Links do Delicious [ 29.01.10 ]

29 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia
  • [ The Hidden Adam Smith in His Alleged Theology by Gavin Kennedy ] Adam Smith’s views on religion in Moral Sentiments are generally regarded as consistent with, variously, Christianity, Protestantism, Deism, Providentialism or some version of Natural Religion. This paper examines the evidence from his earliest essay, known as The History of Astronomy (posthumous, 1795) and his major work, The Theory of Moral Sentiments, through editions 1 to 6, 1759-1790, and locates his hidden views within his known biographical details, the censorious religious environment of 18th-century Scotland, his and relationships with colleagues within the Scottish Enlightenment . From the evidence of his biography and his writings, Smith’s alleged theological beliefs are shown to be unsound, undermining such modern assertions. economia economics economia-religiao adamsmith religiao religion
  • [ Crise do mensalão ajudou a 'esconder' o surgimento do 'lulismo', diz cientista político André Singer - 28/01/2010 - UOL Notícias - Política ] Em entrevista ao UOL Notícias e a Joaquim Toledo Jr., editor da revista “Novos Estudos”, Singer falou sobre a mudança nessa base social de apoio de Lula, sobre o filme “Lula, o Filho do Brasil” e ainda sobre os principais pré-candidatos à Presidência da República. pt lulismo politica
  • [ Microfinance and happiness ] Microfinance institutions are used to claim that their impact goes beyond money since rescuing from exclusion uncollateralized poor borrowers significantly affects their dignity, self-esteem, social recognition and, through it, life satisfaction. Our paper aims to verify indirectly this claim by evaluating whether access to microfinance loans has significant impact on life satisfaction beyond its indirect impact via income changes. Our empirical findings on a sample of poor borrowers in the suburbs of Buenos Aires show that, after controlling for survivorship bias, the number of credit cycles has a significant and positive effect on life satisfaction. microcredito happiness felicidade system:filetype:pdf system:media:document
  • [ Competência artística - como transformar a criatividade em atividade econômica ] A visão tradicional sobre a arte afirma que a atividade deve ser subsidiada e que não se deve esperar que sua produção gere dinheiro.

    Evelina Wahlqvist, pesquisadora da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, não concorda com isto. Segundo ela, a relação entre o setor cultural e o crescimento da economia como um todo está se tornando cada vez mais significativa e relevante. cultura_arte cultura economia

  • [ Sociologia per la persona ] Il gruppo SPe – Sociologia per la persona – nasce nell’ottobre 1995 e raccoglie gli studiosi che, a partire dall’impegno pionieristico di Achille Ardigò, hanno in comune uno specifico modo di intendere l’analisi sociologica.

    SPe si fonda su una lunga e matura esperienza d’incontro, di cooperazione e di impegno nella vita associativa di numerosi sociologi italiani che, pur muovendo da esperienze diverse, condividono precisi valori, quali il primato della persona e della sua libertà nella vita sociale.

    Il Gruppo si ispira al rigore scientifico quale ideale regolativo e si propone di orientare la ricerca e la riflessione teorica su tematiche centrali per lo sviluppo sociale e per la crescita di una convivenza civile, libera, democratica, solidale, rispettosa delle diverse culture e capace di valorizzare i differenti ambiti associativi e comunitari. sociology italia comunidade community dadiva

