Categorias: filosofia, humor

Hum… bom exemplo de como se morre pela boca. Definitivamente lógica e boca não combinam.
Fonte: Níquel Náusea na Folha de S.Paulo.

Hum… bom exemplo de como se morre pela boca. Definitivamente lógica e boca não combinam.
Fonte: Níquel Náusea na Folha de S.Paulo.
Mar de Trieste, Itália. Enviada por Licia Paglione.
A escassez de obras que dialoguem esteticamente com a religião, como as de Kiefer, Kieslowski e Pärt, não impede que o sentimento religioso esteja impregnado nas mais diversas expressões culturais do nosso tempo, antes de mais nada como credulidade, como defesa da fé em forças superiores ou ocultas. Se lembrarmos alguns dos maiores sucessos da literatura e do cinema nos últimos dez ou doze anos, vamos encontrar livros que viraram filmes como Harry Potter, de J.K. Rowling, e O Código da Vinci, de Dan Brown, para não falar das adaptações de um livro dos anos 30, O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, e muitas mais. Há também o brasileiro Paulo Coelho, de Diário de um Mago e O Alquimista, embora hoje não faça o mesmo sucesso, e a nova onda de livros e filmes sobre vampiros, como Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Os vampiros e os bruxos, em suma, estão em alta, talvez na esteira de acontecimentos como o 11 de setembro de 2001, que reforçou a fantasia como entretenimento, o esoterismo como escapismo. São obras que estão mais para refrigerante do que para Dante; ainda assim, mostram a força que a aproximação pode ter. Arte & religião, afinal, é uma história que, embora contada de modo mais longevo no passado, ainda parece ter um longo futuro.
Trecho do texto de Daniel Piza. Acesse na íntegra aqui.

Via Wordle
O texto a seguir é uma versão do que será publicado na revista GV-executivo v. 9, n. 1, jan./jun. 2010.
Coprodução como dimensão da responsabilidade social das empresas
Por Janice Mileni Bogo (ESAG/UDESC) e Mauricio C. Serafim (ESAG/UDESC).
Correntes de pensamento e propostas de prática que buscam ampliar o papel da empresa em suas relações com o ambiente social não são recentes. O clássico de Friedrich Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de 1845, já criticava as conseqüências sociais e políticas do modo de produção que estava se consolidando na Inglaterra. Ao longo do tempo, o significado do termo ‘responsabilidade social’ sofreu modificações e suscitou inúmeras controvérsias.
Uma delas e talvez a mais conhecida foi incitada pelo artigo escrito em 1970 por Milton Friedman, The social responsability of business is to increase its profits, segundo o qual a função da responsabilidade social das empresas (RSE) é gerar lucro dentro das regras do jogo. Toda e qualquer ação de cunho social seria tirar o dinheiro de alguém – seja dos acionistas, na forma de dividendos mais baixos, seja dos empregados, na forma de salários menores, seja do consumidor, na forma de preços mais altos. O posicionamento de Friedman gerou na época tanto reações a favor quanto contra. Um dos argumentos críticos a tal idéia é de que o contrato social que constitui a base sobre a qual se construiu o sistema da livre empresa mudou e que, atualmente, as responsabilidades são muito mais amplas. Em 1976, Friedman recebeu o Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel (conhecido erroneamente como Nobel de Economia) “por suas realizações nos campos de análise de consumo, história e teoria monetária e por sua demonstração da complexidade da política de estabilização”.
A partir dos anos 1980 ganhou força o entendimento de que RSE exige um comportamento consciente e coerente com princípios éticos. Dessa forma, a ética passa a ser compreendida como o melhor tipo de auto-regulação. No decorrer dos anos 1990 surge a noção de grupos de interesse ou stakeholders, e a empresa passa a ser entendida como a expressão de interesses e de relações, bem como a catalisadora desses interesses, promovendo transparência e harmonia com valores éticos e capacidades humanas. Outras idéias recentes incluem: as de Peter Drucker, que propõe que a RSE deve estar integrada à estratégia empresarial; de Charles Fombrum, que juntamente com uma iniciativa do Financial Times, estimula a promoção da reputação da empresa por meio da publicação de relatórios anuais que incluíssem questões sociais; a idéia do capitalismo inclusivo de C. K. Prahalad e S. L. Hart para o desenvolvimento de produtos e serviços para os setores menos favorecidos; e, Michael Porter e Mark R. Kramer introduzem a idéia de vínculo entre vantagem competitiva e responsabilidade social. Tais avanços podem ser interpretados como fortes indícios de que a RSE está mais amadurecida e com mecanismos de suporte a práticas consistentes.
