O show de Paul McCartney

8 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: musica

O show de Paul McCartney

Não foi muito fácil entrar no estádio. Viagem durante a madrugada, a empresa de excursão que nos levou havia prometido uma parada para o café da manhã e não a fez, duas horas na fila aguardando abrir os guichês para pegar o ingresso, e a partir das três da tarde – sob um sol escaldante nos seus 36 graus centígrados de calor – à espera na fila quilométrica da abertura dos portões às 17h30. Nestas horas estar em grupo é fundamental para espantar o cansaço e rir da situação. Entramos e foram mais três horas para o início do show, disputando (de uma forma bem amigável) uma pequena área do gramado.

Mas valeu muito a pena (o sentido literal de ‘pena’ como ‘sofrimento’ cabe bem). A dor nas costas de ficar tanto tempo em pés já cansados foram insignificantes quando Paul entrou e a emoção tomou conta de todo mundo. Foram 34 músicas nas três horas de apresentação que nos levaram das lágrimas aos berros rock ‘n’ roll . A performance dele e de sua banda foram incríveis (e ele já tem 68 anos). Mesmo pessoas que não conheciam muito bem Paul e os Beatles ficaram impactados com o ótima clima que se criou naquele estádio.

E isso me fez pensar na trajetória dos Beatles: filhos de pais proletários, saíram de uma cidade quase insignificante como Liverpool e, sem conhecer teoria musical, influenciaram e ainda influenciam o mundo da música e a vida de milhões de pessoas. E, especialmente Paul, que ao continuar sua carreira após o fim dos Beatles, construiu uma impressionante obra de dezenas de álbuns – que incluiu um de música clássica -, centenas de shows e envolvimento em várias causas humanitárias.

Assistindo e imergindo no show entendi que uma verdadeira revolução não se faz silenciando pessoas – matando-as ou prendendo-as por pensarem diferentemente - mas fazendo-as cantar. Os Beatles e Paul fizerem uma revolução estética que mudou o mundo e para melhor, porque o deixou mais bonito. Ao invés de impor qualquer coisa – como geralmente agem muitas pessoas que se consideram estandartes da mudança ou da ‘transformação’ – eles ofereceram a beleza de suas melodias. Apenas ofereceram, como um presente.

Voltei desse show com a sensação de dever cumprido comigo mesmo por ter me permitido sentir que eu fazia parte (mínima, mas mesmo assim) dessa revolução. Obrigado, Paul!

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8 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia, religiao
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Efeito pós-eleição

1 de novembro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: politica

Saí dessas eleições com menos brilhos nos olhos. Vi pessoas decentes defendendo a indecência. Vi um Estado inteiro ser colocado contra um partido. Vi a população ser tratada como criança e mentiras serem divulgadas sem pudor. Vi os fins justificarem os meios, endossado inclusive por professores de ética. Vi a despolitização da política partidária e provavelmente verei um possível retorno de certas pessoas que cometeram crimes contra direitos garantidos pela Constituição.

Alguns dizem que é assim mesmo que as coisas são e é por aí que as coisas andarão. Pode ser. Mas o que sei é que não quero seguir por esse ‘por aí’. Entre uma ficção ou outra, prefiro a do Fred Astaire, mais bela e honesta. Let’s dance!

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Virtualidade real

29 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, redes sociais, sociedade

(…) Havia gente que dizia que a internet era um lugar alienante, onde as pessoas se ilhavam, mas, pelo contrário, onde há sociabilidade é na internet. Onde há cada vez menos sociabilidade é na vida física individual, porque as pessoas só correm, não têm tempo para nada. Há uma cultura individualista de competição no trabalho e na vida familiar, e onde as pessoas realmente se articulam socialmente é na internet e, a partir daí, desenvolvem sua própria vida. Passamos não ao mundo virtual, mas ao mundo do que chamo de virtualidade real. Não da realidade virtual, mas da virtualidade real.

A virtualidade é uma dimensão básica de nossa realidade, e é nesta articulação que se constrói nossa sociedade. E se constrói autonomamente (…).

Manuel Castells , em sua palestra “Redes sociais e transformação da sociedade”, proferida no Centro Ruth Cardoso em 16 de setembro de 2010.

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I Seminário Internacional do Centro Ruth Cardoso

28 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: eventos

Para quem estiver em São Paulo, fica a dica deste ótimo evento.

Dias 24 e 25 de novembro de 2010, na USP

Abertura

Graça Machel (Moçambique/África do Sul)

Mesas

Democracia e novas formas de participação social – com a presença de Gerard Clarke (Inglaterra)

Empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável – com a presença de Ezequiel Reficco (Colômbia)

Educação e cidadania – com a presença de Lesley Redwine (Estados Unidos)

Redes sociais e sociedade em rede – com a presença de Gustavo Cardoso (Portugal)

Veja mais aqui .

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Chamada de trabalhos – I Colóquio de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração

28 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, eventos

Será em Florianópolis, 24 e 25 de março de 2011 e terá como tema “Epistemologia e Sociologia da Ciência: Rumo à Consolidação Científica da Administração”.

O evento é uma realização do grupo de pesquisa Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (CSE-UFSC), coordenado pelo prof. Mauricio Serva.

Para mais informações, veja aqui .

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Capitalismo, esse desconhecido

27 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, economia

Hoje em dia, “capitalismo” não tem propriamente um significado, um objeto que seja designado pelo termo. É antes um produtor de reações no ouvinte: alguns detestam, outros adoram, mas ninguém sabe bem do que se está falando.

Levando em conta o que estou lendo por aí em artigos e outros textos, posso dizer que Joel Pinheiro da Fonseca está certo .

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Marxismo em quadrinhos

27 de outubro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: economia, humor

Marxismo em quadrinhos

Via  orgtheory.net

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