Categorias: ciencia, religiao
Desmonta uma das distorções que aprendemos na escola e que repetimos sem questioná-la.
Desmonta uma das distorções que aprendemos na escola e que repetimos sem questioná-la.
Que outro lugar, neste país, hoje, está de portas abertas e com alguém a postos para escutar o que o outro tem a dizer, ainda que possa ser apenas para avaliar o quanto de dinheiro poderá arrancar de quem desabafa? Se você está doente ou seu marido é alcoólatra, você vai encontrar alguém que o escute no SUS? Se seu filho está mal nos estudos ou agressivo em sala de aula e em casa, ou envolvido com traficantes, você vai encontrar alguém que o acolha na escola ou em outra instituição? Se você está sem emprego ou sua casa foi levada pela enchente porque a prefeitura e o estado deixaram de fazer as obras necessárias, onde você vai encontrar um teto e um banco para sentar e um ombro para chorar, ainda que tenha de dar o último trocado que restou no seu bolso? Em que outro lugar você se sentirá parte, ainda que no meio de uma multidão, mas uma com a qual você se identifica e o reconhece como um igual?
Por mais fraudulento que possa parecer – e em muitos casos é –, há algo que funciona nesses espaços. Há uma mercadoria que é entregue – ou os templos estariam vazios. E é entregue em geral não por um pastor ou bispo ou apóstolo ou irmão fulano qualquer, mas um fulano com um nome, sobrenome e rosto parecido com o do fiel. Este acolhimento e esta escuta fazem diferença na vida dessas pessoas ou elas não estariam lá. Deveria ser diferente? Acredito que sim. E lamento que não seja.
Mas as pessoas, todas e especialmente as mais pobres e desamparadas, têm de se virar com a realidade que está aí. Hoje, agora. E estas são as portas que estão abertas – quando quase todo o resto parece falhar. Ou está fechado. Ou não tem vaga.
Uma das análises mais lúcidas e generosas que conheço na imprensa sobre o crescimento das novas igrejas evangélicas. Muito mais do que olhar a demanda, Eliane Brum aborda a oferta de serviços que essas igrejas oferecem de modo competente. No ano passado publiquei um artigo que vai nessa direção.
Via Pavablog .
Este artigo sugere uma relação interessante entre religião, redes sociais e felicidade. Há algum tempo que defendo a idéia de que as organizações religiosas são um lócus diferenciado de outros tipos de organizações em relação à construção de amizades e redes sociais devido, principalmente, ao elevado grau de confiança entre os membros, o que incentiva relações de reciprocidade.
Fonte: Will Tirando .
Os resultados desta pesquisa sugerem que o sentimento de bem-estar (ou felicidade) está relacionado com a capacidade de vivermos o momento presente, ou seja, de termos consciência total de nós mesmos no único instante em que existimos. Não deixa de ser interessante que esta premissa é valorizada por várias religiões e filosofias de vida, com destaque para o catolicismo e budismo.
Será que não é possível pensarmos que as religiões e tradições podem nos dizer algo sobre como viver? Ou melhor, será que elas não poderiam ser portadoras de certos princípios de vida – acumulados ao longo de várias gerações e experiências – que nos ajudariam a dar passos mais sábios? Isso é algo que venho pensando ultimamente. É claro que devemos separar o joio do trigo (desculpem a imagem bíblica), mas não tenho certeza que nossos olhos acadêmicos – tão modernos que são – conseguem enxergar além do preconceito de tudo o que se parece com a tradição.