Lutar com pessoas de bem

25 de abril de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

É melhor lutar com pessoas de bem do que subjugar as más. Não há como dar-se bem com a vilania, pois ela não se sente no dever de se portar corretamente, nem convém tratá-los com fidalguia, pois não entendem o que é honradez. Eis por que não existe amizade verdadeira entre vilães. Evitem quem não tem honra, pois, se não se preza a honra, não se preza a virtude.

Baltasar Gracián (1601-1658).

Homenagem a Chico Anysio

23 de março de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: arte

De minha amiga Lenise Costa:

Gostaria de fazer aqui uma homenagem ao humorista, ou melhor, à constelação CHICO ANYSIO.

Os que me conhecem, sabem que é minha primeira incursão dessa natureza, mas neste caso não deu: simplesmente vivi momentos incomparáveis de alegria por causa do CHICO. Ele acompanhou toda a minha vida.

E minha forma de homenageá-lo é dizer isso aos meus.

CHICO, você queria viver até os 100. Eu também queria que você tivesse ficado por aqui CHICO. Ai que pena que não foi assim!

CHICO, nunca mais vão existir outros, mas, acima de tudo, nunca mais vai existir o melhor, você CHICO ANYSIO!!

Se não somos insubstituíveis, então por que não apareceu outro em tantas décadas? Por que você não deixou um clone para aplacar nossa tristeza?

CHICO, espero que a Academia Brasileira de Letras se arrependa amargamente de ter a obra solo Marimbondos de Fogo por lá e de não ter você. Coitados!

Estamos precisando urgentemente de uma Nova Salomé …

Ai que saudade!!!

Aqueles que concordam comigo, por favor, repassem esta homenagem merecida e tardia. Aqueles que não concordam, desculpem: deve ser pieguice mesmo.

Sem dúvida, passarei pelo Teatro Municipal amanhã, em meu nome e dos daqueles que gostariam mas que não poderão ir.

Superação do teatro social para sermos nós mesmos

2 de março de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

Do Youtube: Video institucional do Instituto Henrique Szklo (www.henriqueszklo.org) tratando das máscaras que usamos no convivio social e a necessidade de descobrirmos nossa própria essência.

Liberdade de espírito, antes de tudo

5 de janeiro de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

Ao homem não é permitido adotar nenhuma ideologia, porque todas aspiram à preponderância, nem aderir a nenhum partido, porque o dever de todo partidário é ver, sentir e pensar partidariamente. Cumpre-lhe antes de tudo assegurar a si mesmo plena independência de pensamento e de ação, pois, sem liberdade, não pode haver justiça, a única idéia digna de ser o supremo ideal comum à sociedade humana.

Erasmo de Roterdã. Via Diplomatizzando.

Trechos (1): Duelo de banjos do filme Amargo Pesadelo (1972)

25 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, cultura, vida

Já não há mais lugar para honra e civismo – e não é de hoje

11 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, politica, vida

Outrora, um desonesto era algo incrível. E agora, um tipo verdadeiramente íntegro é visto como um prodígio. Quanto aos jovens, é melhor nem falar. Onde já vai o tempo em que era visto como um sacrilégio um jovem não se levantar perante um idoso? Em resumo, devoção, correcção, rectidão, palavra de honra, respeito, valor, civismo, património cultural, etc. Tudo isso desapareceu. (…) Já não há em Roma mais lugar para um bravo Romano.

Juvenal, séc. II d.C. Peguei daqui.

O Homem de mente lúcida é o náufrago

8 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: em_geral

[...] Observai os que vos rodeiam e vereis como avançam perdidos em sua vida; vão como sonâmbulos, dentro de sua boa ou má sorte, sem ter a mais leve suspeita do que lhes acontece. Ouvi-los-eis falar em fórmulas taxativas sobre si mesmos e sobre seu contorno, o que indicaria que possuem idéias sobre tudo isso. Porém, se analisais superficialmente essas idéias, notareis que não refletem muito nem pouco a realidade a que parecem referir-se, e se aprofundais na análise achareis que nem sequer pretendem ajustar-se a tal realidade. Pelo contrário: o indivíduo trata com elas de interceptar sua própria visão do real, de sua vida mesma. Porque a vida é inteiramente um caos onde a criatura está perdida. O homem o suspeita; mas aterra-o encontrar-se cara a cara com essa terrível realidade, e procura ocultá-la com um véu fantasmagórico onde tudo está muito claro. Não lhe interessa que suas “idéias” não sejam verdadeiras; emprega-as como trincheiras para defender-se de sua vida, como espantalhos para afugentar a realidade.

Homem de mente lúcida é aquele que se liberta dessas “idéias” fantasmagóricas e olha de frente a vida, e se convence de que tudo nela é problemático, e se sente perdido. Como isso é a pura verdade – a saber, que viver é sentir-se perdido -, quem o aceita já começou a encontrar-se, já começou a descobrir sua autêntica realidade, já está no firme. Instintivamente, como o náufrago, buscará algo para se agarrar, e esse olhar trágico, peremptório, absolutamente veraz porque se trata de salvar-se, lhe facultará pôr ordem no caos de sua vida. Estas são as únicas idéias verdadeiras; as idéias dos náufragos. O resto é retórica, postura, íntima farsa. Quem não se sente de verdade perdido perde-se inexoravelmente; é dizer, não se encontra jamais, não topa nunca com a própria realidade.

Isto é certo em todas as ordens, ainda na ciência, não obstante ser a ciência, de seu, uma fuga da vida (a maior parte dos homens de ciência dedicaram-se a ela por terror a defrontar sua própria vida. Não são mentes claras; daí sua notória falta de jeito ante qualquer situação concreta). Nossas idéias científicas valem na medida em que nos tenhamos sentido perdidos ante uma questão, em que tenhamos visto bem seu caráter problemático e compreendamos que não podemos apoiar-nos em idéias recebidas, em receitas, em lemas nem vocábulos. Quem descobre uma nova verdade científica teve antes que triturar quase tudo que havia aprendido e chega a essa nova verdade com as mãos sangrentas por haver jugulado inumeráveis lugares comuns.

José Ortega y Gasset na obra A rebelião das massas . Peguei daqui.

 

O que é virtude

15 de julho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

Amar significa amar o que é difícil de ser amado, de contrário não seria virtude alguma; perdoar significa perdoar o imperdoável, de contrário não seria virtude alguma; fé significa crer no inacreditável, de contrário não seria virtude alguma. E esperar significa esperar quando já não há esperança, de contrário não seria virtude alguma.

G. K. Chesterton.

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