  • [ História da Administração ] Editado pelo Prof. Geraldo Gonçalves Junior. Este site é a concretização de um sonho que acalento há muitos anos. A paixão pela História da Administração me levou a garimpar materiais que pudesse utilizar nas aulas como forma de ilustar o tema para meus alunos. O resultado foi que, ao longo do tempo, colecionei artigos, endereços de revistas especializadas, livros dos nossos gurus, imagens e vídeos que compartilho com todos aqueles que, como eu, cultivam o prazer de estudar a evolução das organizações. adm estudos_organizacionais administracao
  • [ QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ: Guerreiro Ramos ] Márcio Ferreira da Souza traz um interessante artigo sobre Guerreiro Ramos abordando variados aspectos de sua obra, apresentando trabalhos realizados sobre o autor e comentários sobre seus principais livros. administracao admpublica adm estudos_organizacionais orgtheory organization organizational_theory guerreiro_ramos
  • [ Ethics of Celebrities and Their Increasing Influence in 21st Century Society ] The influence of celebrities in the 21st century extends far beyond the traditional domain of the entertainment sector of society. During the recent Palestinian presidential elections, the Hollywood actor Richard Gere broadcast a televised message to voters in the region and stated, “Hi, I’m Richard Gere, and I’m speaking for the entire world”. Celebrities in the 21st century have expanded from simple product endorsements to global political and international diplomacy. The celebrities industry is undergoing, “mission creep”, or the expansion of an enterprise beyond its original goals (Hyde, 2009). The global internet is one of the major drivers of this phenomenon. The contribution of this paper is to analyse this global phenomenon and the potential implications for business ethics research. artigos etica business orgtheory organization organizational_theory
  • [ The Strength of Weak Ties - a Network Theory Revisited - Mark Granovetter | Twine ] n this chapter I review empirical studies directly testing the hypotheses of my paper "The Strength of Weak Ties" (hereafter "SWT") and work that elaborates those hypotheses theoretically or uses them to suggest new empirical research not discussed in my original formulation. Along the way, I will reconsider various aspects of the theoretical argument, attempt to plug some holes, and broaden its base. socecn sociology
  • [ The Impact of Social Structure on Economic Outcomes - Mark Granovetter | Twine ] Social structure, especially in the form of social networks, affects economic outcomes for three main reasons. First, social networks affect the flow and the quality of information. Second, social networks are an important source of reward and punishment. Third, trust emerges, if it does, in the context of a social network. socecn sociology

Links do Delicious [ 19.01.10 ]

19 de janeiro de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, ciencia

Náufrago à frente do mar

13 de dezembro de 2009 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, vida

Náufrago à frente do mar

Mar de Trieste, Itália. Enviada por Licia Paglione.

Um dia com Leonardo da Vinci

27 de junho de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, ciencia, educacao, politica

Um dia com Leonardo da Vinci Em Milão há o Museu Nacional da Ciência e Tecnologia “Leonardo Da Vinci” . Entre outras coisas, há uma exposição sobre os trabalhos de Leonardo Da Vinci na área de tecnologia. Surpreendente. Para você ter uma idéia clique aqui e veja quantas coisas Da Vinci projetou. Ele foi um dos grandes e talvez um dos últimos que conseguiram unir o humanismo e a ciência.

Contudo, o que mais me impressionou na visita foi ver que há espaços reservados para que as crianças tenham contato tanto com as invenções de Da Vinci quanto com as áreas mais recentes da tecnologia, como a robótica. São laboratórios bem equipados e bonitos onde as crianças podem reproduzir experimentos coordenados por monitores. Também há um outro espaço para que as crianças possam brincar e seus pais descansarem. Tudo sempre muito bem cuidado. A entrada, como dizemos no Brasil, é a preço popular.

Como brasileiro, obviamente que fiquei impressionado com todo esse cuidado com a educação das crianças e com a estética. O meu dia com Leonardo Da Vinci me evidenciou que realmente não estamos acostumados a isso.

Cartas à milanesa (III)

11 de maio de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, comportamento, cultura, politica, sociedade

Estou percebendo algumas diferenças do ambiente acadêmico da Itália em relação ao Brasil.

