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Certa vez, comentando uma pesquisa que trabalhava a hipótese de que a obesidade pode ser contagiosa com a minha orientadora do doutorado, ela comentou informalmente que ela acreditava que tudo o que pode se espalhar o faz via rede. Fiquei com isso em mente, até para brincar um pouco com a idéia.
Hoje eu li essa reportagem que defende idéia semelhante: que a solidão pode ser contagiosa como uma gripe, ou seja, ela se espalha via redes sociais. A pesquisa foi publicada no Journal of Personality and Social Psychology (edição de dezembro – a publicar) e contou com a participação de três universidades americanas – Universidade da Califórnia San Diego, Universidade de Chicago e de Harvard – sob a coordenação do psicólogo John T. Cacioppo, da Universidade de Chicago.
Além da hipótese, o estudo é muito interessante por coletar dados desde 1948, inicialmente com um grupo de mais de cinco mil pessoas e depois abrangendo para seus filhos e netos, chegando a 12 mil pessoas no total. A pesquisa é a última de uma série que busca entender como hábitos e sentimentos se disseminam via redes sociais. Os estudos anteriores sugeriram que a obesidade (mencionada acima), a felicidade e o hábito de fumar são contagiantes.
É o tipo de pesquisa que tem impacto em um espectro amplo de áreas, como a saúde pública, administração pública, qualidade de vida, capital social, psicologia social e políticas públicas.

“Redes sociais e sociologia econômica são duas abordagens que se encontram em franca expansão e reconhecimento acadêmico. Ambas podem ser utilizadas para se compreenderem inúmeros fenômenos contemporâneos nas áreas de Administração Pública e Privada, Economia, Antropologia, Ciência Política e Sociologia. As duas abordagens contribuem de forma inovadora para a compreensão de questões clássicas das Ciências Sociais: de que modo as instituições e estruturas sociais conformam os mercados e as organizações econômicas? Como a estrutura de relações, o contexto social e os processos históricos afetam a organização da produção, a troca e o consumo? Neste livro, o leitor encontrará trabalhos já considerados clássicos de elaboração teórica sobre redes e sociologia econômica e trabalhos recentes, que têm como base pesquisas empíricas produzidas no Brasil. O livro pretende contribuir para que os sociólogos voltem a se debruçar sobre os fenômenos centrais da vida econômica, tais como a construção social dos mercados, o impacto das normas e instituições sobre os agentes, as representações, crenças e valores que propiciam a cooperação ou a competição, a criação e o desenvolvimento de várias formas de capital. Os sociólogos não devem restringir seus interesses aos aspectos irracionais da ação ou das organizações econômicas, mas repensar as noções de racionalidade, preferências, mercado e demais conceitos fundamentais da economia.”
![artigo-ke Artigos [1] I Seminário Nacional de Sociologia Econômica](http://mauricioserafim.com.br/wp-content/uploads/artigo-ke-603x366-custom.jpg)
