O empresário do dom

26 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: empreendedorismo

Àquele que, para homenagear Joseph Schumpeter, que tinha perfeitamente compreendido a natureza do problema econômico levantado, seríamos tentados a chamar de o empresário do dom. Mas precisamente, irão retorquir o individualismo metodológico e as mil e uma formas de utilitarismo científico, precisamente se trata de um empresário, e, portanto, é por interesse que ele age. E sendo este o caso, acrescentarão, seria abusivo falar de dom.

Mas a isto um partidário do paradigma do dom responderá que, raciocinando deste jeito, novamente se cai nos trilhos dos quais há um instante se havia escapado e se menospreza totalmente a realidade da aposta de confiança no outro, nos outros, no mundo, esta capacidade de abrir-se à incerteza quanto ao retorno que constitui a generosidade e o dom primordiais , em cuja ausência haveria nada em vez de alguma coisa.

Caillé (Antrologia do dom, 2002, p. 58. Ênfase no original).

 

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Curso de Administração Pública da ESAG/UDESC está entre os 3 melhores do Brasil

23 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, educacao

Está no Guia do Estudante.

Curso de Administração Pública da ESAG/UDESC está entre os 3 melhores do Brasil

*Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2012.

Parabéns aos professores e alunos que, ao longo desses anos, estão construindo o curso!

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Centenário da obra The Principles of Scientific Management, de F. W. Taylor

30 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, empresa

Centenário da obra The Principles of Scientific Management, de F. W. Taylor

Infelizmente não tive tempo para escrever algo sobre, mas deixo aqui registrado que 2011 foi o centenário da publicação da primeira edição do The Principles of Scientific Management , de F. W. Taylor, publicado no Brasil com o título Princípios da Administração Científica .

Uma obra tão influente poderia ter sido mais prestigiada este ano.

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Falso capitalismo: o crescimento do rent seeking

29 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, empresa, politica

Num país de teatro dos papéis sociais e do rent seeking , como o Brasil, um vídeo como este não seria compreendido, muito menos discutido.

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Uma introdução à Revolução Industrial

5 de dezembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, inovacao

Texto no Youtube : O que foi a Revolução Industrial? De acordo com o professor Stephen Davies, ela foi um período extraordinariamente inovador na história que gerou o maior padrão de vista que o mundo tinha visto até aquele momento. Por exemplo, no decorrer do século 19, a renda média per capita no Reino Unido aumentou em um fator de 6. Para colocar em perspectiva, antes da Revolução Industrial, levava tipicamente de 300 a 400 anos para o padrão de vida aumentar em um fato de meio por cento. Porque essas explosão de desenvolvimento aconteceu? O professor Stephen Davies diz que as pessoas começaram a abraçar a cultura da engenharia combinado com mais respeito pelo comércio e negócios. Foi a sinergia de comércio e engenharia que levou a uma revolução na produção e organização dos negócios.

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A estrutura de gestão do governo federal

23 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, politica

1. O strike de ministros no governo Dilma deu nitidez a uma estrutura de gestão de 100 anos atrás. O que se vê é uma estrutura vertical -com a presidente no vértice- e piramidal -com os ministros no tronco da pirâmide superior. A presidente, com sua equipe atual, verticalmente sobre cada ministério e estes verticalmente sobre sua própria estrutura.

2. Não há nenhuma matricialidade -e me refiro a um sistema de 50 anos atrás- onde os gestores lideravam suas funções, independente de onde elas estivessem. Com isso, se tinha cruzamentos e interações diagonais. Por exemplo, o diretor de recursos humanos atuava em todas as diretorias; a diretoria técnica atuava na diretoria de produção; a diretoria financeira sobre todas; etc. A operação cruzada era acompanhada de informação simultânea ao diretor da área afetada e esse interagia se desejasse. O presidente coordenava as funções e com sua diretoria, decidia sobre elas. E deixava que os naturais conflitos horizontais produzissem a necessidade de novas decisões. Mas, permanecia, em boa medida, o desenho piramidal.

3. Hoje, num mundo aberto, com informações que fluem com enorme agilidade, onde a concorrência entre as empresas de vanguarda se dá pela inovação, o que prioriza a tecnologia e a velocidade em sair do laboratório e entrar em mercado, a estrutura organizacional não pode ser mais piramidal. Deve ser uma estrutura como um disco voador, superfície de muitos furos, para a interação externa e com redes se cruzando internamente, em todas as direções -horizontais, verticais, diagonais, impulsionando os controles e a tomada de decisões em todos os níveis, em todos os momentos.

4. Quando a oposição e a imprensa destacam que apenas uma pequena porcentagem de um programa -o PAC, por exemplo- foi executado, que a presidente se surpreende com informações, fatos e denúncias, que certos programas autorizados em solenidades palacianas, etc., meses depois mal saíram do papel, o problema não está na burocracia, nem na legislação: está na própria estrutura de gestão do governo.

5. É fato que no setor público existe uma rigidez normativa muito maior. Sendo assim, se pode pensar numa organização na forma de pipeta de laboratório, garantindo a normatividade em sua garganta, o mais fina possível.

6. Governar -ou gerir- é tomar decisões. Os demais são técnicas. Num mundo com tênues fronteiras informacionais, com ciclos tecnológicos imprevisíveis, com a informação em tempo real, continuar com uma estrutura centenária é a certeza do fracasso. Pelo menos do fracasso relativo como crescer pouco, vis a vis outros países em mesma situação. Tomar decisões após ler jornais e revistas e ver na TV, é simplesmente reagir a uma decisão, de fato, pré-tomada.

7. Numa onda mundial de crescimento, o avião pode até ser empurrado pelo vento de popa. Mas numa conjuntura de crise, permanecer gerindo numa armadura piramidal, é a certeza do fracasso, e de consequências sociais e econômicas, muito mais graves do que necessário. É o que está ocorrendo no Brasil, neste momento.

Fonte: Ex-Blog do César Maia.

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Ofurô corporativo

14 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao

Programas de qualidade falham por não prever plano de carreira, reconhecimento profissional e melhorias no ambiente de trabalho.

Não é surpreendente, mas é interessante por trazer dados do campo. O site do núcleo de pesquisa ErgoPublic é este:  http://www.ergopublic.com.br

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Indo além do empreendedorismo

7 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: empreendedorismo, inovacao

Mais uma bem-vinda reflexão de Rene de Paula Jr.

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