Mais repercussão

6 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, comportamento, educacao, ensaio, sociedade

O artigo publicado na GV-executivo escrito pelo meu amigo Pedro Bendassolli e por mim foi comentado na coluna do professor da FGV-EAESP Thomaz Wood Jr. na revista CartaCapital. Para lê-la, acesse aqui .

Repercussão do artigo da GV-executivo

26 de fevereiro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: empresa, ensaio, sociedade

O artigo escrito pelo Pedro Bendassolli e por mim na Gv-executivo teve repercussão, sendo comentado pelo blog da jornalista Carla Rodrigues. Leia aqui .

Novo livro sobre ética empresarial

16 de fevereiro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, ética, empresa

Novo livro sobre ética empresarial Acabou de ser publicado pela DVS Editora o livro “Ética na vida das empresas: depoimentos e experiências”, com a coordenação de Maria do Carmo Whitaker. Participo da obra com um pequeno artigo, que vc pode acessá-lo aqui . Para comprar o livro, acesse aqui . Vale a pensa visitar o site Ética Empresarial , organizado por Maria do Carmo. Segue comentário de Carlos Aurélio Mota de Souza sobre o livro:

Em Ética na Vida das Empresas. Depoimentos e Experiências, a professora e advogada Maria do Carmo Whitaker apresenta-nos entrevistas e ensaios de empresários, dirigentes e professores de administração, economia e jornalismo, para ressaltar o impacto da Ética no mundo dos negócios e analisar a gestão ética, a responsabilidade social, a sustentabilidade das instituições e relevantes temas sobre a vida empresarial.

Como profissional, desenvolve treinamento para incentivo à cultura ética nas organizações, implantação de códigos de ética, criação e funcionamento de comitês de ética, análise de conflitos e desvios de conduta, discussão e reflexão sobre Ética etc., além de ampla divulgação de obras e textos específicos em seu Portal
sobre Ética Empresarial.

Cuidado: bebezões a bordo

13 de fevereiro de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, comportamento, ensaio, sociedade

Cuidado: bebezões a bordo

Acabou de ser publicado na GV-executivo de jan-fev. 2007 um artigo que escrevi com o meu amigo Pedro Bendassolli sobre a questão da infantilização do adultos e sua repercussão nas organizações. Para lê-lo, acesse aqui .

Ou a ética ou a política

4 de novembro de 2006 por Mauricio Serafim
Categorias: ética, politica

Sou um daqueles que não ficou contente com a reeleição do Lula. Desde quando comecei a votar acreditei no PT e no seu cadidato à presidência. Achava que o partido tinha um real projeto para o Brasil e que era o único que levava a sério a ilegitimidade da dicotomia entre a ética e a política.

Ou a ética ou a política O que é essa dicotomia? Certos costumes em nossa sociedade não podem ser justificados do ponto de vista ético, embora o façam do ponto de vista econômico ou de manutenção de poder. Há uma separação entre a política e a ética, quando a primeira é vista como a oportunidade de satisfazer desejos e interesses privados e que o poder deve ser mantido a qualquer custo. A famosa aporia “o fim justifica os meios” se encaixa perfeitamente nesse contexto. Dessa forma, é promovido uma dupla moral que rompe a integridade do ser humano, que se sente autorizado a viver, no empenho político partidário, segundo normas diferentes que, em casa, ensinaria aos próprios filhos. Agora, quando adotamos a ética como orientadora de nossa conduta, é indiferente se estamos no partido A, B ou C, se estamos na Igreja, em casa ou na prefeitura, ou se estamos no começo ou no fim de um mandato.

Sempre devemos agir – e esta é uma exigência da ética – levando em conta que meus interesses, simplesmente por serem meus, não podem ser mais importantes que os interesses de outras pessoas. Na esfera privada, esta exigência tem um alcance que se restringe aos nossos familiares e amigos. Contudo, ao adentrarmos na esfera pública (ao assumirmos, por exemplo, cargos como o de prefeito, de secretários municipais ou vereadores) esta exigência é estendida a todos os cidadãos. Dessa forma, os interesses de João da Silva e de um deputado estadual, se forem os mesmos, devem ser tratados igualmente. Aquele que detém um cargo público que assim age, preserva sua integridade e seu caráter, não tendo vergonha de contar para seu filho o modo de vida que leva.

