Redes sociais e pobreza

7 de maio de 2010 por Mauricio Serafim
Categorias: academia, ciencia, sociologia

Redes sociais e pobreza

Pois é, quem não faz, outros acabam fazendo. Mais ou menos há seis anos, na aula de sociologia econômica no doutorado, estávamos discutindo o texto do Granovetter sobre imersão social e na discussão tive uma idéia/hipótese que gostaria de ter desenvolvido: “pobreza é falta de relações”. O tempo passou e fui para outras searas, mas esse tema sempre me sensibilizou.

E hoje fiquei feliz ao ler uma reportagem da Agência Fapesp abordando justamente a relação entre as redes sociais e pobreza. O estudo foi realizado por Eduardo Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM). Os resultados indicam que membros de redes com grande homofilia – com parceiros de contato com mesmo perfil socioeconômico e demográfico – têm maior dificuldade para conseguir um emprego, e menor acesso a informação, repertórios e oportunidades.

Esses resultados são esperados de acordo com os conceitos de laços fortes e fracos da teoria das redes sociais. A riqueza do trabalho está em aplicar essas teorias para entender o fenômeno multidimensional da pobreza.

Para ler a reportagem completa, acesse aqui .

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