Cartas à milanesa (III) Fico surpreendido com o meu orientador italiano – prof. Alberto Martinelli, da Univeridade de Milão, um acadêmico com um currículo respeitável – que debate com seriedade temas como responsabilidade social empresarial, empreendedorismo e administração, que passam muitíssimo ao largo dos departamentos brasileiros de sociologia e ciência política. Prof. Martinelli – que trabalhou com Neil Smelser e Philip Selznick na Universidade de Berkley – se dedicou a esses temas abordando-os sociologicamente. Conhecendo seus livros e os de seus colegas que estão sendo publicados, percebo que há um grau de ideologização menor que no Brasil. Eles estão mais preocupados em analisar e compreender um fenômeno social – geralmente um problema atual, como a imigração, a pobreza, a União Européia e a globalização – oferecendo recursos teóricos para ações futuras de atuação na sociedade do que estabelecer terrenos ideológicos e ter comportamentos preconceituosos a alguns assuntos e temas, como acontece no Brasil. Para se ter uma idéia, um colega do doutorado da FGV me recomendou que eu não mencionasse a palavra “empreendedorismo” quando fosse falar com um antropólogo ou sociólogo brasileiro porque temas do universo da gestão não são bem aceitas, a não ser que seja do ponto de vista “crítico”.

Um outro fato que me surpreendeu foi um cartaz na Universidade Estatal de Milão que convidava para uma reunião os estudantes de “direita”. Fiquei parado, olhando o cartaz, quase não acreditando, porque é impossível imaginar que isso possa acontecer em uma universidade estatal brasileira. E fiquei me perguntando se a falta dessa diversidade de pensamento e do diálogo com quem pensa diferente não está fazendo muito mal ao meio acadêmico brasileiro. Será que não devemos reaprender, como na pintura deste post, com Platão e Aristóteles? Certo que eles não estavam discutindo sobre direita e esquerda, mas – como suas mãos sugerem – sobre o em cima (mundo das idéias) e o embaixo (mundo vivido). Bem, isso é uma outra história, mas fica a lição.

Show de Loreena McKennitt

23 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: arte, cultura, musica, vida

Show de Loreena McKennitt

Ontem fui ao show de Loreena McKennitt , um antigo sonho, desde que conheci sua música numa fita K7 que um amigo meu – hoje padre Alexandre – me emprestou. Ainda me lembro daquela noite em que estava escrevendo minha dissertação de mestrado, em 2000. Era 11:00 da noite e coloquei a fita para tocar, sem pretensão. Havia muito tempo que nada me surpreendia musicalmente, apenas gostava ou não. Comecei a escrever e a música a soar. Num certo momento senti uma leveza no coração e não sei bem o porquê, lágrimas vieram. Por isso, quis conhecê-la um pouco mais e comprei seus CDs, que sempre estiveram muito comigo, principalmente em momentos que era preciso sentir um pouco mais a beleza. Considero-a a artista atual que melhor consegue extrair beleza da melodia. E como a melodia é fundamental para mim, Loreena é a minha compositora favorita. E tive a oportunidade de assisti-la no Teatro degli Arcimboldi , em Milão. A turnê que está passando pela Europa é de seu novo trabalho, An Ancient Muse , canções encantadoras que remetem a viagens e a nossas heranças universais. O trabalho, inspirado no livro Odisséia, de Homero, é o primeiro trabalho inédito desde 1998, ano de falecimento de seu noivo, em um lamentável acidente de barco.

Show de Loreena McKennitt O cenário do show estava impecável e os efeitos das luzes nos absorviam para o mundo que ela cantava. As músicas dos outros álbuns tiveram bastante destaque e muitas delas empolgaram o público, que expressaram muito carinho por Loreena por meio de aplausos demorados e três pedidos de bis. Além da instrumentos inusitados que ela usa em suas músicas – como o nyckelharpa (violino dedilhado da Escandinávia) – me chamou a atenção quando ela disse que o álbum também é sobre as pessoas que viajam para poderem se conhecer e se encontrar. De alguma forma isso sempre esteve presente em várias civilizações ao longo de nossa história. E me tocou particularmente porque estou fazendo uma viagem – por dever profissional – mas que está tocando profundamente minha alma. E Loreena me ajudou a entendê-la.

Para se ter uma pequena noção de como é o seu show, acesse dois vídeos de um concerto na Espanha, em que interpreta duas canções de seu novo álbum: Penelope’s song e Caravanserai . Boa viagem!