Realmente acreditei que o PT pudesse provar que o dilema exposto no título deste texto fosse falso e que mostraria que a separação entre a ética e a política é uma realidade apenas para aqueles que acreditam no “rouba, mas faz”. Tal dilema deveria ser destituída de seu status de justificativa para que pudéssemos, indignados, dizer “faz, mas rouba!”. Infelizmente isso não aconteceu. O caráter dos muitos que assumiram os cargos e funções do executivo foram revelados. Aliás, como escreveu Sófocles em sua tragédia grega Antígona, datada de 440 A.C., apenas sabemos o real caráter de uma pessoa ou de um grupo quando esta(e) assume o poder. E o que vi me deixou profundamente triste. Não apenas pela corrupção, mas por terem se transformado em contra-exemplo de um governo democrático.

Maurício C. Serafim

Falta que a gentileza faz

17 de setembro de 2006 por Mauricio Serafim
Categorias: capital social, civismo, ensaio, sociedade, vida

Falta que a gentileza faz

Passei no supermercado Pão de Açúcar para comprar algumas coisas e como acontece todo domingo, faltam caixas para o atendimento e filas enormes se formam. Deve ser para dar a dose de estresse diário, que não poderia faltar no final de semana. Mas o que me chamou a atenção não foi a desorganização da empresa, que de caixa parecem não entender muito (lembro do episódio da venda pelo supermercado dos ingressos do show do U2 no começo deste ano, que teve sérias falhas, inclusive com repercussão internacional).

Ao notarem a fila e a impaciência dos clientes, o pessoal do supermercado abriu mais dois caixas. O que seria mais justo? Que as pessoas que estavam na fila há um bom tempo tivessem prioridade e fossem convidadas para irem para esses caixas. Mas o que aconteceu foi que as pessoas que estavam acabando de chegar, ao verem o caixa abrindo, foram as primeiras a serem atendidas. Não olharam para os lados, não quiseram saber o que seria mais justo ou mais gentil. A empresa errou ao não organizar a abertura dos caixas, mas o que me impressionou foi a falta de gentileza dessas pessoas que “não olharam para os lados”. Foram adiante sem se perguntar se alguém poderia ter a preferência no atendimento. Eram senhoras, pais de família, pessoas de classe média, que muito provavelmente recriminam os “políticos” e acham a corrupção um escândalo.

Penso que a medida para sabermos se uma sociedade vai bem é o grau de gentilezas e honestidade das pessoas no seu dia-a-dia. Assim como as borboletas são os animais mais sensíveis à radiação nuclear e podem servir como alerta a uma catástrofe iminente, o desaparecimento aos poucos da gentileza pode ser um aviso do embrutecimento da sociedade. O episódio do supermercado é uma manifestação desse embrutecimento? Se for, estamos dando marcha a ré no nosso processo civilizatório e cada vez mais longe de construir uma verdadeira nação. Se quisermos que o Brasil seja um lugar decente e que dê certo, é fundamental começarmos com as coisas que estão ao nosso alcance, aceitando de uma vez por todas que justiça e honestidade devem ser vivenciados primeiro por nós, no nosso cotidiano. Caso contrário, estamos reproduzindo em pequena escala o que estamos vendo em grande escala na nossa política por meio dos jornais e revistas. E na maioria das vezes, acreditando que o problema sempre são os outros.

Zumbi or not zumbi: uma boa metáfora para os dias atuais

9 de setembro de 2006 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, ensaio, politica

Numa noite dessas tive um sonho com zumbis – desses que estamos acostumados a ver nos filmes – sendo que eu mesmo tinha virado um. Mas era um zumbi tipo light , que não fazia mal às pessoas e bastava que as beijasse (ou algo do gênero) para que elas se transformassem também. No sonho os zumbis podiam voar e eram alegres porque adquiriam capacidades melhores do que os humanos. Pode parecer estranho que eu esteja comentando isso, mas a verdade é que o sonho mexeu comigo. Fiquei me perguntando que metáfora poderia significar. A minha relação com os filmes de zumbis começou quando há algum tempo assisti sem querer ao filme Madrugada dos Mortos , porque estava passando os canais e as cenas me chamaram a atenção. Achei o filme bem feito para o gênero, mas no fim eu me senti muito mal. Ele me passou uma desesperança que me causou desconforto durante vários dias. No filme, todos os esforços dos humanos para se salvarem tinham grandes chances de darem certo, mas sempre eram frustrados pelos zumbis.

