Razão e insensibilidade
Categorias: politica, recortes
[...] Respeito quem ainda defende o governo. Vejo, nisto, a defesa de uma esperança que conheço. E, na oposição, não há quem inspire. É a mesma matilha de sempre.
Respeito quem hesita em imputar culpa ao governo pela tragédia em Congonhas.
Quando contaram ao velho Antonio Carlos Magalhães das vaias que Lula levou na abertura do Pan, o velho senador moribundo disse: ‘político não pode ir a estádio de futebol’. Se expõe, o povo se manifesta caoticamente. Há quem faça pouco de habilidade política, mas política é importante. É uma lógica, uma linguagem, que serve a propósitos. Serve para manifestar respeito, interesse, para se fortalecer na hora de obter resultados. Sem habilidade política não se concretiza o objetivo que é a construção do bem comum.
Não houve desrespeito dos jornalistas da TV Globo na captura das imagens de Marco Aurélio Garcia. Prédio público com funcionário público dentro e janela aberta é espaço público. Marco Aurélio Garcia fez um gesto que talvez outros pudessem fazer. Mas quem ocupa cargo alto não tem o direito. Ainda mais em público – porque foi em público. Não tem o direito de ser ingênuo.
Não tem o direito de manifestar aquela emoção perante quem perdeu gente próxima numa tragédia.
A insensibilidade política deste governo é atroz. Não entendem os códigos. Não entendem o estado da nação, não sabem perceber-lhe o pulso.
Dar medalha de honra ao mérito para toda a diretoria da ANAC?
É de uma estupidez, de um desrespeito, de uma inabilidade.
Pedro Doria , em seu Weblog .


