O Tao da eficácia

/O Tao da eficácia

Yin Yang de Dinho Fonseca Desde Max Weber (1862-1920) sabemos que a religião, como elemento cultural, é capaz de influenciar as motivações, critérios de tomada de decisão, formas de comportamento no trabalho e de consumo. Afinal, foi a partir de uma seita protestante surgida no século XVI que o mundo conheceu o “espírito do capitalismo”, mudando a dinâmica organizacional com o trabalho metódico e busca pela eficiência, o que influenciou de forma decisiva e definitiva o vetor concorrencial entre as empresas capitalistas. Entre o final do século XIX e o início do século XX, Frederick W. Taylor (1856-1915) publica seus trabalhos nos quais defende uma nova abordagem para os processos industriais, baseada na cientificidade como forma de atingir uma maior produtividade e desempenho. Historiadores da Administração especulam que algumas das idéias e métodos de Taylor foram inspirados em valores e crenças do grupo protestante Quaker – surgido no século XVII, cujo nome oficial é Sociedade Religiosa dos Amigos – e do qual pertencia sua família.

O que vem à tona é a constatação de que um sistema de pensamentos e crenças, como a religião, pode influenciar em maior ou menor grau os sistemas econômicos e sistemas sociais, como as organizações, bem como o nosso vocabulário que usamos para interpretar e compreender o mundo. Durante mais de 250 anos – desde a Primeira Revolução Industrial e mais do nunca no século XX – aperfeiçoamos a linguagem administrativa para entendermos e prescrevermos normas, regras e processos com o objetivo primaz de fazer com que as organizações sobrevivam. E esse aperfeiçoamento caminhou nas trilhas da racionalidade, tal como a entendemos no ocidente: adequação dos meios aos fins.

Entretanto, parece que nessa linguagem há impasses que em um primeiro momento parecem insolúveis. Um desses casos é a eficácia organizacional, um dos termos centrais da gestão empresarial e da teoria das organizações. E para tentar solucionar esse impasse, que será explicada a seguir, podemos lançar mão de idéias provenientes de outras áreas e esferas do conhecimento no intuito de buscar intuições e imagens que nos auxiliem a buscar alternativas.

É o que fazem dois proeminentes pesquisadores portugueses em Administração Miguel Pina e Cunha (Universidade Nova de Lisboa) e Arménio Rego (Universidade de Aveiro) no artigo “Uma abordagem Taoísta da eficácia organizacional”. Os autores recorrem à filosofia chinesa taoísta com o intuito de buscar pistas para a resolução das controvérsias quanto ao conceito e formas de medição da eficácia organizacional.

Trecho de um texto que escrevi para a revista NEXT Brasil, da Universidade do Sul de Santa Catarina em parceria com S3.Studium, de Domenico de Masi. Leia o texto completo aqui.

By |2018-05-18T17:21:58+00:003/Janeiro/2009|administracao, ciencia|