Após o meu sonho, então quis me “exorcizar” e aluguei o filme Terra dos Mortos (Land of the Dead), do lendário cineasta George A. Romero . Um ótimo filme para quem se aventura pelo gênero, e mais alinhado com o meu sonho. Para uma boa resenha, recomendo uma publicada no site Omelete , de Érico Borgo. É interessante que você quase torce pelos zumbis e quase se solidariza com eles. Dizem que o filme é uma metáfora ao governo Bush e sua política internacional, principalmente com os países árabes. Faz muito sentido, as metáforas são poderosas e aqui merece reproduzir o comentário de Borgo:

Mas o grande mérito do filme é explorar novamente os problemas da sociedade moderna utilizando inteligentíssimas situações metafóricas. Na história, os mortos estão espalhados pelo planeta e os humanos sobreviventes se mantêm protegidos em cidades-fortaleza. Essa organização feudal remonta à Idade Média, mas apresenta uma perturbadora – e moderna – constatação. Os poderosos aristocratas vivem em torres de vidro imponentes, cercados de exércitos particulares e vivendo em ostentação e negação. Enquanto isso, os indesejados, os desafortunados, ocupam o perímetro de tais construções e fazem o trabalho sujo: varrem as cidades dominadas pelos zumbis a bordo de um caminhão blindado em busca de mantimentos para abastecer as fortalezas.

A estrutura na qual os abastados vivem, liderados pelo poderoso Kaufman (Dennis Hopper, mistura de George W. Bush com Donald Trump), imediatamente lembra a crítica ao consumismo de O Despertar dos Mortos. No entanto, apesar desse elemento também estar presente no novo filme, aqui é a desigualdade de classes e as relações imperialistas que estão no centro do debate. Há os ricos, a classe operária e os zumbis terceiro-mundistas, sendo que os últimos assistem impassíveis ao extermínio de seus irmãos enquanto os recursos de suas cidades são extraídos. Deu pra entender aonde Romero – o brilhante Romero – quer chegar?

E fiquei pensando que no Brasil os zumbis também podem ser útil como metáfora para a nossa estrutura de desigualdade socioeconômica. Quem seriam os zumbis – os morto-vivos – que nos atormentam e nos causam medo por eles se alimentarem de pessoas vivas e que com apenas uma mordida faz com que nos transformemos em um deles? E o zumbi também não poderia ser uma metáfora para os nossos desejos e pulsões (Id freudiano), muitos dos quais detestamos reconhecê-los que estão conosco e que se dermos um mínimo de brecha poderá nos controlar?  No final do filme, ao contrário do outro que assisti, ele me deu esperança, quando Riley Denbo ordenou que os tiros contra os zumbis cessassem porque eles, os zumbis, estavam apenas procurando um lugar para ficar, assim como os humanos. A esperança surgiu porque Denbo entendeu que a paz ou a boa convivência entre os diferentes (e não há diferença maior do que a polarização “vivo” e “morto”) está embasada no reconhecimento da semelhança. Foi apenas a partir disso que a guerra cessou. Que as almas mais sensíveis me perdoe, mas o filme é imperdível. E o meu sonho fez mais sentido.

Carreira e casamento

24 de agosto de 2006 por Mauricio Serafim
Categorias: administracao, comportamento, empresa, sociedade

Do site Blue Bus :

Sob o titulo ‘Don’t Marry Career Women’ (Não se casem com mulheres que têm carreiras), a revista Forbes publicou há 2 dias em seu site uma materia que alerta os homens. Diz que estudos de cientistas sociais indicam que os riscos de dificuldades no casamento são mais altos quando elas são career women . As mulheres com carreiras enfrentam maior probabilidade de se divorciarem, são mais inclinadas a trair, menos propensas a ter filhos – e se são mães, têm maior chance de não estarem felizes com a situaçao. A repercussão do texto foi negativa, ‘fora e dentro da empresa’, admite a Forbes. Ontem a revista acrescentou uma réplica – ‘Don’t Marry A Lazy Man’ (Não se casem com homens preguiçosos). Abre com a sugestão de que as mulheres perguntem a seus homens – ‘Quando foi a ultima vez que você aprendeu alguma coisa util em casa ou no trabalho?’”.

Leia os dois textos aqui (em inglês). Escrevi com o Pedro Bendassolli para a GV-executivo um texto relacionado com esse tema . Acredito que o dilema entre a vida profissional e a vida pessoal está mais complexa para as mulheres. E a opção de muitas delas estão deixando os homens, como direi, meio que perdidos.

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