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Nota da FGV: A FGV-EAESP está de luto e manifesta seu pesar pelo falecimento de seu professor Wilton de Oliveira Bussab, que durante mais de 40 anos contribuiu com o seu conhecimento e generosidade para a formação de gerações .
Bussab foi meu professor de estatística e lembro-me de suas aulas, sempre intensas e desafiadoras. Foi um professor exemplar e, como diz a nota, generoso. Fará muita falta.
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Sem dúvida escrever bem um trabalho científico não é uma das tarefas mais fáceis. Paulo Roberto de Almeida nos ajuda nesta difícil arte.
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Recebi a bela notícia da inauguração das novas instalações do Centro Ruth Cardoso em São Paulo, que aconteceu em setembro com a presença do amigo de Dona Ruth, Manuel Castells, sociólogo espanhol e diretor do Instituto Interdisciplinar em Internet da Universidade Aberta da Catalunha. Na ocasião, Castells fez o seguinte pronunciamento:
Ruth foi uma grande pesquisadora, e sua obra será compilada de forma sistemática nos anos vindouros. Mas foi sobretudo uma extraordinária inovadora social, que utilizou sua pesquisa e sua mente para inventar processos de mudança social em benefício de uma multidão de pessoas.
Irretocável.
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Segunda parte do texto de Paulo Prochno sobre os problemas que a academia brasileira possui na área de Administração. Vale conferir.
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Uma boa resposta de Paulo Prochno . Quem discorda?
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Nesse texto , Contardo Calligaris afirma:
[...] começam a aparecer pesquisas que revalorizam a divagação e o devaneio. “Descobrimos” o que já sabíamos: há uma desatenção sem a qual não se consegue pensar nada que valha a pena.
Usando apenas o dito “controle executivo” focado, conseguiremos cumprir tarefas adequadamente (mesmo assim, à condição que não haja imprevistos), mas não inventaremos nada. A própria invenção científica (não só a criação artística) pede um uso simultâneo de controle executivo e divagação.
Interessante. Na academia científica temos pouquíssimo tempo para a divagação, pelo menos na área de Administração. Na verdade, estamos quase considerando divagação como perda de tempo e foco. Será que não estamos matando a nossa capacidade inventiva?
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Há enorme pressão para publicar [artigos científicos] rápido. É contraprodutivo. Precisamos dar aos cientistas jovens um período de mais liberdade, estimular alguma independência intelectual, para que desenvolvam ideias por eles mesmos.
Com essa pressão, a tendência é fazer o que todos já estão fazendo – é mais garantido do que apostar alto.
Harald zur Hausen , Nobel de Medicina em 2008, em um artigo sobre sua visita ao Brasil. O pesquisador acredita que hoje há menos liberdade intelectual na ciência do que há algumas décadas. Concordo que atualmente há uma dificuldade enorme em apostar em uma idéia ousada ou independente: faltaria financiamento, credibilidade dos colegas e haveria dificuldades em publicar os resultados de pesquisa. Mas o pior é que precisamos de tempo para isso, e é exatamente o que não temos. Se ficarmos dois anos sem publicar algo (maturando e sistematizando uma idéia), pode gerar várias complicações para a carreira.


