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Para sermos autênticos em relação à vida precisamos, urgentemente, abrir mão dos conceitos e darmos mais valor às experiências . Os conceitos são fechados em si mesmos e repetitivos, já as experiências se recriam e possibilitam novas interpretações. Sempre que eu crio um conceito em torno de uma idéia, de uma situação ou de uma pessoa, eu fecho as portas para novas conexões e inspirações. A vida está em eterno movimento e nós também estamos. Ser verdadeiro é não limitar, mas expandir; é perceber que tudo é mutável, inclusive as relações e os seres humanos. Nisso entra a possibilidade do perdão e do recomeço, assim como a aceitação de que os ciclos se fecham e se findam.
[...] Ser genuíno também consiste em respeitar as vontades e preferências alheias e não se sentir agredido pelo que é diferente, é enxergar beleza no incomum. Eu não me refiro a ser tolerante em relação às diferenças, pois isso ainda transpira uma relação de desigualdade, de um superior aceitando o inferior, isso seria apenas uma concessão. Refiro-me a amar o outro pelo que ele é! Sabemos que estamos nos transformando em pessoas plenas quando não temos a pretensão de mudar os demais, quando mergulhamos no insight de que a nossa missão existencial é em relação a nós mesmos.
Trecho do ótimo artigo de Lígia Guerra . E o que isso tem a ver com ciência, universidade, essas coisas? Acredito que para sermos bons estudantes, professores e pesquisadores temos que ser, antes de tudo, pessoas melhores. E para isso, temos que ter mais experiências do que conceitos, amar mais do que tolerar, ser autênticos mais do que seguir a multidão, rebelar-se mais do que querer revolucionar. E talvez isso seja a coisa mais difícil e gratificante que podemos fazer.
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Nota da ANPAD recebida há poucos minutos:
É com pesar e consternação que a Diretoria e funcionários da ANPAD comunicam o falecimento de seu Presidente, Professor Clóvis L. Machado-da-Silva , ocorrido na madrugada do dia 26/06/2010.
O Professor Clóvis foi Presidente da ANPAD em diversos mandatos, tendo ainda prestado relevantes serviços à instituição em vários outros cargos.
Grande incentivador da produção científica da área de Administração no Brasil, o professor Clóvis foi fundador e editor da RAC – Revista de Administração Contemporânea e da BAR – Brazilian Administration Review, além de servir no Conselho Editorial de diversas revistas científicas nacionais e internacionais. Era pesquisador I-A do CNPq, tendo recebido diversos prêmios científicos, Conselheiro no Advisory Board da University of Birmingham (Inglaterra) e Vice- Presidente da Iberoamerican Academy of Management.
Exercia suas atividades acadêmicas como Professor Titular da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Positivo, onde era Coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração. Dedicou-se por mais de três décadas ao ensino e à pesquisa nas áreas de Estudos Organizacionais e de Estratégia em Organizações, com ênfase na perspectiva institucional de análise. Suas investigações mais recentes endereçavam a questão da reciprocidade entre estruturas e ações sociais e sua simultaneidade no contexto da prática, mediante o uso de metodologias diversas, com destaque para a interpretação intersubjetiva dos atores sociais.
Obteve seu PhD. em Administração Institucional pela Michigan State University (EUA) e o M.A. em Fundamentos Sociais e Filosóficos, pela mesma universidade. Era bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília.
Em sua brilhante trajetória na academia brasileira, o Professor Clóvis serviu de exemplo a toda uma geração de professores e pesquisadores e contribuiu de maneira fundamental para o aprimoramento da área de Administração no Brasil.
Deixa esposa, duas filhas e netos.
O Corpo será cremado no dia 27/06/2010, às 11h30min, na Capela Esmeralda do Crematório Vaticano (Rua Hugo Simas, 26), em Curitiba/PR.
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Pois é, quem não faz, outros acabam fazendo. Mais ou menos há seis anos, na aula de sociologia econômica no doutorado, estávamos discutindo o texto do Granovetter sobre imersão social e na discussão tive uma idéia/hipótese que gostaria de ter desenvolvido: “pobreza é falta de relações”. O tempo passou e fui para outras searas, mas esse tema sempre me sensibilizou.
E hoje fiquei feliz ao ler uma reportagem da Agência Fapesp abordando justamente a relação entre as redes sociais e pobreza. O estudo foi realizado por Eduardo Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM). Os resultados indicam que membros de redes com grande homofilia – com parceiros de contato com mesmo perfil socioeconômico e demográfico – têm maior dificuldade para conseguir um emprego, e menor acesso a informação, repertórios e oportunidades.
Esses resultados são esperados de acordo com os conceitos de laços fortes e fracos da teoria das redes sociais. A riqueza do trabalho está em aplicar essas teorias para entender o fenômeno multidimensional da pobreza.
Para ler a reportagem completa, acesse aqui .
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Jorge Buescu escreve um texto (em português de Portugal) muito esclarecedor sobre o referreing (ou arbitragem científica, em Portugal). Leia aqui .
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Via A mosca azul . Não sei bem porquê me lembrei dos critérios da Capes.