Cartas à milanesa (II)

11 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: civismo, comportamento, cultura, ensaio, sociedade

Comecei a notar algumas diferenças entre o estilo de vida dos italianos e a nossa. Algo que fica muito evidente é como eles conseguem viver o espaço público. No Brasil temos receio de freqüentá-lo e cada vez mais raramente podemos usufrui-lo, por estar deixando de ser público e se tornando privado, virando moradia de mendigos, ponto de prostituição ou de venda de ambulantes, entre outros. Há muito a praça deixou de ser lugar de encontro e fonte do sentimento de pertença à cidade. Em Milão, as praças são lugares onde as pessoas podem caminhar e “dar um tempo”, ou ainda se encontrar com pessoas para conversar, comer e beber algo. E eles sabem muito bem comer e beber. A qualidade da comida que se consome cotidianamente é superior ao Brasil. Para ter essa qualidade, precisamos gastar muito mais.

O transporte público parece funcionar bem. Em Milão há ônibus, bonde, trem e metrô. Todos os transportes públicos são usados sem percebermos uma distinção de classe, como vemos no Brasil. Nos três anos que fiquei em São Paulo não me lembro de ter visto alguém da classe média levando seu filho em carrinho de bebê no metrô. Isso é muito comum aqui. Há uma razão para o uso intensivo de transportes públicos: em Milão, é muito difícil de se andar de carro porque não há muitos estacionamentos e vagas, uma fonte de desestímulo – não sei se intencional ou não. Como a cidade é plana, também podemos ver pessoas de trajes elegantes indo de bicicleta para o trabalho ou escola, algo muito inusitado para os paulistanos.

Em todas as viagens de metrô que fiz aqui sempre surgiu alguém no vagão pedindo dinheiro ou tocando alguma música no violino ou acordeom para ganhar alguns trocados. Em sua maioria são pessoas vindas de países do Leste Europeu e que fazem parte do contingente da camada mais pobre da cidade, juntamente com os marroquinos. Aqui é muito comum se afirmar que os pobres não são os italianos natos, mas esses imigrantes. [Continua]

Cartas à milanesa (I)

10 de março de 2007 por Mauricio Serafim
Categorias: comportamento, cultura, ensaio, sociedade

Estou morando em uma numa cidadezinha chamada Cernusco Sul Naviglio , distante 10 quilômetros de Milão . É uma comune (como eles chamam aqui) de 13 quilômetros quadrados e 30 mil habitantes. A primeira coisa que me chamou a atenção foi sua beleza. A natureza, muito presente, é apreciada em suas sete praças e dois parques e todo o espaço público é muito bem cuidado. Nas praças sempre há pessoas conversando e tomando café aproveitando o sol da manhã. No rio Naviglio, que atravessa a cidade, há patos nadando, algo bem estranho para alguém que vem da cidade de São Paulo. Bom, confesso que aqui tudo é muito estranho. A vida é calma, os horários do comércio são variados – porque cada negócio tem o seu, que é exposto na porta –, as pessoas saem nas ruas tranquilamente com os seus filhos em carrinhos de bebê e as praças são lugares onde as pessoas sentam e conversam. Tudo muito estranho…

Na primeira vez que fui à cidade de Milão de metrô, as pessoas que estão me hospedando ficaram preocupadas porque é a maior cidade da Itália e, como toda cidade grande, tem seus perigos. Também fiquei apreensivo. Mas havia me esquecido que a população de Milão, de dois milhões de habitantes, equivale ao número de pessoas que freqüentam por dia o metrô de São Paulo. A sensação que tive foi a de chegar numa cidade de interior: era calmo, sem os formigueiros humanos que me acostumei a fazer parte em São Paulo. Fui logo para o centro histórico, na Piazza Duomo (Praça Catedral). Fiquei sem fôlego ao ver a catedral medieval e estranhei como a praça é bem freqüentada. Conheci a famosa Galleria Vittorio Emanuele , dedicada ao primeiro rei da Itália. Perambulei pelas ruas e em todo lugar que eu ia tudo era muito bonito. [Continua]

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