Os debates atuais se concentram na compreensão de que a responsabilidade social é uma responsabilidade ampliada, por incluir uma normatividade não obrigatória (ao estilo “é correto fazer isso, mas não é um dever”) nas dimensões em que as empresas atuam: a econômica, a social e a ambiental. Além disso, há o relacionamento transparente e a consideração dos interesses dos stakeholders gerenciando estrategicamente esses componentes. Estabeleceu-se um amplo entendimento no sentido de que, enquanto ator social excepcionalmente poderoso e influente, a empresa poderia escolher não apenas se autodisciplinar, mas se colocar formalmente a serviço do bem público, de modo a atuar nas limitações do Estado.
Dentre as razões que justificam as iniciativas de RSE estão a retribuição, a contribuição e a co-responsabilidade. A retribuição consiste na devolução das facilidades que a sociedade concedeu à organização para o seu desenvolvimento, bem como nas perspectivas que coloca a seu serviço para que assegurem seu futuro. A contribuição das empresas está na superação de deficiências, desajustes e desequilíbrios que existem nas suas áreas de atuação, atentando-se aos efeitos e impactos de suas operações, nos contextos mais amplos.
Nessa perspectiva, a co-responsabilidade é a possibilidade das empresas de somar esforços com as entidades com as quais compartilha um mesmo espaço geográfico e um mesmo tempo histórico, tais como o Estado, associações, ONGs e outras formas de organização civil. Como o Estado apresenta limitações no atendimento a todos os bens e serviços públicos demandados pela sociedade, as empresas podem atuar conjuntamente na busca de soluções para aqueles problemas e atender às necessidades que elas têm condições de realizar. Da mesma forma, estabelecer parcerias ou apoiar organizações do terceiro setor na abordagem de determinadas ações sociais são outras ações que poderiam ser levadas a cabo.
Essas propostas e idéias podem ser condensadas em uma categoria especial, denominada de coprodução do serviço público. Ela diz respeito à participação direta e ativa da sociedade civil organizada, Estado e organizações econômicas nos processos de elaboração, implementação, controle e avaliação dos serviços públicos. Por meio de participação e colaboração desses diferentes atores, podem-se definir as prioridades para as políticas públicas e colocar a democracia como um critério real de desenvolvimento dos serviços públicos. As empresas, ao proporem ações de RSE nessa perspectiva, estarão ampliando suas dimensões de atuação, na qual uma delas é pouco comentada no contexto da RSE: a dimensão política (em seu sentido amplo). Em outras palavras, as empresas que atuam em forma de coprodução estarão contribuindo para a mudança e melhoria da qualidade dos serviços públicos.
O termo coprodução foi originalmente criado nos anos 1970 por Elinor Ostrom, professora da Universidade de Indiana e ganhadora – juntamente com Oliver Williamson – do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel deste ano. Entre outras coisas, Ostrom defendeu que, em alguns casos, a propriedade comum pode ser bem gerenciada pelo estabelecimento de regras pelas pessoas que as permitem conviver em harmonia entre si e com o seu ambiente natural, independente de regulação por autoridades centrais ou privadas.
Mais de 30 anos separam os dois ganhadores do Prêmio de Ciências Econômicas de 1976 e 2009. E essa distância temporal também representa uma distância de abordagem e entendimento acerca do papel da RSE. Enquanto a abordagem de Friedman delimita a atuação das empresas ao aspecto exclusivamente privado, a abordagem de Ostrom nos inspira a considerar o aspecto ambiental e político. E essa compreensão transcende o ambiente interno das organizações. Como explica Klaus Schwab – fundador e executivo chefe do Fórum Econômico Mundial – seu artigo Global Corporate Citizenship, as corporações globais não têm somente uma licença para operar, mas também o dever civil de contribuir com a sustentabilidade do bem estar no mundo em cooperação com governos e sociedade civil. Isso pode incluir, entre outros, mudanças climáticas, corrupção, educação, pobreza, e disponibilidade de água potável. Desafios que a proposta de coprodução poderá ajudar a encontrar alguns caminhos de superação.
