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O jornalista Luis Antonio Ryff, do blog nominimo, postou uma notícia (abaixo), que me deixou pensando muito, principalmente pela impressão que me deixou: cada vez mais as igrejas (católica, evangélicas e demais) estão assumindo mais explicitamente sua instituição como uma prestadora de serviços religiosos. E mais: pode ser um início para que a Igreja Católica repense alguns de seus dogmas, como a não permissão de casamento de seus padres. Se não por uma questão de fé, por uma questão de necessidade.
É possível encontrar de tudo um pouco na Internet. Isso inclui até o aluguel de padres. Nos EUA, o serviço está disponível no site “rentapriest” (alugue um padre) – que atualmente também oferece o serviço em mais cinco países (África do Sul, Alemanha, Canadá, Índia e Malta).
Só no ano passado foram realizados 3 mil matrimônios. Divorciados e homossexuais desejosos de uma cerimônia religiosa e espiritual são os principais clientes. Mas não só. É que a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA estima que 37% das paróquias do país estejam sem padre.
Para oferecer seus préstimos via Internet, os padres tiveram que renunciar ao sacerdócio – em geral por terem rompido o voto de castidade. Eles continuam, entretanto, a celebrar casamentos (mediante uma remuneração) e outros sacramentos, como batismos e enterros (gratuitos, conforme a prática oficial). O detalhe é que a relação que lista 2.500 padres é classificada como “as páginas amarelas de Deus”.
