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Via Licia Paglione.
Entre os tantos assuntos que a literatura brasileira não aborda ou aborda mal, está o da chamada “cultura corporativa”, sobretudo na superposição com a cultura brasileira. Este é um dos países que menos respeitam o horário do trabalhador, que não raro fica muito mais tempo no serviço do que o contratado, sem receber os respectivos direitos, isso quando são formalizados. Como os laços pessoais sempre aparecem no lugar dos méritos profissionais, os ambientes se convertem em simulacros de famílias, em chacrinhas afetivas, com todos os exageros e atritos que os ambientes domésticos costumam ter. Aí é um tal de fofoca, assédio, gente se metendo folgadamente no assunto dos outros; confunde-se colega com amigo, quando na realidade o bom coleguismo é que já é raro. Chefes querem que subordinados os copiem em tudo e boicotam sua vida fora da empresa; em troca, o estresse sobe a níveis desnecessários, botando tensão onde deveria haver talento.
Texto de Daniel Piza, na mosca.
Nesta terça-feira participarei de uma mesa-redonda na PUC-SP como uma das atividades da Semana de Economia. Quem estiver em São Paulo, espero vê-lo por lá.
Data: terça-feira, 04/10/2011
Horário: das 19h40 às 22h00
XI. ALTERNATIVAS AO CAPITALISMO – Auditório 239
Coordenador da mesa: Prof. Claudemir Galvani
32. Economia da Comunhão
Expositor(a): Maurício Custódio Serafim (Univ. Est. Sta. Catarina)
33. Economia Solidária
Expositor(a): Prof. Ladislau Dowbor
Os modernos estão tentando de todas as formas e configurações um mundo onde não há limites (…) Não há nada de mais mesquinho nesta infinitude. Eles dizem que querem ser fortes como o universo, mas o que eles realmente querem é que todo o universo seja fraco como eles.