dos outros. Lembro que todo tem direito de usufruir o espaço dançante e que o espaço que eu ocupo se não for bem dimensionado pode estar roubando o espaço que pertence ao outro, por direito. Que a minha forma de locomoção se não for bem apurada, pode dificultar o fluxo e provocar acidentes. E que a minha forma de dançar pode também inibir aqueles que não conhecem muito bem da arte.
Voltando as diferenças gostaria ainda de considerar um aspecto que nos diferencia como ser humano, de um modo particular, dos outros animais: nós temos consciência de nossa incompletude, e por isso sempre buscamos, isto é, somos seres da esperança. Sendo incluso, buscamos a conclusão.
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Por Afonso Vieira , Psicólogo
O Existencialismo se ocupa primordialmente da existência humana, sempre em relação com o outro, pois a condição importante do existir é relacionar-se, e ainda, o ser humano só pode de fato ser compreendido por ele mesmo através de uma experiência direta do seu ser no mundo. E a existência é uma experiência singular, particular, isto é, cada existência é singular (sou eu quem vive), intransferível (posso comunicá-la, mas o outro não poderá viver a mesma experiência) e original.
Como a existência, desde o nascimento, é vista em relação (com o outro, o mundo), pressupõe que todo ato humano visa um objeto, não ocorre num vazio. “Toda consciência é consciência de alguma coisa”. A subjetividade está na consciência e a consciência é como eu vivo, ela me doa uma unicidade. Se eu reconheço esta minha subjetividade, também sei de minha necessidade e acabo descobrindo a intencionalidade de minha consciência. Portanto “a chegada de alguma coisa à consciência, parece obedecer a um sentido oculto, a um movimento de escolha que é ditado pelo próprio organismo”. A intencionalidade me mobiliza para uma ação, para uma direção, para uma escolha. E nesta intenção se encontra desejo, vontade e liberdade. É na confrontação de minhas necessidades com as exigências do meio que eu defino o que quero e me dou conta também dos limites e da responsabilidade.
O ato de assumir o ser caracteriza a realidade humana, existir é assumir o ser, portanto a realidade humana é sempre um eu que compreende a si próprio fazendo-se humano por tal característica. A necessidade de escolha deve sempre se impor, ou seja, deve sempre estar dentro dos meus projetos. E cada ser humano é um projeto, cada ser está constantemente se fazendo, se construindo.
Na prática dançante, quer nas aulas nas academias ou nos eventos –bailes – onde se experimenta essa prática, se percebe como o sujeito constrói o seu projeto existencial, como ele é construído, como se encaminha e como vai prosseguir. Confronta o que ele quer, projeta e idealiza com aquilo que ele pode, seus limites e do meio para atingir. A dança é relacional, possui uma intencionalidade, nos mobiliza para algo, para uma direção e escolha. Nela os elementos desejo, vontade e liberdade coexistem.
Nós psicólogos sustentamos a crença de que as pessoas podem ser agentes de sua própria saúde e de seus processos de crescimento, encontrando sentidos que lhes são pessoalmente relevantes e significativos no que fazem. E como em psicologia se diz existir semelhanças entre realidades interiores e sua expressão, os diferentes recursos artísticos podem ser usados para expandir essa realidade interior da pessoa, e a dança é uma delas. E baseando na premissa de que somos capazes de escolher e criar o nosso próprio destino, mesmo quando as opções reais são limitadas, a arte de dançar contribui para a constante expansão da consciência e facilita o crescimento da pessoa.
A arte parece proporcionar pela sua própria natureza a expressão do “eu”, algo tão intensamente buscado no processo terapêutico. Há quem defina a arte como “um fenômeno da alma”. Por meio desta encontramos a possibilidade da expansão dos fenômenos internos, pois recebemos a confirmação usual de nossa criação como meio para a conscientização. Através dela podemos expressar sentimentos e viver experiências que na vida cotidiana seriam ameaçadoras ou perigosas. Vivendo os vários recursos artísticos, aqui quero me referir a dança, pode surgir novo conhecimento sobre si, sobre o outro, o mundo e novas possibilidades existenciais para o individuo.
Quantos sentimentos são liberados através do movimento, da respiração, do contato físico, proporcionado com a dança, se tornando o porta voz daquilo que tanto se movimenta no nosso interior.
A arte da dança está ligada ao fazer, e nos tira da inércia. Não um fazer por fazer, mas um fazer que revela o ser.
O processo da dança promove novas integrações interiores e amplia a possibilidade de crescimento. A dança, porém alcança um sentido pleno na relação. O ser humano é resultado, fruto da relação, assim sendo, precisamos dar um sentido relacional ao que produzimos –dançar-. O outro, passa ser a caixa de ressonância, o espelho para o meu aprendizado e desenvolvimento técnico e pessoal.
Dançar é expressar e criar relações, significados, novas ordenações, estar sempre reformulando e refrescando a consciência de si, dos outros, do mundo. Na dança, sente-se que se ganha uma sensação ampliada de expansão interior, de estruturação, assim como um sentimento mais profundo de contato consigo mesmo, com a natureza e com o mundo ao seu redor.
A arte de dançar pode ser um meio poderoso de mobilizar a totalidade do ser de uma pessoa, pois envolve os níveis sensório-motor, emocional, cognitivo e intuitivo de funcionamento, isto é toda nossa existência. Pode-se, portanto afirmar que a dança é existencial, e se danço, logo existo.
Oxalá cada um de nós possa buscar através de algum recurso artístico – em especial a dança – um meio poderoso para o desenvolvimento integral de nossa pessoa.


