O poder dos introvertidos

12 de maio de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura

Do TED:  Em uma cultura onde ser sociável e extrovertido é valorizado como nunca, pode ser difícil, e até vergonhoso, ser introvertido. Mas, como Susan Cain argumenta nesta palestra, introvertidos trazem ao mundo habilidades e talentos extraordinários e devem ser encorajados e reconhecidos.

Trabalho criativo e o seu compartilhamento

24 de março de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: sociedade

O prazer do trabalho criativo e o seu compartilhamento entre os que apreciam o produto, [...] ao contrário do prazer de possuir coisas que ganhamos dos outros, [...] aumenta quanto mais o dividimos, afastando-nos da atmosfera egoísta da competição cotidiana”.

Charles Horton Cooley, na obra Social Process (1907).

Estamos nos tornando tão toscos espiritualmente que não conseguimos mais enxergar ações genuinamente generosas, acreditando que apenas possam existir ações motivadas por vaidade ou egoísmo. Não conseguimos mais entender que o prazer resultante de uma ação generosa não é egoísmo e que o compartilhamento gratuito é possível. Mesmo diante de nossa cegueira, as ações generosas continuam lá, no anonimato e gerando laços.

Superação do teatro social para sermos nós mesmos

2 de março de 2012 por Mauricio Serafim
Categorias: vida

Do Youtube: Video institucional do Instituto Henrique Szklo (www.henriqueszklo.org) tratando das máscaras que usamos no convivio social e a necessidade de descobrirmos nossa própria essência.

Acredite no conhecimento

21 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: ciencia


Via Livros e Afins.

Pensamento breve #1: Por que não concordo com o relativismo cultural

2 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura, vida

Pensamento breve #1: Por que não concordo com o relativismo cultural

Porque o relativismo cultural se baseia no pressuposto de que todas as interpretações são válidas. Porém, se todas as interpretações são válidas, todas serão neutralizadas por não haver um princípio ordenador. É o típico “se tudo vale, nada tem valor”. Nesse caso, a crueldade – ou seja, proporcionar sofrimentos e humilhações físicas ou morais aos outros – também será moralmente neutralizada e seremos cúmplices da injustiça. A meu ver, o relativismo cultural incentiva a crueldade ao justificar o mal.

Qual seria o critério? O que foi vivido e testado por gerações e transmitido pela tradição em forma de sabedoria: não aceitar qualquer forma de crueldade.

Não sei ao certo, mas tenho a impressão que o relativismo moral é uma boa desculpa para não se comprometer. Você não precisa tomar partido de nada e estará sempre certo. É um lugar cômodo para se estar.

Para pensar

19 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, sociedade

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

Ayn Rand (1905-1982), filósofa russo-americana. Peguei daqui.

Duas frases de Bertrand De Jouvenel

26 de julho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: politica, sociedade

Quando o homem é declarado como ‘a medida de todas as coisas’, não haverá mais o que é verdadeiro, bom, ou justo, mas apenas opiniões de igual validez cujo conflito só poderá ser resolvido pela força política ou militar; e cada força, a seu turno, entronizará o [seu próprio conceito de] verdadeiro, bom e justo que irá durar enquanto essa força durar.

Quanto mais consideramos o assunto, mais claro se torna que a redistribuição é bem menos uma redistribuição de renda livre dos ricos para os pobres, como imaginávamos, do que uma redistribuição de poder dos indivíduos para o Estado.

Bertrand De Jouvenel (1903-1987). Via blog Pensadores Brasileiros.

Idéias dentro e fora do lugar

19 de julho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: cultura, sociedade

Idéias dentro e fora do lugar

Foto de um dos parques da cidade de Cernusco Sul Naviglio, próximo a Milão. Acervo pessoal

Domenico de Masi , professor de sociologia da Universidade La Sapienza de Roma, é conhecido no Brasil por seus trabalhos sobre a criatividade, importância do tempo livre e sociedade pós-industrial (centrada na produção de bens imateriais, como a estética). Para quem conhece um pouco a Itália ou já esteve lá, não se espanta que essas idéias sejam defendidas por um italiano. No meu entender, é o típico caso de um contexto cultural exercer forte influência sobre as idéias: são as idéias dentro do lugar.

A primeira impressão que tenho da sociedade italiana é que o senso estético inunda todos os vínculos sociais. Para citar um exemplo, por lá, quando eles gostam de um filme (mesmo os de terror), não dizem que ele é bom – como dizemos por aqui – mas que é bello , uma das palavras mais usadas por eles. Outra característica que noto é que eles levam a sério o tempo livre ( tempo libero ), uma expressão também muito usada. É o tempo do não trabalho, que eles aproveitam para freqüentarem as praças públicas a partir das 17 horas, por exemplo. Em Milão, as praças são lugares onde as pessoas podem caminhar e “dar um tempo”, ou ainda se encontrar com pessoas para conversar, comer e beber algo. E eles sabem muito bem comer e beber. A qualidade da comida que se consome cotidianamente é superior ao Brasil. Para ter essa qualidade, precisamos gastar muito mais.

E isso me faz pensar se as idéias de De Masi não ficariam um pouco fora de lugar no Brasil. De fato, elas são muito atraentes, mas me pergunto sobre a qualidade de nosso tempo livre, quando o temos. Uma questão crucial, a meu ver, é que nossos espaços públicos, onde poderíamos usufruir desse tempo, estão degradados: são feios, não oferecerem segurança, e muitas vezes distantes. Há muito a praça deixou de ser lugar de encontro e fonte do sentimento de pertença à cidade. O que deveria ser regra, é privilégio: sentar em um banco de praça sem ser perturbado ou ter medo de ser assaltado. Talvez a palavra “deveria” seja a chave. Quando uma idéia está dentro do lugar, é possibilidade, e é preciso apenas de “mudança de mentalidade”. Mas quando uma idéia está fora do lugar, vira desejo e, assim, “gostaríamos” e “deveríamos” ter essa possibilidade. E, dessa forma, continuamos a aguardar o futuro, nem que seja o do pretérito.

Publicado na GV-executivo, São Paulo, v. 7, n.1, p. 19, 2008 .

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