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Linda canção de seu último álbum The Wind That Shakes The Barley , lançado recentemente, que musica o o poema de William Butler Yeats .
Down By The Sally Gardens
It was down by the Sally Gardens
My love and I did meet.
She crossed the Sally Gardens
With little snow-white feet.
She bid me to take life easy
As the leaves grow on the tree
But I was young and foolish
And with her I did not agree.
In a field down by the river
My love and I did stand
And upon my leaning shoulder
She laid her snow-white hand.
She bid me to take life easy
As the grass grows on the weirs
But I was young and foolish,
And now I am full of tears.
Down by the Sally Gardens
My love and I did meet.
She crossed the Sally Gardens
With little snow-white feet.
She bid me to take life easy
As the leaves grow on the tree
But I was young and foolish
And with her I did not agree.
Para começar a semana, esta linda sinfonia de Mozart. É uma das minhas preferidas e sempre achei que daria um bom rock :-)
Dica de Luciane Quadro. Sara me ganhou com sua performance de um cover do The Who .
Não foi muito fácil entrar no estádio. Viagem durante a madrugada, a empresa de excursão que nos levou havia prometido uma parada para o café da manhã e não a fez, duas horas na fila aguardando abrir os guichês para pegar o ingresso, e a partir das três da tarde – sob um sol escaldante nos seus 36 graus centígrados de calor – à espera na fila quilométrica da abertura dos portões às 17h30. Nestas horas estar em grupo é fundamental para espantar o cansaço e rir da situação. Entramos e foram mais três horas para o início do show, disputando (de uma forma bem amigável) uma pequena área do gramado.
Mas valeu muito a pena (o sentido literal de ‘pena’ como ‘sofrimento’ cabe bem). A dor nas costas de ficar tanto tempo em pés já cansados foram insignificantes quando Paul entrou e a emoção tomou conta de todo mundo. Foram 34 músicas nas três horas de apresentação que nos levaram das lágrimas aos berros rock ‘n’ roll . A performance dele e de sua banda foram incríveis (e ele já tem 68 anos). Mesmo pessoas que não conheciam muito bem Paul e os Beatles ficaram impactados com o ótima clima que se criou naquele estádio.
E isso me fez pensar na trajetória dos Beatles: filhos de pais proletários, saíram de uma cidade quase insignificante como Liverpool e, sem conhecer teoria musical, influenciaram e ainda influenciam o mundo da música e a vida de milhões de pessoas. E, especialmente Paul, que ao continuar sua carreira após o fim dos Beatles, construiu uma impressionante obra de dezenas de álbuns – que incluiu um de música clássica -, centenas de shows e envolvimento em várias causas humanitárias.
Assistindo e imergindo no show entendi que uma verdadeira revolução não se faz silenciando pessoas – matando-as ou prendendo-as por pensarem diferentemente - mas fazendo-as cantar. Os Beatles e Paul fizerem uma revolução estética que mudou o mundo e para melhor, porque o deixou mais bonito. Ao invés de impor qualquer coisa – como geralmente agem muitas pessoas que se consideram estandartes da mudança ou da ‘transformação’ – eles ofereceram a beleza de suas melodias. Apenas ofereceram, como um presente.
Voltei desse show com a sensação de dever cumprido comigo mesmo por ter me permitido sentir que eu fazia parte (mínima, mas mesmo assim) dessa revolução. Obrigado, Paul!
Recebi esta música de presente do dia dos professores. Dedico esta canção para as almas que estão um pouco cansadas, mas que encontram energia dentro de si para partilhar o que é preciso.
“Realize o seu sonho… dance com a gente!”
Lembrava-me muito pouco do filme ‘O pequeno príncipe ‘ ( Stanley Donen , 1974 -baseado na obra da Saint-Exupéry ), apenas fragmentos de quando assistia os reprises da Sessão da Tarde. Talvez o dia das crianças tenha me inspirado para alugar o filme. Foi uma surpresa muito agradável. Além de sua conhecida filosofia de que os adultos deixam de prestar atenção naquilo que realmente importa (e em muitos momentos do filme nos faz recordar momentos de nossa ‘lógica’ quando crianças, o que reforça sua filosofia), fiquei estupefato com a performance do brilhante coreógrafo, dançarino e ator Bob Fosse , que interpreta a cobra (veja o vídeo acima).
Na verdade, durante sua cena, eu só conseguia falar: “mas isso é Michael Jackson!”. Como o filme é de 1974, e portanto MJ tinha apenas 16 anos, muito provavelmente se inspirou em – e alguns passos literalmente copiou – Bob. Fiz uma pesquisa rápida na Internet que mostrou que minha suspeita é a de muita gente.
Acho essas ‘descobertas’ muito interessantes porque humaniza as pessoas que admiramos e serve como mais um exemplo de como o mimetismo é fundamental para o processo criativo.
Em tempo: recomendo a leitura do texto de Marcelo Marchiori sobre a obra ‘O pequeno príncipe’ e sua relação com a sensibilidade do artista.