Em algum lugar da Itália (6)

6 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: arte

Fragmento de Outono, por Licia Paglione.

Em algum lugar da Itália (6)

Para uma tarde de sábado: Ludovico Einaudi

5 de novembro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: musica

Em algum lugar da Itália (5)

3 de agosto de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: arte

Em algum lugar da Itália (5)

Abraço de Sol , por Licia Paglione.

… para o amplo e infinito

25 de junho de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: poesia

… para o amplo e infinito

Se vuoi costruire una nave
non radunare gli uomini
per raccogliere il legno,
distribuire i compiti e dare ordini,
ma insegna loro
la nostalgia del mare ampio e infinito

"Se você quiser construir um navio
não reúna os homens
para recolher a madeira,
distribuir as tarefas e dar ordens,
mas lhes ensine
a nostalgia do mar amplo e infinito"

(A. de Saint-Exupery)

Via Licia Paglione.

Em algum lugar da Itália (4)

3 de março de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: arte

Em algum lugar da Itália (4)

Conferência “política, economia e sociedade na perpectiva do bem comum”

20 de fevereiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, administracao, civismo, educacao

Conferência “política, economia e sociedade na perpectiva do bem comum”

Com atraso divulgo o cartaz do evento que participei como conferencista no início de fevereiro. Fui convidado por Antonello Canzano, professor e pesquisador da Universidade “G. D’Annunzio” Chieti-Pescara que me recebeu na Itália. Há alguns erros, como o meu nome com “z”, o nome da universidade e o meu tema de estudo. Mas garanto que a conferência foi muito interessante :-)

Visita ao Instituto Universitário Sophia

2 de fevereiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, educacao

Durante os dias de 19 a 23 de janeiro fiz uma visita ao Instituto Universitário Sophia , localizada na cidade de Incisa in Val d’Arno, perto de Florença (região de Toscana). Inaugurada em 2008, oferece os cursos de mestrado (na Itália se chama master e equivale ao curso de especialização no Brasil) e doutorado em ‘Princípios e perspectivas para uma cultura da unidade’. Sophia é um instituto pequeno, com cerca de 100 alunos 20 professores (entre os estáveis e convidados), que está ainda se estruturando e aprimorando sua identidade. Entretanto, algumas peculiaridades já a diferencia de outras universidades e institutos.

A primeira é que há alunos de todo o mundo e nota-se uma diversidade realmente construtiva onde se busca compreender a cultura do outro. Nos momentos em que os alunos se encontram fora da sala de aula, ouve-se vários sotaques do italiano procurando se compreender. A convivialidade é incentivada e um dos pontos centrais de encontro é o saguão do instituto, onde há uma máquina de café administrada pelos próprios alunos. Qualquer um que saiba manejá-la se incube de preparar alguns cafés nos intervalos entre as aulas – que seguem o ritmo 45 min. de aula e 15 de intervalo, das 8h30 às 13h15 e das 15h às 16h45. Há sobre o balcão uma pequena cesta onde podem ser deixadas alguns moedas para financiar a manutenção da máquina e a compre do café e do leite. Uma experiência autogestionária simples, mas bastante pedagógica.

No dia seguinte a minha chegada, participei como ouvinte de uma aula de filosofia política com o prof. Antonio Maria Baggio . Além da diversidade de nacionalidades, há também a diversidade de campos de conhecimento. Havia, entre outros, jornalistas, biólogos, médicos, engenheiros, teólogos, filósofos, sociólogos, designers , economistas, todos se esforçando para compreender um texto de Romano Guardini (1885-1968). Uma metodologia muito interessante utilizada pelo prof. – baseada no conceito de kénosis – é a de compreender em profundidade o texto do autor no primeiro momento, para só depois fazer comparações ou críticas. E essa metodologia é levado muito a sério. Quando alguns alunos faziam perguntas procurando comparar o trabalho de Guardini com outros, o prof. dizia claramente que ainda não era o momento para isso, mas que se deveria “fazer-se vazio” de críticas e comparações para poder acolher completamente a ideia do autor.

Durante os quatro dias tive conversas interessantes com o filósofo brasileiro Felipe Müller, o economista italiano Luigino Bruni e o sociólogo belga Bernhard Callebaut . Também tive a sorte de assistir à palestra com Massimo Cacciari , um dos principais filósofos italianos da atualidade. Dessa palestra e da aula que assisti notei duas coisas que me chamaram muito a atenção no Instituto: o valor dado aos clássicos da filosofia para a discussão sobre a realidade atual da civilização ocidental e a inserção da teologia cristã e da cultura hebraica no diálogo com outras disciplinas e campos do conhecimento. E essa constatação me fez pensar sobre a distância que há entre esse ensino universitário, que busca compreender a cultura de forma mais abrangente possível, e o nosso, que diz valorizar a diversidade, mas que é, ao mesmo tempo, hostil com a tradição da cultura ocidental.

Seminário na Universidade “G. D’Annunzio” di Chieti-Pescara (Itália)

16 de janeiro de 2011 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, educacao, eventos

No último dia 12 proferi um seminário no curso de Sociologia da Università degli Studi ‘G. D’Annunzio’ di Chieti-Pescara . O seminário foi na aula da disciplina de ‘Sociologia dos fenômenos políticos’, ministrado pelo prof. Antonello Canzano (veja alguns de seus livros aqui ).

O tema apresentado foi a ‘Cultura política participativa: a experiência da coprodução no Brasil’. Falei um pouco sobre a história do Brasil, alguns dados sobre o País, sempre com a intenção de ir além do famoso trio do imaginário italiano a nossa respeito: futebol, carnaval e Amazônia (há também sobre as mulheres brasileiras, mas não comentei para não ser indelicado).

Depois de expor algumas características da cultura política brasileira – o rico debate e experiências de participação, foco nos governos locais e gestão pública nos anos 80 e 90, e uma certa centralização por parte do governo federal e o declínio do debate político sobre um projeto de nação baseado nas instituições nos últimos anos – falei sobre a coprodução dos serviços públicos, um tema emergente na administração pública e que lecionei por alguns semestres no curso da ESAG/UDESC .

O público, cerca de 30 alunos, se mostrou muito simpático e receptivo. Fizeram-me várias perguntas e fiquei surpreso com o conhecimento sobre a política partidária brasileira. Um deles me perguntou se eu achava que a Dilma não seria apenas uma marionete do Lula. Dei uma resposta diplomática: “ainda é cedo para dizer qualquer coisa a respeito, mas espero sinceramente que não”. Não é o que penso, mas enfim, estava de certa forma representando o Brasil.

Entre outras coisas, uma que me despertou muita atenção: eles me perguntaram como eu via a Itália e o que eu achava do Berlusconi. Claramente os alunos estão preocupados com o futuro de país e senti um pouco de pesar por parte deles ao falar do futuro, ou melhor, do futuro que eles não conseguem visualizar. Há uma desesperança em relação as suas carreiras, trabalho e que horizonte eles poderiam almejar. Para um país que tem na estética uma de suas identidades, é inquietante essa imagem não tão bella sobre si mesmos.

A minha participação neste evento faz parte de um intercâmbio de curta duração com a Universidade Chieti-Pescara e foi possível graças ao incentivo à internacionalização promovido pela ESAG/UDESC , a qual deixo aqui meu agradecimento.

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