* * *
Dan Gilbert, autor de “Stumbling on Happiness” (publicado no Brasil com o título “O que nos faz felizes”), contesta a idéia de que seremos infelizes se não tivermos o que queremos. Nosso “sistema imunológico psicológico” permite que sejamos felizes mesmo quando as coisas não são como planejamos (legenda em português disponível).
Fonte: TED
Quinta canção do álbum da banda Amaryon. Ela foi composta numa época particularmente difícil e que me dei conta da contingência de tudo.
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Todos os tempos
(Mauricio Serafim/Rafael Viscardi)
Todos nós temos todos os tempos
Tempo de sorrir / tempo de chorar
Mas as coisas irão passar
Há tempo de mentir / tempo de brincar
Tempo de vencer / tempo de ganhar
Se existe algum tempo igual
Tempo de perder / tempo de amar
Se você quiser continuar
Há tempo de ouvir / tempo de escutar
Tempo de aprender / e de perdoar
Nossos tempos se encontraram
Se um dia vier a acabar
O tempo de querer / e de se gostar
Então eu só quero ficar
Sozinho com um tempo
Que não quer chegar
Um tempo que senti
E que me fez calar
A nova edição da revista científica Organizational Research Methods (January 2010; v. 13, n. 1) está disponível.
Organizational Research Methods: Yearly Update. Robert J. Vandenberg
Organizational Research Methods 2010;13 3-5
http://orm.sagepub.com/cgi/reprint/13/1/3
Research Methods in Entrepreneurship: Opportunities and Challenges. Jeremy C. Short, David J. Ketchen, Jr, James G. Combs, and R. Duane Ireland
Organizational Research Methods 2010;13 6-15
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/6
Conjoint Analysis in Entrepreneurship Research: A Review and Research Agenda. Franz T. Lohrke, Betsy Bugg Holloway, and Thomas W. Woolley
Organizational Research Methods 2010;13 16-30
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/16
Using Experience Sampling Methodology to Advance Entrepreneurship Theory and Research. Marilyn A. Uy, Maw-Der Foo, and Herman Aguinis
Organizational Research Methods 2010;13 31-54
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/31
Measuring Arbitrage Opportunities: A Minimum Performance Inefficiency Estimation Technique. Sergey Anokhin, Marvin D. Troutt, Joakim Wincent, and Alan A. Brandyberry
Organizational Research Methods 2010;13 55-66
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/55
The Philosophy and Practice of Interpretivist Research in Entrepreneurship: Quality, Validation, and Trust. Claire M. Leitch, Frances M. Hill, and Richard T. Harrison
Organizational Research Methods 2010;13 67-84
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/67
Idea Sets: Conceptualizing and Measuring a New Unit of Analysis in Entrepreneurship Research. Susan A. Hill and Julian M. Birkinshaw
Organizational Research Methods 2010;13 85-113
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/85
A nova edição da revista científica
Measuring Opportunity-Recognition Beliefs: Illustrating and Validating an Experimental Approach. Denis A. Grégoire, Dean A. Shepherd, and Lisa Schurer Lambert
Organizational Research Methods 2010;13 114-145
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/114
Spatial Dependence in Entrepreneurship Research: Challenges and Methods. Lawrence A. Plummer
Organizational Research Methods 2010;13 146-175
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/146
Dealing With Spatial Heterogeneity in Entrepreneurship Research. Robert J. Breitenecker and Rainer Harms
Organizational Research Methods 2010;13 176-191
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/176
Are We There Yet?: An Assessment of Research Design and Construct Measurement Practices in Entrepreneurship Research. T. Russell Crook, Christopher L. Shook, M. Lane Morris, and Timothy M. Madden
Organizational Research Methods 2010;13 192-206
http://orm.sagepub.com/cgi/content/abstract/13/1/192